quinta-feira, 12 de agosto de 2021

O Barão de Teffé e a Defesa do Porto de Antonina, 1877.

 O Barão de Teffé e a Defesa do Porto de Antonina, 1877.

Em 1877, devido à cobrança de comerciantes para que se desobstruísse o porto de Antonina, o governo imperial solicitou ao engenheiro Barão de Teffé novos exames no local com o objetivo de orçar o arrasamento das rochas submarinas. O seu Relatório dos Trabalhos e Estudos Realizados na Bahia de Antonina, publicado no mesmo ano, é um contraponto aos relatórios das comissões anteriores e propõe, inclusive, um novo traçado para a ferrovia. Nele, o engenheiro defendeu sua imparcialidade política com relação à “Guerra dos Portos” e contrariou aos engenheiros Moraes e Jardim que consideravam custosas as obras na Baía de Antonina. Para Teffé, as seis rochas submarinas (lajes) totalizam 680m3 e sua dinamitação demandaria 350 dias de trabalho com uma despesa de 85 contos de réis. O engenheiro argumentou que a dinamitação de rochas submarinas era o que tinha de mais avançado na engenharia hidráulica, ramo do qual havia se especializado, e que o porto de Antonina já era o preferido dos carregadores e, com o melhoramento, teria mais segurança e atrairia mais navios.

O engenheiro citou alguns portos do Brasil e da Europa para rebater a ideia de que o porto de Antonina é acanhado e enfatizou a sua posição geográfica, próxima da capital e, sobretudo, do Vale do Rio Cachoeira. Essa ênfase dada ao Vale do Rio Cachoeira se justifica pela proposta do engenheiro de desviar o traçado da ferrovia para essa região, comunicando Antonina à Colônia Assungui. Na visão do engenheiro, a natureza não só privilegiou a cidade de Antonina como empório marítimo, mas também predestinou as terras do Vale do Rio Cachoeira para o estabelecimento de colônias agrícolas.

Com o argumento de que o transporte marítimo é mais econômico que o terrestre, Teffé condenou a ideia de se construir uma ferrovia às margens de uma baía e destacou que, para chegar à Paranaguá, a ferrovia teria que cortar uma região alagadiça, o que torna a obra mais custosa. Teffé, portanto, propôs a construção de uma estrada ligando Antonina à Colônia Assungui, bem como um novo traçado para a ferrovia que, segundo o engenheiro, deveria vencer a Serra do Mar entre as serras do Guaricana e Capivari, evitando os altos custos para transpor a íngreme Serra do Marumbi. No seu traçado, o objetivo é procurar o caminho menos íngreme entre Antonina e Curitiba, bem como beneficiar regiões potencialmente agrícolas, ou seja, o Vale do Rio Cachoeira. O relatório do Teffé dará novo ânimo à “Guerra dos Portos”, pois era o primeiro parecer a favor de Antonina.

O esboço topográfico abaixo foi elaborado por Teffé para justiçar seu projeto ferroviário.

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Porto de Paranaguá, Cais do Itiberê. Pintura de Alfredo Andersen, 1929 [30x40cm].

 Porto de Paranaguá, Cais do Itiberê.
Pintura de Alfredo Andersen, 1929 [30x40cm].


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Morro do Cristo em Guaratuba, 1960/1970.

 Morro do Cristo em Guaratuba, 1960/1970.

O Morro do Cristo, também conhecido como Morro do Brejatuba, foi aberto para visitação em 1953 e, hoje, é um dos maiores pontos turísticos do litoral paranaense.

A escadaria de acesso possui 200 degraus e a imagem do Cristo um pouco mais de 8 metros de altura.

Segundo o Jornal Gazeta do Povo, o Morro já foi visitado por mais de 900 mil turistas. A imagem abaixo foi registrada em um temporada de verão entre as décadas de 1960 e 1970.

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Em 1905, a Rua XV tinha este aspecto � entre a Marechal Floriano e a Monsenhor Celso �, o único marco do passado que sobrou no ambiente é o prédio do extinto Banestado ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 Em 1905, a Rua XV tinha este aspecto � entre a Marechal Floriano e a Monsenhor Celso �, o único marco do passado que sobrou no ambiente é o prédio do extinto Banestado
***Copyright © Gazeta do Povo. ***


Pode ser uma imagem em preto e branco de ao ar livre

Serra do Mar, vista da trilha do Abrolhos, 1937.

 Serra do Mar, vista da trilha do Abrolhos, 1937.

Segundo Alessandra Carvalho (2015), as “montanhas do Marumbi, que compõem um dos conjuntos que formam a Serra do Mar no Estado do Paraná, têm sido escaladas há mais de 100 anos. Alguns desses montanhistas e entusiastas frequentam-nas há muitas décadas, são pessoas que têm vivenciado intensamente aquelas montanhas, a ponto de fazerem parte da história daquele lugar assim como o Marumbi faz parte de suas histórias particulares”.

O registro abaixo é do fotógrafo alemão Armin Henkel (1882-1962) que esteve no litoral paranaense na década de 1930. Segundo Luis Salturi (2013), nesta fotografia a Serra do Mar é registrada a partir da trilha do Abrolhos e destaca “a vegetação, o céu e o horizonte [registrando] a passagem do grupo de excursionistas pela serra, em meio às montanhas que formam o conjunto do Marumbi”.

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Estação Ferroviária de Porto de Cima, 1943.

 Estação Ferroviária de Porto de Cima, 1943.

Fotografia de Arthur Wischral.

Segundo informações do site Estações Ferroviárias do Brasil, a estação era um "antigo pouso de tropeiros, localizada na estrada da Graciosa, Porto de Cima ganhou uma estação da ferrovia em 1885. A primitiva estação não passava em seu início de uma parada de serviço, com um pequeno edifício de madeira de imbuia. Durante os trabalhos de construção, esta vila, então unidade política autônoma, serviu de concentração das frentes avançadas de suprimento e fiscalização dos serviços na serra. O próprio engenheiro João Teixeira Soares tinha casa no lugar denominado Prainha. Nos anos 1940, a velha estação foi substituída pela atual, que em 2007 estava abandonada".

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas em pé e texto que diz "PORTO DE CIMA, 29-11-43 E. F. PARANAGUA-CURITIBA"

Praia de Caiobá, década de 1930.

 Praia de Caiobá, década de 1930.


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***Ponto final do bonde elétrico na antiga Rua do Portão (República Argentina), em 1915| *** ***Foto: Acervo Cid Destefani/Gazeta do Povo. ***

 ***Ponto final do bonde elétrico na antiga Rua do Portão (República Argentina), em 1915| ***
***Foto: Acervo Cid Destefani/Gazeta do Povo. ***


Pode ser uma imagem de em pé e ferrovia

Ponto de automóveis de aluguel na Avenida Sete de Setembro, em frente a Estação da Estrada de Ferro, em foto de 1948. ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 Ponto de automóveis de aluguel na Avenida Sete de Setembro, em frente a Estação da Estrada de Ferro, em foto de 1948.
***Copyright © Gazeta do Povo. ***


Pode ser uma imagem em preto e branco de em pé e estrada

Chauffers de carros-de-praça posam para foto na Praça Eufrásio Correia, lado da atual Câmara Municipal, em foto de 1949. ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 Chauffers de carros-de-praça posam para foto na Praça Eufrásio Correia, lado da atual Câmara Municipal, em foto de 1949.
***Copyright © Gazeta do Povo. ***


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