segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Cabral-Juveve - Moradores Local (município): Curitiba, PR Data da foto original: C. 1952 Descrição da imagem: Foto tirada na rua Belem, no Cabral, em aproximadamente 1952. Na foto o Sr. de gravata e Fortunato Lubian. Junto a parede Verginia Lubian, a filha Maria Candida, o moco e o filho Hamilton. A Sra. sentada e a nora Gabriela, casada com Hamilton

 Cabral-Juveve - Moradores Local (município): Curitiba, PR Data da foto original: C. 1952 Descrição da imagem: Foto tirada na rua Belem, no Cabral, em aproximadamente 1952. Na foto o Sr. de gravata e Fortunato Lubian. Junto a parede Verginia Lubian, a filha Maria Candida, o moco e o filho Hamilton. A Sra. sentada e a nora Gabriela, casada com Hamilton



Cabral-Juvevê - Moradores Local (município): Curitiba, PR Atribuição de data (foto original): 1904 Descrição da imagem: Família Brockelt em frente a casa onde D. Paula nasceu. Foto de 1904. Aparecem na foto [da esquerda para a direita]]: Ricardo, Emilia [com Lidia no colo]. Frederico, e José [com Paula no colo]

 Cabral-Juvevê - Moradores Local (município): Curitiba, PR Atribuição de data (foto original): 1904 Descrição da imagem: Família Brockelt em frente a casa onde D. Paula nasceu. Foto de 1904. Aparecem na foto [da esquerda para a direita]]: Ricardo, Emilia [com Lidia no colo]. Frederico, e José [com Paula no colo]



Rua da Esperança, onde atualmente se localiza a Praça da Sé em São Paulo, em 1862.

 Rua da Esperança, onde atualmente se localiza a Praça da Sé em São Paulo, em 1862.



domingo, 11 de outubro de 2026

1953 - Igreja de Santa Quitéria (bairro Santa Quitéria) Benevenuto Tosin-Ana Paula Tosin-Maria de Lourdes Duda-Wilson José Duda (Zica)-Cesar Duda-João Bello (Joanito)-Dilma Bello-......... Davi Bello Acervo: Wilson José Duda

 1953 - Igreja de Santa Quitéria (bairro Santa Quitéria)  Benevenuto Tosin-Ana Paula Tosin-Maria de Lourdes Duda-Wilson José Duda (Zica)-Cesar Duda-João Bello (Joanito)-Dilma Bello-......... Davi Bello  Acervo: Wilson José Duda



Confluência das ruas Comendador Araújo com a então Dr. Pedrosa, criando o começo da Avenida do Batel. Foto de maio de 1941 (Foto: Arquivo Cid Destefani)

Confluência das ruas Comendador Araújo com a então Dr. Pedrosa, criando o começo da Avenida do Batel. Foto de maio de 1941
  • (Foto: Arquivo Cid Destefani)


Largo do Ventura - Um descampado onde a piazada fazia seus jogos de futebol. Onde está hoje o TERMINAL GUADALUPE. Foto de 1939 .

 Largo do Ventura - Um descampado onde a piazada fazia seus jogos de futebol. Onde está hoje o TERMINAL GUADALUPE. Foto de 1939 .



Vista panorâmica em ângulo elevado da cidade de Curitiba no ano de 1905, apresentando em destaque a configuração urbana e o paisagismo da Praça Tiradentes. No primeiro plano e no plano médio, observa-se o traçado da praça central com caminhos integrados ao solo, circundados por uma densa arborização de copas arredondadas. No quadrante inferior esquerdo, identifica-se a cobertura de duas águas de uma edificação em primeiro plano, enquanto o perímetro do logradouro é contornado por vias urbanas.

 Vista panorâmica em ângulo elevado da cidade de Curitiba no ano de 1905, apresentando em destaque a configuração urbana e o paisagismo da Praça Tiradentes. No primeiro plano e no plano médio, observa-se o traçado da praça central com caminhos integrados ao solo, circundados por uma densa arborização de copas arredondadas. No quadrante inferior esquerdo, identifica-se a cobertura de duas águas de uma edificação em primeiro plano, enquanto o perímetro do logradouro é contornado por vias urbanas.





As edificações situadas no entorno apresentam baixo gabarito, alternando entre estruturas térreas e sobrados alinhados com telhados cerâmicos e fachadas com aberturas regulares. No lado direito da praça, destaca-se um edifício de maior extensão horizontal dotado de múltiplos vãos de acesso dispostos de forma simétrica. Ao fundo, o tecido urbano estende-se continuamente até a linha do horizonte, demonstrando uma ocupação compacta por moradias de pequena escala sob um céu de tonalidade clara com variações discretas na densidade. Foto copiada do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

O SAUDOSO HOTEL JOHNSCHER

 O SAUDOSO HOTEL JOHNSCHER




" ... O Hotel Johnscher, fundado em 1917 e que foi um dos mais elegantes [...] e ponto de encontro em Curitiba de nomes que fizeram a história do Paraná e do Brasil, ainda está de pé e bonito, no seu velho endereço, na Rua Barão do Rio Branco, 354, o velho centro da capital. [...]


E como acontece na vida, quem vive muito tem muita história. A história do Johnscher começa antes que ele tivesse este nome, por volta de 1900, quando um cidadão chamado João Leandro percebeu que era bom negócio abrir um hotel nas proximidades da Estação Ferroviária – quem chegava cansado, principalmente homens de negócios e imigrantes com recursos, queria comer e descansar, antes de procurar um lugar para se instalar na nova terra. Foi assim que nasceu o então Hotel Paris.



No entanto, se os imigrantes queriam comer e dormir, os amantes queriam ficar acordados e fornicar. E o hotel, como a Paris daqueles anos, virou uma festa, ponto do encontro dos amantes. E ganhou má fama, inspiradora de contos e poemas dos escribas da capital na segunda década do século 20. E com aquela fama, imigrantes e homens de negócios procuraram outros locais. E o Paris decaiu em pouco tempo. A mudança de nome para Hotel Stumbo não resolveu muito. O problema não era o nome, era a clientela – barra pesada para a época.


Por esta razão, a família Parolin, dona do imóvel, decidiu alugá-lo em 1915 para uma viúva chamada Vitória Johnscher. A matriarca ganhou experiência hoteleira em Paranaguá, ao lado do marido Francisco. Os dois tinham uma pensão às margens do Rio Itiberê para abrigar imigrantes alemães. O Johnscher mudou da água para o vinho – ficou chique, elegante e famoso. Todo mundo queria dormir no Johnscher. Em 1923, Francisco Lourenço, filho mais velho de Vitória, já estava em outro empreendimento – o Grande Hotel Moderno, na Rua XV de Novembro – e por esta razão transferiu o controle do Jonscher para o cunhado Leopoldo Niemeyer. E com este comando o hotel foi até os anos 1970.


O certo é que os dois hotéis – Johnscher e o Moderno – se tornaram coqueluche de Curitiba na primeira metade do século passado, ainda que novos empreendimentos do gênero chegassem a Curitiba. O Johnscher era luxuoso para os padrões da época – tinha água quente e banheiro no quarto. Muitas famílias o visitavam para conhecer a novidade que ele trouxe, um tal de elevador, um dos primeiros da cidade, uma engenhoca que dispensava subir as escadas. Para quem acabou de comer muito ou beber demais no térreo, não tinha coisa melhor – era só entrar na engenhoca, subir e chegar no quarto do terceiro andar e cair na cama, poupando os bofes.


O hotel virou atração turística. Por muitos anos foi o mais charmoso e um dos melhores da cidade. Era famoso pelas festas de Natal que fazia, com orquestra e a grande atração que todo mundo queria ver: árvore gigante montada na frente do Johnscher. Mas a história do hotel seguiu a mesma curva da história do homem – nascimento, vida e morte. Com o tempo, ele perdeu terreno para empreendimentos modernos e com mais apelos e entrou em decadência, até ser desativado em 1977 e ficar abandonado até o ano 2000. Neste ano a rede San Juan Hotéis o adquiriu e investiu em sua restauração – e o Johnscher renasceu em 2002, revigorado e charmoso como parte de um plano de renovação do centro velho de Curitiba, principalmente da Rua Barão do Rio Branco e seu entorno. [...]


Espaçoso, romântico, lembrando uma Curitiba que só se vê em velhas fotos, o atual é quase um cenário de cinema. O Johnscher teve mais sorte que o Grande Hotel Moderno, outro empreendimento da mesma família, que se transformou num centro de pequenas lojas populares. O Moderno, que ficava na Rua XV, assim como o Johnscher, também foi cheio de história. Foi lá que morreu Emiliano Perneta, Plínio Salgado não queria outro lugar para se hospedar na cidade, era o preferido de presidentes e grandes líderes nacionais quando vinham a Curitiba. Até Santos Dumont foi um de seus hóspedes. Mas do Grande Hotel Moderno sobrou apenas a arquitetura. O Johnscher ainda está cheio de vida – e de história."

(Extraído de: acervodigital.ufpr.br / Foto: curitibaantiga.com.br).


Paulo Grani 

ESTACIONAMENTO DE CARROÇAS E CARROÇÕES, EM 1886

 ESTACIONAMENTO DE CARROÇAS E CARROÇÕES, EM 1886




Em 1879, o local era chamado Largo Lobo de Moura e, em 1890, Largo Thereza Christina.

Entre o final do século 19 e começo do século 20, o largo era um extenso campo e a rotina do largo era receber companhias circenses, espetáculos diversos e até touradas.

Em 1901 o largo recebeu a denominação de Praça Santos Andrade em homenagem ao ex-presidente do Estado José Pereira dos Santos Andrade que administrou o Paraná de 1896 a 1900, que faleceu em junho de 1900.



A urbanização da nova praça de Curitiba só ocorreu a partir de 1910 e foi incrementada com o início da construção do prédio da então Universidade do Paraná. Antes disso o local não passava de um descampado sem pavimentação e que se tornava um verdadeiro lamaçal em dias de chuva.

A situação não modificou muito nos primeiros anos do novo prédio da universidade, pois a praça não recebeu melhorias dignas de um logradouro o que dificultava até a entrada no edifício da instituição e os demais freqüentadores da praça tinham que se habituar aos entulhos e o lixo, pois o local, nesta época, era um verdadeiro depósito destas mazelas urbanas.

A administração da capital implementou algumas obras em 1917, como o nivelamento e a construção de bueiros, bem como, a delimitação definitiva da praça, com a colocação de “meio-fios”. A urbanização efetiva da praça ocorreu em 1922 quando a prefeitura e o governo estadual escolheram a Praça Santos Andrade para as comemorações do Centenário da Independência do Brasil e assim a praça foi ajardinada e nela construiu-se um repuxo com três bicos d’água que, na década de 1950, foi remodelado nos atuais moldes."
(Compilado da Wikipédia. Foto: Autor desconhecido).

Paulo Grani. 

RELEMBRANDO O TEATRO SÃO THEODORO

 RELEMBRANDO O TEATRO SÃO THEODORO 


Com sua fachada já reformada, na década de 1930, agora funcionava o Teatro Guairá.
Sua primeira fachada, após a inauguração, década de 1910.
Momento de sua demolição, em 1939.







A pedra fundamental foi edificada a 25/03/1874 e a obra, concluída dez anos depois: a 28/09/1884, e o teatro receberia o nome de São Theodoro, localizava-se na Rua da Assembléia, atual Dr. Muricy.

 Após o início das atividades do teatro, em uma das primeiras apresentações um colunista da época descreve as características dos eventos lá apresentados, bem como a vida cultural da elite curitibana:

"Chegavam as damas, com seus longos vestidos e joias cintilantes. Cavalheiros severos e empertigados dentro de solenes casacas. Luzes e flores. Fitas e veludos. Frisas, camarotes e plateia tomados por uma assistência seleta e numerosa. Estavam ali representadas as principais famílias da “Cidade Sorriso” de então e, na frisa oficial, o doutor Taunay, ilustre presidente da província, acompanhado da excelentíssima esposa, dona Maria Cristina. O espetáculo estava sendo esperado, com ansiedade, pois como ponto de atração assinalava a presença de uma senhorita da mais alta sociedade paranaense que acedera, em dele participar, como executante. Graciosa e encantadora, moça, quase menina, teve a coroar- lhe à entrada, no palco, uma verdadeira tempestade de aplausos. Um lindo vestido branco, cuja vaporosidade e frescura eram severizadas por um bolero de veludo negro. Uma figurinha frágil e delicada [...]. Os longos cabelos, finos e sedosos, caindo-lhe sobre os ombros até o chão estavam presos por um laço de fita, que semelhava-se a uma borboleta, pousada, de leve, numa flor [...] e uma flor, entre flores, suas irmãs, era Amália Ribeiro, a formosa jovem que naquela noite memorável, tocaria, em benefício de um escravo, em favor de cuja libertação reverteria o resultado do espetáculo".

Nos dez primeiros anos de funcionamento do Teatro São Theodoro, Curitiba veria uma prática eclética que transitava entre apresentações de árias e aberturas operísticas, operetas, revistas e, com a mesma intensidade, a realização de bailes que mantinham função de destaque na sociedade elitizada. [...]

Após a eclosão da Revolução Federalista, o Teatro São Theodoro seria desviado de suas funções culturais para servir de prisão destinada a encarcerados políticos. “Sua plateia, outrora cheia de alacridades e burburinhos da família curitibana, transformou-se num mundo fantasmagórico, cheia de andarilhos, verdadeiros espectros humanos de reclusos denunciados”. A partir deste período, até o fim do século, o teatro permaneceria fechado para eventos de qualquer espécie."

Essa situação permanece até 1900, quando é reinaugurado com o nome de Theatro Guayrá. Em 1939 é demolido.

(Adaptado de: programa.ufpr.br / Fotos: cmc.pr.gov.br , gazetadopovo.com.br)

Paulo Grani