Ahaetulla sahyadrensis | |||||||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Ahaetulla sahyadrensis Mallik, Srikanthan, Pal, Princia D'Souza, Shanker e Ganesh, 2020 | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
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Ahaetulla sahyadrensis é uma espécie de serpente arborícola endêmica dos Gates Ocidentais da Índia.[1][2][3] Também foi registrada em Bangladesh.[4]
Taxonomia
Anteriormente considerada coespecífica com Ahaetulla pulverulenta (atualmente restrita ao Sri Lanka), foi descrita como uma subespécie desta (A. p. indica) por Paulus Edward Pieris Deraniyagala em 1955. Contudo, um estudo de 2020 a recuperou como espécie distinta. Além disso, uma subespécie hoje extinta de Ahaetulla prasina, A. p. indica, foi descrita por Rudolf Mell em 1931. Assim, a combinação Ahaetulla pulverulenta indica seria um homônimo de Ahaetulla prasina indica. Para resolver esse conflito, um novo nome substituto, A. sahyadrensis, foi estabelecido em 2020.[1]
Distribuição geográfica
Esta espécie é a mais amplamente distribuída entre as cobras-cipó endêmicas dos Gates Ocidentais, ocorrendo desde Gujarat até Kerala e Tamil Nadu.[1] Também foi relatada em Bangladesh.[4]
Habitat
É encontrada em florestas decíduas sazonais e florestas perenes tropicais, desde o nível do mar até 1500 m de altitude. Geralmente, habita áreas próximas a riachos perenes.[1]
Referências
- Mallik, Ashok Kumar; Srikanthan, Achyuthan N.; Pal, Saunak P.; D’souza, Princia Margaret; Shanker, Kartik; Ganesh, Sumaithangi Rajagopalan (6 de novembro de 2020). «Disentangling vines: a study of morphological crypsis and genetic divergence in vine snakes (Squamata: Colubridae: Ahaetulla ) with the description of five new species from Peninsular India». Zootaxa (em inglês). 4874 (1): zootaxa.4874.1.1. ISSN 1175-5334. PMID 33311335. doi:10.11646/zootaxa.4874.1.1
- Staff Reporter (14 de novembro de 2020). «New species of vine snakes discovered». The Hindu (em inglês). ISSN 0971-751X. Consultado em 26 de novembro de 2020
- «The discovery of five new species of vine snakes in India». phys.org (em inglês). Consultado em 26 de novembro de 2020
- «Ahaetulla sahyadrensis». The Reptile Database. Consultado em 14 de julho de 2025
A Joia dos Sahyadris: Revelando a Ahaetulla sahyadrensis
Um Enigma Taxonômico Resolvido
- O Início da Confusão: Em 1955, o renomado herpetólogo Paulus Edward Pieris Deraniyagala descreveu esta serpente como uma subespécie da Ahaetulla pulverulenta (atualmente restrita ao Sri Lanka), nomeando-a Ahaetulla pulverulenta indica.
- O Conflito de Nomes: No entanto, a ciência exige precisão. Descobriu-se que o nome indica já havia sido utilizado anteriormente. Em 1931, Rudolf Mell descreveu uma subespécie de Ahaetulla prasina (hoje considerada extinta) com o mesmo epíteto: Ahaetulla prasina indica.
- A Regra da Prioridade: Segundo as regras de nomenclatura zoológica, não podem existir dois nomes iguais para espécies diferentes (homônimos). Portanto, Ahaetulla pulverulenta indica tornava-se inválido.
- O Nascimento de uma Espécie: Foi apenas em 2020 que um estudo abrangente resolveu o conflito. A serpente foi elevada ao status de espécie distinta e recebeu um novo nome substituto: Ahaetulla sahyadrensis. O nome é uma homenagem direta à cadeia montanhosa onde habita, os Sahyadris, outro nome para os Gates Ocidentais.
Distribuição Geográfica: Uma Guardã dos Gates Ocidentais
- Extensão Norte-Sul: Ocorre desde o estado de Gujarat, no noroeste, descendo até Kerala e Tamil Nadu, no sul.
- Registros Disjuntos: Curiosamente, além de sua stronghold nos Gates Ocidentais, a espécie também foi registrada em Bangladesh, o que sugere possíveis conexões históricas de habitat ou necessidades de estudos adicionais para mapear completamente seu alcance real.
Habitat: Entre Florestas e Riachos
- Tipos de Floresta: É encontrada tanto em florestas decíduas sazonais (que perdem folhas em certas épocas) quanto em florestas perenes tropicais (que mantêm a folhagem o ano todo).
- Altitude: Sua ocorrência varia desde o nível do mar até altitudes de 1500 metros, cobrindo desde as terras baixas costeiras até as encostas montanhosas mais elevadas.
- Preferência de Microhabitat: Um detalhe crucial para quem busca observar esta espécie é sua afinidade com a água. Geralmente, habita áreas próximas a riachos perenes, onde a umidade e a presença de presas são constantes.
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