domingo, 13 de agosto de 2023

Gustavo Venske chegou da Alemanha, junto com seu pai e suas duas irmãs, ao interior de Santa Catarina na metade do século XIX

 Gustavo Venske chegou da Alemanha, junto com seu pai e suas duas irmãs, ao interior de Santa Catarina na metade do século XIX


Nenhuma descrição de foto disponível.

Parque fabril tocado pelas tecelãs, cuja maioria delas iniciava com quatorze anos como aprendizes.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Quadro de funcionárias tecelãs.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Funcionários posam em frente à fabrica, na comemoração do 40° aniversario da fábrica, em 1947.

Nenhuma descrição de foto disponível.

Fachada dos barracões, década de 1940.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Maquinários da linha de produção.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Funcionárias na expedição.

A SAUDOSA FÁBRICA DE FITAS VENSKE
Gustavo Venske chegou da Alemanha, junto com seu pai e suas duas irmãs, ao interior de Santa Catarina na metade do século XIX. Ainda jovem foi trabalhar no Rio de Janeiro como representante comercial de uma firma alemã importadora de tecidos. Em 1889, encontrava-se em Curitiba onde fundou uma loja de armarinhos, no atual Largo da Ordem. Na cidade fundiu interesses com outra família alemã, os Mueller, ao casar-se com Anna Mueller.
Com a experiência do comércio de fitas compreendeu que o mercado apresentava oportunidades para a instalação de uma fábrica. Esta foi inaugurada em 6 de novembro de 1907 nos fundos da casa de Gustavo (rua Assungui , fundos da Metalúrgica Mueller). Sem capital suficiente contou com o apoio financeiro de seu cunhado - Oscar Charles Mueller - que lhe emprestou 30 contos de réis.
Com o dinheiro, Gustavo comprou teares de segunda mão do técnico industrial Scheier, o qual se comprometia a fazer a instalação e ainda a preparar a primeira equipe de operários.
A fábrica permaneceu na rua Assungui até 1912, quando foi transferida para os fundos da loja de armarinhos, no largo da Ordem. Os motivos que, aparentemente, impulsionaram a mudança foram a falta de um espaço maior e a possibilidade de concentrar as atividades de comércio e indústria em um só local. Até antes dessa transferência, a fábrica possuía cinco teares, passando, no novo endereço, a trabalhar com dez teares.
Alfredo Venske, filho mais velho do fundador, ao retornar da Europa em 1913, depois de estudar tecelagem na Alemanha e Suíça, veio trabalhar na indústria trazendo novos conceitos e qualificação.
Em 1917 a fábrica muda-se para a primeira sede própria no centro da cidade, com incorporação de novas técnicas produtivas, novos teares, inclusive instalados nas casas de algumas tecelãs.
Em 1938 a Fábrica Venske muda-se para a sua sede definitiva, à rua Ubaldino do Amaral, no Alto da XV, com 10.000m2 de área construída, onde chegaria, após ampliações, a 16.000m2 funcionando amplamente até 1980, quando a empresa parou de funcionar.
A Venske sempre fabricou produtos de excelente qualidade, tendo grande aceitação em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais . Apesar da liderança na produção de fitas e bandeiras, a Venske não suportou a concorrência da indústria européia, moderna e dinâmica do pós-guerra que entrou no mercado.
A impossibilidade de modernização do parque industrial e a passagem da segunda para a terceira geração da família Venske que sempre foi uma empresa familiar, seriam as causas principais para o encerramento das atividades da tão conceituada Fábrica de Fitas Venske!
(Fonte: afabrika.com.br. Fotos: pinterest).
Paulo Grani.

OS IMIGRANTES ITALIANOS CHEGAM EM MORRETES "Por volta de 1872

 OS IMIGRANTES ITALIANOS CHEGAM EM MORRETES
"Por volta de 1872


Nenhuma descrição de foto disponível.
Primeira capela construída pelos imigrantes.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Típica casa construída pelo governo, para as famílias de imigrantes.
Nenhuma descrição de foto disponível.
Rio Nhundiaquara e seu entorno, década de 1910.

Nenhuma descrição de foto disponível.
Na época, a Itália passava por uma grande transformação devido à industrialização e o número de camponeses e desempregados só aumentava.
A crise vivida pela Itália e a idéia de que o Novo Mundo poderia oferecer uma vida melhor, motivaram muitos cidadãos a migrarem.
Do início do século XIX até a década de 30, dez milhões de italianos deixaram o país.
OS IMIGRANTES ITALIANOS CHEGAM EM MORRETES
"Por volta de 1872, chegou em massa a imigração italiana, fundando a Colônia Nova Itália com os seus diversos núcleos. Os italianos aqui aportaram e encontraram um povo amigo e acolhedor que os recebeu de braços abertos. Aqui assentaram as suas primitivas vivendas, trabalharam de sol-a-sol, dispostos a lutar e a vencer. Pesquisando este solo, passo a passo, buscaram o progresso próprio e o desta nação, aproveitando ao máximo a generosidade da terra, para ter uma vida digna com o fruto do trabalho.
Hoje, os seus descendentes - filhos, netos, bisnetos e trinetos, brasileiros integrados no senso pátrio, estão espalhados por este Brasil. Aonde quer que se vá, encontraremos os descendentes daqueles imigrados que aqui chegaram, ansiosos por uma vida melhor, e a conseguiram. Hoje os vemos por toda a parte, exercendo as mais variadas funções e profissões na comunidade brasileira: políticos, administradores, artistas, professores, clérigos. Na medicina, no direito e na engenharia, na indústria e comércio, na lavoura, o nome italiano está sempre evidenciado na liderança representativa de uma etnia que se ajustou num caldeamento predestinado a um grande povo, o que nos leva a crer nos destinos deste nobre país.
O empresário Savino Tripotti iniciou os preparativos para a fundação da Colônia Alexandra, ainda em 1872, quando chegou da Itália a primeira leva de imigrantes, com a galera "Ana Pizzorno" e pelo navio "Liguria". Muitos italianos que vieram, não se destinavam propriamente ao Paraná. Eram obrigados, muitas vezes, a interromper a viagem, quer pela beleza da paisagem tropical, quer por cansaço ou doença, ou para abreviar o sofrimento das crianças que adoeciam e morriam a bordo, entulhadas que eram nas terceiras classes ou porões de navios infectos, junto às caldeiras, iluminados por insuficiente luz artificial, sem que nem mesmo o vento do mar chegasse até eles para minorar o calor sufocante.
Devido ao balanço do navio, que jogava muito, a maioria enjoava e já no segundo dia de viagem não havia um lugar seco onde pisar; poças de vômito espalhavam-se por todo o lado. Não bastasse isso, mais tarde, durante a travessia, combalidos, estranhando a comida a bordo que não era boa, sobrevinha a diarreia, e as mães que amamentavam perdiam o seu leite e, em consequência, as crianças pereciam.
Chegados em Paranaguá, eram alojados na Casa da Imigração, recebendo sua primeira alimentação em terra - aí, alguns tiveram a sua primeira decepção. Vendo sobre a mesa várias cuias de farinha de mandioca, avançaram para as mesmas, à voz de "formaggio, formaggio...", pois a muito não comiam queijo; mas de imediato cuspiram fora, sentindo que o gosto não se amoldara aos seus paladares (pensavam ser queijo ralado). Da Casa da Imigração, eram encaminhados à Colônia Alexandra, correndo as despesas de hospedagem e o transporte, por conta do Governo da Província.
Ao chegarem os colonos nas áreas que lhes eram destinadas, viam logo que não era bem a sonhada terra que eles imaginavam. Muitos dos seus lotes ficavam em lugares ermos, praticamente inabitáveis. Alguns deles ficavam em terreno alagadiço, arenoso ou pedregoso, longe dos centros mais populosos como Morretes e Paranaguá, provocando desânimo na posse da nova terra.
Como ignoravam o rigor do clima, que era muito quente no litoral, e outros aspectos da ecologia da região, ainda mais, o desconhecimento de como prevenir e acautelar-se contra animais ferozes, ofídios e insetos, que em grande quantidade existiam no lugar, de como começar uma agricultura rápida, tudo isso, agravado pela inexperiência no idioma, sobrevinha para os menos fortes o total esmoreci mento que influiu negativamente no colono italiano.
Se isso não bastasse, sucediam-se os casos de doenças. Havia falta de médicos, e pelos altos preços que estes cobravam pelos seus trabalhos, eram pouco procurados.
Nos casos de emergência, apelavam para os curandeiros, charlatães que gozavam de grande prestígio entre a população nativa, não menos ignorante e supersticiosa.
Por esse tempo chegaram à Província mais 870 colonos italianos com destino a Alexandra, dirigida por Savino Tripotti. Este, dizendo que estava sem recursos até para manter os antigos colonos, abandonou-os declarando que não tinha meios sequer para os primeiros suprimentos.
Por sua vez, os imigrantes recém-chegados declararam que tinham vindo iludidos e ao saberem do aperto porque estavam passando os seus patrícios, não quiseram absolutamente pertencer a Colônia Alexandra. Negaram-se a fazer parte da referida Colônia por vários motivos, e estas queixas e alegações provocaram os seguintes acontecimentos:
1º- Transferência de colonos de Alexandra para a Colônia Nova Itália, em Morretes.
2º- Criação de novos núcleos no planalto curitibano.
3º- Rescisão de contratos estabelecidos entre o Império e Empresários. Isso não impediu que novos empresários continuassem a introduzir italianos no Paraná.
Naquelas condições, as autoridades, de acordo com o Inspetor Geral da Colonização, resolveram transferi-los para Morretes, onde existiam terras férteis, próprias para todo o gênero de cultura. Mas o descontentamento persistiu em Morretes, onde a precariedade dos caminhos era semelhante às dificuldades da Colonia Alexandra, e muitos colonos, em situação crítica, puseram-se em debandada. Enquanto isso, o Governo providenciava a medição de terrenos no planalto curitibano para a formação de novas colônias. (Scnino Tripotti era natural de Teramo, no Abruzzo. Veio para a América fugido da justiça italiana, sendo mais tarde absolvido da acusação que lhe imputavam.).
A DESERÇÃO
A Colônia Nova Itália começara a sofrer o êxodo, abundante nos seus primeiros tempos, a ponto de assustar as autoridades encarregadas da colonização, pressentindo estar em risco o êxito da iniciativa. Pensara-se então ser o clima, o maior fator do esvaziamento. Além das condições climáticas que em parte contribuíram para afugentar os imigrantes, também, surtos mórbidos vitimavam os colonos.
Muito duvidoso era, então, acreditar-se que só o clima determinava a fuga de muitos para o planalto. Porém é sabido, que muitos deles, um dia, retornaram espontaneamente aos seus primitivos lotes da Colônia Nova Itália em Morretes. Haviam colonos carpinteiros, pedreiros, canteiros, alfaiates, sapateiros, etc. Muitos foram impelidos à construção da estrada de ferro Paranaguá-Curitiba (1881-1885), aproveitados principalmente no seu trecho mais difícil (Volta Grande à Roça Nova), onde demonstraram os seus conhecimentos de cavouqueiros, perfuradores de túneis, preparadores de minas, sendo nesses misteres muito eficientes. Anteriormente, também trabalharam na estrada de rodagem Graciosa.
No livro n° 239 intitulado 'Livro de Contas de Colonos de Morretes - 1878', encontram-se nomes de imigrantes como: Lazarotto Pietro, Taverna Giacomo, Trevizan Giuseppe, Simioni Giovani, Mocelin Adamo, Mottin Giovani, Maschio Francesco e outros, aos quais o Governo Provincial creditava utensílios, ferramentas, alimentos e outros pertences úteis ao seu trabalho. A procura de trabalho na estrada de ferro foi tão grande por parte do imigrante (Arquivo Público, Livro de Ofícios n° 16-1 880) que se fez disso um caso de polícia enfrentado pelas autoridades de Morretes, onde estavam os escritórios da companhia. Em 10 de agosto de 1880, dirige-se o delegado de polícia Antonio Polidoro, ao Presidente da Província, solicitando o aumento do destacamento local: - "Invadida como se acha esta cidade (Morretes) por estrangeiros que procuram serviços na Estrada de Ferro".
Mais tarde, com a decadência da Colônia Cecília (anarquistas) localizada no município de Palmeira, os italianos, tendo perdido suas terras, dispersaram-se, e ficaram perambulando sem destino em busca de trabalho para que pudesses reconstruir suas vidas.
Na ocasião, a construção da estrada de ferro nos trechos de Restinga Seca à Palmeira e entre Palmeira e Lago, ofereceu a essa gente oportunidade de emprego, beneficiando tanto às obras quanto aos colonos, sendo esse trabalho assalariado a arrancada para uma vida melhor e estável, e o olvido de seus ideais anárquicos. Inúmeros toparam o trabalho assalariado na estrada de ferro. Os do litoral, muitos deles subiram a serra junto com os trilhos e por lá ficaram. Os que permaneceram foram aos poucos se adaptando ao meio, adquirindo costumes locais e, em troca, introduzindo conhecimentos e costumes trazidos de sua longínqua terra de origem.
Em 1886, muitos italianos já possuíam títulos provisórios dos seus lotes, recebidos por autorização do Presidente da Província. Pelos idos de 1885-1886, fundaram-se sociedades de imigração em Morretes e Porto de Cima, que muito concorreram para o bom êxito e o bom andamento dos núcleos. Colaboravam em tudo no sentido de dar pronto atendimento às colônias, revelando o cuidado pela instalação conveniente de novos imigrantes que chegavam à Província.
Sobressaiu-se nesse setor, a Sociedade de Imigração de Porto de Cima, a qual tinha por fim ocupar-se com tudo o que se inclinava a favorecer o aumento da imigração e o bem estar dos núcleos.
O SUCESSO
Souberam os colonos italianos, em poucos anos de permanência entre nós, conquistar a simpatia dos brasileiros com os quais passaram a viver na maior e melhor harmonia, pouco a pouco amalgamando-se, aprendendo o vernáculo, os seus costumes e unindo as duas raças parecidas através de matrimônio cruzado.
O jornalista italiano Alfredo Cusano, que esteve no Brasil durante cinco anos, publicou na Itália o seguinte depoimento (resumido) quanto ao estabelecimento de imigrantes italianos em nosso país:
"Itália Oltre Mare - Impressioni e Ricordi Dei Miei Cinque Ani di Brasile" (Milão, 1911).
Começando pelas colônias do município de Morretes, isto é: Sítio Grande, Porto de Cima, Alexandra, América, Rio do Pinto, Anhaia e outras que, como já frisei, são muito prósperas, encontramos por volta de uns quarenta que saíram da mediocridade para uma vida melhor.
Destes, três usufruem de uma verdadeira riqueza, porque o seu patrimônio oscila entre 200 mil liras a meio milhão, a saber:
Salvatore Scucato, vindo de Vicenza em 1888; a viúva Brambilla e Marcos Malucelli, o mais rico de todos, que produziu um engenho de cana de açúcar.
Doze possuem uma fortuna que varia de 80 a 150 mil liras, a saber:
Giuseppe Gnatta, de Vicenza; André Buzetti, Vicente Bettega. Bôrtolo Foltran, José Sanson e Benjamim Zilli, de Treviso; Alexandre Brandalize, de Belluno; Antonio Chierigatti, de Môntova; Antonio Pedinato, de Vicenza, e Antonio Consentino, de Cocenza.
Finalmente, vinte e cinco possuem de 50 a 80 mil liras, a saber: Júlio Vila Nova, Antonio Fruscolin, Luiz de Fiori, Antonio de Bona, Battista Citti, Ângelo de Rocco e Ângelo Ciscata, de Belluno; Antonio Robassa, Francisco Filipetti, Pedro Callegari, Luiz Tonetti, André Simon, José Dal' Col, Domingos Dall' Negro, Marcelino Meduna e Antonio Orreda, de Treviso; Antonio Dalcucchi, de Mântova; Pio Manosso, Ângelo Pilotto, José Fabris e Marcos Tosetto, de Vicenza.
E outros como: Valério, Turin, De Mio, Fante, Cherobin, Sotta, Ghignone, Fontana, Dall' Stella, Borsatto, Grandi, Piazza, Mazza, Gregorini, Bindo, Lati, Pontoni, Bacci, Madalozzo, Della Bianca, Pasquini, Gobbo, Zanardi, Canetti, Moro, Bavetti, Cavagnoíli, De Lay, Mori, Possiedi, Piovesan, Sundin, Miranda, Bertholdi, Bortholin, Triacchini (Triaquim), Curcio, Meneghetti, Contin, Cavogna, Bazzani, Grossi, Cavagnari, Brustolin, Belotto, Bergonse, Bertagnolli, Bortholuzzi, Carazzai, Carta, Casagrande, Cavalli, Cavallin, Cheminazzo, Chiarello, Zicarelli, Cini, Cit, Conte, Costa, Cusman, Dall' Ligna, Daí Lin, Dea, De Carli, De Paola, Dirienzo, Dotti, Ercole, Scarante, Favoretto, Comandulli, Ferrari, Ferrarini, Fraxino, Ferruci, Gabardo, Galli, Gaio, Gasparin, Grigoletto, Guzzoni, Jacomelli, Lazzarotto, Lucca, Lunardeli, Manfredini, Marchioratto, Marconsin, Marcon, Menin, Moreschi, Menegazzo, Molinari, Muraro, Nadalin, Nori, Olivetti, Orlandi, Panzolini, Pietrobom, Pilatti, Poletto, Possiedi, Ramina, Ramagnolli, Roncaglio, Rossetto, Rossi, Salvare, Santi, Savio, Scarpin, Scorzin, Scremin, Semionatto, Simeão, Sperandio, Sguário, Stocco, Stocchero, Strapasson, Talamini, Feltrin, Tessari, Giglio, Tosin, Tozetto, Tramontini, Trevisan, Trombini, Todeschini, Túllio, Valenti, Valenza, Vicentini, Volpato, Vardanega, Zalton, Zeni, Zem, Zampieri, Zanardini, Zanella, Zanetti, Zanier, Zanon, Zortea e muitos outros (Texto de Maurício Ferrarini.".
Paulo Grani.

Índios do Brasil enterrados nas Catacumbas de Paris

 Índios do Brasil enterrados nas Catacumbas de Paris


Nenhuma descrição de foto disponível.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Índios do Brasil enterrados nas Catacumbas de Paris.
Após a fundação da França Equinocial (São Luís do Maranhão) em 1612 por Daniel de la Touche, os missionários franceses Père Claude d'Abbeville e Yves d'Évreux, franciscanos, enviaram a França um grupo de índios tupinambás para serem batizados pelo Bispo de Paris na Presença do jovem Rei Luis XIII. O líder do grupo. Itapucú, (batizado de Luis Maria) estava acompanhando de mais 5 índios escolhidos dentre os líderes locais para representar os nativos do Maranhão frente ao Rei da França. Três dos seis índios porém morreram antes de chegar a Paris.
"E maio de 1613, após rigoroso inverno, foram batizados in extremis com nomes cristãos logo antes de morrerem: Anthoine Manen, Jacques Patua e François Carypyra . O perfil e a biografia de cada um foi desenhado a bico de pena nas crônicas dos capuchinhos Claude D´Abbeville e Yves D´Evreux, que viveram em São Luís. "O primeiro a ter morrido devido ao clima foi o guerreiro tabajára François Carypyra , cujas tatuagens ou riscas indicam que ganhou vinte e quatro nomes , matando outros tantos inimigos, faleceu aos sessenta ou setenta anos de idade e lhe foi dado o nome de François, após ter sido batizado, em tributo ao Senhor de Razilly. No mesmo dia, Patova, com quinze ou dezesseis anos de idade, foi arrebatado por um estado febril constante que o arrastou para o leito de morte depois de oito dias.
Ao receber o batismo, lhe foi concedida a alcunha de Jacques, em lembrança do Cardeal Du Perron, benfeitor dos capuchinhos. O terceiro índio moribundo,Manen, renomeado Antoine em atenção a outro benfeitor dos frades menores, o Senhor de Beauvais Nangy, morreu aos vinte ou vinte e dois anos. Os três tupinambás foram agraciados com os protocolos solenes, não indumentados com seus usuais plumachos, mas envolvidos com os trajes de São Francisco.
Mesmo diante dessas perdas, na igreja do convento de Saint-Honoré, em junho de 1613, na presença do rei Luís XIII e da rainha sua mãe, Archange dePembrock, na condição de Vigário Superior, realizou o batizado dos três indígenas sobreviventes.
Devido à confirmação do sacramento dos três novos cristãos pelo alto clero etambém pela realeza da França, lhes foram dados novos nomes, segundo a vontade de LuísXIII: Itapucu passou a chamar-se Louis-Marie, Uaroyo passou a chamar-se Louis-Henri e Iapuay, por sua vez, passou a chamar-se Louis de Saint-Jean." Os índios foram enterrados no antigo Convento dos Capuchinhos na Rua Saint-Honoré, e após a revolução francesa os restos de todos os mortos do cemitério do Convento foram transferidos para as Catacumbas de Paris em 1804.
Ref Terra de Santa Cruz

Na foto, década de 1940, o último limpador de chaminés de Curitiba, o sr. Higino Corrêa, em algum terreno próximo da Catedral

 Na foto, década de 1940, o último limpador de chaminés de Curitiba, o sr. Higino Corrêa, em algum terreno próximo da Catedral


Nenhuma descrição de foto disponível.

Foto: Acervo Março Bozza.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Com sua indispensável cartola, assumiu um papel que ele próprio protagonizou, tornando-se uma lenda em Curitiba.


Nenhuma descrição de foto disponível.

Higino, em algum telhado, desempenhando seu trabalho de Limpador de Chaminés".

O ÚLTIMO LIMPADOR DE CHAMINÉS DE CURITIBA
Na foto, década de 1940, o último limpador de chaminés de Curitiba, o sr. Higino Corrêa, em algum terreno próximo da Catedral.
A revista A Cigarra publicou acerca dele, em 1960:
"Curitiba - O último limpador de chaminés - Com sua cartola negra, contagiante simpatia e os seus ares de príncipe etíope em decadência, Higino Corrêa dá inegavelmente um delicioso toque pitoresco à paisagem de Curitiba. É o seu famoso limpador de chaminés, uma figura quase de lenda. ... [Higino] anda aborrecido com os negócios. Há muito fogão a gás, eletricidade, e quase ninguém usa lenha. ... O homem, às vezes, passa defronte às lojas onde se vendem os modernos engenhos, e quando faz isso os olha desdenhoso”. (Ivar Feijó).
Paulo Grani.

Reservatório de água do Alto São Francisco, considerado uma grande obra de saneamento de Curitiba, foi inaugurado em 1908

 Reservatório de água do Alto São Francisco, considerado uma grande obra de saneamento de Curitiba, foi inaugurado em 1908


Pode ser uma imagem de 3 pessoas


Pode ser uma imagem de monumento

Reservatório de Água do Alto São Francisco, Curitiba, em 1940.
Foto: museu do Saneamento da Sanepar.


Pode ser uma imagem de 3 pessoas

Interior do Reservatório de Água do Alto São Francisco, Curitiba, com capacidade de 6 milhões de litros. Foto de.2009.
Foto: Mathieu Bertrand Struck


Nenhuma descrição de foto disponível.

Interior do Reservatório de Água do Alto São Francisco, Curitiba, com capacidade de 6 milhões de litros. Foto de.2009.
Foto: Mathieu Bertrand Struck


Pode ser uma imagem de texto

Caixa de Represamento D'água' instalada no Rio do Carvalho, em Piraquara, para abastecimento de água potável à população de Curitiba, interligada com i Reservatório de água do Alto São Francisco, em 1907. A canalização entre ambos locais tem extensão de 32 quilômetros, tendo uma cota de 62 metros de declive, ao longo do caminho.
(Foto: Museu do Saneamento da Sanepar)

RESERVATÓRIO DE ÁGUA DO ALTO SÃO FRANCISCO
Reservatório de água do Alto São Francisco, considerado uma grande obra de saneamento de Curitiba, foi inaugurado em 1908, quando a cidade tinha apenas 50 mil habitantes.
Em 1907, a empresa de Saneamento responsável à época interligou esse reservatório com a 'Caixa de Represamento D'água' instalada no Rio do Carvalho, em Piraquara, para abastecimento de água potável à população de Curitiba.
A canalização entre ambos locais tem extensão de 32 quilômetros, tendo uma cota de 62 metros de declive, ao longo do caminho.
Em 2009, Mathieu Bertrand Struck fotografou o interior do reservatório que havia sido esvaziado de seus 6 milhões de litros de água durante sua impermeabilização, por ocasião de uma "janela" de 48 horas para visitação pública.
Segundo informação de técnicos da Sanepar a próxima abertura do reservatório está planejada só para 2069.
Paulo Grani

É da sua Época? Quem se lembra do programa "Radical Chic" na década de 90? Estrelado por Andréa Beltrão na Rede Globo no período de 19/04/1993 a 17/12/1993

  É da sua Época? Quem se lembra do programa "Radical Chic" na década de 90? Estrelado por Andréa Beltrão na Rede Globo no período de 19/04/1993 a 17/12/1993


 É da sua Época? Quem se lembra do programa "Radical Chic" na década de 90? Estrelado por Andréa Beltrão na Rede Globo no período de 19/04/1993 a 17/12/1993.
 Inspirado na personagem da história em quadrinhos de Miguel Paiva, vivida no programa pela atriz Andréa Beltrão, Radical Chic reunia jogos e brincadeiras comandadas pela apresentadora Maria Paula. O programa teve direção de Marcos Paulo para os esquetes da personagem-título e de Fred Confalonieri para os jogos e brincadeiras. A supervisão coube a Walter Lacet, e a produção executiva, a Sônia Israel.
A ideia inicial era fazer um quadro da personagem Radical Chic em movimento, para ser exibido no Fantástico. O resultado foi considerado bom por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que decidiu criar um misto de game show com programa de variedades voltado para o público juvenil baseado na personagem. 

[1986] Miami Sound Machine - Bad Boy

 

[1986] Miami Sound Machine - Bad Boy


É da sua Época? Quem se lembra ou já ouviu "Miami Sound Machine - Bad Boy" na década de 80? Estrelado pela Glória Estejan o projeto fez muito sucesso na época, e colocou muita gente pra dançar. E você se lembra?
[1986] Miami Sound Machine - Bad Boy
[1986] Miami Sound Machine - Bad Boy
Confira o vídeo clipe abaixo:

[1994] C&C Music Factory - Take A Toke

 

[1994] C&C Music Factory - Take A Toke


É da sua Época? Quem se lembra da música do grupo "C&C Music Factory - Take A Toke" na década de 90? Foi uma música baladinha gostosa que emplacou junto aos personagens da novela Quatro por Quatro. Quem se lembra ou já ouviu?
[1994] C&C Music Factory - Take A Toke
[1994] C&C Music Factory - Take A Toke
[1994] C&C Music Factory - Take A Toke
Confira o vídeo da música: