sexta-feira, 13 de agosto de 2021

Ofício do secretário do município de Morretes/PR durante a pandemia de Gripe Espanhola em 1918. Notícia do Jornal A República de 29 de outubro de 1918.

 Ofício do secretário do município de Morretes/PR durante a pandemia de Gripe Espanhola em 1918.
Notícia do Jornal A República de 29 de outubro de 1918.


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Fachada do Cine Central, no início da Rua XV, em 1919 ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 Fachada do Cine Central, no início da Rua XV, em 1919
***Copyright © Gazeta do Povo. ***


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**CINE MIGNON **FICAVA ANEXO AO CAFÉ BRASIL NA RUA XV. Foto de 1913 **Copyright © Gazeta do Povo. **

 

**CINE MIGNON **FICAVA ANEXO AO CAFÉ BRASIL NA RUA XV.
Foto de 1913
**Copyright © Gazeta do Povo. **


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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Festa e Vírus em Paranaguá, 1918

 Festa e Vírus em Paranaguá, 1918


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Em todo o Brasil a gripe espanhola se alastrou a partir dos portos, no Paraná a primeira cidade a ser infectada foi Paranaguá. No relatório enviado ao Secretário do Interior, Justiça e Instrução Pública no dia 8 de janeiro de 1919, o diretor Geral do Serviço Sanitário, Dr. Trajano Reis, conta como a epidemia chegou ao Paraná a partir da cidade de Paranaguá através de uma festa de casamento.

“Em Paranaguá, n’aquella época ia effectuar-se o casamento de uma filha do syrio Barbosa. Do Rio de Janeiro vieram assistir às bodas alguns syrios que estavam com o mal incubado. De Antonina e Morretes seguiram para aquella cidade com o mesmo fim dos do Rio, alguns patrícios do Sr. Barbosa. Folgaram juntos e cada um dos residentes em Antonina e Morretes trouxe consigo o germen do mal, que se dissiminou com rapidez entre as populações das referidas cidades. Em Paranaguá, por sua vez, os hospedes fluminenses, não só padeceram da moléstia como também transmitiram aos patrícios e à população”.

Durante a festa os convidados do Rio de Janeiro, que estavam contaminados com o vírus da gripe, o transmitiram para as outras pessoas e no decorrer dos dias que estiveram em Paranaguá espalharam o vírus pela cidade, e em consequência desse episódio a gripe começou a espalhar-se pelo Paraná. Por causa dessa propagação o Dr. Trajano Reis recebeu um pedido de ajuda do prefeito de Paranaguá.

“No dia 10 de Outubro próximo findo recebi pedido do Exmo. Snr. Prefeito de Paranaguá, de um desinfectador, o qual seguio no dia 11 com apparello e desinfectantes. E que falecera no “Hotel Silverio” um gripado vindo do Rio de Janeiro. Foi feita a desinfecção do Hotel, mas compreende-se que a moléstia fora transmitida algumas pessoas."

Esse que falecera, se tratava de uns dos convidados do casamento da filha do Sr. Barbosa, a partir dessa data outros casos foram registrados em Paranaguá, Morretes e Antonina e frente ao ocorrido medidas foram tomadas pelo diretor geral da saúde pública.

Texto adaptado de Maria Ignês Mancini de Boni “Gripe Espanhola em Curitiba em 1918”

Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, 1926.

 Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres, 1926.


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Desguarnecida no início do século XX, sediou um Batalhão de Artilharia (1905). A antiga Caserna foi transformada em Refeitório e Cozinha. Foram-lhe projetados melhoramentos em 1911 e, em 1913, serviu de base para uma bateria no morro da Baleia (Artilharia da Costa), de cuja guarnição passou a servir de Caserna. No contexto da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), serviu como base militar de proteção à costa.
Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) a partir de 1938, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) aquartelou cerca de duzentos homens.

***Fachada da Livraria Brasil, na Rua XV. Estudantes ficavam parados em grupos, flertando as mocinhas que passavam. *** Foto de 1949 ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 ***Fachada da Livraria Brasil, na Rua XV. Estudantes ficavam parados em grupos, flertando as mocinhas que passavam. ***
Foto de 1949
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As históricas enchentes do Rio Nhundiaquara

 As históricas enchentes do Rio Nhundiaquara


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O Rio Nhundiaquara (ou Cubatão ou Morretes) tem um longo histórico de enchentes. Vieira dos Santos, em sua Memória Histórica de Morretes de 1851, registrou algumas delas. Na enchente de 1796, o rio subiu aproximadamente 6 metros “cobrindo as margens laterais, planícies, charcos e lagoas e as ruas da povoação na da Matriz estiveram as casas com 3 palmos d’água”. Segundo o autor, a população ficou amedrontada e procuraram asilo na Igreja de Nossa Senhora do Porto e locomoviam-se de canoas. Os prejuízos foram imensos, com mortes de animais e destruição de plantações e sementeiras, nas palavras do autor, foi o “Dilúvio do Rio Cubatão”.

Outra enchente registrada por Vieira dos Santos ocorreu entre os dias 28 e 30 de janeiro de 1846, que “causou terror aos habitantes” as águas que desciam da Serra do Mar fizeram “desabar grandes pedaços das mesmas montanhas”. As chuvas que causaram as enchentes de 1796 e 1846 “duraram dois ou três dias a despejarem nas baías paranaenses suas águas, transformando as salitrosas em águas doces no espaço de algumas léguas até a Ilha do Teixeira”. Além dos prejuízos para as populações litorâneas, as enchentes do Nhundiaquara prejudicavam o comércio que, durante o século XIX, dependia da sua navegação para encaminhar os produtos à exportação.

A foto abaixo é um registro da enchente de 1969, onde se observa vários jovens posando para uma foto em uma rua alagada de Morretes. 

Rua da Praia, Paranaguá em 1907. O bondinho sobre trilhos, puxado por animais, era o transporte público que ligava o Centro ao Rocio. Ao fundo, a casa da família Veiga, onde hoje é o Teatro Municipal Rachel Costa. Um linda fotografia que resgata a Paranaguá de outros tempos.

 Rua da Praia, Paranaguá em 1907.
O bondinho sobre trilhos, puxado por animais, era o transporte público que ligava o Centro ao Rocio. Ao fundo, a casa da família Veiga, onde hoje é o Teatro Municipal Rachel Costa. Um linda fotografia que resgata a Paranaguá de outros tempos.


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Av. Nossa Senhora Aparecida, no Barigui. Década de 50. Fonte- https://br.pinterest.com/pin/522980575472575117/

 Av. Nossa Senhora Aparecida, no Barigui. Década de 50.
Fonte- https://br.pinterest.com/pin/522980575472575117/


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A Rua XV de Novembro, vista da Avenida Luiz Xavier. Era uma viela estreita e anos mais tarde sofreria dois alargamentos, deixando-a com a mesma largura da Avenida. Foto de 1920 ***Copyright © Gazeta do Povo. ***

 A Rua XV de Novembro, vista da Avenida Luiz Xavier. Era uma viela estreita e anos mais tarde sofreria dois alargamentos, deixando-a com a mesma largura da Avenida. Foto de 1920
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