terça-feira, 3 de janeiro de 2023

Rua do Rosário A via leva o nome da famosa Igreja do Rosário, uma das mais antigas da cidade

 

Rua do Rosário

A via leva o nome da famosa Igreja do Rosário, uma das mais antigas da cidade

No ano de 1857, Curitiba tinha 12 vias importantes, pelas quais a população passava diariamente. Eram elas a Rua do FogoRua DireitaRua da EntradaRua da CariocaEstrada da MarinhaRua Fechada, Rua do Rosário, Rua do NogueiraRua das FloresRua do ComércioRua do Saldanha e Rua da Assembleia.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua do Rosário - Curitiba Space

Rua do Rosário teve ao longo de sua história a presença de ilustres moradores. Destaque para José Hauer Sênior – proprietário da primeira usina elétrica de  Curitiba e que construiu na via a mansão conhecida como Castelo Hauer. Outro notório residente foi Waldemar Curt Freyesleben, artista renomado e um dos fundadores da Escola de Música e Belas Artes do Paraná. O curitibano teve Alfredo Andersen como mestre de sua trajetória na arte.

Durante a década de 1940, a Rua do Rosário também abrigou importantes estabelecimentos como a Padaria do Max Rosenmann; Funerária Falce; Marmoria Vardanega; e a Pensão Paranaense. O clima pacato da época só era substituído pelo sino da Igreja do Rosário que avisava a chegada de um novo funeral. No início dos anos de 1970, a Rua do Rosário teve parte da sua extensão fechada para veículos. A liberação – em função do comércio e de uma alternativa viária na região – aconteceu no final da década de 1990.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua do Rosário - Curitiba Space

O nome é uma referência a Igreja do Rosário – construção localizada no fim da via. O local já se chamou Rua Nova do Rosário (1773) e Rua Nova de Nossa Senhora do Rosário. Torna-se um caso atípico ao manter o nome sem grandes alterações ao longo do tempo.

Referências:
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
Texto de Cid Destefani.
GAZETA DO POVO. Carros voltam à Rua do Rosário. 1997.

Alameda Dr. Muricy Chamada de "Rua da Assembleia", a via leva hoje o nome de um médico baiano

 

Alameda Dr. Muricy

Chamada de "Rua da Assembleia", a via leva hoje o nome de um médico baiano

No ano de 1857, Curitiba tinha 12 vias importantes, pelas quais a população passava diariamente. Eram elas a Rua do FogoRua DireitaRua da EntradaRua da CariocaEstrada da MarinhaRua FechadaRua do RosárioRua do NogueiraRua das FloresRua do ComércioRua do Saldanha e Rua da Assembleia.

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A antiga ‘’Rua da Assembleia’’ é atualmente a Alameda Dr. Muricy, que liga o Centro Histórico a Av. Visconde de Guarapuava, cortando importantes e históricas ruas como a Emiliano Perneta e a XV de Novembro.

O nome é uma homenagem a José Cândido da Silva Murici, o Dr. Murici (1827-1879). Natural de Salvador, o médico veio até o Paraná para se tornar um dos fundadores do Museu Paranaense e da Santa Casa de Misericórdia.

As primeiras ruas de Curitiba - Alameda Dr. Muricy - Curitiba Space

A homenagem a Murici aconteceu em 1912. Até então, o caminho de barro era conhecido como Rua da Assembleia e abrigava alguns estabelecimentos “das ditas mulheres de vida fácil, sendo a mais famosa a da francesa Madame Ginet”. No local – na esquina da Rua Cândido Lopes – funcionou a primeira Câmara de Deputados de Curitiba.

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Alameda Dr. Muricy abriga em sua paisagem urbana importantes edificações do cenário curitibano. Ao longo da região é possível observar uma série de prédios considerados UIPs (Unidades de Interesse de Preservação), além da Casa Andrade Muricy e o Palácio Garibaldi, considerados Bens Tombados pela Coordenação do Patrimônio Cultural do Paraná. A Alameda possui uma extensão de cerca de 1,2 km.

Referências:
O ESTADO DO PR. Curitiba 287 anos. Texto de Cid Destefani.
GAZETA DO POVO. Ruas de Curitiba – Alameda Doutor Muricy. Disponível em <http://www.gazetadopovo.com.br>.
Muzzillo, Camila. 1001 ruas de Curitiba. Organizado por Camila Muzzillo. Curitiba. Artes & Textos. 2011. 240p
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p

Rua Marechal Deodoro A via era chamada de Rua do Comércio e tem essa característica até hoje

 

Rua Marechal Deodoro

A via era chamada de Rua do Comércio e tem essa característica até hoje

No ano de 1857, Curitiba tinha 12 vias importantes, pelas quais a população passava diariamente. Eram elas a Rua do FogoRua DireitaRua da EntradaRua da CariocaEstrada da MarinhaRua FechadaRua do RosárioRua do NogueiraRua das Flores, Rua do Comércio, Rua do Saldanha e Rua da Assembleia.

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Rua do Comércio já tinha uma base mercantil desde o século XIX. Nesta época, o local passou a receber uma série de estabelecimentos como depósitos de lenha, ferrarias, pequenas lojas, entre outros. Com o tempo, se tornou a Rua Marechal Deodoro, que atualmente é ocupada por muitos bancos, lojas de departamento, escritórios, lanchonetes, bancas de revista e de frutas, galerias e vários outros pontos comerciais. A Rua Marechal Deodoro tem mais de 3 km de distância, começando no viaduto da Av. Marechal Humberto de A. Castelo Branco e terminando na Praça Zacarias, passando pelos bairros do Alto da XV e Centro. Antes de se chamar Rua Marechal Deodoro, em homenagem ao espírito republicano de Marechal Deodoro, e ser conhecida como Rua do Comércio, a via, na primeira metade do século XIX, era conhecida por Rua Nova da Carioca e Carioca de Baixo, época que apresentava movimento apenas entre o  Largo Zacarias (Praça Zacarias) e a Travessa da Matriz. A frequente presença de viajantes e tropeiros do interior no trajeto em questão acabou por dar uma nova fisionomia à via.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua Marechal Deodoro - Curitiba Space

Manuel Deodoro da Fonseca (1827 – 1892) foi um importante militar e político brasileiro. Participou da Proclamação da República do Brasil, em 15 de novembro de 1889, e se tornou o primeiro presidente do país (1889 – 1891). Suas principais ações no cargo visavam à efetiva implantação de um regime de Estado Republicano. Alagoano, e filho de também militar, foi também Presidente da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul e comandante do 2° Batalhão dos Voluntários da Pátria.

Referências:
TREVISAN, Edilberto. Curitiba na Província – Ruas, Moradores Antigos, Explosão de Cidadania. Curitiba. 2000.
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.

A XV de Novembro é conhecida também como "Rua das Flores"

 

A XV de Novembro é conhecida também como "Rua das Flores"

No ano de 1857, Curitiba tinha 12 vias importantes, pelas quais a população passava diariamente. Eram elas a Rua do FogoRua DireitaRua da EntradaRua da CariocaEstrada da MarinhaRua FechadaRua do RosárioRua do Nogueira, Rua das Flores, Rua do ComércioRua do Saldanha e Rua da Assembleia.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua XV de Novembro - Curitiba Space

Rua das Flores é sem dúvida a mais famosa da cidade e reúne moradores e turistas de todos os lugares em uma só via. O termo “das Flores” deu lugar ao “XV de Novembro”, que homenageia a data da Proclamação da República do Brasil. Durante sua história, o local teve sua ocupação datada na metade do século XIX em função do enriquecimento da cidade oriundo do ciclo da erva-mate. Na então Rua das Flores, o cenário era formado por casas térreas mal alinhadas que abrigavam roseiras e trepadeiras, justificando assim o nome. Após a visita do Imperador D. Pedro II, em 1880, a via foi batizada como Rua da Imperatriz, fato que perdurou por pouco tempo, até a Proclamação da República.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua XV de Novembro - Curitiba Space

Até a década de 1930, a Rua XV de Novembro teve o panorama alterado com a construção de edificações ecléticas que tornariam a região baseada em três pilares: comércio, habitação e lazer. Além da conotação comercial, o local passou a ganhar ares de centro cultural da cidade ao abrigar a tradicional e histórica Cinelândia de Curitiba com o Cine AvenidaPalácio e o Ópera.

No dia 20 de maio de 1972, a Rua XV de Novembro, que fica bem no centro de  Curitiba, se tornou a primeira grande via pública exclusiva para pedestres do país. A ação, na década que marcou o planejamento urbano da cidade, desagradou parte da população, que usava a via diariamente. Com isso, o centro ganhou um grande corredor de passagem, em uma época com vários cinemas de rua, bares e lojas na XV. O calçadão, como é conhecido, começa na Praça General Osório e se estende até a Praça Santos Andrade.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua XV de Novembro - Curitiba Space

No seu trajeto, destaque para a Boca Maldita, o Bondinho, a Galeria Tijucas, o Palácio Avenida, o cruzamento com a Marechal Floriano Peixoto, as casas antigas, as lojas de departamento, a Associação Comercial do Paraná, o Correio Velho e o prédio histórico da UFPR. Diariamente, vários personagens da cidade são vistos na via, como o Oil Man, a “Mulher da Cobra”, o Leão Brasil e outros.

Dois anos depois do calçamento, em 1974, a paisagem da Rua XV foi tombada como Paisagem, por lei estadual.

As primeiras ruas de Curitiba - Rua XV de Novembro - Curitiba Space

Após o fim do calçadão, na esquina com a Rua Presidente Faria, a Rua XV de Novembro mantém seu espaço para os carros. A via se estende até o bairro que ajudou a nomear, o Alto da XV.

Referências:
HOERNER Jr, Valério. Ruas e Histórias de Curitiba, 2° edição. Curitiba: Artes & Textos, 2002. 183p.
FENIANOS, Eduardo Emílio. Manual de Curitiba: A cidade em suas mãos. Curitiba. UniverCidade. 2003. 160p.
PATRIMÔNIO CULTURAL. Paisagem Urbana da Rua XV de Novembro. Disponível em <http://www.patrimoniocultural.pr.gov.br/>.
URBAN, Raul Guilherme. Os 40 anos do calçadão da XV. Disponível em <http://multimidia.curitiba.pr.gov.br/2012/00118814.pdf>.

HOSPITAL CÉSAR PERNETTA

 

HOSPITAL CÉSAR PERNETTA


No início do século passado, em plena 1ª Guerra Mundial, um grupo de mulheres da comunidade curitibana decide viabilizar um inédito atendimento em saúde para a população carente da cidade, notadamente as crianças. Com disposição incomum para a época, unem-se a médicos e líderes locais e conseguem inaugurar o Dispensário Infantil, que recebe os primeiros pacientes em outubro de 1919. Decidem ir além e, em seguida, lançam o projeto de construção de um Hospital de Crianças. Onze anos de intenso trabalho e mobilização social foram necessários para sua inauguração em 1930, e plena operação em 1932. Em 1951, o Hospital de Crianças passou a ser denominado Hospital de Crianças Dr. Cesar Pernetta, em homenagem a um dos primeiros médicos a trabalhar nele.
Em agosto de 1956, é criada a organização mantenedora, a Associação Hospitalar de Proteção à Infância Dr. Raul Carneiro, que permanece com o mesmo nome até hoje. Faz parte do complexo, o Hospital Pequeno Príncipe, inaugurado em 1971.

POR DENTRO DA CASA ANDRADE MURICY

 

POR DENTRO DA CASA ANDRADE MURICY






A denominação da Casa é uma homenagem a José Cândido de Andrade Muricy (1895-1984), escritor e crítico literário e musical. O prédio foi construído entre 1923 e 1926 e inaugurado durante a gestão do presidente do estado Caetano Munhoz da Rocha.
A antiga construção abrigou Coletorias Estaduais, a Repartição de água e Esgoto e a Junta Comercial. Ali também funcionou a Secretaria de Finanças, algumas coordenadorias da Secretaria da Cultura, a Sala Miguel Bakun e setores voltados para a música. No subsolo, funcionou o escritório da Funarte e, mais tarde, a Bienal do Design.
A edificação, tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná em 1977, possui três fachadas: a principal voltada para a Alameda Doutor Muricy e as demais para as Ruas Saldanha Marinho e Cruz Machado. Está interligada ao prédio da Secretaria de Estado da Cultura por sua parte posterior. Possui dois pavimentos de amplas salas de exposição; o pavimento térreo mede 412 m2 e o pavimento superior 509 m2, sendo 300 metros lineares com altura média de 4 metros. As salas de exposição são interligadas e dotadas de dispositivos de segurança, com circuito fechado de TV.