sexta-feira, 15 de abril de 2022

COMO TRANSPORTAR CASAS Em 1981, houve uma invasão de área por famílias de sem-teto às margens do rio Barigui. Centenas de populares começaram a construir suas casas da forma como podiam.

 COMO TRANSPORTAR CASAS
Em 1981, houve uma invasão de área por famílias de sem-teto às margens do rio Barigui. Centenas de populares começaram a construir suas casas da forma como podiam.


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Em 1981, houve uma invasão de área por famílias de sem-teto às margens do rio Barigui. Centenas de populares começaram a construir suas casas da forma como podiam. Alguns construíam barracos de lona ou de chapas de compensado. Outros compravam seus kits de madeira e levantavam rapidamente suas casas. Ainda outros, mais audaciosos, construíam casas de alvenaria.

Mas, construíam de qualquer forma, sem delimitações precisas dos terrenos e sem prever um arruamento. E algum tempo depois que as casas já estavam construídas, a Cohab iniciou um processo de regularização e urbanização da área. Como não existiam ruas, foi realizado um projeto de arruamento. Porém, naquele contexto, a única forma de se fazer uma rua onde ela não existia seria removendo as casas. Ou seja, as casas que estivessem atrapalhando o traçado das ruas deveriam ser demolidas.

Mas, a associação de moradores teve uma ideia que solucionaria em grande parte o problema. Criaram um mutirão para relocarem as casas. Então os moradores se reuniam em grupos de 60 a 80 homens e erguiam as casas nos braços e as colocavam em outro local adequado. Enquanto muitas casas de alvenaria não puderam ser salvas, casas de madeira de até 60 metros quadrados foram levantadas e transportadas pelos braços daqueles homens, numa impressionante demonstração de força coletiva.

(Gilmar Ferreira-Verlinden)

O CAMINHO PARA O PASSAÚNA A estradinha que era caminho para o rio Passaúna, passando pelas chácaras dos imigrantes poloneses da Colônia Thomaz Coelho, era cheia de mistérios e encantos.

 O CAMINHO PARA O PASSAÚNA
A estradinha que era caminho para o rio Passaúna, passando pelas chácaras dos imigrantes poloneses da Colônia Thomaz Coelho, era cheia de mistérios e encantos. 


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A estradinha que era caminho para o rio Passaúna, passando pelas chácaras dos imigrantes poloneses da Colônia Thomaz Coelho, era cheia de mistérios e encantos. Passando por ela eu via muitas coisas que no dia a dia da vida urbana eu não via. O contato com a natureza somado à paisagem bucólica da Colônia tornava o passeio muito agradável.

Para a piazada que ia a pé ou de bicicleta só existia um opositor que causava certo desconforto: o sol quente do verão. Mas, este era vencido ao contato com as águas frias do Passaúna, quando lá chegávamos. Claro que essas aventuras aconteciam muito antes do represamento do rio e que esse curso d’água tinha apenas um metro de profundidade. Logo, sem risco de afogamento.

Mas, poder apreciar a paisagem do caminho e de sobra se refrescar nas águas do rio Passaúna eram os prêmios para aqueles que corajosamente enfrentavam a exposição ao sol e, às vezes, uma consequente insolação, para viverem aquela agradável aventura, naqueles tórridos verões do início da década de oitenta.

(Gilmar Ferreira-Verlinden)

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Esta é uma das histórias saudosistas que serviram de inspiração para a composição da canção Passaúna, da qual há um lyric vídeo no canal Gilmar Ferreira-Verlinden no YouTube. 

COLÔNIA AMUREROS: INCÓGNITA NA HISTÓRIA DA CIC

 COLÔNIA AMUREROS: INCÓGNITA NA HISTÓRIA DA CIC


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Um pouco de História, ainda mais quando conectada à Arqueologia e à Antropologia, sempre faz bem à nossa imaginação e à nossa curiosidade.

E se quando ouvimos falar de gregos e romanos já nos causa tamanha fascinação, deveríamos ficar ainda mais curiosos e interessados ao atentarmos para a História local.

A História do Bairro deveria ser a mais importante, a mais comentada e a mais lembrada por seus habitantes.

Então, lembrando um pouco da história do maior e mais populoso bairro do Sul do Brasil, a Cidade Industrial de Curitiba - CIC, que foi implantado na década de 70 para impulsionar a industrialização da capital paranaense, e que hoje é uma verdadeira cidade com funções diversificadas, relembro um fato interessante ligado à instalação do distrito industrial de Curitiba: o desaparecimento da Colônia Amureros.

A CIC foi criada com o desmembramento territorial de alguns bairros, como o antigo Prado de São Sebastião, parte do Campo Comprido e parte do Tatuquara. E neste último se situava a Vila Amureros, uma colônia formada por adventistas do sétimo dia, que foi desapropriada para dar lugar a uma das primeiras empresas da CIC, a Robert Bosch.

Apesar de se tratar de história relativamente recente, cerca de quatro décadas, os registros históricos sobre a Colônia Amureros são escassos.

Para saber que fim levou aquela colônia requerer-se-ia uma investigação profunda nos arquivos da Prefeitura de Curitiba, IPPUC e também na instituição religiosa adventista, já que a literatura se resume a algumas poucas citações.

Mas, em um determinado dia do início da década de 80, eu peguei a minha bicicleta e fui dar um passeio pela CIC. E bem próximo da Bosch, eu encontrei um descampado e resolvi dar uma olhada.

E quando o descampado já começava a se transformar em mata fechada, eu desci da bicicleta e encontrei as ruínas de uma casa. Ainda havia pilares de tijolos e a escada que deveria dar acesso ao interior da residência.

Esse foi, provavelmente, o contato mais direto que eu cheguei a ter com a Colônia Amureros, ou com o que havia sobrado dela.

Mas, descobrir o que realmente aconteceu com aquela colônia seria quem sabe trabalho para algum mestrando em Antropologia ou História, numa esforçada tarefa de construir uma dissertação.

E, a propósito, espero não demorar para ver uma empolgante defesa desse tema.

(Gilmar Ferreira)

Mas a rua 3333 tinha um significado. Era o lugar de passagem. Ela ligava o final da Rua Pedro Gusso com a Estrada Velha de Araucária. Portanto, era caminho para o Passaúna, para o lago Pianowski, São Miguel e Colônia Thomaz Coelho.

 Mas a rua 3333 tinha um significado. Era o lugar de passagem. Ela ligava o final da Rua Pedro Gusso com a Estrada Velha de Araucária. Portanto, era caminho para o Passaúna, para o lago Pianowski, São Miguel e Colônia Thomaz Coelho.


Pode ser uma imagem de ferroviaRUA 3333

Eu não sei por que a Rua 3333 tinha esse nome. Não existia a rua 3332, nem a 3334. Mas a 3333 existia. E, apesar do nome que indica grandeza, ela era pequena, era uma rua de apenas duas quadras. Era a rua que dava acesso à estação ferroviária do Barigui. Uma rua que enquanto levou esse nome não foi pavimentada senão por pedras e saibro.

Mas a rua 3333 tinha um significado. Era o lugar de passagem. Ela ligava o final da Rua Pedro Gusso com a Estrada Velha de Araucária. Portanto, era caminho para o Passaúna, para o lago Pianowski, São Miguel e Colônia Thomaz Coelho.

E a presença da estação Barigui e da ferrovia davam à rua 3333 uma característica peculiar. Um ar de colônia antiga, de lugar incomum.

A rua 3333 era também um aviso de chegada, quando transitávamos por ela, na volta, no sentido inverso. Era passagem na ida, era passagem na volta.

A rua 3333 não existe mais. Não com este nome e não com essas características. Agora ela tem outro nome, é asfaltada, não existem mais as velhas casas de madeira, nem mesmo a estação, sequer os trilhos. Mas ela permanecerá na memória como um belo e bucólico lugar de passagem.

(Gilmar Ferreira-Verlinden)

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No início do prolongamento da antiga estrada do Capão Raso, hoje Pedro Gusso, na primeira casa, havia uma placa de nome de rua (feita de latão, com fundo verde e letras brancas) que dizia: Rua (espaço em branco) 3333 (em letras garrafais) – Vila Nossa Senhora da Luz dos Pinhais (embaixo, com letras pequenas). Foi inevitável chamar essa rua de 3333, graças a uma placa com informações ambíguas. Provavelmente, 3333 era o número da casa, mas a placa deixava dúvidas.

Rua Buenos Aires.À esquerda é onde hoje há a Praça Afonso Botelho.Foto de 1958

 Rua Buenos Aires.À esquerda é onde hoje há a Praça Afonso Botelho.Foto de 1958


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Expedição na Estrada da Graciosa nos anos 20, provavelmente de Colonos Foto de Pedro Lima.

 Expedição na Estrada da Graciosa nos anos 20, provavelmente de Colonos
Foto de Pedro Lima.


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Nesta foto de 07/09/1946, os alunos do Colégio Santa Maria, de Curitiba, desfilam no dia da Independência do Brasil com seus uniformes de gala, tendo ao lado um padre paramentado com seu hábito preto e colarinho branco, motivo pelo qual os clérigos da instituição foram apelidados de "Urubus do Papo Branco".

 Nesta foto de 07/09/1946, os alunos do Colégio Santa Maria, de Curitiba, desfilam no dia da Independência do Brasil com seus uniformes de gala, tendo ao lado um padre paramentado com seu hábito preto e colarinho branco, motivo pelo qual os clérigos da instituição foram apelidados de "Urubus do Papo Branco".


Pode ser uma imagem de 2 pessoasERAM CHAMADOS URUBUS DO PAPO BRANCO

Nesta foto de 07/09/1946, os alunos do Colégio Santa Maria, de Curitiba, desfilam no dia da Independência do Brasil com seus uniformes de gala, tendo ao lado um padre paramentado com seu hábito preto e colarinho branco, motivo pelo qual os clérigos da instituição foram apelidados de "Urubus do Papo Branco".

Pois bem, ao que tudo indica, eles não se incomodavam com o apelido e prosseguiam na sua sagrada missão de educadores, com a austeridade necessária.

Em certa ocasião, o padre Rubens, um dos professores do Colégio Santa Maria, estava ministrando uma aula que acabou com o seguinte desfecho:

"O Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção do Paraná, Mansur, por volta de 1946/47, estudava no Colégio Santa Maria.

Naquela época, os "padres" ainda usavam batina preta com um peitilho branco. Por essa combinação de cores eram chamados "urubus de papo branco".

Mansur, filho de família abonada, vestia-se com elegância, desfilava com um Ford cupê 1946, enfim, era de fino trato. Uma de suas irmãs casou-se e o Mansur na véspera, foi ao salão Ferro, na rua XV de Novembro, deu um trato geral, inclusive poliu as unhas, como era moda na época.

Na segunda-feira, após o casamento, Mansur chegou ao Colégio ainda com os vestígios do "trato" da sexta. O "padre" da hora, irmão Rubens, chegado ao deboche, passou pelo Mansur, tirou uma "fina" das unhas do "turco" e subiu para o estrado onde ficava sua mesa.

Com ar superior, sem encarar ninguém em particular, afirmou, ante uma classe muda:
"Que eu saiba, quem pinta unhas é mulher!"

A sala parou de vez, a maioria sem saber do que se tratava. Só os vizinhos da carteira sabiam a quem se dirigia a ironia.

Mansur levantou-se calmamente, olhou para os dois lados, encarou o "irmão Rubens" e largou:
"E quem usa saia também..."

(Texto do escritor Luiz Alfredo Malucelli / Foto, Arquivo Gazeta do Povo)

Paulo Grani

A GRIPPE HESPANHOLA EM CURITIBA, EM 1918 " 'Deus queira que esse caso de grippe hespanhola seja como o ruído do tambor, vazio por dentro.' A frase, pinçada de uma notícia do jornal curitibano A República, de 28/09/1918

 A GRIPPE HESPANHOLA EM CURITIBA, EM 1918
" 'Deus queira que esse caso de grippe hespanhola seja como o ruído do tambor, vazio por dentro.' A frase, pinçada de uma notícia do jornal curitibano A República, de 28/09/1918


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A GRIPPE HESPANHOLA EM CURITIBA, EM 1918
" 'Deus queira que esse caso de grippe hespanhola seja como o ruído do tambor, vazio por dentro.' A frase, pinçada de uma notícia do jornal curitibano A República, de 28/09/1918, delatava o começo dos casos de gripe espanhola em Curitiba. A 'mãe de todas as pandemias' – como foi batizada mais tarde – tem características parecidas com as da atual pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus, mas a humanidade perdeu muito naquele momento por não procurar o isolamento social, contabilizando 20, 30, 100 milhões de mortos, não se sabe ao certo.
Em setembro de 1918, a gripe espanhola estava apenas começando na capital paranaense, trazida num rastro fúnebre do Rio de Janeiro, considerado o epicentro da moléstia no Brasil. Lá, chegou-se a registrar mil mortos num só dia, e os cadáveres se amontoavam em frente às casas. Notícia de outro jornal curitibano, o Diário da Tarde, de 1910/1918, com a manchete “A Gripe Hespanhola por toda parte”, detalhou a situação que se alastrava naquele momento por todo Brasil, especialmente na capital carioca: “a molestia se manifestou com uma intensidade nunca verificada em outras epidemias. 500 mil pessoas no Rio sentem o mesmo mal. O commercio fechou, paralysou se o trânsito...”. Relatou ainda casos iniciais em Curitiba: “Em Coritiba ha influenza hespanhola”, citanto “pessoas recem vindas do Rio de Janeiro” que “enfermaram e guardam o leito”.
A epidemia se espalhou no país por causa de um navio inglês chamado Demerara, vindo de Portugal, que parou em Recife, Salvador e Rio de Janeiro em setembro, com marinheiros que desembarcaram doentes. [...]. O mundo enfrentava a 1ª Guerra Mundial e a Espanha, por não estar entre os combatentes, foi o único país a noticiar inicialmente os casos (embora já estivessem espalhados por vários países), enquanto os jornais das nações em guerra foram proibidos de dissipar a notícia da doença para não causar pânico nas tropas.
Em Curitiba, o Diário da Tarde de 29/10/1918 destacou comunicado do Ministério da Justiça e Negócios Interiores: “É impossível evitar a propagação da epidemia de grippe por não existir um preventivo seguro capaz de evitar a infecção.” No entanto, pedia “tranquilidade”, “não fazer visitas”, além de “evitar toda fadiga” e “tomar um laxante a cada 4 dias afim de trazer o tubo digestivo sempre desembaraçado.”
“Não frequentem locais onde haja aglomeração de pessoas. Mantenham o mais escrupuloso asseio pessoal, lavem a boca, garganta e fossas nasais com um desinfetante, diversas vezes ao dia e principalmente antes das refeições, que nunca devem fazê-las nos ambientes infectados. Lavem frequentemente as mãos, sobretudo antes de usar qualquer alimento”, aconselhou o Dr. Trajano Reis, da Diretoria Geral do Serviço Sanitário, no jornal A República de 21 de outubro – seus comunicados nos jornais eram quase que diários e ele ficou famoso pelo trabalho de combate e prevenção na capital.
No livro dos Atos da Câmara de Curitiba, constam três decretos de 1918 assinados pelo prefeito da época, João Antonio Xavier, sobre as restrições impostas na cidade. O primeiro foi no dia 24 de outubro, suspendendo o funcionamento dos “cinemas e outras casas de diversões desta capital”. Também aconselhava “insistentemente” que se evitasse aglomerações, principalmente à noite. O decreto seguinte, de 9 de novembro, autorizou, aos domingos e feriados, o comércio de “seccos e molhados e pharmacias a permanecerem com seus estabelecimentos abertos enquanto perdurar a epidemia de grippe ora reinante”. Um ato do prefeito, de 11 de novembro daquele mesmo ano reforçava a determinação do fechamento das casas de diversões até o dia 30 do mesmo mês, a despeito de “petições apresentadas pelos proprietários” dos referidos estabelecimentos.
Em novembro, ao mesmo em tempo que o Mundo comemorava o fim da Primeira Guerra Mundial, também chorava seus mortos da pandemia. “A cessação da guerra com a Alemanha foi firmada. O regozijo pela terminação da guerra é enorme em todas as grandes cidades do mundo”, noticiou o Diário da Tarde numa sexta-feira, 8 de novembro, assim como relatou casos de gripe espanhola por todo o estado do Paraná e o que estava sendo feito para combatê-la.
No dia 19 do mesmo mês, trazia “uma estatística desconsoladora”, comparando o número de mortos com o número de nascimentos: “de 22 a 29 de setembro nasceram 31 pessoas e morreram 22; de 30 de setembro a 6 de outubro, nasceram 36 e morreram 21”; “… de 4 a 10 do mez corrente já temos 86 nascimentos e 62 óbitos”. Mas os dados misturavam os falecimentos por outras razões. Em 18 de dezembro, denunciou: “A Colonia Umbará, distante três léguas da capital, está assolada pela terrível peste hespanhola. Esta, de dia para dia vae dizimando uma grante parte dos colonos e caboclos dessa cidade.”
Remédios milagrosos
“Não há remédio específico. Todos são bons e nenhum presta. Sobretudo nos casos leves. Quer dizer que a grippe é como um tufão. Passa logo, quando não mata, o que tem se verificado nas epidemias brasileiras, em geral benignas”, escreveu Dr. Espindola em um artigo publicado no A República de 18 de outubro de 1918.
Não havia remédio específico? Logo apareceram no comércio fórmulas milagrosas apresentando soluções: “Cuidado com a Hespanhola! Use o poderoso ‘antiputrido’ Balsamo Santa Helena, desinfectante analgésico, inimigo do máu cheiro!”. “Influenza Hespanhola. É indispensável lavar-se seguidamente as fossas nasaes com espuma de sabonete de Creol.”
Que tal os comprimidos Oxyform: “oxygenio solidificado, o melhor medicamento profilatico e curativo, contra todas as moléstias infecciosas adquiríveis por via boccal, taes como Ilfluenza hespanhola, grippe, coqueluche, peste pulmonar e cholera. Experimente, exclusivo no Paraná.”
Parece brincadeira, mas houve também uma fábrica de bolachas prometendo cura: “Para evitar efficazmente as fataes recahidas de grippe recomenda-se aos convalescentes as afamadas bolachas Lucinda.” Propaganda publicada no jornal Diário da Tarde, de 20/11/1918.
Depois de dezembro, as notícias e propagandas nos jornais curitibanos a respeito passaram a ser cada vez mais escassas, dando a entender que, em Curitiba, teria voltado ao normal. Conta-se que na cidade foi 384 o número de vítimas fatais da gripe espanhola. Como afirmou Dr. Espindola, foi mesmo “como um tufão”.
(Extraído de: cmc.pr.gov.br)
Paulo Grani

quinta-feira, 14 de abril de 2022