artigo de Karin Romanó Santos
Antes de 1945, a residência dos padres era em uma casa grande, ao lado da Catedral, separada só pela rua Barão do Serro Azul
Mas já estavam planejando a construção do Centro Cívico, para concentrar os poderes, fazer lá a prefeitura, assembleia, palácio do governo…
Para concretizar isso, tiveram que demolir uma fileira de casas, que foi desde a Praça Tiradentes até a Praça do Homem Nú.
E erguer a avenida Cândido de Abreu.
Logo a seguir o arcebispo Dom Ático Eusébio da Rocha iniciou a construção de um prédio anexo à catedral, do lado direito para quem olha de frente,e ali passou a ser a residência dos padres e escritório paroquial.
Minha prima de primeiro grau, Maria Lucia, é casada com um sobrinho neto do Dom Atico.
O avô desse primo era irmão do Dom Atico. Todos eram de Inhambupe - Bahia.
Eu, pessoalmente, sem entender muito, acho que o anexo está completamente de acordo com a arquitetura da Catedral, na qual predomina o estilo neogótico.
#Mas o IPHAN não acha.
Quando o Papa João Paulo II esteve em Curitiba, em 1993, a catedral de Curitiba foi elevada à condição de Basílica Menor.
Ser uma basílica já é muita coisa. Trata-se de uma grande distinção.
E ser menor não a diminui. Trata-se apenas de uma classificação.
Só há quatro Basílicas maiores no mundo. E todas as 4 ## estão em Roma.
E por causa desse anexo da casa paroquial, a Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz não consegue ser tombada pelo Iphan como patrimônio histórico.
É uma UIP (Unidade de Interesse de Preservação do município).
Para o IPHAN, qualquer acréscimo posterior, por mais bonito que seja, é considerado uma intervenção e tira o caráter original da edificação.
Para mim, o IPHAN está sendo rigoroso demais.
E no fundo, é isso que faz a história ser tão interessante: não se trata de uma ciência exata, e interpretações cabem. Um vê beleza no conjunto; outro vê descaracterização com o anexo.
Foto de Paulo José da Costa - Catedral sem o anexo década de 40
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