O AEROPORTO BACACHERI, ONTEM E HOJE
No início da década de 1930, no bairro do Bacacheri, foi estabelecida uma base aérea militar na área do antigo Colégio Agrícola Estadual, que já possuía uma pista para pouso e decolagens.
Na foto 1, vista da alameda frontal do velho prédio do comando da base aérea do Bacacheri, Curitiba, em fins da década de 1940, quando a torre de controle parecia com uma cidadela de fortaleza medieval, construida ainda no tempo da Escola Agrícola.
Na foto 3, vista do pátio de aeronaves, com a torre de controle já reformada, com grandes janelões de vidro e exibindo o número do 12º Grupo de Aviação. Em primeiro plano aparece um bravo Vultee BT-15 Valiant (o Vultizinho), aeronave de treinamento básico da FAB, que possuía 122 destes aparelhos, entre 1942 e 1956.
Desde 1932, o local do Aeroporto Bacacheri foi usado para fins militares. Em 1933, ali foi instalado um Destacamento de Aviação da FAB que passou a sediar o 5° Regimento de Aviação, comandado pelo major Samuel Ribeiro Gomes Pereira que, Imediatamente iniciou os serviços de terraplanagem, construção de um hangar provisório, duas pistas, uma rua de acesso, dois pontilhões e um portão na entrada pela Estrada da Graciosa. Enquanto eram construídos os hangares a pavilhões do 5° Regimento de Aviação, este instalou-se, provisoriamente, no Edifício da Escola Agronômica, no próprio Campo do Bacacheri.
Foram compradas as primeiras aeronaves do 5° R.Av., sete Vought Corsair, se deslocaram do Rio de Janeiro para Curitiba, em 03 de novembro de 1933.
Concomitantemente, em 1932, o governo do Estado doou ao Aeroclube do Paraná uma área de terras de 250.000 m2, nos fundos da Escola Agronômica, e mais uma faixa de seis metros para o acesso pela Estrada da Graciosa.
O Aeroclube do Paraná foi fundado, também em 1932, por vinte curitibanos simpatizantes da aviação que tinham íntima ligação com o governo da época. Logo de início a diretoria do clube concentrou esforços na construção do campo de aviação e na aquisição de aviões para treinamento; pois na época os aviões aterrissavam em campos naturais do Boqueirão, Guabirotuba, Bacacheri e Portão.
Assim, inicialmente a área foi ocupada pelo Aeroclube do Paraná e o 5° Regimento de Aviação da FAB.
Após a criação do Ministério da Aeronáutica, em 1941, abrigou o Destacamento de Base Aérea de Curitiba, a Escola de Formação de Mecânicos, a Escola de Oficiais de Infantaria de Guarda (EOIG) e a Escola de Oficiais Especialistas da Aeronáutica (EOEAR).
Na década de 1980, após o fim da EOEIG, o brigadeiro Délio Jardim de Mattos, quando ministro da Aeronáutica, determinou que lá fosse instalado o CINDACTA II, inaugurando uma nova fase para o antigo campo de aviação.
A constante utilização da área de pouso por aeronaves civis fez com que, em abril de 1980, parte da localidade da Base Aérea do Bacacheri fosse transferida para a administração da Infraero, surgindo assim o Aeroporto do Bacacheri. Logo depois, foram construídos pátio de manobras, taxiways e o terminal de passageiros.
Empresas aéreas nacionais passaram a operar no terminal até a inauguração do Aeroporto Internacional Afonso Pena/São José dos Pinhais (PR) em 1997 quando a aviação regional foi transferida para lá, ficando no Bacacheri as aeronaves executivas e de aviação geral.
O terminal Bacacheri atende a operações de aviação englobando voos não regulares como empresas de táxi aéreo e escolas de aviação. Na área do sítio aeroportuário, com aproximadamente 1,4 milhão de m², estão instalados 43 hangares de empresas que fazem manutenção de aeronaves e hangaragem, além de ser base para as operações da Polícia Rodoviária Federal, Militar e Civil; Receita Federal e Casa Militar do Estado do Paraná. O aeroporto atende também as operações de transporte de enfermos e de órgãos.
O terminal de passageiros tem 157,10 m² e a pista de pousos e decolagens conta com 1.390 metros de comprimento, por 30 metros de largura. O aeroporto também dispõe de um pátio com 17 posições de estacionamento para aeronaves e funciona de 7h às 22h. Com capacidade para atender a até 200 mil viajantes ao ano, em 2016 foram registrados quase 23 mil pousos e decolagens, e passaram pelo local 85.761 passageiros.
Apesar de todas as glórias, o velho e bom Bacacheri não foi o campo de aviação mais antigo da cidade. Por coincidência do destino, foi a chácara da família Biscaia, situada nos arrabaldes do bairro do Portão.
(Extraído de: acperalta.blogspot.com / Gazeta do Povo / Wikipédia / jws.com.br)
Paulo Grani









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