Mostrando postagens com marcador Coragem e Diversidade se Encontram!. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coragem e Diversidade se Encontram!. Mostrar todas as postagens

sábado, 29 de novembro de 2025

Assis Chateaubriand (Paraná): A “Morada Amiga” do Oeste Paranaense, Onde História, Coragem e Diversidade se Encontram!

 

Assis Chateaubriand (Paraná)


Município de Assis Chateaubriand
Bandeira de Assis Chateaubriand
Brasão de Assis Chateaubriand
BandeiraBrasão
Hino
Aniversário20 de agosto
Fundação20 de agosto de 1966 (53 anos)
Gentílicochateaubriandense
Prefeito(a)João Aparecido Pegoraro[1] (PSC)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Assis Chateaubriand
Localização de Assis Chateaubriand no Paraná
Assis Chateaubriand está localizado em: Brasil
Assis Chateaubriand
Localização de Assis Chateaubriand no Brasil
24° 25' 12" S 53° 31' 15" O
Unidade federativaParaná
MesorregiãoOeste Paranaense IBGE/2008 [2]
MicrorregiãoToledo IBGE/2008 [2]
Região metropolitanaRegião Metropolitana de Toledo
Municípios limítrofesToledoTupãssiPalotinaAlto PiquiriIporãFormosa do OesteJesuítas e Nova Aurora.
Distância até a capital584[3] km
Características geográficas
Área969,588 km² [4]
População33 362 hab. estimativa populacional — IBGE/2019[5]
Densidade34,41 hab./km²
Altitude440 m
Climasubtropical Cfa
Fuso horárioUTC−3
Indicadores
IDH-M0,787 alto PNUD/2000 [6]
PIBR$ 499 969,017 mil IBGE/2008[7]
PIB per capitaR$ 15 115,31 IBGE/2008[7]
Página oficial
PrefeituraSítio oficial
Assis Chateaubriand é um município brasileiro do estado do Paraná. Fica situado entre ToledoTupãssiPalotinaAlto PiquiriIporãFormosa do OesteJesuítas e Nova Aurora. Sua população estimada em 2019 era de 33.362 habitantes

História

O oeste do Paraná tem uma rica história na sua contextualização, pois a partir do fim de 1541, o espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca, adentrou ao território do Guairá, terra de muitas riquezas (árvores, fauna, rios e terras para o cultivo). Com sua comitiva atravessou o rio Iguaçu (Foz do Iguaçu), percorreu as margens do rio Tibaji (Curitiba), atravessou o rio Ivaí (Maringá), tomando rumo do oeste, transpassando o rio Piquiri (Umuarama e Assis Chateaubriand) em dezembro de 1541, retornando ao ponto de partida.
É nesse período que desbravadores passaram pela região e o contato com a natureza, animais e índios deu-se de uma forma harmoniosa. A referida área que compreende o município de Assis Chateaubriand, na atualidade, está situada no vale do rio Piquiri, sendo esta de domínio particular (terras que foram repassadas pelo Governo Imperial, numa área de 219.244 alqueires paulistas, que compreendia desde o rio Melissa (município de Nova Aurora) até o rio Azul (Município de Palotina), tendo como ponto de partida o ano de 1843, mais precisamente dia 10 de julho de 1843, documentada na freguesia de Nossa Senhora do Belém de Guarapuava, a favor de Francisco Antonio dos Santos. Tal imóvel rural foi denominado “Gleba Santa Cruz” e que após várias transferências, num total de 21, no ano de 1952, iniciou os trabalhos de colonização com Adízio Figueiredo dos Santos, através da Colonizadora União d'Oeste Ltda., onde foi registrado uma área de 90 mil alqueires paulistas no dia 15 de setembro de 1952.
No governo de Bento Munhoz da Rocha Neto (1951-1955), as terras foram confiscadas pela União, pois entendiam que eram terras devolutas. Com um mandado de segurança, Bento Munhoz da Rocha Neto garantiu a posse das terras.
Após julgamento a favor da Colonizadora, houve uma negociação com o governo de Moisés Lupion (1956-1960), chegando à seguinte resolução: fora devolvido metade das terras para o Governo e a Colonizadora União d'Oeste Ltda. ficou com posse definitiva, compreendendo entre o rio Verde (município de Jesuítas) e o rio Azul (município de Palotina).
De 1952 a 1958, foi dada a denominação de Campo dos Baianos, em homenagem, a José Antônio de Araújo, o popular “Baiano da Foice”, que na época, cuidava do campo de aviação e, também por sua origem nordestina. A primeira estrutura urbana foi criada, pequena e rústica, montada para receber compradores e corretores de terras.
Nesse período, Adízio Figueiredo dos Santos também atribuiu a essa localidade de “Cidade Morena”, devido a vinda de pessoas do norte do país, por sua cor de jambo, morena, bonita e também como se fosse uma ilha étnica de pessoas oriundas do norte e do sul, ou seja, o encontro de duas correntes migratórias.
A Colonizadora Norte do Paraná S.A. começou a desbravar a região vale do rio Piquiri, em 28 de setembro de 1958, encontrando terras férteis, consideradas “as melhores do mundo”.
Oscar Martínez foi o fundador da cidade de Tupãssi, que em tupi significa “mãe de Deus”. Esse nome originou-se, em 15 de dezembro de 1960, com a compra de uma de suas fazendas, no pantanal do Mato Grosso, que chamava Tupaci, na língua dos índios Kaduwéus (índios cavaleiros).
O distrito de Tupãssi crescia, tanto no número de habitantes, quanto na agricultura. O Cartório do Registro Civil que existia naquela época registrou em 1962, o nascimento de 81 crianças. O número de registros aumentou para 251 em 1963 e 588 em 1964. Registrou-se também em Tupãssi, em 1962, apenas um casamento. No entanto, em 1963 eram 21; em 1964, 84 e até o dia 1º de setembro de 1965, haviam sido realizados 103 casamentos.
A pedido do jornalista David Násser, na ocasião em que o embaixador Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, iria se submeter a uma difícil intervenção cirúrgica nos Estados Unidos, mudou o nome Tupãci para Assis Chateaubriand, em homenagem ao representante dos jornalistas brasileiros, imortalizando assim, o nome desse audaz pioneiro e semeador do progresso.
O Governador Paulo Cruz Pimentel, em solenidade realizada num barracão anexo à Paróquia Nossa Senhora do Carmo no dia 20 de agosto de 1966, criou o município de Assis Chateaubriand, desmembrado de Toledo, elevando sua sede à categoria de cidade, cuja lei foi sancionada “in loco” (Lei n° 5.389). Nesse dia esteve presente o embaixador Assis Chateaubriand, que em trecho de seu discurso disse: “A homenagem deveria ser prestada ao bandeirante Raposo Tavares, pois se não fosse ele o Paraná nunca haveria de ser brasileiro”.
No ano de 1983, através de consulta popular, a cidade passou a ter também um slogan que identifica sua cultura, seus valores, passando a ser chamada de “Morada Amiga”.
Denominações já atribuídas ao município:
  • Campo dos Baianos, de 1952 a 1958
  • Tupãssi, de 1958 a 1966
  • Assis Chateaubriand, a partir de 1966

Prefeitos e vice-prefeitos

PrefeitoPartidoVice-PrefeitoPartidoInício do mandatoFim do mandatoObservações
Manuel de Sousa Ramos14 de março de 196731 de janeiro de 1969Interventor
Rudy AlvarezDuarte Celestino de Oliveira31 de janeiro de 196931 de janeiro de 19731º prefeito e vice eleitos
Manuel de Sousa RamosDeobaldo Tiago de Oliveira1º de fevereiro de 197331 de janeiro de 1977Prefeito e vice eleitos
Koite DodoLuis Marcos Perdoncini1º de fevereiro de 197714 de maio de 1982Prefeito e vice eleitos
Luis Marcos Perdoncini14 de maio de 198231 de janeiro de 1983Vice-prefeito eleito no cargo de prefeito
Osvaldo LaghiPMDBLauro Pedro GasperinPMDB1º de fevereiro de 198331 de dezembro de 1988Prefeito e vice eleitos
Koite DodoPDTPedro Bonfietti FávaroPDT1º de janeiro de 198931 de dezembro de 1992Prefeito e vice eleitos
Luis do AmaralPMDBAmândio Cristóvão GarciaPMDB1º de janeiro de 199331 de dezembro de 1996Prefeito e vice eleitos
Vitor Fernando Martins PestanaPMDBMauro GuerraPMDB1º de janeiro de 199731 de dezembro de 2000Prefeito e vice eleitos
PP1º de janeiro de 200131 de dezembro de 2004Prefeito e vice reeleitos
Dalila José de MelloPTBNelson BoiagoPDT1º de janeiro de 200531 de dezembro de 2008Prefeita e vice eleitos
José CostaPT1º de janeiro de 200931 de dezembro de 2012Prefeita reeleita e vice eleito
Marcel Henrique MichelettoPMDBJoão Aparecido PegoraroPSDB1° de janeiro de 20136 de abril de 2018Prefeito e vice eleitos
João Aparecido PegoraroPSDBvago-6 de abril de 2018atualvice assumiu em definitivo após desistência do titular

Aspectos econômicos

O oeste do paraná comportou-se em três fases: a primeira fase é da economia extrativista e de subsistência familiar nas décadas de 1950 e 1960. A segunda fase, concentrada nas décadas de 1970 e 1980, período de modernização na produção agrícola, sendo implantadas a cultura da sojatrigoalgodão e milho. A terceira fase é a nossa atualidade, ou seja, década de 1990 e o novo milênio, marcada pela diversificação na base agropecuária e pela busca de alternativas da agroindustrialização e de competitividade.
No início da colonização de Assis Chateaubriand, onde tudo era mata-virgem, a principal fonte de renda era a agricultura comercial e principalmente a agricultura de subsistência para os que aqui chegaram. A primeira forma de agricultura fora o cultivo de hortaliçasmandiocafeijãoarroz e milho, criação de pequenos animais: porcogalinha e gado. Com a derrubada das matas, a escala de produção aumentou, passando a plantar em grande escalas, culturas já numeradas e o café em áreas altas, ou seja, cabeceiras dos lotes devido às geadas.
Com a introdução da lavoura branca, houve uma produção contínua, mesmo ainda com o plantio feito ainda manual, devido aos tocos e madeira derrubados nas propriedades. Surge assim em seguida o ciclo da hortelã, que empregou grande quantidade de gente, pois sua mão-de-obra era grande até a extração de óleo. Com a mecanização (década de 1960), com a entrada da soja no mercado, houve um êxodo rural, fato mundial, onde que parte da mão-de-obra fora absorvida por máquinas e implementos agrícolas, e com tal mecanização foram surgindo o algodão, o trigo e outras culturas até os dias de hoje. Vale apenas lembrar que a pecuária foi sempre constante na produção do município, sendo para a subsistência bem como para a comercialização.
Produção agrícola
Algodãoarroz irrigado, amendoim das águas, arroz sequeiro, fumofeijão das águas, feijão da seca, milho safrinha, milho safra normal, mandioca industrial, soja safra normal, trigo, bananauva da mesa, alfaceabóboraabóbora-tetsukabuto (cabotiá), beterrababatata docecouve-florcenoura, feijão vagempimentãopepinorepolhocapineira, semente de soja, semente de trigo, mudas essenciais flor nativas, soja orgânica,
Produção pecuária
Bovinosleite, bezerros, bezerras, garrotes, novilhas, touros, vacas para cria, vacas para corte, suínos, suínos-raça, ovos, ovos férteis de codorna, aves de corte, aves de postura, aves caipira, mel, cama de aviário, esterco de suínos/bovinos, alevinoscat-fishbagrecarpatilápia.

Assis Chateaubriand (Paraná): A “Morada Amiga” do Oeste Paranaense, Onde História, Coragem e Diversidade se Encontram!

No coração do Oeste do Paraná, entre rios generosos e campos férteis que parecem ter sido feitos para florescer, encontra-se Assis Chateaubriand — uma cidade que, apesar de jovem, carrega em sua alma a força de desbravadores, a cor vibrante de migrantes do norte e sul do Brasil e o espírito acolhedor que lhe rendeu o carinhoso título de “Morada Amiga”. Com pouco mais de 33 mil habitantes, essa cidade é um exemplo de como o interior pode ser ao mesmo tempo produtivo, diverso e profundamente humano.

Um Nome com História e Homenagem

Fundada oficialmente em 20 de agosto de 1966, Assis Chateaubriand já teve outros nomes que contam capítulos importantes de sua formação:

  • Campo dos Baianos (1952–1958): uma homenagem ao nordestino José Antônio de Araújo, conhecido como “Baiano da Foice”, que cuidava do primeiro campo de aviação da região;
  • Tupãssi (1958–1966): nome de origem indígena que significa “mãe de Deus”, inspirado em uma fazenda comprada no Mato Grosso.

Mas foi em 1966 que a cidade ganhou seu nome atual — uma homenagem ao jornalista, diplomata e visionário Francisco de Assis Chateaubriand, um dos maiores comunicadores do Brasil. A mudança foi sugerida pelo jornalista David Násser como forma de pedir proteção espiritual a Chateaubriand, que se preparava para uma delicada cirurgia nos Estados Unidos. A homenagem foi tão significativa que o próprio embaixador Assis Chateaubriand esteve presente na solenidade de fundação, lembrando com humildade que a verdadeira glória pertencia aos bandeirantes, como Raposo Tavares, que garantiram ao Paraná seu lugar no Brasil.

Terras Férteis, Gente Trabalhadora

Localizada na Microrregião de Toledo e integrante da Região Metropolitana de Toledo, Assis Chateaubriand ocupa uma área de quase 970 km², banhada pelo vale do rio Piquiri — uma das regiões agrícolas mais produtivas do país. Sua altitude de 440 metros e clima subtropical úmido (Cfa) criam condições ideais para o cultivo de soja, milho, trigo e criação de suínos e aves, pilares da economia local.

Os números impressionam:

  • PIB de quase R$ 500 milhões (IBGE/2008);
  • PIB per capita de R$ 15.115, acima da média estadual da época;
  • IDH-M de 0,787 — considerado alto, com destaque em educação e saúde.

Essa prosperidade tem raízes na colonização organizada liderada pela Colonizadora União d’Oeste Ltda., que, após disputas judiciais com o governo estadual, garantiu a posse de terras férteis e iniciou um processo de povoamento que atraiu famílias de todo o Brasil — do Nordeste ao Sul — criando uma verdadeira “ilha étnica”, como descreveu seu fundador Adízio Figueiredo dos Santos, que também chamou a cidade de “Cidade Morena” em referência à beleza e diversidade de seu povo.

“Morada Amiga”: Mais que um Slogan, um Jeito de Ser

Em 1983, os moradores escolheram, por consulta popular, o título de “Morada Amiga” — e não foi por acaso. A cidade é conhecida por sua hospitalidade singular, onde novos moradores são recebidos como da família, onde feiras livres são encontros de sabores e histórias, e onde o progresso nunca apagou o calor humano.

Limitada por cidades como Toledo, Palotina, Jesuítas, Iporã e Nova Aurora, Assis Chateaubriand está estrategicamente posicionada no corredor agrícola mais dinâmico do Paraná — mas nunca perdeu sua essência comunitária.

Um Lugar onde o Passado Vive no Presente

A história de Assis Chateaubriand começa muito antes de sua fundação. Ainda em 1541, o explorador espanhol Álvar Núñez Cabeza de Vaca atravessou essas terras em busca do Guairá, maravilhando-se com rios, fauna e florestas. Séculos depois, esses mesmos rios — Piquiri, Azul, Verde — continuam a nutrir a terra e a inspirar quem por ali passa.

Hoje, a cidade celebra seu aniversário em 20 de agosto com festas que misturam música sertaneja, comidas típicas, exposições agropecuárias e manifestações culturais que honram tanto o caboclo quanto o migrante nordestino.

Venha para a “Morada Amiga”!

Assis Chateaubriand é ideal para quem busca:

  • 🌾 Turismo rural e roteiros agroecológicos;
  • 🤝 Comunidade acolhedora e multicultural;
  • 📈 Oportunidades no agronegócio e empreendedorismo;
  • 🕊️ Qualidade de vida com infraestrutura moderna;
  • 🏞️ Natureza exuberante e rios de águas límpidas.

Seja bem-vindo(a) a Assis Chateaubriand — onde cada estrada leva a um sorriso, e cada pessoa tem uma história para contar.

#AssisChateaubriandPR #MoradaAmiga #OesteDoParaná #CidadeMorena #HistóriaViva #AgronegócioBrasileiro #TurismoRuralPR #ParanáProdutivo #InteriorQueEncanta #DiversidadeCultural #ConheçaOParaná #BrasilInteriorano #CidadesDoCoracao #TerraFértilGenteForte #ViajePeloParaná


Compartilhe a “Morada Amiga” com o mundo! Uma cidade que acolhe com os braços abertos e os pés firmes na terra. 🌍💖