quarta-feira, 16 de março de 2022

araucaria Data - 1971 Localização - Praça Dr. Vicente Machado Foto - acervo do ARQUIVO HISTÓRICO ARCHELAU DE ALMEIDA TORRES

araucaria Data - 1971 Localização - Praça Dr. Vicente Machado Foto - acervo do ARQUIVO HISTÓRICO ARCHELAU DE ALMEIDA TORRES


Pode ser uma imagem de ao ar livreUma visão do antigo centro de Araucária, foram décadas que a Praça Dr. Vicente Machado representava o coração de nossa cidade. Os pontos principais procurados pela população como Prefeitura, Bancos, Igreja, Lojas, Cinema, Teatro, Forum, enfim todos os prédios públicos se concentravam em um único endereço.
Certo que há décadas atrás o número de moradores era muito mais reduzido que ao atual, portanto, mesmo estes locais de atendimento tinham espaço e número de atendentes de acordo com o número necessário.
Esta foto é uma apresentação clássica da antiga Praça Dr. Vicente Machado, seja pelas suas antigas construções, cuja única obra que ainda permanece vista aqui é a Casa da Cultura (segunda à direita), pois a primeira é o antigo prédio da Prefeitura, também podemos visualizar a antiga Loja Móveis Pinheiro, a antiga residência da Família Saliba, o comércio da Família Mansur, o antigo casarão da Família Trauczynski, sem falar dos paralelepípedos da rua, os carros antigos (todos clássicos), assim como a mão contrária a atual.
É uma lembrança que mostra como a nossa praça central já foi e bem diferente da atual, mais simples e deixou saudades.

Av. Graciosa 1942 ( Munhoz da Rocha / Erasto Gaertner atual). Fotos de Arthur Wischral / Acervo da Casa da Memória.

 Av. Graciosa 1942 ( Munhoz da Rocha / Erasto Gaertner atual). Fotos de Arthur Wischral / Acervo da Casa da Memória.


Pode ser uma imagem de estrada e ferrovia

Pode ser uma imagem de 2 pessoas, pessoas em pé e ferrovia

Curitiba nos anos 1930. Foto: João Groff / coleção: família Groff.

 Curitiba nos anos 1930. Foto: João Groff / coleção: família Groff.


Pode ser uma imagem de ao ar livre

Viajando para Matinhos em outros tempos. Foto: Synval Stocchero. Acervo: Casa da Memória.

 Viajando para Matinhos em outros tempos. Foto: Synval Stocchero. Acervo: Casa da Memória.


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Capuchinhos da paróquia Mercês. Foto: Revista Manchete de 1960.

 Capuchinhos da paróquia Mercês. Foto: Revista Manchete de 1960.


Pode ser uma imagem de 2 pessoas e pessoas em pé

Angela Vasconcelos retornando a Curitiba após ser eleita miss Brasil 1964. Via MissNews blog de Roberto Macedo.

 Angela Vasconcelos retornando a Curitiba após ser eleita miss Brasil 1964. Via MissNews blog de Roberto Macedo.


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COMBOIO DE CARROÇÕES Impressionante comboio de carroções de imigrantes reunidos em União da Vitória, década de 1920, registrado pelo fotógrafo Claro Jansson. Provavelmente, carregados de erva-mate, muito abundante na região naquela época, os imigrantes dirigiam-se à Curitiba, para comercialização junto às ervateiras. (Foto: Acervo Gazeta do Povo) Paulo Grani

 COMBOIO DE CARROÇÕES
Impressionante comboio de carroções de imigrantes reunidos em União da Vitória, década de 1920, registrado pelo fotógrafo Claro Jansson.
Provavelmente, carregados de erva-mate, muito abundante na região naquela época, os imigrantes dirigiam-se à Curitiba, para comercialização junto às ervateiras.
(Foto: Acervo Gazeta do Povo)
Paulo Grani


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QUE TAL UMA CARTA DE CONDUCTOR DE AUTOMOVEL ... sem precisar fazer psicotécnico, sem exame de vista, sem ter que fazer curso de direção, sem aulas práticas, sem carga horária, sem simulador de direção, sem ... E, ainda, você podendo ter aprendido a dirigir sozinho, ou com o pai ou outrém ? Antigamente, nos inscrevíamos para sermos "examinados" e ponto final. Nesse exame tinha baliza, desenvoltura no trânsito, obediência a sinais de trânsito, uso correto dos pedais segundo suas funções, conhecimentos básicos dos componentes do motor a combustão, etc. por último, subir até a metade de uma subida, parar o veículo com o freio e reiniciar a subida, sem deixar o veículo voltar de ré ou apagar o motor, usando perfeita sincronia entre aceleração, embreagem, engrenagens ode marcha e liberação do freio, tudo isso na manha de saber ou saber. Paulo Grani.

 QUE TAL UMA CARTA DE CONDUCTOR DE AUTOMOVEL ...
sem precisar fazer psicotécnico, sem exame de vista, sem ter que fazer curso de direção, sem aulas práticas, sem carga horária, sem simulador de direção, sem ...
E, ainda, você podendo ter aprendido a dirigir sozinho, ou com o pai ou outrém ?
Antigamente, nos inscrevíamos para sermos "examinados" e ponto final. Nesse exame tinha baliza, desenvoltura no trânsito, obediência a sinais de trânsito, uso correto dos pedais segundo suas funções, conhecimentos básicos dos componentes do motor a combustão, etc. por último, subir até a metade de uma subida, parar o veículo com o freio e reiniciar a subida, sem deixar o veículo voltar de ré ou apagar o motor, usando perfeita sincronia entre aceleração, embreagem, engrenagens ode marcha e liberação do freio, tudo isso na manha de saber ou saber.
Paulo Grani.


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Esta foto lembra-me como era difícil transitar pela Estrada da Graciosa nos anos 1960. A estrada foi construída na década de 1880, tempo em que o advento dos transportes movidos à combustão sequer tinha ocorrido. Naquela época o transporte era feito a pé, no lombo de mulas, em carroças e carroções.

 Esta foto lembra-me como era difícil transitar pela Estrada da Graciosa nos anos 1960. A estrada foi construída na década de 1880, tempo em que o advento dos transportes movidos à combustão sequer tinha ocorrido. Naquela época o transporte era feito a pé, no lombo de mulas, em carroças e carroções.


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Esta foto lembra-me como era difícil transitar pela Estrada da Graciosa nos anos 1960. A estrada foi construída na década de 1880, tempo em que o advento dos transportes movidos à combustão sequer tinha ocorrido. Naquela época o transporte era feito a pé, no lombo de mulas, em carroças e carroções.
Com o crescimento do Estado e consequentemente das atividades do Porto de Paranaguá, a estrada teve que suportar o aparecimento dos caminhões e suas cargas. Nesse contexto, somava-se ainda a necessidade de tráfego dos automóveis que iam e vinham do litoral.
Lembro-me, certa vez, de estarmos subindo a serra, em 1962, e nos depararmos com uma imensa fila de carros e caminhões à nossa frente. Tinha apenas sete anos de idade e aquilo era inusitado para mim. De boca em boca, na fila, corria a notícia que tinha havido "queda de barreira" que, depois fui entender era um deslizamento na encosta.
Improvisando, a Polícia Rodoviária dava atendimento, conseguindo fazer com que o tráfego ocorresse por um pequeno estreito que fizeram, junto ao precipício, onde todos os veículos tinham que passar, um a um, cuidando para evitar desbarrancamento. Notei que, enquanto estávamos parados, os veículos em sentido contrário, estavam descendo a serra.
Esperamos um bom tempo até que alguém disse que a bandeira tinha sido passada e, agora, a nossa fila subindo a serra, podia passar. Era excitante ver a passagem da bandeira, um pedaço de pau com um pano amarrado em cima, era o instrumento que garantia a alternância dos sentidos, comandada por um trabalhador do trecho.
Quando estávamos passando no ponto do desbarrancamento, vi um FNM, (dizíamos Fenemê), caído grota adentro. O coitado do motorista, ao esgueirar o veículo pelo estreito, perdeu o controle. Fiquei impressionado com a cena pois percebi que o perigo era grande para nós também.
Paulo Grani.

OS VERMELHINHOS DE CURITIBA

 OS VERMELHINHOS DE CURITIBA


Nenhuma descrição de foto disponível.Eles eram cobradores "especializados". Quando batiam na porta de alguém era para receber, de qualquer jeito, a dívida atrasada. A primeira visita era feita à paisana. Bem educados, deixavam cartão de apresentação. Se acontecia uma segunda visita é que entrava então o ingrediente interessante: O cobrador ia de uniforme vermelho, com a identificação "COBRADOR" às costas. Na rua todo mundo parava para ver quem era a vítima que também "vermelhava de vergonha" e, quase sempre, pagava.

Quando o devedor era caloteiro, os "vermelhinhos" expunham o morador daquele endereço à execração pública. Suas estratégias de cobrança denunciavam o caloteiro, desmoralizavam o vivente. Eram coercitivos ao limite. Quando um deles aparecia num bairro, ou num lugar qualquer, seus passos eram acompanhados com curiosidade pelos bisbilhoteiros para saber qual seria seu alvo. O mau pagador morria de vergonha e, alguns, após a exposição, até mudavam de endereço. Havia devedores que partiam para a "ignorância". Não foram poucos os casos de "vermelinhos" que saíram correndo de caloteiro. Nesses casos voltavam sempre em duplas para intimar o devedor e evitar apanharem.

Em Curitiba, a moda foi posta em prática por um grupo de funcionários públicos recém-exonerados (todos rapazes entre 16 e 18 anos) que resolveram montar uma firma de cobrança, liderados por um tal de Zanoto, no início dos anos 1960.

Primeiramente, alugaram um ponto na Avenida João Gualberto e constituíram a Agência de Cobrança "Os Vermelhos do Paraná", mais conhecidos como "os vermelhinhos".

Começaram modestos, cobrando contas penduradas em armazéns, feitas com vendedores ambulantes, até se arriscarem mais e intimar o inquilino devedor para receber aluguel atrasado, notas promissórias e outras dívidas maiores. No começo faziam cobranças à pé ou de bicicleta. Logo, as bicicletas foram substituídas por lambretas, também vermelhas, é claro. Prósperos, os "vermelinhos" mudaram o escritório para a Praça Generoso Marques.

Mas o terror dos trambiqueiros não durou muito. Tempos depois,receberam "cartão vermelho" do chefe de polícia, que achou ilegal o tipo de cobrança. Isso quando o ramo estava se tornando bastante lucrativo.

Tal prática não era uma exclusividade deles, em Curitiba. Em muitas capitais e outras cidades, os "vermelhinhos" trabalhavam arduamente, desde os anos 1950. Cada grupo com criatividade, apareciam com suas ferramentas: Registros citam que até bandinhas tocavam à porta daqueles que não atendiam ou se escondiam dos cobradores.

Certos cobradores tinham técnicas próprias: Não falavam com o devedor, não cobravam, sequer olhavam para a pessoa. Vestiam-se inteiramente de vermelho. O método de cobrança deles consistia em seguir o caloteiro pela cidade, aonde que ele/ela fosse. Se a pessoa entrasse na farmácia, o “homem de vermelho” parava encostado na porta, bem em frente. E assim ia seguindo o devedor, às vezes por dias, até que a pessoa finalmente quitasse sua dívida, o homem de vermelho era sua sombra.

(Fotos: webpoacom)

Paulo Grani.