Ao Centro a Praça Rui Barbosa e adjacências em 1958

fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
http://www.circulandoporcuritiba.com.br/2019/04/casa-lerner-e-o-rosto-da-cidade.html
“Não se sabe ao certo quando o 407 da Riachuelo foi edificado. De acordo com Marcelo Sutil, é provável que a moradia seja anterior aos anos 1920, pois segue à risca os modismos da Belle Époque. O porão é tão alto que ali se pode morar. Há escadarias cênicas, formando curvas, gradil de ferro com frufrus e janelões de frente para a rua.
O prédio parece ser bem antigo e olhando pela lateral, percebe-se que era uma casa de madeira cuja metade foi refeita em alvenaria ou recoberta com aquele material (Erkulit) que recobria madeira dando o aspecto de "casa de material". A fachada frontal em alvenaria dá acesso à estofaria.
Como passamos pouco mais de duas horas na frente do estabelecimento, pudemos acompanhar no final do dia os proprietários num momento de descontração, quando colocaram almofadas na entrada da estofaria e abriram uma cervejinha para celebrar o final de mais um dia.
Atualização em 20/11/2020
Consegui através de um amigo o contato com uma pessoa da família dessa casa, que me passou o seguinte relato e a foto fantástica de como era a Rua Des. Hugo Simas ma década de 50. A casa da foto seria da família Schaffer.
Segundo relato que recebi, a casa foi construída entre 1956/57. Nessa época havia poucas casas na região, não havia transporte público ou asfalto. O local era feito de campo e mata, com algumas chácaras.
Logo que a família ocupou a casa, abriram um armazém de secos e molhados onde vendiam de tudo, mas principalmente produtos alimentícios à granel. A vizinhança conhecia o comércio como “Armazém do Bernardo”. O patriarca atendeu nesse armazém de 1957 até 1993, quando se aposentou.
Depois na casa funcionou uma floricultura, um restaurante, uma lanchonete e agora uma estofaria.
Do alto do prédio da Galeria Andrade fiz essa imagem que mostra a rua Riachuelo na direção do Shopping Mueller, que aparece no fundo da imagem junto à Praça 19 de Dezembro. Destaca-se na imagem o Edifício Rosa Ângela Perrone.
O edifício foi implantado na esquina de duas ruas históricas, a São Francisco e a Riachuelo. Fica ao lado de pontos tradicionais como o Restaurante São Francisco, fundado em 1955 e que permanece no local servindo a famosa rabada à moda da casa até os dias de hoje, e o Nonna Giovanna, restaurante de massas e carnes conhecido pelo saboroso filé à parmegiana, presente na rua desde 1986.
O edifício está próximo a espaços públicos bem conhecidos da cidade, como o Largo da Ordem, que recebe a tradicional "feirinha" aos domingos, e a Praça Generoso Marques, endereço que abriga o espaço cultural SESC Paço da Liberdade.
Segundo relatos de moradores, nos tempos antigos era possível usufruir de uma bela vista para a Serra do Mar, mas que acabou impedida pela verticalização da cidade. O uso residencial, no entanto, liberou o seu pavimento térreo para o uso de lojas comerciais.
Na concepção estética do edifício, o arquiteto Romeu Paulo da Costa fez uso de uma linha simplificada remetendo ao estilo art déco, aproveitando-se do lote do terreno para a conformação da volumetria. Na fachada, balcões percorrem as duas laterais do edifício, evidenciando o ritmo dos pavimentos intercalados com esquadrias pontuais construídas em madeira. Apesar da altura imponente, o prédio possui um acesso tímido com uma portada revestida em pedras de granito.
Texto do arquiteto Guilherme de Macedo para o Prédios de Curitiba.
A rua das Flores é um dos meus lugares favoritos em Curitiba e essa é uma esquina acho bastante especial. Na foto vemos dois prédios marcantes na paisagem.
Um deles é a antiga sede do Banestado, uma construção de 1883, do imigrante português Manoel da Costa Cunha, com projeto do italiano Ernesto Guaita e obras do mestre alemão Henrique Henning. O primeiro proprietário, prejudicado pela Revolução Federalista, foi obrigado a vender o prédio ao ervateiro Manoel de Macedo. Anos depois, seus herdeiros o venderam ao governo do Estado. Foi banco, agência de rendas, agência do Banco do Estado do Paraná e hoje, agência do Banco Itaú.
Na semana passada fiz uma breve caminhada pela rua Barão do Rio Branco desde a Praça Generoso Marques até a Praça Eufrásio Correia. São poucas quadras mas com muita história e prédios muito lindos. Em todas as quadras fotografei os prédios que mais gosto e não por coincidência os mais antigos.
Num dos comentários que fiz em uma postagem de um casarão também da Barão, levantei a hipótese de que assim como a rua XV e a Comendador Araújo, também a Barão do Rio Branco deveria ser tombada protegendo assim o casario dessa rua que já foi a mais importante de Curitiba, palco de muitas histórias.
Entre a rua XV e Marechal Deodoro dois prédios para mim são de grande destaque, ambos bem na esquina da XV com a Barão. A antiga sede do Clube Curitibano, um prédio tão chique numa determinada época que era parte integrante de roteiro turístico da cidade. Imediatamente à frente, um pequeno prédio eclético de dois andares de 1926, repleto de detalhes que valem ficar uns minutos diante dele para apreciar.