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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Raia-viola-de-espinhos: O peixe que parece tubarão, mas é uma raia

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaRaia-viola-de-espinhos
Rhina ancylostoma
Rhina ancylostoma
Estado de conservação
Espécie vulnerável
Vulnerável
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Chondrichthyes
Ordem:Rajiformes
Família:Rhinidae
Género:Rhina
Espécie:R. ancylostoma
Nome binomial
Rhina ancylostoma
Bloch & Schneider, 1801
Distribuição geográfica

Conhecida como raia-viola-de-espinhos ou raia-tubarão[1] (Rhina ancylostoma), é uma espécie de raia-viola que habita a região do Indo-Pacífico tropical.[2] É a única espécie conhecida que pertence ao gênero Rhina, e pertence á família Rhinidae.[3] É considerada uma espécie dócil para os humanos. Embora suas grandes nadadeiras dorsais e cauda forte o façam parecer um tubarão, ela é na verdade um tipo de raia, tanto que sempre é confundido com um tubarão.[4]

Descrição

Possui a cabeça de uma raia e a cauda de tubarão, as raias-violas-de-espinhos se parecem com uma guitarra ou violão. Essa espécie possui espinhos ao longo da crista em seu dorso.[1] A espécie pode chegar á medir 300 cm e pesar 135.0 kg.[2]

Biologia

Este animal vive próximo ao leito oceânico, usa suas fileiras de dentes com cristas para quebrar carapaças de caranguejos e outros invertebrados.[1] Quando se sente ameaçado, a raia-viola-de-espinhos pode usar sua cabeça pontiaguda defensivamente para dar cabeçada em predadores e pode ser uma espécie problemática para os pescadores que o capturam acidentalmente.[5] A espécie pode ser vista sendo limpada por bodiões-limpadores (Labroides sp.) em estações de limpeza em recifes de corais.

Mandíbula.

Distribuição

A raia-viola-de-espinhos é amplamente distribuída nas águas tropicais costeiras do Indo-Pacífico ocidental. No Oceano Índico, é encontrada de KwaZulu-Natal na África do Sul ao Mar Vermelho (incluindo Seychelles), através do subcontinente indiano e sudeste da Ásia (incluindo as Maldivas ), até Shark Bay na Austrália Ocidental. Sua distribuição no Pacífico se estende ao norte até a Coreia e sul do Japão, a leste até a Nova Guiné e ao sul até Nova Gales do Sul[6]

Em cativeiro

Pode ser encontrada sendo exibida em vários aquários públicos, como o Okinawa Charaumi AquariumJapão[7] e no Georgia AquariumAtlanta.[5]

Em 2014, o Newport AquariumKentucky, foi o primeiro aquário que conseguiu reproduzir a espécie em cativeiro. Uma fêmea deu à luz sete filhotes, mas um dos filhotes era uma fêmea pequena que não sobreviveu. O peso dos filhotes era de 2,1 a 2,4 libras.[8]

A primeira fêmea da espécie que reproduziu a espécie em cativeiro no Newport AquariumKentucky.

Referências

  1.  McMillan, Beverly (2008). Em foco tubarões. Ciranda Cultural. p. 32
  2.  «Rhina ancylostoma, Bowmouth guitarfish : fisheries»www.fishbase.se. Consultado em 19 de outubro de 2020
  3. «FAMILY Details for Rhinidae - Wedgefishes»www.fishbase.se. Consultado em 19 de outubro de 2020
  4. «Bowmouth Guitarfish»Ocean Park Hong Kong (em inglês). 21 de novembro de 2017. Consultado em 19 de outubro de 2020
  5.  «Bowmouth Guitarfish»Georgia Aquarium (em inglês). Consultado em 19 de outubro de 2020
  6. «Rhina ancylostoma»Wikipedia (em inglês). 27 de maio de 2020. Consultado em 19 de outubro de 2020
  7. «Bowmouth guitarfish»Okinawa Churaumi Aquarium (em japonês). Consultado em 19 de outubro de 2020
  8. January 2014, Jennifer Viegas 30. «Captive Shark Ray Gives Birth to Septuplets»livescience.com (em inglês). Consultado em 19 de outubro de 2020

Raia-viola-de-espinhos: O peixe que parece tubarão, mas é uma raia

Conhecida também como raia-tubarão (Rhina ancylostoma), essa é uma espécie única de peixe marinho, a única integrante do gênero Rhina e pertencente à família Rhinidae. Habita águas tropicais da região do Indo-Pacífico e é famosa por sua aparência confusa: tem corpo que lembra uma raia, mas nadadeiras e cauda fortes que fazem qualquer um pensar que se trata de um tubarão. Apesar do visual imponente, é um animal considerado dócil e inofensivo para os seres humanos.

📌 Características e aparência

Seu formato é inconfundível: a cabeça achatada e larga é típica das raias, enquanto o corpo alongado e a cauda musculosa lembram muito um tubarão. Por causa do contorno do corpo, que se assemelha ao formato de um violão ou guitarra, ganhou o nome “raia-viola”. Ao longo do dorso, especialmente na linha central e nos ombros, possui fileiras de espinhos duros e salientes — daí o complemento “de espinhos”.
É um animal de grande porte: pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar até 135 kg, o que reforça a semelhança visual com os tubarões. A coloração varia do cinza ao marrom-acinzentado no dorso, com manchas ou padrões mais escuros, e o ventre é claro, geralmente branco ou amarelado.

🐠 Biologia e comportamento

É uma espécie que vive sempre próxima ao fundo do mar, em águas costeiras rasas, recifes de corais, baías e estuários. É um predador especializado: tem dentes fortes e com cristas, perfeitos para quebrar cascas e carapaças de presas duras — como caranguejos, camarões, moluscos e outros invertebrados que vivem enterrados na areia ou no cascalho. Também se alimenta de pequenos peixes.
Quando se sente ameaçada, tem uma forma de defesa diferente de outras raias: ao invés de ferrão na cauda, usa a cabeça pontiaguda e dura para dar “cabeçadas” em quem a incomoda. Por isso, embora não ataque pessoas, pode ser um problema para pescadores que a capturam acidentalmente em redes ou anzóis.
Um detalhe curioso é que ela frequenta estações de limpeza nos recifes: ali, peixes menores chamados bodiões-limpadores (Labroides sp.) se aproximam para remover parasitas e restos de pele do seu corpo, numa relação de benefício mútuo.

🌍 Distribuição geográfica

A raia-viola-de-espinhos tem uma distribuição muito ampla, ocupando todo o Indo-Pacífico tropical:
  • No Oceano Índico: aparece desde a África do Sul (KwaZulu-Natal), passando pelo Mar Vermelho, Seicheles, Índia, Maldivas e Sudeste Asiático, até chegar à costa oeste da Austrália.
  • No Oceano Pacífico: vai ao norte até a Coreia e o Japão, a leste até a Nova Guiné e ao sul até o estado de Nova Gales do Sul, na Austrália.

🏛️ Em cativeiro

Por causa de sua aparência exótica e tamanho impressionante, é uma espécie muito procurada por grandes aquários ao redor do mundo. Pode ser vista, por exemplo, no Okinawa Churaumi Aquarium (Japão) e no Georgia Aquarium (Estados Unidos).
Um marco importante para a ciência aconteceu em 2014: o Newport Aquarium, no estado americano do Kentucky, foi o primeiro do mundo a conseguir reproduzir essa espécie em cativeiro. Na ocasião, uma fêmea deu à luz sete filhotes, que nasciam com peso entre 950 g e 1,1 kg (2,1 a 2,4 libras). Infelizmente, um dos filhotes, uma fêmea menor, não sobreviveu, mas o feito representou um grande avanço para estudos de conservação.

📌 Curiosidade principal

Mesmo parecendo um tubarão e tendo “tubarão” em um dos seus nomes populares, ela é 100% uma raia. A diferença principal está na posição das aberturas das guelras: nos tubarões, elas ficam nas laterais da cabeça; nas raias (incluindo essa espécie), ficam na parte de baixo do corpo.