quarta-feira, 30 de março de 2022

Histórica foto da primeira década de 1900, apresenta os Bombeiros Voluntários de Curitiba a postos sobre as viaturas adaptadas sobre carroças tracionadas por dois pares de mulas.

 Histórica foto da primeira década de 1900, apresenta os Bombeiros Voluntários de Curitiba a postos sobre as viaturas adaptadas sobre carroças tracionadas por dois pares de mulas.


Nenhuma descrição de foto disponível.Histórica foto da primeira década de 1900, apresenta os Bombeiros Voluntários de Curitiba a postos sobre as viaturas adaptadas sobre carroças tracionadas por dois pares de mulas. Erven menciona em sua obra que "haviam exercícios diários (no início da Saldanha Marinho) e escala de prontidão para fogo, próximo a Catedral Metropolitana de Curitiba. Foi possível, com as doações espontâneas feitas, dotar de materiais e uniformes os voluntários do combate a incêndios. Tinham carros com tração executada pelos próprios bombeiros na falta de animais com escadas de madeira, mangueiras e uma pequena bomba."

" Nos anos 50, Urbano, um faquir que jejuava trinta dias encerrado numa urna de vidro, esteve em Curitiba.

 " Nos anos 50, Urbano, um faquir que jejuava trinta dias encerrado numa urna de vidro, esteve em Curitiba.


Nenhuma descrição de foto disponível.UM FAQUIR EM CURITIBA ANTIGAMENTE

" Nos anos 50, Urbano, um faquir que jejuava trinta dias encerrado numa urna de vidro, esteve em Curitiba.

Instalou-se num terreno baldio da esquina da Ébano Pereira com a Avenida João Pessoa, numa improvisada construção de madeira, mal e porcamente apoiada nas bordas do canal do Rio Ivo, cujo fedor de carniça se harmonizava e complementava a esquálida figura do faquir dentro de uma caixa de vidro.

O caixão de vidro era fechado por inúmeros cadeados, cujas chaves, que se presumiam únicas, ficavam sob guarda dos notáveis da cidade; chefe de polícia, prefeito, jornalistas, garantindo a lisura do jejum.

Seja por pura picardia, seja porque considerássemos sua fome ostensiva uma concorrência desleal a nossa, intimista, mas não menos intensa, Urbano conquistou instantaneamente a antipatia dos estudantes da CEU, a casa do Estudante Universitário, então localizada na Avenida, entre o Cine Ópera e o 'show-room' do faquir.

Cotizamo-nos e, na seção de 'Perdidos e Achados' da Gazeta, publicamos um anúncio: "Perdeu-se uma carteira de dinheiro no trajeto entre o Cine Ópera e o Restaurante Elite. Quem devolvê-la será regiamente recompensado. Procurar o faquir Urbano".

Depois criamos uma comissão de fiscalização que, revezando-se, vigiava o faquir 24 horas por dia. Passados alguns dias, devido ao alto custo da operação, para não falar no sono e na preguiça, a comissão de fiscalização dissolveu-se...

Num sábado de madrugada, voltando o Ernani Farias e eu de algumas incursões na 'Zona da Coréia', paramos no Bar Triângulo, compramos um cachorro quente e fomos comê-lo na tenda do faquir. A urna de vidro repousava sobre dois cavaletes cobertos por veludo vermelho. Dentro dela, vestindo um pijama de seda preta com gola "roulé"nbranca e sapatilhas vermelhas, o faquir repousava numa cama de pregos e acariciava uma jibóia.

À primeira dentada no cachorro quente, o cheiro da mostarda espalhou-se pelo recinto... O Urbano ficou mais amarelo ainda, virou o rosto para o lado e, com um grunhido agônico capotou. A assistente chamada Íris, com sotaque argentino, nos expulsou aos berros.

No dia seguinte formalizou uma queixa à presidência da CEU, que nos proibiu de repetir a proeza sob ameaça de expulsão.

Hoje, quarenta anos passados, ao reunir estas lembranças, uma dúvida tardia me assalta:
- Como é que eles faziam para dar comida para a jibóia ? "

(Texto do engenheiro Paulo da Nova, publicado em Histórias de Curitiba)

Paulo Grani

À direita, em foto da década de 1910, vemos a nova edificação erigida no mesmo local da antiga Matriz, construída entre 1876 e 1893, tendo recebido o título de Catedral em 1894.

 À direita, em foto da década de 1910, vemos a nova edificação erigida no mesmo local da antiga Matriz, construída entre 1876 e 1893, tendo recebido o título de Catedral em 1894.


Pode ser uma imagem de texto que diz "pjc M0r c Antiga Matriz de Curytiba Photographada na oceasião da chegada dos voluntarios da Patria, da guerra de Paragua, em Abril de 1870 መንዜች A Cathedral actual de Curytiba Estado do Paraná- E.stadodoParaná-Brazil - -Brazil acervo Paulo José da Costa paulodongaro.blogspot.com"Hoje, dando continuidade à série Cartões Postais de Curitiba, vamos apreciar este histórico CP editado nos anos 1910, no qual o autor enquadra a antiga Igreja Matriz de Curitiba, em foto de abril de 1870, por ocasião da chegada dos Voluntários da Pátria, em Curitiba, após a Guerra com o Paraguai.

À direita, em foto da década de 1910, vemos a nova edificação erigida no mesmo local da antiga Matriz, construída entre 1876 e 1893, tendo recebido o título de Catedral em 1894.

Para melhor entender sua existência na passagem dos séculos, lembramos que ela foi o ponto geográfico do início da cidade, conforme veremos neste breve histórico:

Em 1668, uma pequena capela foi edificada no local onde, hoje, está a Praça Tiradentes, com a denominação de Igreja de Nossa Senhora da Luz e Bom Jesus dos Pinhais, época em que foi levantado o pelourinho na vila. Como era comum à época, essa primeira igreja se resumia a uma construção de pau a pique no estilo colonial.

No dia 29/03/1693, o povo da vila se reuniu para a instalação da Câmara Municipal, a fim de eleger as primeiras autoridades locais, marcando a fundação oficial da Vila de Nossa Senhora da Luz e do Bom Jesus dos Pinhais, hoje Curitiba, capital do Paraná.

Anos mais tarde essa pequena capela deu lugar a uma construção maior, em pedra e barro, denominada Igreja Matriz, que foi concluída em 1721.

Em 1854, por ordem do Presidente Zacarias, foram iniciadas obras na Igreja para elevação de duas torres, as quais foram terminadas em 1858. Em uma das torres foi colocado um relógio, implantado pelo ourives M. Nicourd. A nave possuía "altares adornados de ricas e preciosas entalhações. A nave era "iluminada por lindos lustres de pingentes de vidro e por uma rica lâmpada de prata".

Pouco tempo depois, apareceram rachaduras nas paredes e nas torres, colocando em perigo os fiéis. Assim, por sua vez, a igreja foi demolida entre os anos de 1875 e 1880, para que finalmente fosse edificada a atual Catedral, cujas obras ocorreram entre 1876 e 1893, seguindo o projeto neogótico do francês Alphonse Conde de Plas, com pequenas modificações feitas pelo engenheiro Giovani Lazzarini, responsável pela execução da obra.

A catedral foi construída em estilo neogótico - ou gótico romano - inspirada na Catedral da Sé de Barcelona, na Espanha. As pinturas existentes são dos artistas italianos Carlos Garbaccio e Anacleto Garbaccio.

No plano original, uma de suas duas torres comportaria um sino e um relógio, enquanto a outra um observatório meteorológico dotado com um barômetro, que jamais foi instalado, em razão dos altos custos.

No dia 07/06/1993, cem anos após sua inauguração, a Catedral foi elevada ao grau de Basílica Menor, em reverência à Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, a santa padroeira da capital paranaense, recebendo o nome de Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais.

(Fontes: Haus Engenharia, catedralcuritiba.com / Foto: Acervo Paulo José Costa)

Paulo Grani

terça-feira, 29 de março de 2022

Vista do Bairro Cabral, em 1928, quando nevou pela primeira vez. Ao lado esquerdo aparece a casa do Velho Puppi, com bonecos de neve

h3 style="text-align: left;"> Vista do Bairro Cabral, em 1928, quando nevou pela primeira vez. Ao lado esquerdo aparece a casa do Velho Puppi, com bonecos de neve

O Cine Radium, primeiro do Bairro Portao. Da familia Bettega [Casa que aparece de frente]

 O Cine Radium, primeiro do Bairro Portao. Da familia Bettega [Casa que aparece de frente]


Madeireira. Fazenda Rio Grande, de João Bettega - 1912

 Madeireira. Fazenda Rio Grande, de João Bettega - 1912


Transporte de pinheiro ja cortado, por cavalos, no bairro do Portao

 Transporte de pinheiro ja cortado, por cavalos, no bairro do Portao


Carroçoes de transportar madeira, pelos campos do Parana desde o Campo do Tenente, passando pelo Bairro Portão, ate Paranagua. No bairro, as toras eram beneficiadas. Familia Bettega

 Carroçoes de transportar madeira, pelos campos do Parana desde o Campo do Tenente, passando pelo Bairro Portão, ate Paranagua. No bairro, as toras eram beneficiadas. Familia Bettega


Bairro Campo Comprido a antiga casa de campo do governador Santos Andrade, fotografada em 1895. Aparecem, a esquerda para direita. Julia Santos Andrade Taborda, Jose Pereira dos Santos Andrade, Ana Martins de Andrade e Hecilda de Andrade Muricy, entre outros

 Bairro Campo Comprido a antiga casa de campo do governador Santos Andrade, fotografada em 1895. Aparecem, a esquerda para direita. Julia Santos Andrade Taborda, Jose Pereira dos Santos Andrade, Ana Martins de Andrade e Hecilda de Andrade Muricy, entre outros


Rua XV de Novembro, Curitiba, em 1912. Cena do desvio dos bondes puxados por mulas, existente entre a Av. Marechal Floriano e a Rua Monsenhor Celso. Esse serviço funcionava desde 1887 e sobreviveu até 1913, quando foi substituído pelos bondes elétricos. Paulo Grani.

 Rua XV de Novembro, Curitiba, em 1912. Cena do desvio dos bondes puxados por mulas, existente entre a Av. Marechal Floriano e a Rua Monsenhor Celso. Esse serviço funcionava desde 1887 e sobreviveu até 1913, quando foi substituído pelos bondes elétricos.
Paulo Grani.


Pode ser uma imagem de ao ar livre