Duas imagens do passado de Ponta Grossa. A primeira, foto original da época, bastante desgastada pelo tempo, mostra a Vicente Machado ainda com as árvores em seu canteiro central. Detalhe para os automóveis protegidos na sombra, sem eswuecer da Casa Tango. A segunda através da mágica da IA, uma releitura da primeira.
fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Duas imagens do passado de Ponta Grossa. A primeira, foto original da época, bastante desgastada pelo tempo, mostra a Vicente Machado ainda com as árvores em seu canteiro central. Detalhe para os automóveis protegidos na sombra, sem eswuecer da Casa Tango. A segunda através da mágica da IA, uma releitura da primeira.
Quando o passado e o presente ocupam o mesmo espaço. Na primeira foto uma agência de automóveis na década de 1920; na segunda uma Panificadora nos dias atuais. Ambas no mesmo prédio localizado entre a avenida Vicente Machado e Praça Barão de Guaraúna em Ponta Grossa.
Quando o passado e o presente ocupam o mesmo espaço.
Na primeira foto uma agência de automóveis na década de 1920; na segunda uma Panificadora nos dias atuais. Ambas no mesmo prédio localizado entre a avenida Vicente Machado e Praça Barão de Guaraúna em Ponta Grossa.domingo, 27 de setembro de 2026
A Avenida Visconde de Taunay em Ponta Grossa, quase na altura da atual sede da Prefeitura, antes mesmo da construção da Santa Paula. Quem diria que anos mais tarde seria uma i portante via de acesso da Princesa.
A Avenida Visconde de Taunay em Ponta Grossa, quase na altura da atual sede da Prefeitura, antes mesmo da construção da Santa Paula. Quem diria que anos mais tarde seria uma i portante via de acesso da Princesa.
Existiu na Vicente Machado de Ponta Grossa a Farmácia Minerva que ficava quase ao lado da Livraria Montes. Imagem de 1936. Boa Viagem!
Existiu na Vicente Machado de Ponta Grossa a Farmácia Minerva que ficava quase ao lado da Livraria Montes. Imagem de 1936. Boa Viagem!
Na Cidade de Palmas no Paraná, no ano de 1935. No Prédio, na parte de cima, um Hotel, no térreo, a Casas Pernambucanas.
Na Cidade de Palmas no Paraná, no ano de 1935. No Prédio, na parte de cima, um Hotel, no térreo, a Casas Pernambucanas.
sábado, 26 de setembro de 2026
MÈRE BELEM Todos conhecem a Rua Comendador Franco, cujo nome correto é Avenida das Torres.
MÈRE BELEM
Todos conhecem a Rua Comendador Franco, cujo nome correto é Avenida das Torres.
E alguns sabem onde era a casa do Comendador Franco, hoje já bastante descaracterizada mas ainda presente, na Praça Tiradentes, e foi onde pernoitou D Pedro II quando visitou o Paraná em 1880.
Era a casa mais bonita da cidade.
Arthur Martins Franco, pai de Josephine Franco e outra filhos, era neto do Comendador Franco, que se chamava Antônio Martins
Franco. Foi casado em las núpcias com Angela Alvez de Araújo, filha do Comendador Araújo e em 2as núpcias com sua prima Escolástica Souza Franco.
Maria Josephine era uma moça muito inteligente, falava quatro línguas fluentemente, estudiosa das ciências e da palavra de Deus.
E quis se tornar freira.
Naquela época, para ser irmã de caridade, o pai da moça costumava pagar um dote para a filha entrar no convento.
Era uma quantia paga em dinheiro, imóveis ou terras para ajudar nas despesas da filha e da própria instituição.
Quem tinha mais posses, doava mais. Quem não tinha, a filha entrava também.
Mas como o pai de Josephine era um homem muito rico, doou uma grande quantidade de terras para o Convento de Nossa Senhora de Sion.
As terras ficavam ficam na região do Cajuru, saída para a estrada de Paranaguá, e abrange a região também onde hoje é o bairro Solitude.
Maria Josephine, depois que entrou para o convento, passou a ser Mère Belém.
Não tardou a se destacar pelo conhecimento, espiritualidade e carisma, vindo a se tornar madre superiora.
Em uma parte das terras doadas pelo pai, fundou o mosteiro das Contemplativas de Nossa Senhora de Sion de Curitiba, em 1958.
Ali é um local onde as freiras vivem em clausura, e se dedicam à oração e ao silêncio.
Fica atrás do atual Colégio Sion Solitude
Mère Belém marcou gerações com sua profunda formação teológica, sabedoria e muitos buscavam aconselhamento.
Tenho uma lembrança especial de quando Mère Belém completou 10 anos, minha filha , que estudava no Sion, foi convidada a tocar o Parabéns no violino lá na Solitude.
A casa era esta que tem as 4 estátuas em cima: África, América, Europa e Ásia. A Ásia está no Museu Paranaense, tem o meu tamanho, se alguém quiser ver de perto.
Foto de Paulo José da Costa
Grata pela colaboração de Eduardo Franco Deboni
Ano 1956, há 70 anos. Sr Fidelis Reginato está construindo um prédio alto na Rua João Negrão (entre a XV e a Marechal).
Ano 1956, há 70 anos.
Sr Fidelis Reginato está construindo um prédio alto na Rua João Negrão (entre a XV e a Marechal).
Ela tinha um armazém de secos e molhados ali na Silva Jardim, esquina com a João Negrão. Era o ARMAZÉM DA SUBSISTÊNCIA que atendia as famílias dos militares.
Onde está a placa escrito Rheinganz, era terreno também do Sr Reginato mas ele vendeu e ali construíram o prédio do INAMPS.
Rheinganz era uma fábrica grande de teares no Rio Grande do Sul. Produziam artigos de lã de carneiro. Tinha uma loja filial aqui na Rua José Bonifácio, ao lado da Catedral.
No outro lado do prédio em construção era uma pensão também do Sr Fidélis Reginato. E foi ali que O ex presidente do Brasil, Castelo Branco, residiu com sua esposa no período que serviu em Curitiba.
No mesmo lado da João Negrão, atravessando a Rua Marechal Deodoro, ficava a casa de esquina onde tio Jayme Sunye morou com a esposa Rita Mader e filhos.
Ali era a casa e anexo a revistaria, que ficava na sala, com a porta abrindo para a João Negrão.
Era uma revistaria que representava publicações americanas, tas como as revistas Life, Readers Digest, National Geographics.
Além de trazer artigos científicos que eram muito aguardados e orientavam os médicos, engenheiros, profissionais sobre os últimos conhecimentos, descobertas e técnicas do primeiro mundo.
Local onde estudiosos, intelectuais, pesquisadores buscavam livros e trocavam conhecimentos. Tio Jaime era muito inteligente.
Ao lado, as duas casas eram da família Torres. Os Torres eram donos de muitos terrenos nessa região, em quadras paralelas e laterais, inclusive no enorme quarteirão onde foi construído o Teatro Guaíra. Ali era a chácara da familia.
As ruas Francisco Torres e Mariano Torres ficam próximas.
O próximo prédio é o Hotel Mirassol ou outro nome. Só sei que começava com m. Tá lá até hoje, embora já reformado e com outro nome.
Bem em frente à casa do tio Jaime, na esquina da João Negrão com a Marechal Deodoro, era também uma pensão.
Meu tio Ruy Romanó contou que a engenheira Enedina Marques morou um período ali, quando cursava engenharia ou logo após, Wantowsky já tinha concluído a faculdade.
Acho que mais ou menos quando o tio Ruy entrou, Enedina estava terminando o curso. @curitibahistoricaoficial
TENTANDO CHEGAR ÀS PRAIAS ANTIGAMENTE
TENTANDO CHEGAR ÀS PRAIAS ANTIGAMENTE
(Foto: Gazeta do Povo)
(Foto: Gazeta do Povo)
(Foto: Família Linzmeyer)
(Foto: Acervo famil Salles Bitencourt)
Guaratuba foi fundada em 1768, a mando do Marquês de Pombal quando os espanhóis apossaram-se da ilha de Santa Catarina. Depois foi elevada à vila em 27/04/1771, passando desde então a comunicar-se com Paranaguá, por via marítima.
À partir da década de 1880, passou a receber a presença do varporzinho Oyapock que vinha do Rio de Janeiro em uma viagem mensal, primeiramente aportava em Paranaguá, depois seguia até Guaratuba e, por fim, aportava em Florianópolis.
Quando essa linha foi interrompida, o único meio de comunicação marítima de Paranaguá com Guaratuba passou a ser feito, de oito em oito dias, por canoa que saía de Paranaguá, passava pelo Canal da Galheta e chegava até Pontal do Sul. Dali seguia em carroça de toldo, puxada por bois, através das areias da praia deserta até o rio de Matinhos e o lugarejo chamado Caiubá, de onde novamente se fazia a travessia por canoa para a vila de Guaratuba.
Saint-Hilaire, que fez esse trajeto em 1820 conta que o percurso pela praia do Pontal a Matinhos e Caiobá se fazia durante a noite porque os bois andavam mais depressa sem a claridade do dia. Dois dias eram gastos nessa viagem e, às vezes até mais, a fim de esperar a maré baixa, cujas águas vinham às vezes bater nas rodas das carroças. No rio de Matinhos os passageiros eram transportados nos ombros dos carregadores enquanto a carroça, mergulhada nas águas, era retirada sob fortes chicotadas nos animais.
Na primeira década de 1900, com a fundação das colônias agrícolas de São Luiz, Santa Cruz, Quintilha, Maria Luiza, Pereira e Cambará, foi aberta uma estrada carroçável que saía de Paranaguá pela antiga Estradinha (hoje Av. Coronel Elísio Pereira) e seguindo pelo pé da Serra do Mar, se dirigia em direção à baia de Guaratuba.
Durante muito tempo esse transporte de passageiros esteve a cargo da diligência do sr. João Alboite. A viagem partindo de Curitiba durava dez horas até o Porto Parati (ou Porto Barreiro), onde Luiz Rode (genro do Alboite) se incumbia de contratar os canoeiros para a travessia da baía (de Guaratuba) até a Vila Guaratuba.
A diligência fazia ponto de almoço na colônia Maria Luiza e, mais adiante, contornava o perigoso "Morro Ai, Jesus!", cuja denominação por si só traduz o pânico dos passageiros nesse trecho de viagem.
Posteriormente, e até na mesma época, duas outras variantes permitiam o acesso a Guaratuba:
Uma delas, por via marítima, saindo de Paranaguá, adentrava por trás da Ilha do Valadares através do rio Guaraguaçú, em sua maior parte navegável por barcos ou canoas até as proximidades de Matinhos. Depois seguia-se a pé ou à cavalo até o Porto de Passagem (atual ponto de embarque do ferry-boat).
A segunda estrada utilizava o caminho de tropas entre Curitiba-São José dos Pinhais, mais ou menos pelo atual traçado da rodovia Curitiba-Joinville e, na altura da futura usina de Castelhanos, tomava o rio Cubatão por onde, em canoas, atingia-se a Vila de Guaratuba, num trajeto pela baía, que demorava duas horas.
Só na segunda década do século 20, com a introdução do automóvel, foi que se abriu a chamada Estrada do Mar, ou Estrada das Praias.
Partia de Paranaguá, saindo do antigo Posto Fiscal, (km 114) da antiga estrada Curitiba-Paranaguá, seguia-se até o cruzamento com a atual Pr-407 e, tomando-se à esquerda seguia até o rio Guaraguaçú e, transpondo a sua ponte, chegava-se finalmente à Praia de Leste. Ao pé da ponte, foi feito um ramal de estrada à esquerda, seguindo o rio, chegando até Pontal do Sul. Esse ramal permanece inalterado, cuja maioria do leito ainda se vê os cascalhos de berbigão.
Iniciada em princípios de 1925, com revestimento em berbigão extraído das ostreiras dos sambaquis da região, a "Estrada do Mar" foi inaugurada no dia 29/07/1927, dia do aniversário de Paranaguá. Só então o Balneário de Praia de Leste viu surgir as primeiras residências de veraneio. Daí começaram as viagens pela própria praia para Matinhos e Caiobá, não demorando para que linhas regulares de ônibus fizessem essas ligações por Paranaguá.
Entretanto, permanecia a precariedade dessas viagens, de Praia de Leste para Matinhos, Caiobá e Guaratuba, pelo próprio areião da orla da praia onde, não raro, automóveis e ônibus ficavam mergulhados nas ondas do mar, com perdas das cargas e até dos próprios veículos, ao mesmo tempo em que a antiga estrada das colônias e da diligência do Alboite eram desativadas.
Tudo isso produzia consideráveis embaraços ao desenvolvimento dos balneários e, em especial à Guaratuba, já então o mais importante do litoral paranaense. Não obstante os clamorosos apelos ao Governo do Estado, na época sob a Interventoria Manoel Ribas (1932-1945), a orla permaneceu em quase completo abandono, a ponto do Município de Guaratuba ser extinto e seu território ser constituído um distrito de Paranaguá, por um decreto em 1938.
Só após a queda do Estado Novo, em 1945, os caminhos dos balneários paranaenses voltaram a merecer as atenções dos poderes públicos.
Restaurado o município de Guaratuba em 1947, no ano seguinte a cidade era ligada por estrada de rodagem, através de Santa Catarina, diretamente à Curitiba, quando, então, ela assistiu pela primeira vez em sua história, a presença de veiculo motor, representado pelo carro governamental à frente de uma grande comitiva, desfilando por suas ruas.
Ao iniciar-se a década de 1960, inaugura-se o serviço de "ferry-boat" no Porto de Passagem, já então com toda a Estrada do Mar pavimentada, numa extensão de 50 km até Paranaguá e 160 Km até Curitiba, pela antiga Graciosa.
Em 1987, foi inaugurada a Pr-508, ligando Alexandra a Matinhos, a quinta mais rápida e moderna rodovia na ligação turística com os balneários da costa sul do Paraná. Além disso, foi também a primeira via pavimentada cortando por dentro uma região da baixada litorânea, até então isolada e semi esquecida.
Ao colocar Matinhos, Caiobá e Guaratuba à menor distância de Curitiba e, inclusive Paranaguà, a nova estrada do mar vem enriquecer uma bela paisagem, emoldurada de um lado pela proximidade dos contrafortes serranos e, de outro, pela majestosa visão do encontro azul do céu com o verde das águas do Atlântico.
(Compilado de: der.pr.gov.br)
Paulo Grani
A CHEGADA DO CINEMA FALADO EM CURITIBA
A CHEGADA DO CINEMA FALADO EM CURITIBA
"Em 23 de outubro de 1929, o Cine Theatro Palace (mais tarde Palácio) alardeava a maior sensação de todos os tempos: a estreia do cinema falado em Curitiba. Os jornais da época publicaram anúncios de meia página divulgando a estreia de “O cantor de Jazz”, um filme sonoro, cantado, dançado e falado. The Jazz singer, com Al Jolson, o maior astro cantor da Broadway, May Avoy e direção de Allan Crossland, Warner Brothers, 1927. Com alguns diálogos e músicas, o restante do filme conservava a linguagem dos mudos, inclusive com as legendas interrompendo a cena.
O aparelhamento sonoro foi montado por um engenheiro americano, auxiliado por um brasileiro da Cia. Força e Luz e mais 10 técnicos de “comprovada competência”.
O Cine Avenida, por problemas técnicos, inaugurou o “sonoro” dois dias depois, pela manhã, com a presença do presidente do Estado, Sr. Affonso Alves de Camargo, exibindo o filme “Divina Dama”, com Corinne Griffith e Victor Varloni, Oscar de direção em 1928 para Frank Lloyd (Divine Lady – Paramount). No programa, alguns complementos com trechos da ópera Carmen de Bizet e do Tanhauser de Wagner. Administrado por Luiz Muzzilo, concorrente de Mattos Azeredo.
A publicidade alardeava “a primazia não consiste em ser o primeiro: Ella ressalta para quem pode e sabe ser o melhor”, (na grafia da época). Os dois cinemas continuaram a lançar filmes da nova fase do cinema, alguns até da UFA (Universum Film Aktiengesellschaft) alemã. Durante semanas seguidas, nos cafés, nas residências, nas ruas, o assunto era a maravilha do cinema falado.
O projetor (da foto) com o toca-discos Vitaphone acoplado, o sistema usado então, o Vitaphone, consistia de discos de 16 polegadas, rodando a 33 1/3 rpm (o que deu origem aos Lps de vinil nesta rotação) em toca-discos acoplados ao projetor, acionados pelo mesmo motor garantindo a sincronização da imagem com o som. O filme tinha no início do rolo a marca “start”para ser colocado na janela do projetor e no disco também, onde a agulha teria que estar ao ser ligado o conjunto projetor e toca-discos. Se o filme arrebentasse ou o a agulha pulasse o sulco, teria que recomeçar o rolo de filme novamente, pois não havia como sincronizar no meio da parte projetada. Os filmes vinham em pequenos rolos, que eram projetados em dois projetores alternadamente, cada rolo com seu disco respectivo, e a habilidade dos operadores consistia em se notar minimamente as passagens. Também havia o problema do desgaste dos discos, poderiam quebrar no manuseio ou transporte, com a demora na reposição, impossibilitando a sessão.
No início dos anos 1930, difundiu-se o sistema “Movietone” em que o som vinha impresso na própria película, ao lado da imagem, sem problemas de sincronização. O sistema Vitaphone foi abandonado e o Movietone é usado até hoje, quando se projetam películas."
(Adaptado de: revistaideias.com.br)
Paulo Grani