segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A Casa de Henrique Roberto Michelis: Entre Tijolos, Memórias e Bolos Holandeses

 Denominação inicial: Projeto de residência para o Snr. Henrique Roberto Michelis

Denominação atual: Comercial - Confeitaria Holandesa

Categoria (Uso): Residência
Subcategoria: Residência de Médio Porte

Endereço: Rua 7 de Setembro esquina com as Ruas Cândido Xavier e Castro Alves

Número de pavimentos: 2
Área do pavimento: 220,00 m²
Área Total: 220,00 m²

Técnica/Material Construtivo: Concreto Armado

Data do Projeto Arquitetônico: 02/01/1935

Alvará de Construção: N° 873/1935

Descrição: Projeto Arquitetônico para construção de residência, Alvará de Construção com Memória de Cálculo e fotografia do imóvel.

Situação em 2012: Existente


Imagens

1 - Projeto Arquitetônico.
2 - Alvará de Construção com Memória de Cálculo e planta baixa das estruturas em concreto armado.
3 - Fotografia do imóvel em 2012.

Referências: 

1 - CHAVES, Eduardo Fernando. Construção para o Snr. Henrique Roberto Michelis. Planta dos pisos térreo e superior, fachada principal e lateral esquerda, corte, implantação e muro representados em uma prancha. Microfilme digitalizado.
2 – Alvará n.º 873
3 – Fotografia de Elizabeth Amorim de Castro (2012).

Acervo: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba.

A Casa de Henrique Roberto Michelis: Entre Tijolos, Memórias e Bolos Holandeses

Na confluência simbólica e geográfica das ruas 7 de Setembro, Cândido Xavier e Castro Alves, no coração de Curitiba, ergue-se um edifício que carrega, sob sua fachada aparentemente comum, duas vidas distintas: uma como lar projetado com esmero nos anos 1930; outra como ponto de encontro afetuoso sob o doce aroma da Confeitaria Holandesa. Mas antes de virar confeitaria, este imóvel foi concebido como residência de médio porte para um homem cujo nome marcou seus alicerces: Henrique Roberto Michelis.


Um Projeto de Vida em Concreto Armado

Em 2 de janeiro de 1935, o arquiteto responsável — cujo nome se perdeu nas dobras do tempo, embora sua obra permaneça — assinou os desenhos de uma residência moderna para a época: dois pavimentos, totalizando 220 m², construída inteiramente em concreto armado, técnica ainda relativamente nova no Paraná, mas já emblemática do avanço técnico e estético da arquitetura urbana brasileira.

O Alvará de Construção nº 873/1935, acompanhado de uma detalhada Memória de Cálculo e plantas estruturais, atesta o rigor técnico da empreitada. A planta incluía:

  • Piso térreo com salas de estar e jantar, cozinha, área de serviço e dependências;
  • Piso superior com dormitórios, banheiros e varanda — típica da arquitetura residencial da classe média ascendente da Primeira República tardia;
  • Fachadas principais e laterais desenhadas com proporções simétricas, janelas generosas e detalhes que sugerem influência do ecletismo tardio, ainda presente na década de 1930 em Curitiba.

A implantação do edifício aproveitava a esquina privilegiada, com muros baixos e portões que convidavam à convivência urbana — um testemunho de uma cidade que, mesmo em expansão, mantinha certa intimidade entre vizinhos.


Henrique Roberto Michelis: O Homem por Trás da Casa

Embora os registros biográficos sobre Henrique Roberto Michelis sejam escassos, sua escolha por uma residência de dois pavimentos em concreto armado revela um perfil de cidadão moderno, economicamente estável e visionário. Talvez fosse comerciante, profissional liberal ou industrial — alguém que investiu não apenas num teto, mas num legado familiar.

Seus descendentes, ou talvez ele mesmo, habitaram a casa por décadas, testemunhando as transformações de Curitiba: do calçamento de ruas à chegada dos bondes elétricos, da industrialização ao boom urbano do pós-guerra. A casa permaneceu — silenciosa, sólida, resistente.


Da Residência à Confeitaria: Uma Nova Alma

Por volta das primeiras décadas do século XXI, o imóvel passou por uma transformação simbólica e funcional. Deixou de ser residência particular para se tornar espaço comercial, mais precisamente a encantadora Confeitaria Holandesa — um local onde o cheiro de canela, maçã e massa folhada toma o lugar das conversas familiares no jantar.

Essa mudança não apagou sua história; ao contrário, recriou seu propósito com afeto. As janelas que um dia iluminaram quartos de crianças agora emolduram vitrines com tortas caseiras. A varanda superior talvez tenha se tornado terraço para clientes. O concreto armado, tão inovador em 1935, agora sustenta sonhos feitos de café e receitas herdadas.

Ainda assim, a estrutura original — os dois pavimentos, os 220 m² bem distribuídos, a planta fiel ao projeto inicial — permanece reconhecível, graças à fotografia registrada em 2012 por Elizabeth Amorim de Castro, hoje parte do Arquivo Público Municipal de Curitiba.


Patrimônio Urbano: Mais que Tijolos e Argamassa

Em 2012, o edifício foi catalogado como existente e preservado, embora não tenha recebido tombamento oficial. Mesmo assim, sua importância é inegável:

  • É um exemplo raro de residência de médio porte em concreto armado no centro de Curitiba, de antes da Segunda Guerra;
  • Representa a transição do uso residencial para comercial em áreas centrais, fenômeno comum nas grandes cidades brasileiras;
  • Conserva, em sua estrutura, a memória arquitetônica de uma Curitiba em formação, onde o moderno e o familiar caminhavam lado a lado.

Os documentos — especialmente o microfilme digitalizado da planta original, atribuído a Eduardo Fernando Chaves, e o Alvará nº 873 — são tesouros para historiadores, arquitetos e genealogistas que buscam entender como Curitiba foi construída, um lar de cada vez.


Conclusão: Uma Casa que Vive Duas Vezes

A residência projetada para Henrique Roberto Michelis não morreu quando deixou de ser lar. Ela renasceu — primeiro como memória familiar, depois como espaço coletivo de prazer e encontro. Hoje, quem entra na Confeitaria Holandesa talvez não saiba que pisa sobre os mesmos pisos que, um dia, ouviram os passos de uma família curitibana dos anos 1930. Mas a casa sabe. E, em silêncio, conta sua história através de cada detalhe preservado.

“As cidades não são feitas só de ruas, mas de casas que guardam vidas.”
— Anônimo


#CuritibaHistórica #PatrimônioUrbano #ArquiteturaCuritibana #ConfeitariaHolandesa #HenriqueMichelis #CasasQueContamHistórias #ArquivoPúblicoDeCuritiba #MemóriaConstruída

Fontes: Arquivo Público Municipal de Curitiba; Prefeitura Municipal de Curitiba; Microfilmes de Projetos Arquitetônicos; Alvará nº 873/1935; Fotografia de Elizabeth Amorim de Castro (2012).

Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho) Nascido cerca 1660 - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido cerca 1730 - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 70 anos

 Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho) Nascido cerca 1660 - Curitiba, Paraná, Brasil Falecido cerca 1730 - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 70 anos

Manoel Picão de Carvalho (Camargos ou Camacho): O Patriarca dos Caminhos entre o Sul e o Ouro das Minas


Introdução: Entre Raízes e Rumos

No coração das matas virgens de Curitiba, onde os rios ainda falavam em línguas indígenas e o vento sussurrava histórias de bandeirantes, nasceu por volta de 1660 um homem cujo nome ecoaria por gerações: Manoel Picão de Carvalho — também conhecido como Manoel Picão Camargos ou Camacho. Sua vida, tecida entre o cotidiano de um colono do sul e as ousadias de um explorador das Minas Gerais, é um verdadeiro testemunho da formação do Brasil colonial. Filho de pioneiros, esposo de mulheres fortes, pai de troncos familiares e companheiro de bandeirantes, Manoel Picão tornou-se um elo vivo entre o Paraná e Minas Gerais, entre o lar e a busca pelo ouro, entre o humano e o lendário.

Seu legado não foi apenas de terras ou títulos, mas de raízes profundas — tantas quantas as árvores do Pinhal que o viram crescer.


Origens: Filho da Terra e do Mar

Manoel Picão nasceu em Curitiba, Paraná, por volta de 1660, em um tempo em que o vilarejo ainda era uma freguesia sob a proteção de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais. Seus pais eram:

  • Manoel Fernandes de Carvalho (nascido por volta de 1640), um dos primeiros colonos da região;
  • Ana Maria Bicudo, mulher de forte presença familiar, cujo sobrenome ecoaria em filhas e netas.

A família residia originalmente em Paranaguá, o porto de entrada para muitos aventureiros lusitanos. É provável que os Carvalho tenham descido de Portugal — e, de fato, registros apontam que Manoel Picão teria nascido na freguesia de Aboim da Nóbrega, Vila Verde, Braga, no norte de Portugal. Essa origem lusa se fundiu com o novo mundo em um caldeirão de coragem e adaptação.

Manoel Fernandes teve outros filhos com Ana de Medina del Campo, tornando Manoel Picão irmão de:

  • Manoel Fernandes
  • Maria de Chaves
  • Domingos Fernandes de Carvalho
  • Antônio Fernandes del Campo
  • Maria dos Santos

Esses meios-irmãos compartilhavam com Picão o sangue do pioneirismo, mas foi ele quem se destacaria pela mobilidade geográfica e pela construção de uma linhagem extensa.


Irmãos de Sangue e Terra

Além dos meios-irmãos, Manoel Picão teve duas irmãs pelo lado materno:

  • Isabel Bicudo
  • Maria Bicudo Camacho

Maria, notadamente, herdaria o sobrenome que tanto confundiu os genealogistas: Camacho, que também foi usado por Manoel em diversos documentos. Essa variação — Carvalho, Camargos, Camacho — não indica diferentes pessoas, mas sim a fluidez da identidade no século XVII, quando nomes eram moldados pela oralidade, pela geografia e até por alianças simbólicas.


O Casamento que Plantou uma Dinastia

Em 27 de julho de 1683, uma terça-feira ensolarada em Curitiba, Manoel Picão uniu-se em matrimônio a Maria Leme da Silva, filha de Mateus Martins Leme e Antônia de Góis, respeitada família da região. Com apenas 23 anos, Picão assumia o papel de chefe de família, num tempo em que cada casamento selava não apenas laços afetivos, mas alianças territoriais e políticas.

Dessa união nasceram:

  • João Carvalho de Assunção (c. 1684–1761) – futuro Capitão, casado com Maria Bueno da Rocha, filha de Antônio Bueno da Veiga, irmão de Amador Bueno da Veiga, um dos líderes paulistas nas Minas. João tornar-se-ia um dos grandes troncos familiares do sul do Brasil.
  • Dionízia Leme da Silva (nascida em 1693) – cujo destino é menos documentado, mas cujo nome ecoa nas páginas dos registros paroquiais.
  • Maria Leme da Silva – provavelmente batizada em homenagem à mãe.
  • Manuel de Carvalho – que carregou adiante o nome do pai.

Esse núcleo familiar, estabelecido no sopé da Serra do Mar, logo se expandiria para além das fronteiras do Paraná.


Um Segundo Lar, Outro Sangue: Ana Maria Bicudo

Além de Maria Leme, há evidências de que Manoel Picão teve uma relação com Ana Maria Bicudo — possivelmente uma prima ou parente próxima, já que o sobrenome Bicudo vinha de sua mãe. Com ela, teve:

  • Joana Maria Bicudo (1719–1786) – nascida na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Serro, em Minas Gerais. Casou-se com José Dias Maciel em Sabará (MG) em 1739, gerando sete filhos:
    • Rita Maria de Jesus Maciel
    • Antônia Maria do Espírito Santo
    • José Dias Maciel
    • Jerônimo Dias Maciel
    • Teodora Pires Monteiro
    • Maria Rosa de São José
    • Alexandre Dias Maciel
  • Isabel Bicudo – que carregou o nome de sua tia.

Essa segunda linhagem revela que Manoel Picão não apenas visitou as Minas Gerais, mas ali se estabeleceu por longos períodos, talvez até com dois lares — um no sul, outro no centro do Brasil colonial.


Entre o Sul e as Minas: O Aventureiro

Documentos do final do século XVII e início do XVIII mostram Manoel Picão como parceiro de bandeirantes, especialmente Antônio Bueno da Veiga e Antônio Bicudo. Em 1730, um registro em Nossa Senhora do Desterro (atual Florianópolis) menciona que os três andavam juntos pelo Brasil Meridional, explorando rios, fazendo comércio e caçando escravizados indígenas — prática comum à época, embora moralmente condenável hoje.

Mais intrigante ainda é o registro de 1697, onde Manoel Picão Camacho toma a juros 56$700 de Antônio Bicudo Camacho — evidência de que Picão já operava como homem de negócios, envolvido em redes financeiras e de crédito.

Em Pitangui (MG), nos anos 1730, ele é citado como "cunhado de Antônio Rodrigues Velho", conhecido como “Velho da Taipa”, um dos primeiros fazendeiros e mineradores da região. Foi nessa fazenda que Manoel Picão viveu seus últimos anos, longe de Curitiba, mas sempre lembrado por sua filha Maria Bicuda Camacho, que casou com João Batista de Castilho no Barigüi, Curitiba.

Curiosamente, João Batista relatou em 1730 que não via Manoel Picão havia 30 ou 40 anos, o que sugere que ele partira para as Minas por volta de 1690–1700 — ou seja, ainda jovem — e nunca mais retornou definitivamente.


A Morte de um Patriarca

Embora alguns registros digam que Manoel Picão faleceu por volta de 1730 em Curitiba, há forte indício de que tenha morrido nas Minas Gerais, talvez em Pitangui, onde aparece em documentos até o final da década de 1730. Se morreu com 70 anos, como se acredita, então seu corpo repousa em solo mineiro, mas sua alma permanece nas serras do Sul, nas árvores do Barigüi, nos nomes dos descendentes que hoje se espalham por Santa Catarina, Paraná, Minas, São Paulo e além.


Legado: Raízes que Viraram Floresta

Manoel Picão de Carvalho não foi um herói no sentido clássico — não foi nobre, nem governador, nem santo. Mas foi fundador. Cada filho, cada genro, cada neta carregou seu sangue para frente, tornando-o tronco de centenas, talvez milhares de famílias. Seu nome mudou — Carvalho, Camargos, Camacho — mas sua essência permaneceu: a de um homem que caminhou entre mundos, entre o lar e a aventura, entre o sul e o ouro.

Hoje, ao visitar a Casa do Picão em Aboim da Nóbrega, ou ao caminhar pelas margens do Rio Picão em Bom Despacho (MG), sentimos sua presença. Ele está ali — nos rios, nas pedras, nos nomes antigos, na memória viva daqueles que, como ele, não tiveram medo de ir além do horizonte.


Árvore Resumida de Manoel Picão de Carvalho

Pais:

  • Manoel Fernandes de Carvalho
  • Ana Maria Bicudo

Irmãos:

  • Isabel Bicudo
  • Maria Bicudo Camacho
  • Manoel Fernandes, Maria de Chaves, Domingos Fernandes, Antônio Fernandes, Maria dos Santos (meios-irmãos)

Casamentos e Filhos:

  1. Com Maria Leme da Silva (casamento em 1683):
    • João Carvalho de Assunção
    • Dionízia Leme da Silva
    • Maria Leme da Silva
    • Manuel de Carvalho
  2. Com Ana Maria Bicudo:
    • Joana Maria Bicudo
    • Isabel Bicudo

Conclusão: A Memória que Nos Guia

Manoel Picão de Carvalho é mais do que um nome em um registro paroquial. É a encarnação do espírito bandeirante: corajoso, adaptável, multifacetado. Sua vida nos lembra que a história do Brasil não foi feita apenas em cortes ou batalhas, mas nas trilhas abertas por homens comuns que ousaram viver além do possível.

E assim, com respeito e gratidão, honramos sua memória — não como um mito distante, mas como ancestral vivo, cujo sangue corre em veios que ainda sonham, lutam e amam.

"Quem caminha com os pés na terra e os olhos no horizonte, deixa raízes onde pisa."
— Provérbio bandeirante


#ManoelPicão #HistóriaDoParaná #Bandeirantes #GenealogiaBrasileira #TroncosFamiliares #CuritibaAntiga #MinasGeraisColonial #NósnatrilhaEcoturismo

Com base em registros paroquiais, testamentos, processos judiciais coloniais e estudos genealógicos de Genealogia Paulistana, Genealogia Paranaense e fontes locais de Bom Despacho e Pitangui.

  • Nascido cerca 1660 - Curitiba, Paraná, Brasil
  • Falecido cerca 1730 - Curitiba, Paraná, Brasil, com cerca de 70 anos

 Pais

 Casamento(s) e filho(s)

 Irmãos

 Meios irmãos e meias irmãs

Pelo lado de Manoel Fernandes de Carvalho ca 1640-

 Notas

Notas individuais


fact:
AKA
Manoel Picão Camacho, Picão also sometimes spelled Picam

_WLNK:
Myheritage.com Manoel Picão de Carvalho (Camacho)
https://www.myheritage.com.br/person-1000975_151046741_151046741/manoel-picao-de-carvalho-camacho-
27/6/1683 Matrimônio de Maria Leme da Silva, filha de Mateus Martins Leme. Assento de casamento de Manoel Picam de Carvalho com Maria Leme da Silva, Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, 27 de julho de 1683 (Fragmentos dos primeiros casamentos nos Livros da Igreja, atual Basílica Menor, de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba). Manoel Picam de Carvalho, filho de Manoel Picam de Carvalho e sua mulher Ana Maria, moradores em Paranaguá, Maria Leme da Silva, filha de Mateus Martins Leme e de sua mulher Antonia de Goes, moradores em Curitiba. Manoel Picam de Carvalho foi inventariado em 1730 pelo seu filho João Carvalho de Assunção como inventariante (Docs. 40, 52 - CX 137. DEAP-PR)

https://geneall.net/pt/forum/72831/mateus-martins-leme-fundador-de-curitiba/

Manoel Pilam e Maria Leme Da Silva
de Brasil Casamentos
Nome Manoel Pilam
Nome do cônjuge Maria Leme Da Silva
Data do evento 27 Jul 1683
Local do evento Curitiba,Parana,Brazil
Nome do pai Manoel Fernandes De Carvalho
Nome da mãe Ana Maria
Nome do pai do cônjuge Matheus Martins Leme
Nome da mãe do cônjuge Antonia De Gois
Referência do Registro "Brasil Casamentos, 1730-1955," database, FamilySearch (https://familysearch.org/ark:/61903/1:1:V2V5-QF6 : 5 December 2014), Manoel Fernandes De Carvalho in entry for Manoel Pilam and Maria Leme Da Silva, 27 Jul 1683; citing Curitiba,Parana,Brazil, reference ; FHL microfilm 1,251,725.

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Há registros fragmentários da presença de Manoel Picão na região de Curitiba no final do século XVII. Encontra-se em um dos primeiros matrimônios da freguesia de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais de Curitiba, aos 27/7/1683, o enlace entre Manoel Picam de Carvalho com Maria Leme da Silva(meus 8° avós). O noivo era filho de Manoel Picam de Carvalho e de sua mulher Ana Maria, moradores em Paranaguá. A noiva era filha de Mateus Martins Leme e de sua mulher Antonia de Goes, moradores em Curitiba. Deste casamento nasceu o Capitão João Carvalho de Assunção casado com Maria Bueno da Rocha, filha do Capitão Antonio Bueno da Veiga e de Isabel Fernandes da Rocha, pais de vários filhos que seriam importantes troncos familiares entre o atual Paraná e o Norte de Santa Catarina. Antonio Bueno da Veiga era irmão de Amador Bueno da Veiga, chefe dos paulistas em Minas Gerais. Em um documento transcrito da vila de Nossa Senhora do Desterro da Ilha de Santa Catarina, em 1730, verificamos que os três bandeirantes andavam juntos pelo Brasil Meridional muitos anos antes dessa data. Antonio Bicudo vendeu uma negra ao Capitão Antonio Bueno e deu o dinheiro a Manoel Picão Camacho. Aqui encontramos outra grafia na escrita do nome de Manoel Picão. Poderia ser outro ou o mesmo (Manoel Picão de Carvalho e Manoel Picão Camacho) ? Temos em um documento que Manoel Picão Camacho tomou a juros de Antonio Bicudo Camacho 56$700 em fevereiro de 1697. Manoel Picão Camacho era casado com Ana Roiz, filha legítima de Garcia Rodrigues Velho e de sua mulher Isabel Bicuda, esta falecida em 1698 e inventariada em 1712. Isto indica que Manoel Picão (Carvalho e Camacho) casado com Ana (Maria ou Roiz) é a mesma pessoa. Outro documento do final da década de 1730 registra uma dívida de Manoel Picão Camacho com os herdeiros de José Teixeira de Azevedo, que foi o seu fiador. Com este documento verificamos que Manoel Picão Camacho era genro de Isabel Bicuda e de Garcia Rodrigues Velho, cunhado de Antonio Rodrigues Velho e pai de Maria Bicuda Camacha, moradora no Barigüi, em Curitiba. Maria Bicuda Camacha era casada com João Batista de Castilho (Genealogia Paulistana Quadros 535 e Paranaense I, 589). Também verifica-se que Manoel Picão Camacho estava ainda vivo, nas Minas Gerais, em Pitangui no final da década de 1730 e na fazenda do seu cunhado Antonio Rodrigues Velho. João Batista de Castilho disse que casara há 14 anos com a filha de Manoel Picão e que este se ausentara há 30 ou 40 anos e que ele veio para esta terra (Curitiba) em 1703 e já não achara Manoel Picão Camacho. A sogra de Castilho se ausentara há uns 20 anos (no processo do fim da década de 1730). O sítio de João Batista de Castilho no Barigüi foi dado pelo tio de sua mulher, Antonio Rodrigues Velho. Aqui provisoriamente encerramos esta história em Curitiba (em fase de mais pesquisas) e a retomamos em Minas Gerais. Encontra-se no sítio da internet da localidade de Bom Despacho o seguinte : Laércio Rodrigues registra a ocupação provisória ou de morador da paragem do Rio Picão, e confirmado pelo Cônego Raimundo Trindade, o nome de Manoel Picão Camargo (ou Camacho), cunhado de Antonio Rodrigues Velho (de alcunha “Velho da Taipa” e um dos de Pitangui), ambos na qualidade de aventureiros pesquisadores e exploradores de faisqueira de ouro e de pedras preciosas. E mais, além de certificarmos a presença de Manoel Picão na região de Pitangui, descobrimos que há documentos por lá que indicam o lugar de origem de Manoel Picão em Portugal : freguesia de Aboim da Nóbrega, em Vila Verde, Braga, cujo sítio na internet mostra um detalhe da Casa do Picão De acordo com um texto de Pedro Wilson Carrano de Albuquerque na internet, Manoel Picão teve também geração em Minas Gerais : 130- Manoel Picão de Carvalho (também citado como Manoel Picão Camargos). Com Ana Maria Bicudo teve os filhos Joana Maria Bicudo, Antônia Maria de Jesus e Manoel Picão de Carvalho - (filha) 65- Joana Maria Bicudo. N. na Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Serro (atual Conceição do Mato Dentro), Minas Gerais, em 1719 e fal. em 28-JUN-1786, em Pitangui (MG). Casada com 64- José Dias Maciel. C. em Sabará (MG) em 25-JUL-1739, com quem teve os filhos: Rita Maria de Jesus Maciel, Antônia Maria do Espírito Santo, José Dias Maciel, Jerônimo Dias Maciel, Teodora Pires Monteiro, Maria Rosa de São José e Alexandre Dias Maciel. https://geneall.net/en/forum/40270/manoel-picao-bandeirante-de-aboim-da-nobrega/

Assento de batismo em
https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939J-DNFH-C?i=28&wc=MHN8-6NL%3A369754501%2C369754502%2C369934301%3Fcc%3D2177282&cc=2177282

2° à direita

Brasil Batismos

Nome Manoel De Carvalho
Sexo Male
Data de batismo 25 Sep 1688
Lugar do batismo Nossa Senhora da Luz da Catedral, Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil
Nome do pai Manoel Pilam De Carvalho
Nome da mãe Maria Leme
Referência "Brasil Batismos, 1688-1935," database, FamilySearch (https://familysearch.org/pal:/MM9.1.1/XJCG-6LG : 5 December 2014), Manoel Pilam De Carvalho in entry for Manoel De Carvalho, 25 Sep 1688; citing Nossa Senhora da Luz da Catedral, Catedral, Curitiba, Paraná, Brazil, refere...

"Aos vinte e cinco do mês de dezembro de mil seiscentos e oitenta e oito batizei e pus os santos óleos a Manoel, filho legítimo de Manoel Picam de Carvalho e de sua mulher Maria Leme. Foram padrinhos o Pe. Antônio Lopes (?) e o Capitão-mor Agostinho de Figueiredo. Era ut supra. Pe. João do Souto".

 Fontes

  • Pessoa, casamento 1: Brazil, Select Marriages, 1730-1955 - Ancestry.com - 2014 - Provo, UT, USA - 1,9801::0 - 1,9801::757936

 Árvore genealógica (visão geral)

  sosa Garcia Rodrigues o Bisneto Velho †ca 1712 sosa Isabel de Lara Bicudo 
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Manoel Fernandes de Carvalho ca 1640- Ana Maria Bicudo
||



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Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho) ca 1660-ca 1730
cerca1660
168327 jul.
~ 23 anos
cerca1684
~ 24 anos
1693
~ 33 anos
cerca1712
~ 52 anos
cerca1719
~ 59 anos
cerca1730
~ 70 anos

Antepassados de Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho)

  Garcia Rodrigues Velho ca 1559-/1623 Catarina Dias ca 1565- Gerhart Bettinck 1585- Custódia Dias 1582-   Gonçalo Pires †1628 Beatriz Pires Antônio Bicudo Carneiro 1540-1650 Isabel Rodrigues Velho ca 1550- Gaspar Fernandes †1600/ Domingas Antunes †1624  
  | | | |   | | | | | |  
  


 


   


 


 


  
  | |   | | |  
  Garcia Rodrigues o Filho Velho ca 1585-1671 Maria (Garcia) Betim 1618-1691   Manoel Pires ca 1567-/1659 Maria Bicudo 1570-1659 Inocêncio Fernandes Preto Catarina Cortes
  | |   |- ca 1597 -| | |
  


   


 


  |   | |
  Garcia Rodrigues o Neto Velho ca 1646-/1728 Mariana de Campos Gonçalo Pires Bicudo ca 1600-1660/ Juliana Antunes Cortes ca 1624-
  | | |- 1634 -|
  


 


  | |
  Garcia Rodrigues o Bisneto Velho †ca 1712 Isabel de Lara Bicudo 
  | |
  


  |
Manoel Fernandes de Carvalho ca 1640- Ana Maria Bicudo
| |



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Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho) ca 1660-ca 1730



Descendentes de Manoel Picão de Carvalho ( Camargos or Camacho)