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domingo, 14 de junho de 2026

Água que lava, cura e renasce

 Água que lava, cura e renasce

Água que lava, cura e renasce 🧊
Cada passo na trilha é uma oração silenciosa, cada pedra do caminho é um aprendizado, cada brisa da mata é um sopro de vida que purifica a alma.
Chegar até aqui, sentir a força dessa água caindo sobre mim, é muito mais do que um momento de alegria: é um ritual de limpeza, de renovação, de conexão com o divino que habita em toda parte.
A natureza não é só beleza — é energia viva, é força, é mãe que acolhe, que leva embora tudo o que não serve, tudo o que pesa, tudo o que bloqueia o caminho. Deixo que essa correnteza leve embora as dúvidas, os medos, as energias que não são minhas… e traga de volta só o que é leve, o que é verdadeiro, o que faz bem.
Sinto-me limpo, inteiro, renovado. Aqui, sob essa queda d’água, entendo que sou parte de tudo: da terra que piso, da água que me toca, do ar que respiro, da luz que me guia. 🙏🌿
“Que a água da vida sempre corra em mim, fluindo paz, saúde e gratidão.”
#CachoeiraSagrada #TrilhaDaAlma #ConexaoComANatureza #Purificacao #EnergiaBoas #MataViva #Renascimento #CaminhosDeLuz #Espiritualidade #Gratidao


sábado, 13 de junho de 2026

Onde a água corre, a alma se renova

 Onde a água corre, a alma se renova


Onde a água corre, a alma se renova
Sentir a força da água caindo, ouvir seu som que acalma e purifica… é como se toda energia pesada, todo pensamento que não serve mais, fosse levado embora, levado pela correnteza que nunca para, sempre seguindo, sempre fluindo.
Aqui, parado diante dessa imensidão, entendo que a vida é como essa cachoeira: precisa se mover, precisa se deixar levar, precisa cair para se renovar. Cada gota que toca a terra é uma bênção, cada som que ecoa na mata é um lembrete de que tudo tem seu ritmo, seu tempo, seu jeito de ser.
É na presença da água, elemento sagrado que limpa, cura e dá vida, que encontro o silêncio que eu precisava ouvir. O mundo lá fora pode ser barulhento, mas aqui dentro, tudo se aquieta, tudo se acalma, tudo fica em paz.
Água que lava, que cura, que renasce… que eu também possa ser assim: fluir, confiar, e sempre seguir com o coração leve e limpo. 🙏🌿
“Deixe a água levar o que não te pertence, e trazer só o que faz bem à alma.”

#ÁguaSagrada #ConexaoComANatureza #Purificacao #EnergiasBoas #CaminhosDeLuz #MataVirgem #PazInterior #Gratidao #AlmaLimpa #ForcaDaNatureza

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Água, malte e lúpulo – a trajetória da cerveja em Araucária

 Água, malte e lúpulo – a trajetória da cerveja em Araucária

Segundo a Reinheitsgebot - lei de pureza alemã instituída em 1516 pelo duque Guilherme IV, uma boa cerveja deve levar apenas os seguintes ingredientes básicos: água, malte e lúpulo. Na época, as leveduras eram desconhecidas e foram acrescentadas posteriormente, mas sem comprometer a qualidade da cerveja conhecida como puro malte. O malte, por sua vez, pode ser de cevada ou trigo, mas existem cervejarias que substituem a fonte de carboidrato por milho ou arroz (cereais não maltados), os belgas ainda acrescentam sabores frutados, mas o consenso do que não deve faltar em uma boa cerveja é o lúpulo.
Araucária iniciou a produção de lúpulo e cevada no início do século XX, após a Primeira Guerra Mundial. Embora o consumo de cerveja no Brasil tenha se ampliado com a imigração alemã, a partir da segunda metade do século XIX, em Araucária foram principalmente os poloneses que aqui se estabeleceram, por seu maior número, que difundiram uma receita simples de cerveja caseira, que preparavam apenas para consumo familiar, especialmente em épocas festivas como Natal e casamentos.
A primeira fábrica a ter registro em Araucária foi a Cervejaria Favorita, que produzia a cerveja Diana, pertencente a Antônio Alves Pinto. Natural de Portugal, ele estabeleceu-se em Araucária em 1902 para montar a cervejaria em Botiatuva, após aprender as técnicas com o tio de sua esposa e proprietário da Cervejaria Providência, de Curitiba. A cerveja Diana era produzida com mão de obra familiar e levava rolha em sua vedação. Em 1912 a fábrica mudou para a área urbana de Araucária, no terreno onde na década de 1920 seria construído o Colégio Sagrado Coração de Jesus, e funcionou até 1918, quando, por conta da guerra, se tornou mais difícil importar a matéria-prima que vinha da Alemanha.
Foi justamente essa dificuldade na importação de gêneros necessários à produção de cerveja que a produção de cevada e lúpulo teve início em Araucária. O cultivo de cevada para maltagem teve como pioneiros os engenheiros agrônomos Zdenco e Carlos Gayer, em 1918, e, até a década de 1940 foram cultivados e testados 23 tipos de cevada na Escola de Agricultura Gayerovo, acompanhados de criteriosos estudos e experiências referentes à sua mais apropriada forma de produção, tudo cuidadosamente anotado em um relatório de experimentação. Na época, a variedade Hanna, procedente da Moldávia, foi considerada na Europa e aqui a melhor das variedades para a fabricação de cerveja.
Esses experimentos faziam parte de um contrato firmado com a Companhia Antártica Paulista, e eram acompanhados também pela Cervejaria Atlântica, de Curitiba, maior fábrica de cerveja do Paraná na época (tendo sido fundada em 1901, funcionou até 1942, quando foi comprada pela Brahma). A partir da década de 1930 constava nos Registros de Indústrias e Profissões da Prefeitura Municipal um depósito da cervejaria Atlântica no bairro Estação, e, em 1957 surge o nome da Cia Cervejaria Adriática S.A. Em entrevista ao Arquivo Histórico em 1990, a senhora Cecília Grabowski Voss contou que a família Voss, de origem alemã, possuía uma fábrica de cerveja em Guajuvira só para atender o consumo da família, tamanho era o apreço.
Após um longo período dominado pelas grandes redes de cervejaria, a partir do final da década de 1990 o consumidor brasileiro voltou novamente seus olhos para o mercado de cervejas artesanais, que passou a ganhar cada vez mais espaço, tanto que sua fabricação cresceu 130% nos últimos 5 anos. Atualmente existem várias opções entre pequenas e grandes fábricas investindo na bebida de qualidade, com menos conservantes, mais variedade de combinações e com preços variados, apostando tanto nas engarrafadas quanto no envase por growlers in loco, refletindo um consumo mais sustentável e o retorno à receita da boa cerveja tradicional.
(Texto escrito por Sebastião Pilatto dos Santos e Luciane Czelusniak Obrzut Ono - historiadora)
(Legendas das fotografias:
1 - Representante da Companhia Antartica Paulista em plantação de lúpulo no Gayerovo, s/d, coleção da família Gayer
Acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres.
2 - Produção de lúpulo na propriedade Gayerovo, década de 1930, coleção da família Gayer
Acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres.)

Nenhuma descrição de foto disponível.
Representante da Companhia Antartica Paulista em plantação de lúpulo no Gayerovo, s/d, coleção da família Gayer.
Acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Produção de lúpulo na propriedade Gayerovo, década de 1930, coleção da família Gayer.
Acervo do Arquivo Histórico Archelau de Almeida Torres.