segunda-feira, 17 de outubro de 2022

Ponta Grossa – Colégio Estadual Regente Feijó

 

Ponta Grossa – Colégio Estadual Regente Feijó


O Colégio Estadual Regente Feijó, em Ponta Grossa-PR, foi tombado por sua importância cultural.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Colégio Estadual Regente Feijó
Localização: Praça Barão do Rio Branco – Ponta Grossa-PR
Número do Processo: 13/90
Livro do Tombo: Inscr. Nº 104-II

Descrição: Tradicional estabelecimento de ensino, construído em 1927, na administração do presidente do Estado, Caetano Munhoz da Rocha. É um importante marco da paisagem urbana da cidade de Ponta Grossa. Com este tombamento buscou-se perpetuar um dos monumentos mais representativos da história da culta gente pontagrossense. Situado numa das principais praças da cidade, impõe-se no conjunto pela sobriedade e imponência da sua arquitetura. É construção de dois pavimentos, implantada numa esquina, com recuo para uma das ruas. Exemplo do ecletismo da época, possui um repertório simples de ornamentos. O pavimento superior, arrematado por platibanda, apresenta sequência de janelas retangulares com ornatos de massa, sob e sobre os vãos, segundo modelos clássicos. O andar inferior, com revestimento à bossagem, repete a sequência de coberturas do pavimento superior, com janelas de vergas levemente arqueadas.
Fonte: CPC.

Descrição: O prédio do Colégio foi inaugurado em 1924, para funcionar a Escola Normal de Ponta Grossa. Em 1939, passa a ser sede do Ginásio Regente Feijó. Caracteriza-se por ser um marco na paisagem urbana pela beleza de sua construção, marcada pelo estilo eclético, apresentando vestígios do estilo clássico e da art-noveau.
Caracteriza-se por ser um grande Colégio Estadual, onde estudaram muitos personagens da história local, sendo até hoje uma referência por sua importância educacional. Foi tombado como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Na década de 1920, durante o Governo de Caetano Munhoz da Rocha, e sendo Cézar Prietro Martinez o Inspetor Geral de Ensino, houve uma reforma educacional no Paraná, com a valorização da Escola Normal para a formação de professores. Em 1921 foi oficializado o projeto de criação de duas Escolas Normais do Estado: uma em Ponta Grossa e outra na cidade de Paranaguá. Em 1922, o Sr. Manoel Suarez e sua esposa Clara Suarez, proprietários do terreno e imóvel situados á Praça Barão do Rio Branco, enviaram carta do Jornal Diário dos Campos de 07 de abril de 1922 a fim de propor a venda dos mesmos para que no local fosse construída a Escola Normal Primária de Ponta Grossa, que iniciou as aulas dia 27 de fevereiro de 1924, em prédio situado a Rua do Rosário n° 194, em frente a referida praça.

No ano de 1927, a Prefeitura Municipal adquiriu o prédio da Rua Dr. Colares, esquina com a Rua Augusto Ribas para que neste fosse instalado o Ginásio Regente Feijó, porém o imóvel necessita de reformas para que fossem iniciadas as aulas. Durante alguns meses, as aulas do Ginásio foram ministradas na sede da Escola Normal, terminadas as obras, o mesmo voltou para a Rua Dr. Colares. Através do Decreto n° 6.150 de 10 de janeiro de 1938, houve a fusão do Ginásio Regente Feijó com as Escola Normal. Entretanto, as duas instituições de ensino permaneceram em imóveis separados ( a Escola Normal á Praça Barão do Rio Branco e o Ginásio Regente Feijó á Rua Dr. Colares). Somente no ano seguinte (1939), realizou-se a troca de prédios, para a Rua do Rosário, n° 194.

Este imóvel foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná, em 1990 e posteriormente restaurado. Em março de 2002 houve cerimônia de reinauguração do Colégio Estadual Regente Feijó, que constituiu tradicional e importante estabelecimento de ensino para a cidade de Ponta Grossa, bem como para o Estado do Paraná.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Fonte: Prefeitura Municipal.

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Ponta Grossa – Parque Vila Velha, Furnas e Lagoa Dourada

 

Ponta Grossa – Parque Vila Velha, Furnas e Lagoa Dourada


Vila Velha, a Itacueretaba (a aldeia que virou pedra) dos índios que habitavam ou percorriam a área, é uma das maiores atrações turísticas do país.

CPC – Coordenação do Patrimônio Cultural
Nome Atribuído: Parque Vila Velha, Furnas e Lagoa Dourada
Localização: Rod. BR 376 – Ponta Grossa-PR
Número do Processo: 05/66
Livro do Tombo: Inscr. Nº 05-I

Descrição: Há aproximadamente 60 milhões de anos a crosta terrestre começou a sofrer profundas transformações, as quais, de certo modo, caracterizam seu relevo atual. Iniciadas no transcorrer da Era Paleozóica – duração presumível de 500 milhões de anos e caracterizada pela presença fóssil de invertebrados marinhos, dos primeiros anfíbios e plantas terrestres -, alteram o ritmo dos levantamentos ocorridos no período terciário da Era Cenozóica, que se lhe seguiu, e provocaram, na América do Sul, a orogenia do sistema andino e o abaixamento da borda continental Leste do Brasil: a orla Atlântica, Vila Velha, da mesma forma o Monument Valley, no Arizona, EUA, que lhe é contemporâneo, é consequência dessas modificações.
Situada no segundo planalto paranaense, numa altitude média de 900m, em uma região de sedimentos paleozóicos e mesozóicos, nela foram encontrados todos os testemunhos fósseis de importância para a determinação de sua antiguidade, que remonta ao período devoniano, último da Era Paleozóica. Na capa desse sistema devoniano afloram as camadas mais resistentes do arenito subglacial que foram modelados nas escarpas dos estratos pelos sistemas fluviais existentes no primitivo declive, sistemas esses criados por movimentos epirogênicos e que foram os responsáveis, também, pela existência dos rios subterrâneos, cursos d’água e boqueirões atuais.
De topografia ondulada, com declives médios que não ultrapassam 10%, altera-se essa região em fundos de vale e espigões sem formação de planos, e faz parte do que se convencionou chamar de “correspondente às rochas sedimentares da Bacia do Paraná”, na qual dois conjuntos de rochas assumem grande importância – os arenitos da Formação Furnas e os de origem periglacial da Formação Itararé. Enquanto em áreas de solo mais pobre ou mal arenadas são encontradas formações de campos ou estepes, em outras ocorreu seu rejuvenecimento, o que propiciou a formação de florestas. Junto aos rios, vertentes e lagos, são encontradas as formações de mata de galeria. Entretanto, a partir da colonização, esse quadro começou a ser alterado, por força de agentes externos, entre eles o desmatamento.
Vila Velha – como, aliás, todo o município de Ponta Grossa – está localizada na zona subtropical, caracterizada pelas baixas temperaturas no inverno e verões brandos, e faz parte dos chamados “Campos Gerais”, em terreno dominado pelo arenito da Formação Furnas. Toda a região é constituída de rochas com ótima permeabilidade e porosidade, o que permite intensa infiltração das águas pluviais, cuja conservação e percolação são boas; tal fato provoca, outrossim, o afloramento de água em muitos pontos, o que alimenta o nível estático das Furnas e da Lagoa Dourada. A água é de excelente qualidade, de baixo teor de salinidade e de fácil obtenção, por consequência, muitos são os riachos e ribeiros que correm para as áreas mais baixas.
Situada entre as mais importantes zonas produtoras do estado do Paraná e os portos exportadores de Paranaguá e Santos, e servida, ademais, por extensa malha de rodovias e ferrovias, para a distribuição dessa produção no mercado interno, a região de Ponta Grossa sedia o maior complexo de processamento de soja de todo o mundo. Nele a agricultura, que se liga estreitamente à indústria, está bastante desenvolvida, cultivando-se intensamente não só a soja, como também o trigo.

Vila Velha, a Itacueretaba (a aldeia que virou pedra) dos índios que habitavam ou percorriam a área, é uma das maiores atrações turísticas do país. Já era conhecida desde o século XVI, quando, pela longínqua e vasta região dos Campos Gerais, começaram a transitar portugueses e espanhóis, através de bandeiras ou expedições, muitas delas organizadas do outro lado do atlântico. Aleixo Garcia, em 1526, Pero Lobo e Francisco Chaves, em 1531, possivelmente teriam sido os primeiros europeus a palmilhar os sertões onde se localizam essas importantes formações rochosas. Anos depois, em 1541, D. Alvar Nuñes Cabeza de Vaca, na condição de adelantado – governador-geral – do Paraguai, atravessou os Campos Gerais e, segundo registros históricos, teria transitado pelos lugares onde hoje se situam a cidade da Lapa e a de Ponta Grossa.
Em 1552, por lá passou, também, Ulrich Schmidel, um alemão natural da Baviera, que acompanhado por cerca de 20 índios Carijós teria sido, então, o primeiro europeu a atravessar o Novo Continente de Oeste para Leste, de Assunção, no Paraguai, a São Vicente, no litoral de São Paulo, em direção contrária à seguida Vicente, no litoral de São Paulo, em direção contrária à seguida por Cabeza de Vaca. Percorreu o Peabiru (o caminho que se inicia), trilha aberta e palmilhada pelos silvícolas, fazia séculos, e que, partindo do litoral do Atlântico, seguia Rio Ribeira acima até alcançar os Campos Gerais e, de lá, através do Tibagi, nas vizinhanças de Ponta Grossa, chegava ao Ivaí, de onde, subindo pela Serra da Boa Esperança, ia ter ao Rio Paraná, acima das extintas Sete Quedas; desse ponto, pelo Chaco e cruzando os Andes, alcançava o Pacífico.
Localizada à margem direita do Rio Tibagi (o rio do pouso), na vasta e ondulada Ibeteba (planície), Vila Velha, como já foi dito, conjunto de formações rochosas trabalhadas pela erosão ao longo de milênios, mexeu com a imaginação dos índios, que teceram muitas lendas transmitidas oralmente, geração após geração, pelos matuari (os velhos), aos jovens, a fim de explicar aqueles fenômenos. Uma delas é a de que o local teria sido escolhido pelos primitivos habitantes para sediar o Abaretama (terra dos homens), onde seria guardado o Itainhareru ( o precioso tesouro). Sob permanente proteção de Tupã, era o lugar cuidadosamente vigiado por uma legião de Aiabas (varões), escolhidos entre os mais valorosos homens de todas as tribos, treinados especialmente para desempenhar a honrosa missão; eles desfrutavam de todas as regalias, sendo-lhes, porém, vedado qualquer contato com mulheres, mesmo as de suas próprias tribos.
A tradição dizia que as mulheres, uma vez de posse do segredo do Abaretama, o divulgariam aos quatro ventos, e chegada a notícia aos ouvidos dos inimigos, estes arrebatariam o tesouro para si. E caso este fosse perdido, Tupã, o onipotente, deixaria de proteger seu povo e lançaria sobre ele as maiores desgraças. Os Apiabas eram fortes, ativos e bravos; seu único trabalho consistia em construir belos jardins nas terras daquelas planícies, e Tupã não permitia que, em recanto sagrado como era aquele, houvesse o pecado.
Numa certa época, Dhui, um índio de uma das tribos, fora escolhido chefe supremo dos Apiabas. Como todos os outros, tinha sido preparado, desde a mais tenra infância, para a sagrada missão. Entretanto, não era de seu desejo seguir aquele destino que lhe impunha o celibato. Seu sangue, de há muito, achava-se perturbado pelo fascínio das mulheres (era um cunhãrepixara mulherengo).
As tribos rivais, ao terem conhecimento da escolha, de pronto resolveram aproveitar-se da situação e elegeram entre as suas mais belas donzelas a que deveria ir tentar o jovem guerreiro, conquistar-lhe o coração e arrebatar-lhe o segredo. A escolhida foi Aracê Poranga (Aurora Bonita). Não lhe foi difícil despertar a atenção do ardoroso Dhui e, pouco a pouco, enlaçou-o em sua habilidosa teia, e o fez de tal modo que não transcorreu muito tempo para que o tivesse completamente apaixonado e subjugado a seus pés. Pouco mais e Aracê penetrou no Abaretama, com o consentimento de Dhui, que não conseguiu resistir ao desejo que ela manifestara. Se, em nome do amor, Dhui faltou a seu dever, também por causa dele Aracê traiu seus irmãos: numa tarde primaveril, quando os ipês, depois da floração, deixavam cair pétalas douradas como se fora chuva de ouro, Aracê foi ao encontro de Dhui, levando uma taça de uirucuri (o licor do butiá), para embriagá-lo; porém o amor também já dominava sua razão, o que fez com que tomasse do licor. E à sombra de um ipê, languidamente, quedaram entrelaçados.
Tupã vingou-se, desencadeando sua fúria na forma de um terremoto, que abalou toda a planície. A ira divina convulsionou o solo e a região toda a planície. A ira divina convulsionou o solo e a região foi totalmente destruída, trazendo morte e dor. E o Abaretama virou pedra, o tesouro aurífero fundiu-se, transformando-se em líquido, e os dois amantes, castigados, ficaram também, para todo o sempre, um ao lado do outro, petrificados. A pouca distância, a causa de sua desgraça, a taça de pedra…
E quando ainda hoje alguém por ali passa, ouve o vento a repetir a última frase de Aracê: “Xê pocê ó quê” (Dormirei contigo). Foi assim que o Abaretama tornou-se Itacueretaba. A terra fendeu: são as grutas próximas a Vila Velha, e o tesouro fundido é a lagoa, que é chamada de Dourada, a qual, quando o sol nela bate em cheio, ainda reflete o brilho do ouro.
Dhui e Aracê estão, ainda hoje, lado a lado, circundados de ipês descendentes dos que assistiram à morte de ambos. E os sobreviventes daquele povo partiram para outras terras, onde a maldição de Tupã não os alcançasse. Fundaram novo império, em uma das imersas paragens da América do Sul.
Hoje, como ontem, em meio à vastidão dos Campos Gerais, considerados por Saint-Hilaire “verdadeiro paraiso”, as soberbas formações continuam a exercer grande fascínio para quem as vê. Transformadas em ponto de referência pelos bandeirantes e aventureiros que palmilhavam os Campos Gerais, nos séculos XVI, XVII e XVIII e, agora, visitadas anualmente, por milhares de turistas de toda parte-tanto do Brasil quanto do exterior-, as formações de arenito passaram a ser identificadas por nomes populares, consoante a forma afetada pelas rochas: Camelo, Rinoceronte, Muralha, Garrafa, Proa de Navio, Índio, Noiva, Cabeça de Gorila, Leão, Castelos, Bota, Esfinge, Malocas, Cogumelos, Farol, Baleia, Taça, Gavião, Tartaruga, Urso, Gruta e Planalto, admiradas através de circuito, a pé ou de trenzinho, implantado pela Empresa Paranaense de Turismo, a qual, ademais, dotou o parque de excelente infra-estrutura e moderno equipamento.

Próximo aos arenitos de Vila velha localizaram-se as Furnas “Caldeirões do inferno”, com bocas circulares de aproximadamente 100m de diâmetro e paredes verticais que atingem mais de uma centena de metros de profundidade, decorrentes de desabamentos doliniformes do arenito, nos vazios deixados na superfície inferior do solo pela dissolução de calcário, e a Lagoa Dourada, notável por suas águas cristalinas com, aproximadamente, 300m de diâmetro e dois ou três metros de profundidade, cujo fundo é constituído de mica ou malacacheta, e se alimenta da água das furnas, através de canais subterrâneos.
Fonte: CPC.

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IAP-PR

Palmeira – Pão de bafo

 

Palmeira – Pão de bafo


O Pão de bafo, de Palmeira-PR, foi trazido por imigrantes alemães e italianos no fim do séc. XIX. Carne de porco, repolho e massa de pão cozida no vapor.

Prefeitura Municipal de Palmeira-PR
Nome atribuído: Pão de bafo
Localização: Palmeira-PR
Decreto de Registro: Decreto n°
Livro de Registro dos Saberes

Descrição: Carne de porco, repolho e massa de pão cozida no vapor são os três ingredientes básicos de uma das mais tradicionais receitas da culinária palmeirense, o “Pão no Bafo”, também conhecido localmente como “Pão de Bafo” e “Pão de Russo”.
Devido ao seu valor histórico e cultural, a Secretaria Municipal de Cultura, Patrimônio Histórico, Turismo e Relações Públicas vem trabalhando para difundir cada vez mais o delicioso pãozinho que está inserido na cultura e no cotidiano do povo palmeirense. O prato é tombado como patrimônio imaterial do Município de Palmeira, completando em 2017 dois anos de sucesso.
O Pão no Bafo chegou a Palmeira em 1878, junto com os primeiros imigrantes russo-alemães, que se instalaram em Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago, e Pugas. Desde então o prato passou a fazer parte do dia-a-dia das famílias palmeirenses.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Trazido por imigrantes alemães e italianos no fim do século XIX, o pão de bafo é um preparo tradicional da cidade de Palmeira, no Paraná, e declarado por ela um patrimônio imaterial. Recheado com carne de porco e repolho lentamente cozidos em uma panela de barro, o pão é feito à vapor. Há hoje poucas localidades que ainda conservam o jeito artesanal de fazer essa iguaria.
Fonte: Iphan.

Histórico do município: No início do século XVIII, começam a ser distribuídas as cartas de sesmarias para portugueses e luso-brasileiros de Paranaguá, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As primeiras terras palmeirenses pertenceram a João Rodrigues de França.
A presença dos portugueses, aqui como colonizadores:
‘Primeiros europeus a se instalar nesta região do Novo Mundo’, foram bandeirantes, fazendeiros, tropeiros e comerciantes, trouxeram a língua e a fé cristã. Enfrentaram inúmeras dificuldades para criar estruturas básicas para a vida civilizada: primeiras habitações, igrejas, escolas. Abriram estradas; são o tronco da família palmeirense’. – (Marcus V. M. Machado – Ocupação e povoamento dos Campos Gerais – 1999).
Do antigo caminho de Viamão, que vinha do Rio Grande do Sul em demanda à grande feira de Sorocaba – (SP) no trajeto do Campos Gerais, circuito dos índios Kaigangues, surgiu um pouso de tropeiros que ali aproveitavam as imensas pastagens para descanso e engorda do gado: Nasce a Vila da Palmeira.
[…]
As condições desfavoráveis da Freguesia de Tamanduá, levaram o Vigário Antônio Duarte dos Passos a estabelecer uma nova Igreja onde hoje se encontra edificada a Igreja Matriz, da Paróquia Nossa Senhora da Conceição de Palmeira, cujas terras foram doadas pelo Tenente Manuel José de Araújo, por vontade de sua mulher Dona Ana Maria da Conceição de Sá, por ato de 07 de abril de 1819 (data de aniversário do Município).
A população foi se transferindo para o povoado, nas cercanias do novo templo. A corrente de povoamento se avolumou a partir de 1878 com a chegada dos imigrantes russo-alemães, poloneses, italianos, ucranianos, árabes e mais recentemente os sírio-libaneses, japoneses e alemães menonitas entre outros povos.
Ainda hoje as centenárias fazendas como a Conceição, Palmeira, Padre Inácio, Alegrete, são testemunhas de uma época de muito fausto e riqueza.
A fé de seu povo é registrada em edificações como a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, as Capelas de Nossa Senhora das Neves e do Senhor Bom Jesus do Monte, na localidade de Vieiras, onde o imigrante português Bento Luiz da Costa, erigiu um conjunto de 14 pequenas capelas para pagar as graças recebidas, com suas capelinhas de pedra em formato de cruz.
Texto: Vera Lúcia de Oliveira Mayer
Fonte: Prefeitura Municipal.

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Ponta Grossa – Olaria 12 de Outubro

 

Ponta Grossa – Olaria 12 de Outubro


A Olaria 12 de Outubro, em Ponta Grossa-PR, faz parte de um conjunto de olarias e de fábricas de tijolos e telhas criadas no final do séc. XIX.

COMPAC – Conselho Municipal de Patrimônio Cultural de Ponta Grossa – PR
Nome Atribuído: Olaria 12 de Outubro / São Sebastião
Localização: Rua dos Operários – Bairro de Olarias – Ponta Grossa-PR
Processo: 91/2001

Descrição: Localizada no Bairro de Olarias a Cerâmica 12 de Outubro faz parte de um conjunto de fábricas de tijolos e telhas, olarias que começaram a ser criadas no final do século XIX pois a urbanização começava a se expandir em Ponta Grossa. A Cerâmica 12 de outubro foi construída em 12 de outubro de 1920, sendo seu primeiro proprietário Pedro Ribas.
Fonte: Prefeitura Municipal.

Descrição: Localizado no Bairro de Olarias a Cerâmica 12 de Outubro faz parte de um conjunto de fábricas de tijolos e telhas- olarias que começaram a serem criadas no final do século XIX, pois a urbanização começava a expandir-se em Ponta Grossa, implicando na alta demanda para a construção de imóveis para a instalação de casas comerciais ou para servirem de residências, já que o uso da madeira destinada à construção estava saindo da moda, e as telhas usadas em poucos lugares eram fabricadas em São Paulo e vindas de Paranaguá via tração animal. Também tinha outro motivo que contribuiu para o crescente número de fábricas de telhas e tijolos no local: a abundância de argila na região, matéria- prima para colocar uma olaria em funcionamento. Essa afirmativa vem de estudos geológicos realizados em 1916 por Eusébio Paulo Oliveira e na década de 50 por Frederico Wandemar Lange, onde foi detectado em Olarias, Ronda e Uvaranas grande quantidade de rochas argilosas, e fora isso a opção por instalar fábricas de tijolos no local foi devido ao número de vertentes que foram o Arroio de Olarias. O nome do bairro de Olarias é oriundo dessa invasão de Olarias na região.

A Cerâmica 12 de Outubro foi construída em 12 de outubro de 1920, sendo seu primeiro proprietário Pedro Ribas, a qual fabricava telhas e tijolos, e era construída por várias edificações entre as quais, casas de morada destinada ao gerente e aos funcionários, galpões com maquinários e acessórios. Com a morte de Pedro Ribas seu filho Alfredo Pedro Ribas; conhecido na sociedade pontagrossense por sua tradicional família e por seus serviços em entidades assistenciais era um dos provedores da Santa Casa de Misericórdia, assumiu os negócios da cerâmica, e a sua residência que se localizava na mesma região era conhecida pelos habitantes do local pelo destaque de sua construção. Após a morte de Alfredo Pedro Ribas a fábrica foi vendida a Leopoldo Almeida Taques, que desmembrou uma área de 60.500 m. onde está as instalações de olaria e venderam o terreno em 1976 para Ovidio Gabuio, industrial e pecuarista.

Ovidio Garbuio com 82 anos de idade relata que durante os 16 anos dirigiu a Cerâmica 12 de Outubro produzia em torno de 70 a 80 mil peças e a renda dessa produção somente cobria os custos que abrangia todo o processo produtivo, entre os quais seus doze funcionários, que moravam dentro dos limites da fábrica, transportes e aquisição dos materiais em geral. Os moradores afirmam que atualmente existe grande quantidade de argila de boa qualidade e que poderá ser explorado por mais 200 anos. Então o fechamento de várias olarias em Ponta Grossa não foi causa da exaustão e falta de matéria- prima e sim à falência dos proprietários devido aos altos impostos e encargos sociais que eram praticados pelo poder público.

Atualmente somente existem duas chaminés e dois galpões que serviam como depósito para secagem de telhas e o restante do complexo industrial doi demolido pelo atual proprietário.
Pesquisadora: Isolde M. Waldmann
Digitação: Jean Carla Scariotte
Fonte: Prefeitura Municipal.

Histórico do município: Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para decidir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo.

Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desenvolveu.

O povoamento: Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primeira notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Carambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres jesuítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tropas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que pertencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batizados.

O crescimento e desenvolvimento: Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser construídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana.

Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cresce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná.

Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para trabalhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imigrantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade.

Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tantos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, biblioteca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
Fonte: Prefeitura Municipal.

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