terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Chico Bento e Rosinha: HQ "A barraca dos beijos"

 

Chico Bento e Rosinha: HQ "A barraca dos beijos"


No Dia de São João, mostro uma história em que o Chico Bento ficou com ciúmes da Rosinha vender beijos na barraca da festa junina. Com 15 páginas, foi publicada em 'Chico Bento Nº 273' (Ed. Globo, 1997).

Capa de 'Chico Bento Nº 273' (Ed. Globo, 1997)

Chico Bento e Rosinha estão namorando, na timidez de sempre, quando Rosinha resolve mudar de assunto e fala que ela vai ajudar o padre na quermesse para levantar fundos para reforma da igreja. Chico diz que também vai ajudar, vai montar a barraca do coelhinho e Rosinha fala que vai montar a barraca dos beijos. Chico pergunta se é beijinho de coco, o doce, e Rosinha, responde que é beijo nos meninos. Chico fica brabo, grita que ela não vai fazer essa sem-vergonheira, namorada dele vende beijo nenhum. Rosinha fala que faz o que ela quiser, Chico diz que se ela fizer, não é mais namorada dele, e, assim, eles terminam o namoro.


Depois, Zé Lelé aparece para entregar o coelho para a barraca da quermesse, Chico, fulo da vida, conta que a Rosinha vai ficar na barraca dos beijos. Zé Lelé fica animado, larga o coelho e corre para a fila para ser o primeiro a beijar a Rosinha. Chico fala que aquele que beijá-la, não vai ser mais amigo dele e Zé Lelé acha uma pena, a amizade deles foi boa enquanto durou. 


Em seguida, Zé da Roça aparece, falando que é bom que Chico arrumou o coelho e que ele encontrou várias prendas para a barraca. Chico, triste, fala que terminou com a Rosinha porque ela vai ficar na barraca dos beijos. Zé da Roça fica animado, Chico grita que se ele disser que vai lá, faz ele engolir o coelho. Zé da Roça fala que nunca na vida vai fazer isso. 

Chico fala que não vai na quermesse para não sofrer e não dar de cara com a Rosinha beijando todo mundo. Zé da Roça acha bobagem e aposta que a barraca deles vai ser longe da barraca dos beijos. Só que no dia da festa junina, a barraca dos coelhos deles é em frente à barraca de beijos da Rosinha.

Na barraca dos beijos, tem fila enorme de meninos. Um menino pergunta quanto custa, Rosinha diz que é um Real e ele já dá a moeda fazendo biquinho para beijar. Rosinha fala que por enquanto é só inscrição e os beijos são mais tarde. 

Chico reclama que a barraca dela está fazendo sucesso, fila de meninos cada vez maior e ninguém olha para a barraca deles. Chico e Zé da Roça resolvem gritar para anunciar a barraca deles, tem que adivinhar a casa que o coelhinho vai entrar para ganhar a prenda só por um Real, enquanto um menino corre animado com a moeda na mão que prefere gastar na barraca dos beijos. Chico acha que as mulheres vão preferir a barraca deles e chama por elas para jogarem na barraca dos correios quando uma menina corre, falando que não pode porque tem buscar namorado dela que foi para barraca dos beijos.

Chico comenta que vai ficar com dor-de-cotovelo de ver a Rosinha vendendo beijos ao invés de apoiá-lo na barraca dele, quando tem um plano diabólico para acabar com o sucesso da barraca dela. Chico vai na frente da fila falar para a Rosinha que espera que hoje ela tenha escovado os dentes porque ela escova a cada três dias e justo hoje que a viu almoçando fígado com cebola, buchada ao jiló, alho frito e pimenta malagueta seria melhor garantir. Ele pergunta se ainda falta água na casa dela no banho, todo mundo ainda está com sarampo e todos os meninos fogem assustados.

Rosinha manda Chico parar senão não vai conseguir dinheiro para a igreja, Chico diz que está pouco se lixando, quando aparece o Padre Lino e o expulsa da barraca dela. Chico fala que isso é uma pouca-vergonha e o padre diz que pouca-vergonha é atrapalhar a barraca dos beijos e um beijinho inocente dado por uma garotinha tem nada de mais. Chico grita que isso porque a garotinha não é namorada dele e Zé da Roça o lembra que é ex-namorada e, então, eles passam a focar na barraca dos coelhos deles.

Zé Lelé aparece querendo jogar. Zé da Roça diz que é um Real e ele pode ganhar um lampião. Chico fica feliz que ele mudou de ideia de ir na barraca deles em vez da de beijos e Zé Lelé conta que já foi lá, foi o primeiro a comprar beijo e Chico o chama de ex-amigo, falso e bandido. Zé Lelé escolhe o número cinco, Chico reclama que escolheu só um número e Zé da Roça acha melhor que nada e a chance de ganhar é mínima. Só que o coelho entra justamente na casa cinco e Zé Lelé ganha o jogo.

Outras crianças querem jogar também, as meninas escolhem os números sete e doze e Zé Lelé escolhe o cinco de novo e o coelho entra de novo na casa cinco e Zé Lelé ganha uma botina de prêmio. Outras pessoas jogam escolhendo seus números. Zé Lelé diz que não vai jogar porque já escolheram o número cinco. Zé da Roça fala que ele pode escolher outro número e Zé Lelé não aceita, diz que o coelho Eurico é dele e a sua casinha tem um número cinco pintada e ele entra só nessa. O povo acha marmelada, pedem dinheiro de volta e vão embora, acabando com a barraca dos meninos. Zé Lelé fala que ele que devia reclamar porque a botina não é do número dele.

Depois, Rosinha avisa que está acabando as inscrições para os beijos e Chico resolve comprar. Só que o Genesinho comprou todos os cem beijos que faltavam. Chico fala que Genesinho não pode dar cem beijos na Rosinha e ele diz que pode porque pagou e fala com Rosinha que é tudo por nome da reforma da igreja.

Rosinha fala que os beijinhos vêm já, já, manda os meninos fazerem fila e mostra que quem vai beijar todos eles é a Maria Cafufa, a sócia dela na barraca. Rosinha quem vendia e Maria Cafufa, a mais feia da vila, quem beija, decepcionando os meninos e faz Genesinho correr dela. Chico fica feliz que não era a Rosinha quem ia beijar, ela diz que é tímida para isso. Mostra Zé Lelé feliz apaixonado por ter sido beijado pela Maria Cafufa. Depois, Chico pede desculpas e quer que Rosinha volte a namorá-lo, ela aceita, Chico fica feliz que agora só ele quem vai beijar a namorada dele, mas reconhece que quem sabe um dia porque a timidez dos dois não deixava beijar um ao outro enquanto namoravam.

História engraçada demais em que o Chico Bento fica furioso que sua namorada Rosinha ia vender beijos na barraca da festa junina e que sua barraca estaria na frente da dela e via todo o movimento. Depois de algumas tentativas sem sucesso para estragar com a barraca dos beijos, é descoberto que a Rosinha só vendia e fazia inscrições, mas quem iria beijar era a Maria Cafufa, para alívio do Chico e frustração dos meninos, principalmente do Genesinho, que era rico e pagou cem reais para ganhar cem beijos da Rosinha. Foi bancar o esbanjador, que sempre podia mais que os outros, foi o que mais se deu mal.

A confusão dava para ser resolvida antes da quermesse se a Rosinha tivesse explicado desde que ela contou a novidade, mas o Chico não a deixava falar, já estava atacando, proibindo de vender beijos. Não era só ciúme da Rosinha, o Chico tinha medo de ser corno, era muita tortura a sua barraca em frente da dela, vendo tudo e sem poder fazer nada. Foi hilário ver todas as cenas de ciúme do Chico, inclusive acabar amizade de quem beijasse a Rosinha, seus planos para estragar a festa como que Rosinha não escovava dentes após comer pratos com odores fortes, os meninos assanhados pensando que seriam beijados pela menina mais bonita da vila, principalmente o que já fez biquinho como se ela ia beijá-lo na boca, entre outros.

Na parte que o Chico ia fazer malvadeza do seu plano, apareceu chifres na cabeça dele, dando duplo sentido de que era diabo e corno. A ideia mais real era de apontar que era plano diabólico, e ao mesmo tempo indicava que era corno. Costumavam fazer histórias da Rosinha como a menina mais bonita e todos os meninos ficavam a seus pés, dando ciúmes no Chico e ainda tinha também certo machismo, como que sua namorada não podia andar de biquíni, de short curtinho, etc. Seria mais natural com adultos como Rubão e Mariazinha, mas depois que cancelaram os personagens, histórias assim ficaram com as crianças como Chico e Rosinha e Titi e Aninha. Eram legais também histórias do Chico e Rosinha tímidos e tronco de árvore, com vergonha de darem beijo um no outro.

O foco da festa junina ficou nas barracas, tanto do beijo quanto do coelho, disputa que quem ia em qual barraca. Teve momento que deixaram de lado a barraca dos beijos, deixando prevalecer a do coelho e muito engraçado também o Zé Lelé estragando tudo levando seu próprio coelho Eurico que tinha uma casinha 5. Festa junina e quermesse eram a mesma coisa nas histórias do Chico, normalmente quermesses organizadas pelo Padre Lino para levantar fundos para a igreja. Engraçado que até o Padre Lino achava normal beijos inocentes entre crianças.

Zé Lelé foi um show a parte, podia muito bem ter arrumado um coelho com outra pessoa e não levar o seu, conseguiu estragar a barraca do Chico e Zé da Roça, pensando também em ganhar todas as prendas do jogo. Curioso nessa história o Zé Lelé ter um coelho, mas não era definitivo, foi só nessa por causa do roteiro e confirmamos que ele é apaixonado pela Maria Cafufa, a mais menina mais feia da vila, adorou ter recebido o beijo dela. Apesar de Chico e Zé Lelé serem primos, nessa, eles foram tratados apenas como amigos. 

Os traços ficaram excelentes, eram perfeitos assim. Pena nas cores o degradê ficar só em alguns quadrinhos e não aparecer degradê em todos os quadrinhos como eram no segundo semestre de 1995, pelo menos ainda era alguma coisa. Teve erro na disposição de cores nas casinhas da barraca do coelho, como, por exemplo, a casinha do número cinco estava rosa com o telhado vermelho e depois quando o coelho entra, ela muda de cor para amarelo com o telhado roxo e na outra entrada dele, fica azul. E todas as casinhas dos outros números ficam com cores diferentes. Erro do colorista, que com uma revisão melhor colocariam as cores certas desejadas.

Completamente impublicável hoje em dia por terem namoro e beijo entre crianças (nem de adultos, pode, muito menos de crianças); meninos assanhados em beijar Rosinha, alguns até querendo beijá-la na boca; Chico ciumento e machista; referência a diabo no cabelo do Chico ao fazer malvadeza; religião com quermesse arrecadar fundos para igreja e ter presença de padre. Proibida também a palavra "bandido", principalmente nesse sentido de pilantra quando o Chico chama o Zé Lelé de bandido, assim como bullying com a feiura da Maria Cafufa, ninguém queria ser beijado por ela só porque era feia, maltrato com animais com o coelho Eurico ficar dentro de uma caixa minúscula até tirarem para ele escolher a casinha que ia entrar. Tudo isso é proibido nos gibis atualmente e definitivamente sem chance hoje.

Nunca foi republicada até hoje, dava para ser por volta de 2008, quando estavam republicando histórias de 1997 do Chico, mas como já estava na Editora Panini e o politicamente correto estava alto e predominante, preferiram não republicar. Então, se torna rara e só quem tem a edição original de 1997 que a conhecia.

Cebolinha: HQ "Alguém sabe do plano"

 

Cebolinha: HQ "Alguém sabe do plano"


Em julho de 1983, há exatos 40 anos, era publicada a história "Alguém sabe do plano" em que bandidos tentam assaltam um banco, mas alguém ouve o plano deles e vão atrás de quem ouviu. Foi história de encerramento de 'Cebolinha Nº 127' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Cebolinha Nº 127' (Ed. Abril, 1983)

Três bandidos estão planejando o maior assalto do século em um velho casarão abandonado. Eles contam o plano secreto que vão alugar uma casa ao lado do banco, cavar um túnel e sair dentro do cofre do banco e quando perceberem que forem assaltados, estarão longe. Em seguida, ouvem um barulho e percebem que tem alguém no esconderijo deles.

Vão conferir, a porta estava aberta, mas que tinham fechado antes, e uma ripa quebrada. Deduzem que alguém esteve lá e sabe dos planos deles. O chefe diz que ou procuram quem esteve lá ou terão que cancelar o plano. Nem pensam em cancelar porque ficaram 3 meses bolando plano e, então, vão procurar a pessoa, veem pegadas e acham que é de uma criança ou um anão.

As pegadas vão em direção ao Cebolinha e ao Cascão, que estavam jogando futebol, os bandidos acham que foi um deles e vão perguntar para eles quem foi. Cebolinha e Cascão pensam que eles eram olheiros que descobriram o futebol deles para jogarem profissionalmente e o Chefe pergunta se eles entraram no velho casarão. Cascão fala que não, ficaram o tempo todo jogando bola. 

Um bandido comemora, falando alto do plano que tinham de alugarem uma casinha e cavar um túnel até o cofre do banco. O Chefe o chama de imbecil, que contou o plano e agora eles sabem. Cebolinha e Cascão tentam fugir, mas como eles sabiam demais, os bandidos os jogam dentro do saco e prometem soltá-los depois do assalto. 

Em seguida, voltam a procurar quem esteve no esconderijo através das pegadas e encontram a Magali sentada comendo melancia. Os bandidos falam que sabem que foi ela quem entrou no casarão abandonado, Magali diz que estava ali comendo melancia o tempo todo. Cebolinha e Cascão no saco ouvem a voz dela e a mandam fugir porque eles são bandidos. Com isso, colocam também a Magali dentro do saco. Lá, Cascão grita que alguém o mordeu e Magali diz que pensou que fosse melancia.

Depois, os bandidos veem que as pegadas vão até ao Humberto, que estava tentando contar o plano deles a um policial só que por ser mudo, não entendia o que o Humberto tentava dizer. Os bandidos pedem licença ao policial e colocam o Humberto dentro do saco e os meninos descobrem que foi ele quem ouviu o plano quando foi buscar a bola.  

Os bandidos tentam disfarçar, mas o policial desconfiou e corre atrás deles. Resolvem ensacar o policial também, mas chegam outros policiais no carro e consegue prender os bandidos e Cebolinha comemora que graças ao Humberto que ouviu o plano deles. No final, os bandidos, na prisão, contam o plano para fugirem de lá ainda naquela noite, um deles vai fingir que estão muito doentes, vão gritar, gemer e quando os guardas aparecerem para ver o que está acontecendo, os agarram. Nesse momento, ouvem um barulho e veem que era o Humberto pegando a bola e de novo ouviu tudo.

História legal em que bandidos percebem que alguém ouviu o plano secreto deles de assaltar um banco e vão procurar quem foi. Resolvem sequestrar todos que encontravam e que descobriram o plano, colocando dentro do saco, para não deixar vestígios, Acabaram descobrindo que foi o Humberto que ouviu e que estava tentando contar para um policial. No final, os bandidos são presos e acaba o Humberto ouvindo de novo o plano deles para tentar fugir da prisão.

Nessa trama policial, foi abordado o mistério de quem esteve lá no esconderijo dos bandidos. Se o atrapalhado não tivesse contado o plano na frente dos meninos, precisariam ensacar ninguém. Aliás, nem precisavam ir atrás, Humberto não ia conseguir transmitir mensagem do plano deles por ser mudo, se soubessem disso, conseguiriam assaltar o banco numa boa. Confirmamos que o Humberto não fala, mas ouve muito bem. Dessa vez a Mônica não apareceu porque queriam dar o foco no Humberto já que na prática, a Mônica daria surra nos bandidos ao ser abordada e não descobririam quem foi que ouviu o plano deles. Cebolinha nem teve destaque principal, protagonistas mesmo foram os bandidos e o Humberto.

Foi engraçado eles tentarem enrolar o policial, disfarçando para ensacar o Humberto e Magali morder Cascão dentro do saco pensando que era melancia, até presa só pensava em comida. Magali, sem dúvida, foi a que foi mais sequestrada em toda a trajetória dos gibis, seja por bandidos ou vilões, sempre estava envolvida nisso. Imagino o calor e o mal cheiro que eles sentiram com Cascão dentro do saco. Teve absurdos de que força os bandidos tinham para carregar tanta gente dentro do saco e que saco resistente caber tanta gente sem arrebentar, semelhante  a ideia de Papai Noel ou o "Homem do Saco" que carregava crianças mal-educadas. O final ficou aberto para imaginar a sequência se o Humberto conseguiu contar para os policiais, eram comuns finais assim abertos para leitores imaginarem. 

Impublicável atualmente por ter bandidos com intenção de assaltar banco, sequestros, deixarem as crianças dentro do saco, policiais com armas, bandido chamar outro de imbecil, palavrão, trolar o Humberto por ser mudo e ele se dar mal durantea história. Definitivamente sem chance hoje em dia. Os traços muito bons da fase de transição para a fase consagrada a partir de meados de 1984, nesta ainda estavam personagens levemente com bochechas  diferentes, formando apenas uma curva começada pelo início da cabeça.

Curiosamente, esse gibi teve várias histórias com bandidos. Além dessa de encerramento, a de abertura "Um amigo perdido" foi com esse tema com Cebolinha sendo amigo de um bandido, tiveram também Zum e Bum, os bandidos pré-históricos, e uma de miolo com participação rápida de bandidos. Sem contar que a história de abertura de 'Cebolinha Nº 126' também foi com ladrão na casa do Cebolinha. Estava em alta histórias com bandidos na época, quase todos os gibis tinham uma ou mais histórias assim em um mesmo gibi. Desenhos animados na televisão e histórias com irmãos Metralha da Disney podem ter influenciado nisso. Ninguém reclamava, gostavam de ação e só queriam saber da diversão das tramas policiais.

A história ocupou 10 páginas do gibi, mas com as propagandas inseridas ocupando um quadrinho de rodapé, teria 9 páginas se não tivesse. Era muito comum fazerem isso na época por terem muitos anunciantes. As propagandas inseridas nesta história foi uma do "Instituto Universal Brasileiro" e três com variadas canetas "Bic". Outra curiosidade que na época não tinha tirinha na página final e colocavam no lugar o que ia acontecer na história de abertura da próxima edição. Com isso, no final da edição de 'Cebolinha Nº 126', colocaram essa história de destaque em vez da de abertura. Então, provavelmente, a ideia inicial era essa história ter sido de abertura e de última hora deixaram como encerramento, inverteram com a de abertura.

Nunca foi republicada até hoje, dava para ser em almanaques a partir de 1991 e acabou não sendo. Capaz de terem esquecido dessa já que naquela fase da Editora Globo não ligavam para politicamente correto e tiveram muitas outras histórias com bandidos mais pesadas que essa que republicaram como a própria história de abertura dessa edição e tantas outras. Então, só quem o gibi original de 1983 que a conhece. A capa  do gibi sem alusão a história de abertura, coisa rara nos gibis do Cebolinha da Editora Abril, devem não ter conseguido uma ilustração de acordo com a história de abertura ou com a reorganização das trocas das disposições das histórias não deu tempo de criar uma capa com alusão à história de abertura e preferiram a piadinha. Muito bom relembrar essa história há exatos 40 anos.

SAIA EM CROCHÊ

 

SAIA EM CROCHÊ



SAIA EM CROCHÊ FEITA PELA Artesã: Luciana Panza


Material:

2 novelos Círculo Charme cor 3128 (rosa),
Agulha para crochê Círculo nº 3 mm, 
Tecido rosa para forrar, 
Elástico para cintura.

Ponto utilizado:
Correntinha (corr.). Ponto baixíssimo (p.bxmo.): Introduza a ag., laç., puxe o p. e passe diretamente no p. da ag.. Ponto baixo (p.b.): introduza a ag., laç., puxe o p. e com outra laç., rem. todos os p.. Ponto alto (p.a.): laç., introduza a ag., laç., puxe o p. laç., rem., 2 p. e com outra laç., rem. todos os p.. Ponto fantasia: siga o gráfico correspondente. Barrado: siga o gráfico. Picô: siga o gráfico.

Amostra – Um quadrado de 10 cm em p. fantasia com a ag. nº 3mm = 30 p. x 7 carr.. 

Execução:

Frente e costas – São trabalhadas juntas. Comece pela parte de cima. Faça uma corr. de 160 p. feche em círculo e trabalhe em p. fantasia seguindo o gráfico, repita de * a * (20 v.). A 30 cm do início do trabalhe em p. de barrado seguindo o gráfico. A 45 cm do início do trabalho rem.. Usando a mesma corr. do inicio para o cós faça 6 carr. em p.a. e rem.. 

Montagem:
Faça o forro da saia colocando o elástico na cintura. Costure o forro no avesso da saia, deixe 3 carr. do cós da saia passando do forro. Dobre as 3 carr. de p.a. do cós da saia para o avesso e costure com p. invisíveis. Faça na dobra do cós uma carr. de picô seguindo o gráfico. 

Tamanho – 38

SAIA DE CROCHÊ BELÍSSIMA

 

SAIA DE CROCHÊ BELÍSSIMA


SAIA DE CROCHÊ - GRÁFICO

Xale Negro

 

Xale Negro


Xale

 

Xale


segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

CONHECENDO A HISTÓRIA DA CANHONEIRA VAPOR BRAZIL GREENHALGH

 CONHECENDO A HISTÓRIA DA CANHONEIRA VAPOR BRAZIL GREENHALGH

A Canhoneira Vapor Brazil Greenhalgh, foi o primeiro navio a ostentar esse nome na Marinha do Brasil, em homenagem ao Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh, tombado na Batalha Naval de Riachuelo em 11/06/1865.
Foi construída nos Estaleiros da Ponta da Areia, em Niterói, na gestão do então Ministro de Estado dos Negócios da Marinha o Deputado Francisco de Paula da Silveira Lobo, seguindo os planos do Engenheiro Naval Napoleão Level.
Foi lançada em 17/09/1865. Foi seu primeiro comandante, o 1º Tenente Ricardo Greenhalgh, que era tio do Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh.
Em 25/01/1866, o vapor partiu para o Rio da Plata para participar do teatro de Operações da guerra do Paraguai, sendo incorporado à 2ª Divisão Naval, onde participou de inúmeras missões, dentre elas o bombardeio de Curupaiti.
Na noite de 9 de abril do mesmo ano, tomou parte ativa na repulsa ao ataque paraguaio à Ilha de Redención ou Cabrita.
Em 1874, ainda fazia parte integrante da Flotilha do Alto-Uruguai.
Em 1884, a Marinha do Brasil procedeu o seu formal desarmamento para baixa da esquadra brasileira.
Recentemente historiadores da UNILA apontaram a descoberta de uma rocha com a inscrição “Vapor Brazil. Greenhalgh. 23/9/1869”, nas proximidades da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai).
Conforme citou o historiador Pedro Louvain, ao chegar relatos de populares e pescadores da região acerca de uma pedra com inscrições históricas, uma equipe de historiadores foi ao local e verificou-se que se tratava de um afloramento de rocha basáltica no meio da vegetação nativa e a poucos quilômetros da fronteira visual do Parque Nacional do Iguaçu.
Louvain conta que não é possível ter a datação absoluta deste achado por tratar-se de um material lítico com inscrições não orgânicas, porém, é possível fazer um trabalho de datação relativa através do levantamento de documentação histórica, o que fornece evidências em torno da sua autenticidade. “De fato, teve um Vapor Greenhalgh que lutou na Guerra do Paraguai e que passou por aquela região nessa época, e há o hábito de embarcações, ao desembarcarem tropas, deixarem as inscrições em rochas”, relata ele.
Micael apresentou um parecer histórico sobre a “Pedra Escrita do Iguaçu”, dando como conclusiva a autenticidade da inscrição na pedra. “Em setembro de 1869, a Guerra do Paraguai já dava sinais de esgotamento. A capital Assunção estava sob ocupação do Exército Brasileiro desde janeiro daquele ano e o ritmo das operações no teatro central já havia diminuído. Justamente essa condição que torna possível que a canhoneira por nome Greenhalgh tenha visitado a Tríplice Fronteira”, registra o parecer.
De acordo com informações da Marinha, a canhoneira Vapor Brasil realmente existiu e participou da Guerra do Paraguai e, entre os anos de 1866 e 1869, esteve no Rio da Prata navegando, patrulhando e combatendo nas águas do Rio Paraná e outros da região.
Porém, ainda é desconhecida a missão que a sua tripulação recebeu que os levou ao Rio Iguaçu e, consequentemente, ao registro feito naquela pedra à beira do Rio Iguaçu.
Todo o grupo de pesquisadores envolvidos comemora o achado arqueológico, mas é consensual também que a remoção da pedra para fins de conservação e futura exibição ao público se apresenta como uma possibilidade de ação de preservação do patrimônio nacional do Brasil e internacional da América do Sul. [...]
A rocha tem um peso estimado de 6 a 7 toneladas, tendo face frontal de um metro de largura e comprimento máximo de 2,9 metros.
O local exato não é divulgado para garantir a sua conservação.
(Texto adaptado de: jornaldooeste.com.br / Fotos: internet)
Guarda-Marinha João Guilherme Greenhalgh
Desenho representando o momento que Greenhalgh tomba em combate na batalha do Riachuelo.
Litografia ilustrativa: "Episódios do dia 17/06/1865. Combate Naval de Riachuelo. A canhoneira Araguary, comandada por Hoonholtz, incendiando o vapor Marquez de Olinda.", publicado na revista Semana Illustrada, nº 248, 1865.
A Pedra com as inscrições "Vapor Brazil. Greenhalgh. 23/9/1869".