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sexta-feira, 10 de abril de 2026

Curitiba em 1935: Sociedade, Indústria e Modernidade nas Páginas da Revista A Divulgação

 

Curitiba em 1935: Sociedade, Indústria e Modernidade nas Páginas da Revista A Divulgação



Curitiba em 1935: Sociedade, Indústria e Modernidade nas Páginas da Revista A Divulgação

Este artigo explora um fascinante recorte histórico da cidade de Curitiba, baseado em edições da revista "A Divulgação" de outubro de 1935. As páginas revelam um momento de efervescência social, crescimento industrial e modernização arquitetônica, mostrando o cotidiano da elite e o comércio local em pleno desenvolvimento. Abaixo, detalhamos cada aspecto encontrado nestes documentos históricos.

1. A Alta Sociedade: O Casamento de Sara e José Maria

A vida social curitibana de 1935 era marcada por eventos grandiosos e tradicionais. A revista destaca o enlace matrimonial entre Sara Gurgel de Maria e José Maria Pinheiro, um evento que reuniu a nata da sociedade paranaense.
  • A Cerimônia: O casamento ocorreu no dia 5 de outubro, na Igreja de Nossa Senhora da Glória. A noiva, filha do Dr. Octavio Gurgel de Maria e de Dona Maria Gurgel de Maria, vestia-se com simplicidade e elegância.
  • A Família: O noivo é filho do Dr. José Maria Pinheiro Lima e de Dona Amélia Pinheiro Lima. O texto destaca a linhagem das famílias, mencionando irmãos e parentes ilustres como o Dr. Arthur Pinheiro Lima, Dr. Alberto Pinheiro Lima, e o Dr. Aristides Correa Pereira.
  • Padrinhos e Damas: A cerimônia contou com a presença de damas de honra e padrinhos selecionados a dedo, incluindo a Srta. Rosina Pinheiro Lima, Srta. Lúcia de Maria Gurgel, Dr. Eduardo Correa Pereira, entre outros nomes proeminentes da época.
  • Recepção e Lua de Mel: Após a cerimônia religiosa, houve uma recepção na residência do Dr. Gurgel de Maria, onde foram servidos refrescos e doces. O casal partiu logo em seguida para Petrópolis, onde passaria alguns dias de festa e descanso antes de retornar à vida conjugal em Curitiba.
  • Fotografias: As imagens registram a noiva em seu vestido de renda, o casal cercado pelas "demoiselles d'honneur" (damas de honra) e um arranjo floral descrito como "A simpática irradiante da feliz noiva".

2. Indústria Local: O Sucesso do "Café Gury"

O setor de torrefação e distribuição de café era vital para a economia. A revista dedica uma matéria ao Café Gury, destacando a qualidade e a modernidade da empresa.
  • A Empresa: Propriedade do industrial Sr. Bernardi Gury, a fábrica localizava-se na Rua Vinte e Nove de Novembro.
  • Produto: O "Café Gury" era conhecido por sua torrefação especial e embalagem higiênica, garantindo um produto de primeira qualidade.
  • Reputação: O texto elogia a seriedade e competência do Sr. Gury, noting que o café se tornou um dos mais apreciados na capital, sendo preferido por famílias exigentes, hotéis e restaurantes.
  • Infraestrutura: As fotos mostram a fachada da sede e o interior da torrefação, onde vêem-se os proprietários acompanhando os trabalhos, demonstrando envolvimento direto na produção. Outro aspecto mostra o maquinário em funcionamento, evidenciando a capacidade industrial da época.

3. Setor Automotivo: Oficina Mecânica Geral "REUEX"

Com o aumento do transporte de mercadorias e veículos, o setor de manutenção automotiva ganhava força. A matéria apresenta a Oficina Mecânica Geral "REUEX".
  • Especialidade: A oficina era especializada em lonas de freio, sendo representante da marca "Ferodo", considerada ideal para caminhões.
  • Proprietário e Gestão: A empresa pertencia ao Sr. Paschoal Reuex, com a gerência a cargo do Sr. Mario Ferreira e do Sr. Octavio Teixeira.
  • Localização: A sede e oficina estavam situadas na Rua XV de Novembro.
  • Serviços: Além de lonas de freio, a oficina oferecia serviços gerais de mecânica para caminhões e carros, atendendo transportadores e proprietários de veículos que buscavam segurança e eficiência.
  • Imagens: A página mostra a fachada do prédio com a placa "REUEX" bem visível, o interior da oficina com mecânicos trabalhando em veículos e um detalhe do maquinário moderno utilizado nos reparos.

4. Construção Civil e Indústria Pesada: Edimetal e Formac S.A.

Um anúncio de página inteira destaca a Fábrica Nacional de Estruturas Metálicas "EDIMETAL" S.A., mostrando a importância do aço e do ferro na construção civil da época.
  • Produtos: A empresa apresentava estruturas metálicas pré-fabricadas, com vãos livres que variavam de 6,00 a 25,00 metros e pé direito de 3,50 a 7,10 metros.
  • Materiais: As estruturas podiam ser revestidas com chapas de alumínio, ferro galvanizado ou fibro amianto, ou vendidas sem revestimento.
  • Aplicações: Eram indicadas para fábricas, oficinas, garagens, estábulos, hangares, depósitos de trigo e cereais.
  • Características: Os produtos eram descritos como desmontáveis, nacionais, grandes e versáteis.
  • Distribuição: A FORMAC S.A. era a distribuidora exclusiva e fornecedora de máquinas, localizada no Edifício "Musá", na Rua José Loureiro, 55, 15º andar, em Curitiba.

5. Modernidade Arquitetônica: O Edifício Guilherme Weiss

A última matéria destaca um marco na arquitetura moderna de Curitiba: o Edifício "Guilherme Weiss".
  • O Empreendimento: Construído pelo industrial Sr. Guilherme Weiss, o edifício representava a modernidade e o progresso.
  • Localização: Situado em uma esquina privilegiada, na Rua XV de Novembro com a Rua Barão do Rio Branco.
  • Arquitetura: O projeto foi do engenheiro Arlindo Martins de Oliveira. A construção iniciou em outubro de 1934 e foi concluída em agosto de 1935.
  • Estrutura: O prédio possuía 4 pavimentos além do porão, com estrutura metálica e alvenaria de tijolos. O texto destaca o acabamento esmerado, com materiais de primeira linha e instalações modernas.
  • Inquilinos: O edifício abrigava importantes instituições financeiras e comerciais, como o Banco Comercial, Casa Bancária, Banco do Estado e Banco do Comércio, consolidando a região como o centro financeiro da cidade.
  • Retrato: A página inclui um retrato do Sr. Guilherme Weiss, homenageando o visionário por trás do projeto.

Conclusão Estas páginas de 1935 oferecem um panorama rico de uma Curitiba em transformação. Vemos a tradição das famílias ilustres nos casamentos, o empreendedorismo no café e na mecânica automotiva, e a inovação tecnológica nas construções metálicas e nos novos edifícios comerciais. É um testemunho valioso da história econômica e social do Paraná.