Maria Bom Biazetto Nascida a 21 de julho de 1904 (quinta-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Baptizada a 25 de julho de 1904 (segunda-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil Falecida a 12 de julho de 1994 (terça-feira) - Curitiba, Paraná, Brasil, com a idade de 89 anos Enterrada - Cemitério Paroquial Campo Comprido, Curitiba, Paraná, Brasil
Maria Bom Biazetto: Um Século de Amor, Raízes e Legado em Curitiba
A história de uma família é como um grande mosaico, formado por pequenos fragmentos de datas, nomes e lugares que, quando unidos, revelam a imagem vibrante de uma vida inteira. Entre esses fragmentos, brilha com intensidade a trajetória de Maria Bom Biazetto. Nascida no alvorecer do século XX e falecida às vésperas do século XXI, Maria não foi apenas uma testemunha da história do Paraná; ela foi a matriarca, a irmã, a esposa e a mãe que manteve unidos os fios de uma vasta árvore genealógica.
Sua vida, que se estendeu por 89 anos, é um testemunho de resiliência, fé e do profundo amor familiar que caracterizou as comunidades de imigrantes no sul do Brasil.
O Início de Uma Jornada: 1904
Maria viu a luz do dia em uma quinta-feira, 21 de julho de 1904, em Curitiba, Paraná. O Brasil vivia tempos de transformação, e a capital paranaense começava a se modernizar, embora ainda mantivesse o ar provinciano e as fortes marcas da colonização europeia. Apenas quatro dias após seu nascimento, em 25 de julho de 1904, uma segunda-feira, Maria foi batizada. Este sacramento não foi apenas um ritual religioso, mas o primeiro passo de sua integração numa comunidade que valorizava profundamente a tradição e a fé.
Ela foi a primogênita de um casal trabalhador e dedicado: Ângelo Bom (1882-1953) e Amalia Emma Basso (1883-1970). A união de Ângelo e Amalia deu origem a uma prole numerosa, e Maria cresceu rodeada de irmãos, o que moldou seu caráter colaborativo e protetor desde a infância.
Raízes Ancestrais e a Grande Família Bom
Para entender Maria, é preciso olhar para trás, para o sangue que corria em suas veias. Ela era neta de Antônio Basso (1848-1922) e Tereza Vanzetto (1854-1931), imigrantes que deixaram suas marcas em Guaporé, no Rio Grande do Sul, antes que a família se estabelecesse firmemente no Paraná. A linhagem remonta ainda a Michele Basso e Elisabetta Zorzi, nomes que ecoam do século XIX, lembrando a coragem dos antepassados que cruzaram oceanos em busca de um novo lar.
Em Curitiba, a casa dos Bom era um lugar de movimento. Ao longo de 18 anos, Maria viu sua família crescer. Ela foi a pioneira, seguida por uma legião de irmãos com quem compartilhou alegrias e lutos:
- Luiz Bom (1905-1995): O irmão mais novo, nascido quando Maria tinha apenas um ano.
- Thereza Bom (1909-2002): Que se casaria em 1931 com Miguel Luiz Fressato.
- Leonilde Bom (1911-2001): Casada em 1934 com Feliciano Zanlorenzi, em Campo Comprido.
- Genoveva Bom (1913-2009): Casada em 1937 com Affonso Ernesto Ceccone.
- Helena Bom (1914-): Cuja vida se entrelaçou à das irmãs em Curitiba.
- Rosa Bom (1916-1989): Que partiu antes de Maria, deixando saudades.
- Clelia Bom (1918-): Mais uma voz no coro familiar.
- Herminia Bom (1922-2018): A caçula, que viveria até o século XXI.
Crescer com oito irmãos significava nunca estar só. Maria, como a mais velha, provavelmente assumiu responsabilidades cedo, ajudando a mãe Amalia a cuidar dos menores. A região de Campo Comprido, em Curitiba, aparece frequentemente nos registros da família, seja nos nascimentos das irmãs Leonilde e Genoveva, seja no local de descanso final de Maria. Era o território do clã, o chão onde suas raízes se firmaram.
O Amor da Juventude e o Casamento
O ano de 1924 marcou uma nova capítulo na vida de Maria. Aos 20 anos, em um sábado, 25 de outubro, ela uniu seu destino ao de Jose Izidoro Biasetto. Jose, nascido em 1903, era seu contemporâneo, e juntos formaram um casal que enfrentaria as décadas seguintes de mãos dadas.
O casamento em Curitiba, naquela época, era mais do que a união de duas pessoas; era a aliança de duas famílias. Os sobrenomes Bom e Biasetto se entrelaçaram, criando novos laços na comunidade local. Maria deixou de ser apenas filha e irmã para se tornar esposa e, em breve, mãe.
Maternidade e a Construção do Lar
A felicidade do casal foi consolidada em 9 de janeiro de 1926, com o nascimento de seu filho, Algacyr Arilton Biasetto. Algacyr cresceu sob os cuidados de uma mãe atenta, numa época em que o mundo começava a mudar rapidamente. Além de Algacyr, o casal teve outro filho, cuja privacidade é respeitada pela família, mas que faz parte integrante dessa descendência amorosa.
Maria viveu os anos dourados de sua maternidade durante as décadas de 30 e 40. Foi um período de celebrações familiares. Ela viu suas irmãs casarem-se: Thereza em 1931, Leonilde em 1934 e Genoveva em 1937. Cada casamento era uma festa, mas também uma lembrança de que a família original estava se expandindo, criando novos ramos.
Resiliência Diante das Perdas
A vida de Maria Bom Biazetto não foi isenta de dores. A longevidade, muitas vezes, cobra o preço de ver partir aqueles que amamos. A primeira grande perda familiar registrada em sua vida adulta foi a de seu avô materno, Antônio Basso, em 1922, quando ela ainda era uma adolescente. Mais tarde, em 1931, perdeu sua avó, Tereza Vanzetto.
Mas foram as décadas de 50, 60 e 70 que trouxeram os desafios mais pesados. Em 10 de junho de 1953, aos 48 anos de Maria, seu pai, Ângelo Bom, faleceu em Curitiba. A figura paterna, o pilar da família Bom, não estava mais lá.
Sete anos depois, em 11 de outubro de 1960, o coração de Maria foi tocado pela perda mais profunda de sua vida adulta: o falecimento de seu esposo, Jose Izidoro Biasetto. Eles haviam compartilhado 36 anos de vida. Maria, com 56 anos, viu-se viúva, tendo que encontrar forças para seguir em frente e cuidar de seu legado.
Ainda haveria mais lutos. Em 26 de setembro de 1970, sua mãe, Amalia Emma Basso, aos 87 anos, partiu para o descanso eterno. Maria, então com 66 anos, tornou-se a matriarca viva mais antiga de sua geração direta. Com o passar dos anos, viu também a partida de sua irmã Rosa, em 1989.
Cada perda poderia ter apagado sua luz, mas, ao contrário, parecia fortalecer sua determinação em preservar a memória de todos eles. Ela tornou-se o elo vivo entre o passado dos imigrantes Basso e Bom e o futuro dos Biasetto.
Os Anos Finais e o Legado Eterno
Maria Bom Biazetto pertencia a uma geração que não existia mais. No início da década de 90, com quase 90 anos, ela era uma das últimas testemunhas do Curitiba do início do século. Sua vida abrangeu desde o tempo em que as ruas eram de terra e o transporte era puxado a tração animal, até a era da televisão e dos computadores.
Em 12 de julho de 1994, uma terça-feira, apenas nove dias antes de completar 90 anos, Maria faleceu em Curitiba. Sua partida marcou o fim de um ciclo de quase um século. Ela foi enterrada no Cemitério Paroquial Campo Comprido, em Curitiba. O local de seu descanso eterno não foi uma escolha aleatória; Campo Comprido era terra de família, onde suas irmãs haviam nascido e onde suas raízes estavam plantadas. Ali, ela repousa perto da história que ajudou a construir.
Uma Vida que Permanece
Olhar para a árvore genealógica de Maria Bom Biazetto é ver mais do que datas. É ver a persistência de um sobrenome. É ver o filho Algacyr, que viveu até 2009, carregando o nome Biasetto. É ver os netos e bisnetos que, embora não listados detalhadamente aqui, são o fruto vivo do amor que ela plantou.
Maria foi a "Linha Sexta" de sua história, um ponto de conexão crucial. Ela herdou a força de Antônio Basso e Tereza Vanzetto, o cuidado de Ângelo e Amalia, e transmitiu tudo isso a seus descendentes.
Hoje, ao lembrar de Maria Bom Biazetto, lembramos de todas as mulheres que seguraram suas famílias durante as guerras, as crises e as transformações do século XX. Lembramos da menina batizada em 1904, da noiva de 1924, da mãe dedicada e da avó sábia. Sua vida nos ensina que o verdadeiro legado não está apenas no que acumulamos, mas no amor que distribuímos e na memória que deixamos para aqueles que vêm depois.
Que sua história continue a ser contada, não como um registro frio em um papel, mas como uma chama viva de inspiração para todas as gerações da família Bom e Biasetto. Maria partiu, mas suas raízes permanecem firmes, profundas e eternas no solo de Curitiba.
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Pais
- Ângelo Bom 1882-1953
- Amalia Emma Basso 1883-1970
Casamento(s) e filho(s)
- Casada a 25 de outubro de 1924 (sábado), Curitiba, Paraná, Brasil, com Jose Izidoro Biasetto 1903-1960 tiveram
Algacyr Arilton Biasetto 1926-2009- Pessoa privada
Irmãos
Maria Bom Biazetto 1904-1994
Luiz Bom 1905-1995
Thereza Bom 1909-2002
Leonilde Bom 1911-2001
Genoveva Bom 1913-2009
Helena Bom 1914-
Rosa Bom 1916-1989
Clelia Bom 1918-
Herminia Bom 1922-2018
Fontes
- Pessoa: Inez Aparecida Basso - Basso Web Site (Smart Match)
Fotos e Registos de Arquivo

P505762 74 99

P505763 74 99
Árvore genealógica (até aos avós)
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190421 jul.
Nascimento
190425 jul.
4 dias
Baptismo
19051 jul.
11 meses
Nascimento de um irmão
190928 jul.
5 anos
Nascimento de uma irmã
191126 fev.
6 anos
Nascimento de uma irmã
19132 mar.
8 anos
Nascimento de uma irmã
191429 dez.
10 anos
Nascimento de uma irmã
191620 abr.
11 anos
Nascimento de uma irmã
19181 ago.
14 anos
Nascimento de uma irmã
192214 jun.
17 anos
Nascimento de uma irmã
192213 nov.
18 anos
Morte do avô materno
192425 out.
20 anos
Casamento
19269 jan.
21 anos
Nascimento de um filho
19314 jul.
26 anos
Casamento de uma irmã
19313 out.
27 anos
Morte da avó materna
193414 maio
29 anos
Casamento de uma irmã
193724 jun.
32 anos
Casamento de uma irmã
195310 jun.
48 anos
Morte do pai
196011 out.
56 anos
Morte do cônjuge
197026 set.
66 anos
Morte da mãe
19891 jul.
84 anos
Morte de uma irmã
199412 jul.
89 anos
Morte
Antepassados de Maria Bom Biazetto
| Michele Basso ca 1830- | Elisabetta Zorzi ca 1835- | ||||||
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| Antônio Basso 1848-1922 | Tereza Vanzetto 1854-1931 | ||||||
| | | - 1879 - | | | |||||
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| Ângelo Bom 1882-1953 | Amalia Emma Basso 1883-1970 | ||||||
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Maria Bom Biazetto 1904-1994
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Descendentes de Maria Bom Biazetto
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