sexta-feira, 22 de abril de 2022

PRAÇA TIRADENTES, TESTEMUNHA VIVA DO TEMPO "Trajeto de milhares de curitibanos na rotina diária. Coração da cidade, a Praça Tiradentes é o local em que Curitiba tem datada sua criação oficial/política com a constituição da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em 29 de março de 1693

 PRAÇA TIRADENTES, TESTEMUNHA VIVA DO TEMPO
"Trajeto de milhares de curitibanos na rotina diária. Coração da cidade, a Praça Tiradentes é o local em que Curitiba tem datada sua criação oficial/política com a constituição da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em 29 de março de 1693


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Chegada dos voluntários da pátria da guerra do Paraguai, em 1870. Os músicos que aparecem são de Morretes.
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Em 1900.
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Em 1873.
Foto: curitiba.pr.gov.br

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Chegada dos voluntários da pátria da guerra do Paraguai, em 1870. Os músicos que aparecem são de Morretes.
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PRAÇA TIRADENTES, TESTEMUNHA VIVA DO TEMPO
"Trajeto de milhares de curitibanos na rotina diária. Coração da cidade, a Praça Tiradentes é o local em que Curitiba tem datada sua criação oficial/política com a constituição da Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais em 29 de março de 1693. O destino foi escolhido após os pioneiros terem habitado inicialmente a região do Atuba (Vilinha ou Vila Velha).
Dois obeliscos na Praça Tiradentes remetem ao fato. Um surgiu em comemoração aos 250 anos da fundação: ‘’Este marco assinala o chão sagrado em que os pioneiros povoadores dos campos de Curitiba elegeram as primeiras autoridades públicas e fundaram a Vila sob a égide de seu patriarca, o capitão-povoador Matheus Martins Leme’’. O outro faz menção ao Marco Zero e demarca as distâncias para outros Estados e a cidade de Paranaguá.
Ao longo da história foi conhecida como Largo da Matriz; ou Pátio da Matriz. Chegou a ser denominada Largo D. Pedro II após visita da comitiva imperial em 1880. Na oportunidade, o Imperador chegou a se hospedar no logradouro – mais especificamente no imóvel pertencente a Comendador Antônio Martins Franco. O nome atual veio com a Proclamação da República em 1889.
O Largo da Matriz serviu como segunda casa para tradicionais e pioneiras famílias de Curitiba. Sobrenomes Carrasco dos Reis e Leme tinham propriedades na região para eventuais eventos de cunho religioso ou artístico. Do período colonial – especialmente do cenário composto pela Igreja Matriz; prédio da Cadeia Municipal; dos primeiros arruamentos; e do núcleo comercial – a Praça Tiradentes conviveu com o progresso e as transformações urbanas.
Destaque para o início da influência dos imigrantes a partir de meados dos anos 1800; e das práticas de posturas que incluíam limpeza das vias; plantio de árvores; e recomendações em relação aos animais. Preocupações com o acúmulo de entulhos e esgoto também eram temas recorrentes. Os últimos anos do século XIX foram marcados pela inauguração dos bondes – que tinha como base uma das linhas no Largo da Matriz; assim como a construção da Catedral Basílica Menor de Curitiba.
A Praça Tiradentes une o novo e o antigo. É um importante núcleo de comércio; Terminal de Ônibus – ponto inicial da Linha Turismo; e tem em sua extensão monumentos que homenageiam nomes como Tiradentes; Getúlio Vargas e Marechal Floriano Peixoto.".
(Extraído e adaptado de Centro Histórico de Curitiba)
Paulo Grani

ANTIGO PARQUE PROVIDÊNCIA "Ernesto Bengtsson, imigrante sueco, após seu casamento com Krestruna natural da Islândia, fixou residência em Guajuvira, PR e ali nasceram seus quatro filhos: Anna, Carlos, Emma Ernestina e Amália.

 ANTIGO PARQUE PROVIDÊNCIA
"Ernesto Bengtsson, imigrante sueco, após seu casamento com Krestruna natural da Islândia, fixou residência em Guajuvira, PR e ali nasceram seus quatro filhos: Anna, Carlos, Emma Ernestina e Amália.

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ANTIGO PARQUE PROVIDÊNCIA
"Ernesto Bengtsson, imigrante sueco, após seu casamento com Krestruna natural da Islândia, fixou residência em Guajuvira, PR e ali nasceram seus quatro filhos: Anna, Carlos, Emma Ernestina e Amália.
Em Guajuvira, Ernesto tinha uma fábrica de barricas de madeira, naquela época havia uma grande demanda de barricas para embalar produtos comercializados e até exportados, principalmente erva-mate. Foi como fornecedor de barricas que ele travou conhecimento com o então proprietário de uma cervejaria e quando este decidiu vender a cervejaria e a área onde estava instalada, Ernesto decidiu comprar e mudar-se para Curitiba para onde Anna, já casada com João Pedro Jonsson Kronland,havia se mudado.
Em 1901, Ernesto e João Pedro adquiriram a área de cerca de 78.000 metros quadrados, onde já havia duas casas, ali passaram a residir, também havia a pequena fábrica de cerveja. Pretendendo se dedicar à fabricação de cerveja Ernesto e Kronland contrataram um engenheiro para fazer o projeto do prédio, com a parte residencial ocupando toda a frente da construção e instalações para a fábrica nos fundos, essa construção ficava no Bairro do Batel, na Rua Francisco Rocha na altura da Rua Guttemberg.
Com o maquinário importado da Europa, foi constituída a firma Ernesto Bengtsson & Cia. - Cervejaria Providência, que passou a ter como sócios majoritários Ernesto e seu genro Kronland e como sócios minoritários os filhos: Carlos, Emma Ernestina e Amália.
Ernesto auxiliado por seu filho Carlos era responsável pela parte industrial e comercial e Kronland responsável pela administrativa. No início a cervejaria somente produzia uma cerveja escura engarrafada com o nome Cerveja Providência.
De 30 de abril a 1º de dezembro de 1904 a Cervejaria Providência participou da Exposição Internacional de St. Louis (Louisiana Purchase Exposition St. Louis – 1904) recebendo medalha de bronze por suas cervejas.
Em 16 de março de 1907 foi publicado no Diário Oficial da União o deferimento do requerimento que Ernesto Bengtsson & Cia. fez para pagamento do depósito da marca Olho que distingue suas cervejas e bebidas alcoólicas, marca registrada na Junta Comercial do Paraná.
Entre 1907 e 1909, a família adquiriu da Baronesa de Serro Azul uma outra área, no bairro do Bigorilho, limítrofe do Batel, e também foram adquirindo vários lotes de pequenos proprietários perfazendo 42.900m quadrados, entre a Campina do Siqueira e a área adquirida em 1901. Essa nova área agregada que passou a se chamar Chácara da Providência, tinha uma nascente e um riacho que foi represado formando um lago.
Nessa época Curitiba tinha poucas opções de lazer para as famílias, Ernesto mandou preparar uma área dentro da Chácara da Providência com mesas para piquenique em meio à mata nativa.
O parque Recreio da Providência, como ficou conhecida a área preparada, atraía muitas pessoas nos finais de semana. Era um dos melhores pontos de encontro dos curitibanos na época.
Em 1910 uma banda foi contratada para animar o Parque, tocando em um grande pavilhão aberto e muitos músicos amadores ali tocaram.
O Recreio estendia-se da avenida batel até a Rua Saldanha Marinho, ficando dentro de sua área o local onde mais tarde foi instalada a sede campestre da sociedade União Juventus. A entrada do Recreio Providência era um grande portão sob um arco localizada na Avenida Batel, exatamente em frente onde hoje é a Praça do Batel.
A linha do bonde passava pela Av. Batel bem em frente ao portal do Parque da Providência, o arco do portal continha os dizeres "Entrada do Recreio da Providência". Ainda hoje é possível ver antigos cedros e pinheiros do Recreio nessa região. Nos finais de ano era no Recreio Providência que os funcionários das grandes empresas reuniam-se para as comemorações. Aos domingos e feriados, no coreto uma banda animava o público até às 22 horas.
A Cervejaria Providência foi ampliada e a cerveja ali produzida passou a ser muito apreciada entre os curitibanos. Cerveja de alta qualidade, a Providência chegou até mesmo a ser premiada em 1911, na Exposição internacional Turim-Roma.
Em 1912, Emma Ernestina casou-se com João Elijan Bentham Ernlund. Na chácara providência, como era chamada, nasceram os filhos de João Elijan e Emma Ernestina: Oscar (nascido em 30/08/1913), Ellen, Elvira (falecida aos quatro anos), Waldemar (falecido aos oito anos), Ewald, Gerda, Hjalmar e João Reinaldo. Oscar Edvin Villiam Ernlund, ainda muito jovem, também participou das atividades da cervejaria de sua família, onde trabalhou como perito contador.
A partir de 1915, passou a fabricar três tipos de cervejas: a Providência escura, a Pilsen e a Sueca Especial.
A Cervejaria Providencia foi a primeira cervejaria do sul do Brasil a exportar seus produtos para países da América do Sul.
Em janeiro de 1919, João Elijan Ernlund, genro de Ernesto Bengtsson, entrou como sócio minoritário da Cervejaria Providência, passando a trabalhar na parte industrial da empresa.
Da mesma forma que havia sido premiada anteriormente em duas exposições, foi também na Exposição do Centenário do Brasil, no Rio de Janeiro (1922), Gotemburgo (1923), Estocolmo (1930) e Centenário Farroupilha (1935). E os seus rótulos passaram a divulgar as imagens das premiações recebidas.
Em 1930, seu genro e sócio João Pedro Jonsson Kronland vendeu sua parte nas terras e na fábrica para Ernesto Bengtsson que passou a ser o único proprietário.
Com a morte de Carlos Bengtsson, em 1940, João Elijan assumiu totalmente a parte industrial da cervejaria. E como os herdeiros não se entendiam a fábrica acabou sendo vendida em 1945.
Os novos proprietários ainda mantiveram a fabricação de cerveja por poucos anos, mas nos anos seguintes migraram as instalações para a fabricação de produtos plásticos mantendo, entretanto, o nome Providência.".
(Extraído de: jornalbigorrilho.blogspot.com, Texto e fotos do acervo de Denise E. Metynoski)
Paulo Grani.

USINA TERMOELÉTRICA CAPANEMA Na fotografia, vemos a usina termoelétrica instalada no bairro Capanema, Curitiba, em 1914. Em suas adjacências, milhares de metros cúbicos de lenha eram o combustível usado para movê-la. Esta usina ficava onde hoje está a Estação Rodoferroviária. (Foto: Acervo Gazeta do Povo). Paulo Grani.

 USINA TERMOELÉTRICA CAPANEMA
Na fotografia, vemos a usina termoelétrica instalada no bairro Capanema, Curitiba, em 1914.
Em suas adjacências, milhares de metros cúbicos de lenha eram o combustível usado para movê-la.
Esta usina ficava onde hoje está a Estação Rodoferroviária.
(Foto: Acervo Gazeta do Povo).
Paulo Grani.


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OS PRIMEIROS BOMBEIROS DE CURITIBA Em 23/02/1896, em Curitiba era criada uma sociedade chamada "Bombeiros Voluntários da Sociedade Teuto-brasileira" uma organização particular para combate a incêndios na cidade.

 OS PRIMEIROS BOMBEIROS DE CURITIBA
Em 23/02/1896, em Curitiba era criada uma sociedade chamada "Bombeiros Voluntários da Sociedade Teuto-brasileira" uma organização particular para combate a incêndios na cidade.


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Emíl Verwiebe – Comandante Superior; Frederico Seegmüller – Primeiro Comandante; Ferdinando Poppe – Segundo Comandante; Antonio Pospissil – Comandante dos Auxiliares; Rodolfo Schmidt – Mestre Bomba; Rodolfo Rossenau – Contra-mestre; João Schmidt – Mestre de Material; Alberto Shoneweg – Primeiro Porta-mangueiras; João Rotlek e Wenceslau Glaser – Ajudantes.

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Neste close da foto do incêndio da Cadeia Pública de Curitiba, de 1897, vê-se os Bombeiros Voluntários da Sociedade Teuto-brasileira, vestidos com os uniformes adotados, bem como seus requintados capacetes. Nas carroças eram adaptadas grandes barricas para transportar a água até o local de incêndio e, ao lado, a bomba de recalque era acionada por uma equipe de seis bombeiros, três em cada lado da gangorra, uma mangueira e as escadas de madeira eram os precários equipamentos possíveis juntados pela valorosa corporação. 

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O requintado Capacete adotado pelos Bombeiros Voluntários da Sociedade Teuto-brasileira. 
OS PRIMEIROS BOMBEIROS DE CURITIBA
Em 23/02/1896, em Curitiba era criada uma sociedade chamada "Bombeiros Voluntários da Sociedade Teuto-brasileira" uma organização particular para combate a incêndios na cidade.
Conforme manuscritos recentemente localizados no Museu Paranaense, escritos em um diário com dialeto alemão, consta que a sociedade atuou desde 23/02/1896 até 23/08/1900 aproximadamente, disponibilizando diariamente escala de prontidão e treinamento aos voluntários.
Visava satisfazer premente a necessidade de combate à incêndios do meio curitibano, pois os governos do Estado e do Município não disponibilizavam recursos financeiros que permitisse organizar uma corporação de bombeiros e fornecer-lhe aparelhamento que a capacitasse tecnicamente, ao completo desempenho de suas funções preventivas e combativas.
Conforme o historiador Van Erven (1954), "A simpática associação, por disposições estatutárias destinava-se a oferecer voluntariamente e na possibilidade dos atendimentos a salvação física e material dos que fossem vitimados por esse elemento destruidor que é o fogo."
Erven menciona em sua obra que "haviam exercícios diários (no início da Saldanha Marinho) e escala de prontidão para fogo, próximo a Catedral Metropolitana de Curitiba. Foi possível, com as doações espontâneas feitas, dotar de materiais e uniformes os voluntários do combate a incêndios. Tinham carros com tração executada pelos próprios bombeiros na falta de animais com escadas de madeira, mangueiras e uma pequena bomba."
Diz um álbum comemorativo do 1º centenário da colonização alemã no Paraná, editado em 1929: “O Governo que prometera subvencionar essa sociedade logo depois de sua instalação, só o fez três anos depois, sendo então adquirida uma bomba maior”. Relata, também, que "no ano de 1901 antes de chegar essa bomba, houve um incêndio no Hotel Paraná, onde sacrificaram-se muitos membros do Corpo de Bombeiros. Esse incêndio que assumiu proporções demasiadamente grandes para os primitivos e pequenos aparelhamentos dos voluntários da época, induziu os seus membros a dissolverem essa sociedade, que dificilmente poderia ser aparelhada, pois contava apenas com os recursos que voluntariamente lhes eram dados por iniciativa particular."
O falecimento de um dos principais fundadores e o afastamento de outros, por motivo de doença, abreviou a dissolução da histórica instituição.
Atualmente só existem peças de uniformes, artísticos capacetes, espadins, etc., bem como utensílios e fotografias de oficiais dos 'Bombeiros Voluntários de Curitiba', no Museu do Corpo de Bombeiros do Paraná.
Fundadores:
Emíl Verwiebe – Comandante Superior
Frederico Seegmüller – Primeiro Comandante
Ferdinando Poppe – Segundo Comandante
Antonio Pospissil – Comandante dos Auxiliares
Rodolfo Schmidt – Mestre Bomba
Rodolfo Rossenau – Contra-mestre
João Schmidt – Mestre de Material
Alberto Shoneweg – Primeiro Porta-mangueiras
João Rotlek e Wenceslau Glaser – Ajudantes.
(Adaptado da Wikipédia e do TCC Baumel Luiz e outros, 2008 / Fotos: Wikipédia e Acervo Paulo José Costa)
Paulo Grani

RECORDANDO A ANTIGA SOCIEDADE DUQUE DE CAXIAS "Em 1890 o Brasil havia se tornado uma República Federativa há pouco mais de um ano, e tinha Marechal Deodoro da Fonseca como presidente. Réis era o nome das unidades monetárias de Portugal e Brasil da época.

 RECORDANDO A ANTIGA SOCIEDADE DUQUE DE CAXIAS
"Em 1890 o Brasil havia se tornado uma República Federativa há pouco mais de um ano, e tinha Marechal Deodoro da Fonseca como presidente. Réis era o nome das unidades monetárias de Portugal e Brasil da época.



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Primeira sede foi construída em 1913, em foto de 1937. Ficava na Rua Dr. Muricy nº 448, esquina com José Loureiro. Com o objetivo de propagar a confraternização com outras sociedades, bem como transmitir a tradição aos descendentes e aos que não conheciam a cultura germânica, eram realizadas as festas da Matança e da Cerveja. Além disso, na Sociedade, eram feitas apresentações teatrais e de música, Salões da Primavera, Chás de Engenharia, Festa de Páscoa, entre outros grandiosos eventos. O velho e histórico prédio da Dr. Muricy foi vendido e mais tarde demolido pelos novos proprietários.
Foto: Acervo Luiz Venske Dyminski.

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Sociedade Duque de Caxias, em foto década de 1910.
Foto: Acervo do Clube Duque de Caxias.

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Programa de Chá Litero-Musical do Centro Franco-Brasileiro realizado nas dependências da Sociedade Duque de Caxias, em 11/10/1942.
Foto: Acervo Paulo José Costa
RECORDANDO A ANTIGA SOCIEDADE DUQUE DE CAXIAS
"Em 1890 o Brasil havia se tornado uma República Federativa há pouco mais de um ano, e tinha Marechal Deodoro da Fonseca como presidente. Réis era o nome das unidades monetárias de Portugal e Brasil da época.
Foi neste cenário que, na cidade de Curitiba, os imigrantes alemães Heinrich Hilmann, Paul e Rodolf Müller, Hermann Behrens, Ferdinand Senff Jr, August e Anton Loeser e Wilhelm Lindroth e Robert Langer, provindos da região da Baviera e Suábia, Alemanha, fundaram o Teuto Brasilianischer Turn Verein zu Curityba (Clube de Ginástica Teuto-Brasileiro de Curitiba), funcionando de aluguel nas dependências do Theatro Hauer.
A primeira sede foi construída em 1913 com o apoio financeiro de oito mil réis, arrecadado dentre duzentos membros, localizada no centro da cidade, ficava na Rua Dr. Muricy esquina com José Loureiro. Com o objetivo de propagar a confraternização com outras sociedades, bem como transmitir a tradição aos descendentes e aos que não conheciam a cultura germânica, eram realizadas as festas da Matança e da Cerveja. Além disso, na Sociedade, eram feitas apresentações teatrais e de música, Salões da Primavera, Chás de Engenharia, Festa de Páscoa, entre outros grandiosos eventos. O velho e histórico prédio da Dr. Muricy foi vendido e mais tarde demolido pelos novos proprietários.
Desde a fundação, a ginástica foi definida como a principal modalidade esportiva da Sociedade. Outras atividades como Basquete, vôlei e bocha também eram praticados. Ainda havia o bar e restaurante da Sociedade, que por muitos anos, serviu associados e a sociedade curitibana os típicos pratos da gastronomia alemã.
Pouco tempo depois, em 1933, graças ao apoio de mais alguns outros membros e do Governo alemão, o clube pôde comprar um terreno de 110.000 m2, no bairro do Bacacheri , à Rua Costa Rica, pelo valor de 32 mil réis. Isso incentivou os associados a investir em outros esportes como o decatlon, (competição de atletismo composta por dez provas, praticada por homens, incluindo as modalidades 100 metros rasos; salto em distância, arremesso de peso, salto em altura, 400 metros rasos, 110 metros com barreiras, lançamento de disco, salto com vara, lançamento de dardo, 1500 metros), arremesso de peso, dardo, martelo e em novos eventos sociais e culturais.
Em 1938, o nome da Sociedade sofreu alteração para Sociedade de Cultura Física Jahn, em homenagem ao "pai da ginástica", Friedrich Ludwig Jahn - pois, já naquela época, grandes atividades de atletismo eram exercidas na Sociedade. Porém, em 1942 (apenas cinco anos depois) mais uma vez o nome da sociedade foi alterado devido a criação da Lei de Nacionalização que exigia que nas agremiações em geral fosse falada a língua portuguesa e outros aspectos que reforçavam uma identidade nacional.
A Lei de Nacionalização, tinha o objetivo forçar a integração dos brasileiros com as comunidades de imigrantes, vindos em massa ao país no início do séc. XIX. A lei infernizou a vida dos imigrantes alemães e italianos durante o período da Segunda Guerra (1939-1945), já que o Brasil se declarou a favor dos Aliados (liderados por Inglaterra, URSS, França e Estados Unidos) contra o Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
Para acabar com tal desconforto, o presidente da Sociedade da época, Capitão Coronel João Meister Sobrinho, em uma jogada de mestre, mudou o nome da sociedade alemã para o do patrono do Exército Brasileiro, nomeando-a como “Sociedade de Cultura Física Duque de Caxias”.
As décadas foram se passando e os associados, eleitos de forma democrática se tornaram presidentes, dirigindo a instituição e se dedicando de modo integral em aperfeiçoá-la, procurando oferecer sempre mais uma oportunidade de convívio amigo e descontraído. No final do ano de 1974, a Sociedade foi, mais uma vez, renomeada para Clube Duque de Caxias – como é conhecida até hoje. Em 1975, a matriz da Av. Dr. Murici foi vendida, mudando a Sociedade definitivamente para o Bacacheri.
Atualmente o Clube Duque de Caxias é conhecido pelas valiosas equipes de vôlei, basquete, tênis, futebol, futsal, judô, karatê, muay thai, natação, ginástica olímpica, sinuca, tênis, entre outros, em diversas categorias e naipes, destacando-se o punhobol – esporte provindo da Alemanha e praticado desde 1935, no qual as equipes adultas são consideradas uma das melhores do mundo há quase uma década.
Em termos de infraestrutura, o clube conta com uma Sede Social com capacidade para 450 pessoas, salões de festas, churrasqueiras, campos e quadras esportivas, dois ginásios, academia de musculação, parque aquático com piscina aquecida, sauna, piano-bar, estacionamento próprio e para visitantes e claro, há muito, muito mais.
A cultura germânica também está implícita: há o ensino da língua alemã, a prática da dança folclórica e de grandiosas festas como a Schlachtfest (conhecida como a Festa da Matança) e o Baile do Chopp, bem como a preservação da história da imigração germânica e da fundação do Clube em um acervo restrito, sob posse da Diretoria e aos cuidados do departamento de Marketing.
A cada 7 de dezembro, o Clube Duque de Caxias comemora mais um aniversário, orgulhoso das diversas gerações que por lá passaram, vivenciando momentos únicos e inesquecíveis."
(Fonte: Presidentes do Clube Duque de Caxias - Pesquisa de Adriane Baldini).
Paulo Grani

Nesta foto do inicio da década de 1920, vemos os barracões da fábrica de refrigerantes "Hugo Cini", na Av. Visconde de Guarapuava, onde hoje está construído o Colégio Dom Bosco, sede Batel.

 Nesta foto do inicio da década de 1920, vemos os barracões da fábrica de refrigerantes "Hugo Cini", na Av. Visconde de Guarapuava, onde hoje está construído o Colégio Dom Bosco, sede Batel.


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Nesta foto do inicio da década de 1920, vemos os barracões da fábrica de refrigerantes "Hugo Cini", na Av. Visconde de Guarapuava, onde hoje está construído o Colégio Dom Bosco, sede Batel.
Egízio Cini veio da Itália, da região de Veneto, para o Brasil, no século XIX, com o objetivo de se instalar em terras doadas pelo imperador Dom Pedro II e se estabeleceu na Colônia Cecília, no município de Palmeira, no Paraná. Na colônia, Ezígio casou-se com Aldina Benedetti, de uma família pioneira. Lá, Ezígio e Aldina construíram um moinho de fubá e em 01/10/1891 nasceu seu primogênito, Hugo Cini.
Ezígio era considerado um intelectual que defendia seus ideais, através de um jornal que foi fundado em 1899, em Curitiba e era dirigido por ele, o II Diritto Libertário, inclinado para a divulgação anarquista. O jornal estampava um subtítulo: “Periódico comunista – anarchico”.[3] Com a Proclamação da República, ocorreu a decadência da Colônia Cecília, devido à dívida colonial.
Em 1904, Ezígio Cini associou-se a Carlos Chelli, também ex-integrante da Colônia Cecília para iniciar um pequeno negócio dedicado à produção de bebidas alcoólicas. Em São José dos Pinhais, fundou a Cervejaria Esperança. A empresa produzia uma água carbonatada e algumas bebidas alcoólicas, como Fernet, e duas cervejas, uma clara e outra escura, chamada Águia. A cerveja Águia era artesanal, e o processo de fabricação incluía a fermentação na própria garrafa.
Com a morte de Ezígio Cini, Aldina assumiu a posição na sociedade com Chelli, ao lado do filho mais velho, Hugo. Chelli vendeu sua parte na sociedade para Hugo, que assumiu a indústria. Os meios de produção na época eram: uma máquina manual movida a pedal, um tanque para a lavagem das garrafas e tonéis de carvalho para a cerveja. A fermentação levava de 25 a 30 dias e a matéria-prima provinha da Tchecoslováquia, em caixas lacradas com zinco.
Enquanto a fábrica era em São José dos Pinhais, foi construído um depósito em Curitiba, no final da avenida Visconde de Guarapuava, no Batel e, posteriormente, em 04/03/1928, o depósito foi transformado em fábrica, ocasião em que foi registrada como "Hugo Cini e Cia"., tendo suas instalações ampliadas significativamente.
Em 1945, a empresa foi transformada em Hugo Cini e Filhos Ltda., tendo a participação da esposa de Hugo Cini, Amélia Gobbo Cini, e de seus filhos Carlos Ezígio, Carolina Isolina, Aldina, Orlando, Espérdie, Nilo e Ginete.
Inicialmente, as vendas eram realizadas em carroças que saíam carregadas com cerca de 60 dúzias de garrafas no começo da semana, levando capilé, aguardente, gasosa e cerveja. Na década de 40, a Cini já fabricava a “colinha”, refrigerante de 190 ml, com gosto puxado para malte.
Parte do maquinário, da marca Dickes, foi trazido da Alemanha para a produção da gasosa, e o químico encarregado da fórmula também foi trazido da Europa. A gasosa era elaborada manualmente, e as essências procediam da Alemanha, nos sabores framboesa, limão, abacaxi, gengibre e o procaroli especial, caramelo que vinha em uma barrica de 200 litros e que dava cor à cerveja.
Em maio de 1963, a Cini foi transformada em Sociedade Anônima sob a designação de Hugo Cini S.A. – Indústria de Bebidas e Conexos.
Na década de 60, mesmo com uma promoção com o refrigerante “colinha”, que oferecia prêmios dentro da tampinha de cortiça, a fábrica parou de produzir o produto devido à grande concorrência da coca-cola. As gasosas, porém, já haviam conquistado o mercado do Paraná e Santa Catarina, em especial a “Gengibirra”. Durante muitos anos a Cini foi conquistando o mercado; comprou a marca Wimi, tradicional refrigerante de laranja e foi modernizando o maquinário.
No início dos anos 70 o empresário Hugo faleceu e o comando da empresa ficou a cargo dos filhos Orlando e Nilo. Como acontece com muitas empresas familiares, na década de 80 a Hugo Cini passou por um processo de transição.
Em 1996, a sede da indústria em Curitiba foi transferida para Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde a indústria passou a dispor de uma área de 10.000m², sendo 6.000m² de área construída.
No dia 17/03/2003, aos 84 anos de idade, faleceu o industrial Orlando Cini.
Em março de 2004, a indústria fez 100 anos, passando a ser uma empresa de bebidas não alcoólicas, oferecendo além das gasosas o chá mate e as bebidas prontas de sucos de frutas.
Em 2006, Cini Bebidas retornou às suas raízes, a cidade de São José dos Pinhais. Atualmente a Cini é comandada por dois grupos de acionistas, herdeiros de Orlando e Nilo Cini.
(Extraído da Wikipédia)
Paulo Grani

PELADA NO BOTAFOGO DAS MERCÊS "Bom dia, senhoras e senhores. Neste exato momento o Serviço de Alto-Falantes Estrela Azul inicia suas transmissões, diretamente do estádio do Botafogo F.C., aqui no lindo bairro da Mercês.

 PELADA NO BOTAFOGO DAS MERCÊS
"Bom dia, senhoras e senhores. Neste exato momento o Serviço de Alto-Falantes Estrela Azul inicia suas transmissões, diretamente do estádio do Botafogo F.C., aqui no lindo bairro da Mercês.


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PELADA NO BOTAFOGO DAS MERCÊS
"Bom dia, senhoras e senhores. Neste exato momento o Serviço de Alto-Falantes Estrela Azul inicia suas transmissões, diretamente do estádio do Botafogo F.C., aqui no lindo bairro da Mercês. E, para gáudio de nossos ouvintes de toda Curitiba, dedicamos aos ilustres moradores a linda valsa "Danúbio Azul".
Assim, aí pelos anos 1940, e sempre aos domingos, mais um animado festival de várzea se iniciava. O falante ainda anunciava que haveria roda da fortuna, pesca milagrosa e um suculento churrasco, assado pelas mãos milagrosas do mestre Zico.
O "estádio"em questão era naquele tempo um terreno baldio, entre as hoje ruas Júlia Wanderley e Isaías Bevilacqua. Possuia as cidadelas, mas não exibia um mísero pé de grama. Não bastassem as crateras e outros acidentes do terreno, havia nos cem metros do campo um desnível de mais de cinco metros entre as duas ruas. Assim, em dias de jogo, a partida era ganha na escolha do campo. Quem ganhava o cara-coroa escolhia atacar no primeiro tempo para cima, e no segundo, jogar toda força para baixo, que aí, todos santos ajudam.
Neste domingo, quando o possante serviço de alto-falantes anunciava mais uma dedicatória, em que "alguém" de paletó xadrez dedica a "alguém" de vestido azul a bonita página musical "Saudades do Matão", entravam em campo as equipes da Vila alguma coisa contra a da vila outra coisa qualquer.
Escolha na moeda, lá vai o goleirão subindo a rampa, rumo à rua Júlia. A peleja vai sendo levada por um juiz, destes heróis sempre à disposição, que já traziam o apito de casa. Fim do primeiro tempo. Como sempre, o time que vinha de cima havia marcado um gol, contra nenhum do debaixo. Virando o campo, aí pelos 40 minutos, o agora de cima empata a peleja. Últimos momentos de partida. Na pequena área, em baixo claro, já se amontoavam os dois times, numa feroz disputa pelo desempate, ante a heróica resistência do atacado encolhido em seu campo.
De repente, quase no "apagar das luzes do espetáculo", um bolão rebatido sobe, sobe e sobe... para daí cair lentamente sobre a cidadela dos atacados. Duas dezenas de pares de olhos, amontoados na pequena área, acompanham o trajeto da bola. E acontece, é claro, o que voces já podiam estar imaginando: enquanto os marmanjos se embolam, no pó e nas malhas da rêde, arranhan-do-se nas espinheiras santas no fundo do sol, a bola finalmente desce, quica no chão e ... entrou ou não entrou? Houve ou não houve o gol?
Ninguém viu se e como a bola entrou. Mesmo um pretinho que ali ficava à guisa de fiscal de linha soube explicar, com segurança, esse importante e definitivo detalhe.
Sua Excelência o Juiz, chamado para resolver o impasse, ficou como Salomão diante da Rainha de Sabá, duro, porém frio. Silêncio absoluto, até o locutor esqueceu de trocar o disco. Aí, o árbitro sentenciou: Não houve gol! E deu suas razões: Houve falta coletiva, e de mais a mais o tempo de jogo havia se esgotado.
Pegou a bola, guardou o apito no bolso e foi saindo de fininho, milagrosamente vivo, sem ser contestado por ninguém. Melhor um empate, devem ter pensado os dois lados.
No serviço de alto-falantes, o menino João dedica a sua mãe-zinha Etelvina, com os abraços e beijos do pai Chico, a maravilhosa canção "Coração Materno", na voz do grande cantor Vicente Celestino. - (Texto de Zito Alves Cavalcanti).
(Foto ilustrativa, da internet)
Paulo Grani.