quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Sonho de Ângelo Tassi: Quando um Canto de Terra se Tornou o Coração Hospitaleiro de Curitiba

 Em 1889, o Imigrante italiano Ângelo Tassi, comprou de um Padre, um terreno de esquina que se localizava em frente ao prédio da Estação Ferroviária e da futura praça Eufrásio Correia.

Ali ele construiu sua residência, e na primeiro parcela do terreno, abriu uma venda que passou a ser muito frequentada por passageiros e carroceiros que cruzavam a região. Desta forma, a família Tassi passou a fornecer a seus clientes, comida e pouso.
Não demorou muito e logo o negócio da família, precisou ser adaptado devido a demanda, dando a eles a ideia da construção de um hotel.
 Em 1990 é inaugurado o então “Hotel Estrada de Ferro’’, que após algumas reformas e ampliações, passou a se chamar finalmente, “Hotel Tassi”.

Com o enfraquecimento do movimento da estação ferroviária, o hotel enfrentou grandes dificuldades e baixa demanda, decorrente a isto, teve de ser alugado em 1942, tendo inclusive seu nome alterado para “Hotel continental”, e passando a ser vendido oficialmente em 1960.

No ano de 1972, a Estação Ferroviária foi totalmente desativada, devido a substituição do transporte ferroviário pelo rodoviário. Em seguida a este acontecimento, a região frente à estação, passou a viver um momento complicado resultante de abandono e o fechamento de vários hotéis, inclusive o Continental em 1976, que permanece fechado desde os anos 70.

As ruínas do Tassi sofreram um incêndio no ano de 1990 que quase destruiu o edifício por completo. Faz muitos anos que tapumes e escoras sustentam as paredes, e é nesta situação que um edifício de importância para a cidade de Curitiba, aguardava ansiosamente pela sua restauração.

Segundo a Coordenadoria do Patrimônio Cultural, apenas em julho de 1985 que o processo de tombamento do antigo Hotel Tassi foi iniciado. Devido ao alto custo de restauro ao edifício, seus proprietários permaneceram relutantes, e alegaram durante muito tempo que o prédio estava em ruínas e com potencial risco de desabamento. Mesmo com a insistente relutância, o edifício finalmente foi tombado.

Após muitos anos de espera, em 2004 se iniciou o processo de restauro do edifício, que se encontrava mais degradado que na situação atual, e em 2006, todas as aberturas do pavimento térreo foram vedadas com concreto para impedir a entrada da população.
O que resta atualmente do hotel, são apenas suas fachadas, com pisos de ladrilho hidráulico no térreo e uma escadaria de mármore parcialmente preservada. As paredes de estuque de madeira que revestiam o interior do hotel, ruíram em sua maioria após o incêndio. Infelizmente, seu restauro foi pausado e assim se encontra até os dias de hoje.
A situação atual do hotel é grave.

O edifício possui uma localização privilegiada, sendo inserido em uma área nobre e histórica no centro da cidade de Curitiba, em um dos principais pontos turísticos referenciais da capital. Seu processo de degradação é avançado, e sem os devidos cuidados e ações, o tempo deve castigar ainda mais as ruínas do antigo Hotel, agravando sua deterioração.
O que antes era um cartão postal, uma referência histórica Curitibana, hoje está totalmente deplorável e a mercê de marginalização, perdendo totalmente o que já tinha sido restaurado e parte da sua essência, tornando-se apenas ruinas escoradas e uma visão sombria no coração de Curitiba.

Fotografias: Washington Takeuchi

O Sonho de Ângelo Tassi: Quando um Canto de Terra se Tornou o Coração Hospitaleiro de Curitiba

Há histórias que nascem de um sonho simples e, sem pressa, tecem o tecido de uma cidade. A do Hotel Tassi é uma delas — uma narrativa de coragem, acolhimento e fé no futuro, escrita por mãos de imigrante e regada pelo suor de uma família que transformou um pedaço de terra em ponto de encontro de gerações. Vamos viajar até 1889, quando Curitiba ainda respirava os ares da modernidade ferroviária e um italiano chamado Ângelo Tassi chegou para deixar sua marca.
Naquela Curitiba em transformação, onde o apito do trem anunciava progresso e novos tempos, Ângelo Tassi — homem de visão e mãos calejadas pelo trabalho — adquiriu de um padre um terreno de esquina estratégico: bem em frente à Estação Ferroviária e ao que viria a ser a movimentada Praça Eufrásio Correia. Era ali, na confluência de estradas e destinos, que ele ergueria não apenas uma casa, mas um verdadeiro porto de acolhimento.
Primeiro veio a residência familiar, erguida com carinho e tijolos assentados na esperança. Na frente do terreno, uma modesta venda abriu as portas. Logo, o cheiro de café quente, pão caseiro e comida bem temperada passou a flutuar no ar, atraindo passageiros ansiosos por notícias de parentes distantes, carroceiros com histórias das estradas de terra e operários da ferrovia com sede de descanso. Ali, a família Tassi não vendia apenas mantimentos: oferecia um sorriso, uma palavra amiga, um lugar para recarregar as forças antes de seguir viagem. Era o Brasil acolhedor em sua essência — terra de imigrantes que sabiam o valor de um abraço depois de uma longa travessia.
E o destino sorriu para quem trabalhava com dedicação. A demanda cresceu, os viajantes multiplicaram-se, e a ideia brotou naturalmente: por que não transformar aquela venda acolhedora em um hotel de verdade? Assim, em 1900 — corrigindo aqui um pequeno lapso histórico presente em algumas fontes que citam erroneamente 1990 — nasceu o "Hotel Estrada de Ferro", nome que homenageava a veia pulsante da cidade. Com reformas e ampliações ao longo dos anos, o estabelecimento ganhou ares de elegância e passou a ser conhecido carinhosamente como Hotel Tassi, orgulho da família e referência para quem chegava ou partia de Curitiba.
Imagine a animação daqueles tempos dourados: o tilintar de talheres no refeitório, o burburinho de viajantes trocando histórias sob o teto de madeira bem trabalhada, o brilho dos ladrilhos hidráulicos no térreo, a majestade da escadaria de mármore conduzindo hóspedes aos quartos confortáveis. O Hotel Tassi não era apenas um prédio — era memória viva, era o ponto onde Curitiba recebia o Brasil com hospitalidade italiana.
Infelizmente, como muitas histórias ligadas à ferrovia, a do hotel enfrentou a maré da mudança. Com o declínio do transporte ferroviário na década de 1940, o movimento diminuiu. Em 1942, o hotel foi alugado e rebatizado como "Hotel Continental"; em 1960, vendido oficialmente. A estação foi desativada em 1972, e a região entrou em letargia. O Continental fechou as portas em 1976, silenciando definitivamente os corredores que outrora vibravam com vida.
Um incêndio em 1990 agravou a tragédia, consumindo grande parte do que restava da estrutura interna. Tapumes e escoras passaram a sustentar paredes que um dia abrigaram sonhos. Mas mesmo na ruína, a memória resistiu. Em julho de 1985, graças à luta incansável da Coordenadoria do Patrimônio Cultural, o edifício foi tombado — um reconhecimento oficial de que aquelas paredes carregavam a alma da cidade. Em 2004, um sopro de esperança: iniciou-se o restauro. Em 2006, medidas emergenciais vedaram as aberturas para proteger o que sobrara — as fachadas imponentes, os ladrilhos hidráulicos resistentes no térreo e fragmentos da nobre escadaria de mármore.
Hoje, o que resta do Hotel Tassi é um convite à reflexão. Suas ruínas, embora silenciosas, falam alto: contam a saga de um imigrante que acreditou nesta terra, da força de uma família que transformou trabalho em legado, da importância de preservar os marcos que nos contam quem somos. Sua localização privilegiada — no coração histórico de Curitiba, entre a Rua XV de Novembro e a Praça Eufrásio Correia — é um lembrete constante de que patrimônio não é luxo, mas necessidade da alma coletiva.
Que a história de Ângelo Tassi nos inspire não à nostalgia paralisante, mas à ação renovadora. Pois edifícios tombam quando esquecemos de cuidar; mas memórias, quando bem guardadas no coração, nunca ruem. O Hotel Tassi ainda respira — na fotografia sensível de Washington Takeuchi, nas páginas cuidadosas de Elisabete Tassi Teixeira, e em cada curitibano que olha para aquelas paredes escoradas e enxerga, além da decadência, a promessa de um renascimento.
Porque toda cidade precisa de lugares que contem suas histórias. E Curitiba merece recuperar seu hotel da estação — não como museu empoeirado, mas como espaço vivo onde o passado dialoga com o presente, onde o cheiro de café volte a flutuar no ar, e onde novas gerações possam ouvir, sussurrado pelo vento entre as paredes, o eco alegre de um sonho italiano que um dia se tornou curitibano para sempre.
— Em memória de Ângelo Tassi e de todos os imigrantes que construíram esta cidade com as mãos e o coração.

O Khal que Incendiou Corações: A Chama Eterna de Khal Drogo em Game of Thrones

 

Drogo
Personagem de
A Song of Ice and Fire e Game of Thrones
Khal Drogo como retratado na série da HBO por Jason Momoa.
Informações gerais
Primeira apariçãoLiteratura
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"Winter Is Coming" (2011)
Última apariçãoLiteratura
A Game of Thrones (1996)
Televisão:
"Fire and Blood" (2011)
Criado(a) porGeorge R. R. Martin
Adaptado(a) porDavid Benioff
D. B. Weiss
(Game of Thrones)
Interpretado(a) porJason Momoa
Características físicas
SexoMasculino
Família e relacionamentos
FamíliaDaenerys Targaryen (esposa)
Rhaego (filho) (natimorto)
Informações profissionais
OcupaçãoKhal
AfiliaçãoDothrakis
Aparições
Temporadas1

Khal Drogo é um personagem fictício do livro A Game of Thrones (1996), o primeiro da série literária de fantasia A Song of Ice and Fire, do autor norte-americano George R. R. Martin. Ele também está presente na série de televisão da HBOGame of Thrones. Ele é introduzido em ambas as mídias como um khal, um líder do povo Dothraki, uma tribo de guerreiros que percorre o continente de Essos. Na série de tv ele é interpretado pelo ator norte-americano Jason Momoa.[1]

Perfil

Drogo é um poderoso khal, ou "senhor da guerra", do povo Dothraki, uma nação tribal de cavaleiros das estepes além das Cidades Livres. Ele é um forte guerreiro que jamais foi derrotado numa batalha.[2]

Série literária

A Game of Thrones

No primeiro livro da série Drogo recebe como oferta de casamento a herdeira da Casa TargaryenDaenerys Targaryen, com quem se casa. Ela lhe foi ofertada por de Viserys Targaryen, irmão de Daenerys, e Illyrio Mopatis, para conseguir seus guerreiros e seu apoio na invasão a Westeros. Apesar de grande, forte e temperamento selvagem em batalha, ele se mostra gentil , sensível e amoroso como marido. Quando sua esposa sofre uma tentativa de assassinato, ele promete invadir Westeros mas é ferido numa batalha subsequente. Daenerys sacrifica involuntariamente seu bebê natimorto para salvá-lo com mágica de sangue e apesar da mágica salvar-lhe a vida ele fica em estado vegetativo. Daenerys faz uma eutanásia e o mata sufocando-o com um travesseiro. Em seu funeral, Daeneys caminha para dentro da pira que queima seu corpo com os ovos de dragão que ganhou de presente de casamento, e horas depois, quando a pira em fogo vira cinzas, ela emerge nua e ilesa com três filhotes de dragão em volta. Daenerys homenageia seu marido morto dando o nome de Drogon a seu maior dragão.

No livro, suas ações são testemunhadas e interpretadas pelos olhos de Daenerys Targaryen.[2]

Série de televisão

1ª temporada (2011)

Em Essos, o príncipe exilado Viserys Targaryen faz um acordo com Khal Drogo entregando-lhe a irmã Daenerys em casamento, em troca de seu apoio e de seus guerreiros para seu plano de voltar a Westeros para reclamar o trono. Na noite de núpcias, Drogo estupra Daenerys, que a partir dali se dedica a aprender como satisfazê-lo, descobrindo depois que está grávida. Quando Viserys descobre que Drogo não pretende cumprir a promessa de ajudá-lo, ele tenta matar o filho por nascer de Drogo e Daenerys; Drogo descobre e o mata derramando ouro fundido sobre sua cabeça. Quando um assassino enviado pelo rei Robert Baratheon é morto tentando matar Daenerys envenenada, Drogo jura conquistar Westeros e dar o reino a seu filho e começa a marcha para o continente, com seus homens atacando vilas e cidades em Essos para conseguir dinheiro e recursos para construir uma frota para atravessar o Mar Estreito, que separa Essos de Westeros. Numa dessas lutas ele é ferido e contrai septicemia, ficando à beira da morte. Daenerys convence uma escrava a usar mágica de sangue para salvá-lo; a feiticeira fica só na tenda com Drogo, mandando todos saírem até que o feitiço termine, enquanto Daenerys começa a ter trabalho de parto; mas a criança nasce morta e Drogo fica em estado vegetativo, por causa da mágica mal sucedida. Drogo tem a vida abreviada pela mulher que o mata sufocando-o com um travesseiro. Em seu funeral, tem seu corpo queimado numa pira, onde Daenerys entra com os ovos de dragão que ganhou de presente de casamento. Na manhã seguinte, depois que as chamas apagam e a pira vira cinza, ela sai dela nua e ilesa, com três filhotes de dragão vivos que chocaram nas chamas, a seu lado.[3]

2ª temporada (2012)

Daenerys vê Drogo em suas visões quando ela visita a Casa dos Imortais. Ele se senta na tenda que eles compartilharam uma vez, segurando uma criança pequena nos braços, seu filho Rhaego. Eles compartilham um reencontro emocional, mas ela opta por ir embora, sabendo que eles estão mortos e apenas uma ilusão.

Ator

Jason Momoa é Khal Drogo em Game of Thrones.

Drago é interpretado pelo ator americano Jason Momoa. Durante seu teste para o papel ele fez o Ka Mate Haka dos maoris.[4] Ele relata sua experiência fazendo a leitura do personagem:

Quando eu li o papel de Khal Drogo eu fiquei maravilhado. Não pude acreditar que aquilo estava acontecendo, eu tinha que fazer aquele personagem. Eu estava tipo "Ninguém vai tirar este papel de mim". As pessoas dizem que é um papel fácil: "Você só tem que ficar sentado lá!". Mas é muito difícil ser extremamente intimidador e dizer tudo sem dizer absolutamente nada.[5]

Momoa recebeu críticas positivas por sua interpretação do personagem [6] e contribuiu com suas próprias ideias. Por exemplo, numa cena do série Drogo cimenta sua posição como o líder "Khal" arrancando a língua de um dissidente. Esta cena não existe no livro nem estava no roteiro mas foi sugerida e aceita depois que Momoa observou que Drogo, que se diz ser um grande guerreiro, nunca é visto demonstrando suas proezas na tela.[7]

Sobre a morte prematura de seu personagem, ele diz: "Eu estava lendo o roteiro e de repente, "Droga, estou morto!". É maravilhoso como Martin monta a história. Aqui estão os seus personagens principais, e você os ama, e você os odeia, e de repente eles estão mortos e tudo vira um turbilhão de emoções. As crianças pequenas e mesmo os menores dos personagens sempre crescem, crescem e crescem. Ele criou um lindo mundo. Estou chateado porque não voltarei. Viver Khal Drago foi fenomenal e gostaria que tivesse mais coisas que ele pudesse ter feito, vou sentir falta dele".[5]

Referências

  1.  «Game of Thrones Cast and Crew: Khal Drogo played by Jason Momoa»HBO. Consultado em 29 de dezembro de 2015
  2.  «Game of Thrones Viewer's Guide». HBO
  3.  «Episodes guide». Tv.com. Consultado em 21 de julho de 2017
  4.  «Jason Momoa Audition tape». Huffingtonpost
  5.  «Khal Drogo: 'Game of Thrones' actor talks». Hypable
  6.  «'Game of Thrones' warlord Jason Momoa talks season finale». EW
  7.  «46 things we learned from the Game Of Thrones Blu-rays». Den of Geek. Consultado em 20 de julho de 2017

O Khal que Incendiou Corações: A Chama Eterna de Khal Drogo em Game of Thrones 🔥🐎🐉

Há personagens que entram na história e nunca mais saem — não porque duram muitas temporadas, mas porque sua presença é tão intensa, tão viva, que marca para sempre quem os testemunha. Khal Drogo é exatamente isso: um trovão de cabelos longos, olhos de fogo e silêncios mais eloquentes que discursos. Em apenas uma temporada de Game of Thrones, ele não apenas conquistou Daenerys Targaryen — conquistou o mundo inteiro. E hoje celebramos não sua morte, mas seu legado: o homem que transformou uma menina assustada numa mãe de dragões, e cujo nome ecoa nas asas do maior dragão de Westeros: Drogon. 🐉✨

O Guerreiro que Nunca Perdeu uma Batalha — Nem o Coração

Khal Drogo não precisava gritar para ser ouvido. Com 1,93m de puro magnetismo, interpretado pelo fenômeno Jason Momoa (sim, o mesmo que hoje brilha como Aquaman!), Drogo entrou em nossas telas como um furacão silencioso. Líder dos Dothraki — os cavaleiros das planícies de Essos que nascem e morrem sobre os cavalos — ele era invicto em combate, temido por inimigos e reverenciado por seu khalasar. Mas a genialidade de George R. R. Martin (e dos roteiristas da HBO) foi revelar que por trás da couraça de guerreiro selvagem batia um coração capaz de ternura profunda.
A jornada de Drogo com Daenerys é uma das mais belas transformações amorosas da TV: do casamento arranjado por um irmão manipulador (Viserys, que merece todo o ouro derretido do mundo 👑💀) à descoberta mútua de respeito, desejo e, finalmente, amor inabalável. Ele não a conquistou com flores — conquistou com gestos: ensinando-a a montar como uma verdadeira khaleesi, presenteando-a com os ovos de dragão que mudariam a história, e jurando atravessar o mar com 40.000 homens para colocar uma coroa em sua cabeça. "Um dia você me dará um filho com cabelos de prata e olhos de violeta... e ele será o senhor dos cavalos do mundo." 💜🐎

Jason Momoa: O Homem que Respirou Fogo na Pele de Drogo

Jason Momoa não apenas interpretou Khal Drogo — ele encarnou a essência dos Dothraki com uma presença tão visceral que até hoje fãs se arrepiam ao vê-lo. Durante o teste para o papel, Momoa performou o Haka maori — dança de guerra neozelandesa — deixando os produtores sem fôlego. E ele mesmo explicou a magia do personagem: "É muito difícil ser extremamente intimidador e dizer tudo sem dizer absolutamente nada."
E que silêncios! Drogo falava pouco o idioma comum (seu "Me nem nesa" — "Eu quero isso" — virou lenda), mas seus olhares carregavam oceanos. Foi ideia de Momoa a icônica cena em que Drogo arranca a língua de um desafiante — um momento não presente nos livros, mas que definiu sua autoridade com brutalidade poética. Ele transformou um guerreiro de página em um ícone cultural, provando que heróis não precisam de muitas falas: só de presença absoluta.

O Sacrifício que Nasceu Dragões

A morte de Drogo é um dos momentos mais comoventes de Game of Thrones — não por tristeza vazia, mas por significado profundo. Ferido em combate e envenenado por uma ferida infeccionada, ele foi "salvo" por magia sombria... mas à custa de sua essência. O khal invicto reduzido a um vegetal, incapaz de montar, de lutar, de ser. E Daenerys, agora mulher forte e decidida, fez a escolha mais amorosa possível: libertá-lo com um travesseiro, sussurrando "A vida para a vida" antes de transformar sua dor em renascimento.
Na pira funerária, enquanto as chamas consumiam seu corpo, Daenerys caminhou para dentro do fogo — e emergiu não como viúva, mas como deusa renascida: nua, ilesa, com três dragões recém-nascidos a seus pés. O maior deles? Drogon — olhos vermelhos como o sangue de seu pai, fogo no coração, nome de um amor que nunca morreu. Drogo não partiu: transformou-se em asas, em rugido, em legado eterno. 🔥🐉

O Amor que Moldou uma Rainha

Sem Drogo, não haveria Daenerys Targaryen, a Mãe de Dragões. Foi ele quem: ✅ A ensinou a encontrar força em si mesma, não em homens
✅ A presenteou com os ovos que se tornariam seus filhos alados
✅ A jurou um exército para reconquistar Westeros
✅ A amou com uma intensidade que a fez acreditar em seu próprio destino
E mesmo após sua morte, Drogo continuou presente: nas visões da Casa dos Imortais, segurando seu filho Rhaego; no nome do dragão que carregou Daenerys através de continentes; na memória de uma mulher que aprendeu que amor verdadeiro não aprisiona — liberta.

Legado de Fogo e Liberdade

Khal Drogo nos ensinou que força e delicadeza não são opostos — são duas faces da mesma coragem. Que um guerreiro pode ser feroz na batalha e gentil no amor. Que silêncio pode ser mais poderoso que gritos. E que o maior presente que podemos dar a quem amamos não é proteção eterna — é a coragem para voar sozinho.
Então ergamos nossos copos de * fermented mare's milk* (ou um bom vinho, se preferir!) para o khal dos cabelos longos, o senhor dos cavalos, o amor que incendiou uma rainha: Khal Drogo. Você cavalgou para as estrelas, mas seu fogo nunca se apagou — vive nas asas de Drogon, no coração de Daenerys, e na memória de todos que acreditam que o amor verdadeiro transforma até a morte em renascimento. Me nem nesa — nós queremos isso. Sempre. 🐎🔥💜
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