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domingo, 26 de julho de 2026

Brás Carneiro Nogueira da Gama: Engenheiro, Político e Homem Público da Primeira República

 

Brás Carneiro Nogueira da Gama
Nascimento24 de março de 1846
Morte27 de abril de 1922

Brás Carneiro Nogueira da Gama (Rio de Janeiro, 24 de março de 1846 - Rio de Janeiro 27 de abril de 1922) foi filho de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama, o Conde de Baependi, e como seu pai, foi um proprietário rural e político brasileiro.

Vida

Brás Carneiro Nogueira da Gama nasceu em 24 de março de 1846 no Rio de Janeiro, então a capital do país, filho de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama e sua esposa Rosa Nogueira Vale da Gama. Após a conclusão dos estudos preparatórios, cursou a Escola Central (futura Escola Politécnica) desde 1863, se graduando engenheiro geógrafo em 1866, bacharel em ciências matemática e física em 1867 e engenheiro civil em 1868. Casou em 8 de janeiro de 1870 com Luísa Henriqueta Viana Nogueira da Gama, sua prima, e fundou a fazenda de Santa Luísa, que foi batizada em homenagem a ela. Seguindo os passos do pai, dedicou-se por alguns anos aos cuidados das propriedades rurais que a família detinha, mas logo abandonaria os negócios para focar na política. Embora alinhado com as tendências republicanas, foi convencido pelo pais e por seus correligionários a disputar duas eleições para deputado da assembleia provincial fluminense, nos biênios de 1882-1883 e 1888-1889, pelo Partido Conservador, vencendo em ambas as ocasiões.[1]

Aquando da proclamação da república em 15 de novembro de 1889, era membro da bancada republicada liderada por Francisco Portela e primeiro vice-presidente da assembleia provincial. Por decreto provisório do marechal Deodoro da Fonseca, tornar-se-ia o segundo vice-presidente do estado do Rio de Janeiro. Em setembro de 1890, durante as eleições para o Congresso Nacional Constituinte, foi sufragado senador, com mandato de três anos, devido a sua baixa votação. Depois da promulgação da Constituição de 24 de fevereiro de 1891, foi escolhido vice-presidente do senado, em cujo posto presidiu a primeira sessão da primeira legislatura do Congresso Nacional. Também dirigiu e colaborou durante as reuniões senatoriais para decidir o regimento interno da casa. Apesar de suas ações, foi substituído em 19 de junho por Prudente de Morais. Na sequência, foi membro das comissões de finanças, obras públicas e empresas privilegiadas.[1]

Com a posse de Floriano Peixoto em 23 e novembro de 1891, após a renúncia de Deodoro da Fonseca, tornar-se-ia opositor do governo federal. Com o fim de seu mandato em 1893, e com a subida ao poder no Rio de Janeiro de um partido contrário ao seu, decidiu se retirar da vida pública. Em 1896, a convida do então presidente do Banco da República do Brasil Afonso Pena, tornar-se-ia engenheiro e consultar técnico da instituição. Em função até 1900, quando, por dificuldades financeiras do banco, foi dispensado, dedicou-se a fiscalizar companhias e empresas que obtiveram empréstimos em bônus. Em 1907, durante a presidência de Afonso Pena, foi nomeado engenheiro-inspetor da Repartição do Povoamento do Solo. Por fim, serviu como funcionário adido do Ministério da Agricultura. Faleceu no Rio de Janeiro em 27 de abril de 1922.

Brás Carneiro Nogueira da Gama: Engenheiro, Político e Homem Público da Primeira República

Visão Geral

Brás Carneiro Nogueira da Gama (Rio de Janeiro, 24 de março de 1846 — Rio de Janeiro, 27 de abril de 1822) foi um engenheiro, proprietário rural e político brasileiro. Filho de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama, o Conde de Baependi, destacou-se por sua transição bem-sucedida entre a elite agrária do Império, a engenharia e os altos cargos do legislativo e da administração federal durante a República Velha.

Origens e Formação Acadêmica

Nascido no Rio de Janeiro, então capital do Império, em 24 de março de 1846, era filho de Brás Carneiro Nogueira da Costa e Gama e de Rosa Nogueira Vale da Gama.

Após concluir seus estudos preparatórios, ingressou em 1863 na Escola Central (futura Escola Politécnica do Rio de Janeiro), onde construiu uma sólida formação técnica:

  • Engenheiro Geógrafo (1866)

  • Bacharel em Ciências Matemáticas e Físicas (1867)

  • Engenheiro Civil (1868)

Em 8 de janeiro de 1870, casou-se com sua prima, Luísa Henriqueta Viana Nogueira da Gama, em cuja homenagem batizou a Fazenda de Santa Luísa, propriedade fundada pelo casal. Inicialmente, dedicou-se à administração dos negócios rurais da família, mas logo redirecionou seu foco para a vida pública.

Carreira Política no Império e a Transição Republicana

Apesar de nutrir simpinitas com as tendências republicanas, acabou convencido por seu pai e por correligionários a ingressar na política institucional pelas fileiras do Partido Conservador:

  • Deputado Provincial: Elegeu-se e exerceu mandatos na Assembleia Provincial Fluminense para os biênios de 1882–1883 e 1888–1889.

  • Proclamação da República (1889): Na data do golpe republicano, atuava como primeiro vice-presidente da assembleia provincial e integrava a bancada republicana liderada por Francisco Portela. Por decreto provisório do marechal Deodoro da Fonseca, foi nomeado segundo vice-presidente do estado do Rio de Janeiro.

  • Senado Federal: Em setembro de 1890, elegeu-se senador para o Congresso Nacional Constituinte. Com a promulgação da Constituição de 1891, foi escolhido vice-presidente do Senado, chegando a presidir a primeira sessão da primeira legislatura do Congresso Nacional e a liderar os trabalhos de elaboração do regimento interno da casa (sendo substituído no posto por Prudente de Morais em junho de 1891). No Senado, também integrou as comissões de Finanças, de Obras Públicas e de Empresas Privilegiadas.

Oposição, Atuação Técnica e Anos Finais

Com a posse de Floriano Peixoto em novembro de 1891 — após a renúncia de Deodoro —, Brás Carneiro alinhou-se à oposição federal. Encerrado seu mandato legislativo em 1893 e diante da ascensão de um grupo político rival no Rio de Janeiro, optou por afastar-se temporariamente da política partidária.

Retornou à sua formação técnica original e a funções administrativas de destaque:

  • Engenharia e Consultoria: A convite de Afonso Pena, então presidente do Banco da República do Brasil, assumiu como engenheiro e consultor técnico da instituição entre 1896 e 1900, atuando na fiscalização de empresas que haviam captado empréstimos em bônus.

  • Serviço Público Federal: Em 1907, novamente sob a presidência de Afonso Pena, foi nomeado engenheiro-inspetor da Repartição do Povoamento do Solo, encerrando sua trajetória funcional como funcionário adido ao Ministério da Agricultura.

Faleceu no Rio de Janeiro em 27 de abril de 1922, aos 76 anos de idade.