Ahaetulla prasina | |||||||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Ahaetulla prasina (Boie, 1827) | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
| Dryophis prasinus Boie, 1827 | |||||||||||||||||||||
Ahaetulla prasina é uma espécie de serpente arborícola, moderadamente venenosa e opistóglifa da família Colubridae, encontrada no sul e sudeste da Ásia. Alguns nomes comuns em línguas nativas incluem em tagalo: puno ng ubas ahas; em tailandês: งูเขียวหัวจิ้งจก; em indonésio: ular anggur.[1]
Descrição
O corpo é extremamente esguio, com um focinho longo, pontiagudo e projetado, com mais que o dobro do comprimento do olho. A coloração dos adultos varia de marrom claro a verde-amarelado opaco e, frequentemente, um verde fluorescente marcante.[2] Adultos podem atingir 1,8 m de comprimento total, com uma cauda de 0,6 m.[3][4] Sua aparência é muito semelhante à das cobras-cipó sul-americanas do gênero Oxybelis [en]. Isso se deve à evolução convergente, uma vez que não são intimamente relacionadas.
É uma espécie opistóglifa (com presas traseiras) e levemente venenosa, mas não é considerada uma ameaça aos humanos.[5] É diurna, ativa durante o dia.[5]
Etimologia
O nome da espécie prasina deriva da palavra grega prasinos para a cor verde.[5]
Taxonomia
A espécie pertence ao gênero Ahaetulla, um dos cinco gêneros da subfamília Ahaetuliinae. Estudos recentes descobriram que ele é parafilético e precisa de revisão taxonômica, conforme mostrado no cladograma abaixo:[6]
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Subespécies
Quatro subespécies são reconhecidas, incluindo a subespécie nominotípica.
- Ahaetulla prasina medioxima Lazell, 2002
- Ahaetulla prasina preocularis (Taylor, 1922): Ilhas Filipinas, incluindo Arquipélago de Sulu, Panay, Luzon.
- Ahaetulla prasina prasina (Boie, 1827)
- Ahaetulla prasina suluensis Gaulke, 1994: Ilhas Filipinas, Arquipélago de Sulu
Distribuição
Esta serpente tem uma ampla distribuição na Ásia, ocorrendo em Bangladesh, Butão, Brunei, Mianmar, Camboja, China, Índia, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia e Vietnã.[1]
Dieta
A. prasina alimenta-se de pequenos répteis e anfíbios, particularmente lagartos e rãs arborícolas.
Em cativeiro
Nos últimos anos, a espécie entrou no comércio de animais de estimação e tornou-se bastante popular entre os criadores.[7][8]
Galeria
Referências
- Thy, N.; Nguyen, T.Q.; Golynsky, E.; Demegillo, A.; Diesmos, A.C.; Gonzalez, J.C. (2012). «Ahaetulla prasina». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2012: e.T176329A1439072. doi:10.2305/IUCN.UK.2012-1.RLTS.T176329A1439072.en
. Consultado em 14 de julho de 2025 - «Oriental Whip Snake». Ecology Asia
- Boulenger, G.A. 1896. Catalogue of the Snakes in the British Museum (Natural History), Volume III. London.
- Boulenger, G.A. 1890. Fauna of British India. Reptilia and Batrachia. British Museum. London. p. 369.
- Ahaetulla prasina at the Reptarium.cz Reptile Database. Accessed 2025-07-14.
- Mallik, Ashok Kumar; Achyuthan, N. Srikanthan; Ganesh, Sumaithangi R.; Pal, Saunak P.; Vijayakumar, S. P.; Shanker, Kartik (2019). «Discovery of a deeply divergent new lineage of vine snake (Colubridae: Ahaetuliinae: Proahaetulla gen. nov.) from the southern Western Ghats of Peninsular India with a revised key for Ahaetuliinae». PLOS ONE (em inglês). 14 (7): e0218851. Bibcode:2019PLoSO..1418851M. ISSN 1932-6203. PMC 6636718
. PMID 31314800. doi:10.1371/journal.pone.0218851
- «How to Care for Your Vine Snake». ReptileSupply.com (em inglês). Consultado em 14 de julho de 2025
- «Ahaetulla prasina; My Asian Vine Snakes». Chameleon Forums (em inglês). 20 de maio de 2009. Consultado em 14 de julho de 2025
Leitura adicional
- Boulenger, G.A. 1897 List of the reptiles and batrachians collected by Mr. Alfred Everett in Lombok, Flores, Sumba and Saru, with descriptions of new species. Ann. Mag. Nat. Hist. (6) 19: 503–509.
- Shaw, G. 1802 General Zoology, or Systematic Natural History. Vol.3, parte 1 + 2. G. Kearsley, Thomas Davison, Londres: 313–615.
Ahaetulla prasina: A Elegante Serpente-Videira da Ásia
Uma Joia Arborícola da Família Colubridae
1. Introdução e Nomenclatura
- Indonésio: Ular anggur (literalmente "cobra de uva").
- Tagalo (Filipinas): Puno ng ubas ahas.
- Tailandês: งูเขียวหัวจิ้งจก (Ngu khiao hua jingjok).
- Nome Científico: Ahaetulla prasina.
2. Descrição Física e Morfologia
Características Corporais
- Corpo: Extremamente esguio e cilíndrico, assemelhando-se a um cipó ou videira, o que lhe confere uma camuflagem excepcional.
- Cabeça e Focinho: Possui um focinho longo, pontiagudo e projetado. Esta estrutura é distinta, medindo mais que o dobro do comprimento do olho, o que ajuda na locomoção entre galhos finos e na caça.
- Dimensões: Adultos podem atingir um comprimento total de 1,8 metros, dos quais aproximadamente 0,6 metros correspondem à cauda. A cauda longa é essencial para o equilíbrio e preensão (capacidade de agarrar) nas árvores.
Coloração
- Variação: A coloração dos adultos varia de marrom claro a verde-amarelado opaco.
- Destaque: Frequentemente, exibe um verde fluorescente marcante, que brilha intensamente sob a luz solar nas copas das árvores.
- Mimetismo Convergente: Sua aparência é muito semelhante à das cobras-cipó sul-americanas do gênero Oxybelis. Isso é um caso de evolução convergente: espécies não intimamente relacionadas que desenvolvem características semelhantes devido à adaptação a nichos ecológicos idênticos (vida arbórea estreita).
3. Taxonomia e Sistemática
Classificação Científica
- Gênero: Ahaetulla.
- Subfamília: Ahaetuliinae (uma das cinco subfamílias de serpentes de focinho pontudo).
- Família: Colubridae.
Etimologia
Complexidade Genética e Parafilia
- Gênero Parafilético: Descobriu-se que o gênero Ahaetulla é parafilético, o que significa que não inclui todos os descendentes de um ancestral comum exclusivo. Isso indica a necessidade de uma revisão taxonômica futura.
- Espécie Parafilética: A própria Ahaetulla prasina mostrou-se parafilética em análises cladísticas. Isso sugere que o que chamamos atualmente de A. prasina pode, na verdade, ser um complexo de várias espécies distintas que ainda não foram formalmente separadas.
- Relacionamentos: Dentro da subfamília Ahaetuliinae, a A. prasina está relacionada a outras espécies como A. fasciolata, A. mycterizans, A. anomala, A. pulverulenta e A. nasuta. O grupo também inclui gêneros próximos como Proahaetulla, Dryophiops, Dendrelaphis e Chrysopelea (as serpentes voadoras).
Subespécies Reconhecidas
- Ahaetulla prasina medioxima (Lazell, 2002).
- Ahaetulla prasina preocularis (Taylor, 1922): Encontrada nas Ilhas Filipinas, incluindo Arquipélago de Sulu, Panay e Luzon.
- Ahaetulla prasina prasina (Boie, 1827): A subespécie nominal.
- Ahaetulla prasina suluensis (Gaulke, 1994): Endêmica das Ilhas Filipinas, Arquipélago de Sulu.
4. Distribuição Geográfica
- Sul da Ásia: Bangladesh, Butão, Índia.
- Sudeste da Ásia Continental: Mianmar, Camboja, Laos, Tailândia, Vietnã.
- Sudeste da Ásia Insular: Brunei, China (regiões sul), Indonésia, Malásia, Filipinas, Singapura.
5. Ecologia, Comportamento e Dieta
Comportamento
- Atividade: É uma espécie diurna, sendo ativa durante o dia. Isso a diferencia de muitas outras serpentes que são noturnas, permitindo-lhe caçar presas que também estão ativas à luz do sol.
- Habitat: Vive exclusivamente nas árvores, utilizando sua cauda preênsil e corpo fino para se mover com agilidade entre a vegetação densa.
Dieta e Caça
- Presas Principais: Alimenta-se de pequenos répteis e anfíbios.
- Especificidade: Tem preferência por lagartos (como anolis-verdes e jovens de Varanus nebulosus) e rãs arborícolas.
- Estratégia: Sua visão binocular (devido à posição dos olhos) e o focinho alongado ajudam na precisão do bote contra presas ágeis nos galhos.
6. Veneno e Segurança Humana
- Tipo de Dentição: É uma espécie opistóglifa, o que significa que possui presas inoculadoras de veneno localizadas na parte posterior da boca.
- Toxicidade: É moderadamente venenosa. O veneno é eficaz para imobilizar suas presas naturais (lagartos e rãs).
- Risco para Humanos: Não é considerada uma ameaça aos humanos. Devido à posição traseira das presas, é difícil para a serpente injetar veneno em uma mão ou dedo humano, a menos que seja manipulada de forma incorreta e permita uma mordida profunda na parte posterior da boca. Além disso, o veneno é leve para mamíferos de grande porte.
- Temperamento: Geralmente é tímida e prefere fugir ou se camuflar a confrontar.
7. A Espécie em Cativeiro
- Comércio de Animais de Estimação: A espécie entrou no comércio global de répteis e tornou-se bastante popular entre criadores e entusiastas.
- Atrativos: Sua beleza estética (especialmente a variedade verde fluorescente), o tamanho manejável e o comportamento diurno a tornam atraente para exibição.
- Desafios: Manter serpentes arborícolas estritas em cativeiro requer vivários altos, com muita vegetação e controle adequado de umidade e temperatura para simular seu ambiente tropical nativo.
8. Conclusão
Nota de Segurança: Embora a Ahaetulla prasina não seja considerada perigosa para humanos, todas as serpentes venenosas devem ser tratadas com respeito. Não tente manusear serpentes selvagens. No comércio de animais de estimação, certifique-se de adquirir espécimes de cativeiro legalizados e de fornecer o habitat arbóreo adequado para o bem-estar do animal.
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