terça-feira, 26 de abril de 2022

Cartão Postal, da primeira década de 1900, com o título "Curityba - Avenida Luiz Xavier", tendo a avenida com três pistas separadas por duas fileiras de árvores recém-plantadas. Na pista central, os trilhos dos velhos bondinhos ainda puxados por burros.

 Cartão Postal, da primeira década de 1900, com o título "Curityba - Avenida Luiz Xavier", tendo a avenida com três pistas separadas por duas fileiras de árvores recém-plantadas. Na pista central, os trilhos dos velhos bondinhos ainda puxados por burros.


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Dando continuidade à série Cartões Postais de Curitiba, hoje contemplamos este histórico Cartão Postal, da primeira década de 1900, com o título "Curityba - Avenida Luiz Xavier", tendo a avenida com três pistas separadas por duas fileiras de árvores recém-plantadas. Na pista central, os trilhos dos velhos bondinhos ainda puxados por burros.

Nunca imaginei que essa alameda um dia tivesse tido essa concepção que permitiu até dois canteiros plantados com árvores que, se mantidas, hoje seriam frondosas e, certamente, teriam importância suficiente para sua preservação, o que mudaria completamente o aspecto atual do logradouro.

À direita da foto, sobressai a "Pharmacia Cypriano", pouco citada nos anais da história curitibana, porém, muito importante pela sua localização. Hoje falaremos de sua existência e de seus fundadores:

No jornal curitibano "A Notícia", de 1907, encontramos publicidade dela com atendimento médico "grátis aos pobres".

A "Pharmacia Cypriano", onde hoje está o Edifício Garcez, foi montada na primeira década de 1900, pelo farmacêutico Cypriano Gonçalves Marques e pelo seu filho Gastão Pereira Marques, também farmacêutico, graduado pela Faculdade de Medicina e Farmácia do Rio de Janeiro, major da PMPR e professor da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Paraná.

Em 1909, a Pharmacia Cypriano recebeu em seu quadro de sócios o farmacêutico Antiocho Pereira, sobrinho de Cypriano, logo após sua transferência do Rio de Janeiro para Curitiba.

Paulo Grani

LEMBRANÇAS DA NOVA RODOVIÁRIA, AGORA RODOFERROVIÁRIA Nossa nova (já velha) Rodoviária de Curitiba, em foto da década de 1970. Inaugurada em 1972, ja foi um ícone arquitetônico do passado da cidade.

 LEMBRANÇAS DA NOVA RODOVIÁRIA, AGORA RODOFERROVIÁRIA
Nossa nova (já velha) Rodoviária de Curitiba, em foto da década de 1970. Inaugurada em 1972, ja foi um ícone arquitetônico do passado da cidade.


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LEMBRANÇAS DA NOVA RODOVIÁRIA, AGORA RODOFERROVIÁRIA
Nossa nova (já velha) Rodoviária de Curitiba, em foto da década de 1970. Inaugurada em 1972, ja foi um ícone arquitetônico do passado da cidade.
Quantas vezes já aguardei partidas em suas plataformas, tanto na ala estadual quanto na interestadual. Quando tinha que esperar muito tempo nela, percorria cada metro de seus corredores e pisos procurando o que fazer. Quase sempre, acabava degustando alguma coisa em suas lanchonetes, procurando desviar meus olhos daqueles sanduíches de dois anteontens ou das secas coxinhas que ficavam secando nas vitrines térmicas Às vezes, entrava em um dos restaurantes, pedia um filé mignon a parmegiana, não sei porquê.
Lembro-me que, logo após sua inauguração, o que mais se falava do conjunto das lojas de comércio, era acerca da loja de mágicas e congêneres, inaugurada no piso superior. Um produto dela, que fez sucesso na época, era o caixãozinho de defunto que tinha um cadáver que tirava a mão para fora; outro era um pequeno boneco vestido com um longo hábito de padre que, se apertasse a mão sobre a cabeça ... nem conto.
Assim, cada lojinha tinha ou ainda tem, seus atrativos. Por último, entrava em alguma revistaria/livraria e comprava alguma edição para ler durante a viagem que me aguardava.
Lembro-me que, dentre as grandes novidades apresentadas ao público, além da integração rodo-férrea, o rigor britânico no horário da partida dos ônibus fazia qualquer usuário postar-se para o embarque com a mesma disciplina.
Quanto aos guichês, desde o começo, a maioria das empresas deixou a desejar. Os funcionários se portavam com indiferença no trato aos passageiros, pois, grande parte delas, naquele começo, tinha exclusividade nas linhas,portanto, não havia concorrência. Era rara a empresa que permitia o passageiro escolher o banco, situação que, com o passar do tempo, passou a ser um diferencial e, hoje, algo, indispensável.
Um sufoco, quando havia um só funcionário para emitir os bilhetes escritos à mão e, a segunda via, com carbono embaixo, para controle deles. O relógio parecia disparar e, os motoristas não podiam esperar. Mas, como tudo no Brasil, criaram um jeitinho: O ônibus partia da plataforma no horário exato e, lá na curva, antes de sair da rodoviária, ficava aguardando os retardatários, correrem para não perder a viagem.
Por fim, não sei se infelizmente ou felizmente, já faz uns dez anos que lá não precisei ir. A reforma feita recentemente, para a Copa de 2014, parece ter dado um pequeno up-grade mas, ao que tudo indica, ela também já esta com os dias contados.
Paulo Grani.

" A SORTE E A FALTA DE SORTE " "Era ali por 1959 ou 1960. Lembro que a televisão estava engatinhando em Curitiba. Da Alameda Dona Julia da Costa (assim chamada em homenagem à pioneira da educação do Paraná), a criançada, a maioria alunos do Grupo Escolar professor Cleto, avistava os arranha-céus do centro da cidade:

 " A SORTE E A FALTA DE SORTE "
"Era ali por 1959 ou 1960. Lembro que a televisão estava engatinhando em Curitiba. Da Alameda Dona Julia da Costa (assim chamada em homenagem à pioneira da educação do Paraná), a criançada, a maioria alunos do Grupo Escolar professor Cleto, avistava os arranha-céus do centro da cidade:


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" A SORTE E A FALTA DE SORTE "
"Era ali por 1959 ou 1960. Lembro que a televisão estava engatinhando em Curitiba. Da Alameda Dona Julia da Costa (assim chamada em homenagem à pioneira da educação do Paraná), a criançada, a maioria alunos do Grupo Escolar professor Cleto, avistava os arranha-céus do centro da cidade: o Asa, em construção; o Garcez; o Comendador Vasconcelos; o Kwasinski; o Santa Júlia; e o Tijucas, que se destacava dos demais por ostentar, no alto dos seus vinte andares, a antena do canal 12, em forma de borboleta.
Da mesma alameda, pudemos assistir, em tempos sucessivos, lá no centro, o clarão de três incêndios, que levaram o Cine Luz, os últimos andares do Edifício João Alfredo e o Supermercado Abagge.
Era uma época em que as emissoras de TV ainda faziam programas de auditório com produção local.
Televizinho de carteirinha da Professora Irene Caruzo, cunhada do famoso apresentador Alcides Vasconcellos, animei-me à aventura de assistir ao vivo um desses programas, o do vovô Moraes, nas salas do Edifício Tijucas que faziam às vezes de auditório para o "Canal Doze".
Na entrada, a gurizada ganhava um ingresso numerado, valendo como bilhete para sorteios. Ganhei daquela vez o número 18.
Acontece que levávamos de casa, para soltar das alturas do Tijucas, folhas de papel picado, aviões de papel e, naquele domingo, meu ingresso virou avião também.
No meio do programa, saiu sorteado, para o prêmio principal - um carro de bombeiros de pedal, com sino no capô e tudo mais - exatamente para o número 18!
Calado, senti a perda, - a sorte e a falta de sorte... "
(Texto do economista Napoleão Côrtes Neto, publicado em Histórias de Curitiba)
Paulo Grani

RELEMBRANDO O GRANDE HOTEL MODERNO DE CURITIBA O Grande Hotel Moderno de Curitiba ficava na Rua XV de Novembro nº 583 e teve início no começo da década de 1910. Seu primeiro proprietário foi o italiano Ernesto Zanchetta.

 RELEMBRANDO O GRANDE HOTEL MODERNO DE CURITIBA
O Grande Hotel Moderno de Curitiba ficava na Rua XV de Novembro nº 583 e teve início no começo da década de 1910. Seu primeiro proprietário foi o italiano Ernesto Zanchetta.


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Complexo arquitetônico do edifício do Grande Hotel Moderno, na rua XV de Novembro.
(Foto: Casa da Memória)

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Logomarca do Grande Hotel Moderno, usada à época em folders e mídia.

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Autoridades ocupam o salão principal do Grande Hotel de Curitiba por ocasião de uma comemoração.
Foto: Acervo Paulo José Costa.

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Almoço de confraternização do pessoal do Rotary Clube de Curitiba no salão principal do GHM, década de 1940.
Foto: Acervo Paulo José Costa

Pode ser uma ilustração de área internaEscrit. Folder de propaganda do GHM, década de 1910, mostra parte de uma das salas reservadas.
Foto: Osvaldo Born.

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Folder de propaganda do GHM, década de 1910, mostra o salão do café matinal.
Foto: Osvaldo Born.
RELEMBRANDO O GRANDE HOTEL MODERNO DE CURITIBA
O Grande Hotel Moderno de Curitiba ficava na Rua XV de Novembro nº 583 e teve início no começo da década de 1910. Seu primeiro proprietário foi o italiano Ernesto Zanchetta. Depois passou para Francisco Johnscher e posteriormente para seu filho, Fredi Johnscher, que ficou com o hotel até 1975.
O GHM sempre inovou. Foi um dos primeiros estabelecimentos a ter rede de telefonia interna, água quente e fria encanada, quartos privativos, lavanderia própria à vapor, com estufa, câmera frigorífica, onde se entrava para colocar e retirar alimentos, tipografia, tapetes persas, roupa de cama de linho, cobertores de lã, travesseiros de pena de pato, jardineiras para o transporte de seus hóspedes.
Na ocasião, a média de permanência de um hóspede no Hotel era de quinze dias. Ele vinha à Curitiba normalmente a negócios e com a sua reserva já feita por telegrama. Em sua maioria eram comerciantes, que deixavam suas mercadorias expostas em salões, ao lado do Grande Hotel, na rua XV de Novembro, onde hoje funciona o Café Alvorada, e realizavam ali mesmo as compras e vendas de produtos.
A administração do hotel incluía na diária as três refeições básicas: café da manhã, almoço e jantar. E para esse sistema, o menu também era diário. Para o almoço e o jantar havia sempre: uma entrada fria, sopa, dois pratos variados e um terceiro à base de carne, mais a sobremesa e o cafezinho.
Seu cardápio à la carte: Filé de peixe à romana; Filé de peixe à milanesa; Filé de peixe com molho de camarão Camarão à grega; Camarão à baiana Camarão à doré; Risoto de camarão; Lasanha; Talharim com molho (al sugo); Espaguete com molho (al sugo); Frango assado; Risoto de frango; Supreme de frango; Costeleta de porco grelhada ou à milanesa; Rosbife; Escalope de vitela vienense; Escalope de vitela ao madeira com champignon; Omeletes diversas; Fígado grelhado ou à milanesa;
A sra. Johnscher registrava todos esses menus em livro próprio, para não acontecer a repetência freqüente dos pratos. O cliente recebia o menu impresso com os tipos em relevo. A proprietária é quem dirigia a cozinha e tinha o controle do consumo e da programação de todos os cardápios.
Segundo o sr. Fredi Johnscher, "essa sistemática era interessante para o hotel, que conseguia planejar receitas e despesas pois sempre tinha o número certo de comensais, e para o hóspede, que por falta de opções em termos de restaurante na cidade, encontrava um cardápio variado no Grande Hotel."
Quando entrou em funcionamento a telefonia automática, lá por volta de 1959, o Grande Hotel resolveu inovar no gerenciamento das diárias. O sr. Fredi conta, "acreditamos que era hora de mudar. O restaurante não poderia trabalhar mais com menu diário, teria que ser à la carte, e a diária deveria ser só com café da manhã; o restaurante ficaria separado. Tudo isso, porque o cidadão não vai mais ficar no Hotel, ele vai resolver os seus problemas por telefone. Chegamos ao ponto dos quinze dias de permanência cair para uma média de dois dias."
Todos os pratos eram feitos no fogão à lenha, utilizando-se panelas de ferro e de níquel. Os grelhados, na chapa desse fogão. Os doces, as tortas e os sorvetes também eram feitos no próprio hotel, que tinha, inclusive, uma tipografia para imprimir os menus.
O requinte do restaurante do Grande Hotel estava não só na qualidade da comida, mas também na louçaria utilizada: porcelana, cristais e prata. A louçaria inicial veio da Europa, e as reposições foram feitas com produtos brasileiros. Para completar o refinamento do ambiente, havia diariamente um conjunto musical: piano, violoncelo e violino, que abrilhantavam os jantares. Os garçons usavam calça preta de listra, paletó branco e avental. O maítre trajava smoking. Todos impecáveis!
Em termos da clientela do restaurante do Grande Hotel pode-se dizer que, durante a semana, era composta basicamente dos hóspedes do próprio hotel, de homens de negócios, de políticos. E aos domingos, no almoço, de famílias curitibanas tradicionais.
O Grande Hotel Moderno funcionou até 1975, sempre com muita qualidade, com muito luxo, com muito requinte!
Valêncio Xavier, um antigo cliente, relatou: "Quando vim para Curitiba, em 1952-53, o Grande Hotel Moderno me chamou a atenção pela comida que era servida, pelo tratamento do maître, pelo ambiente refinado, pelo conjunto musical, pelas mesas bem postas. Era uma espécie de programa sofisticado comer no Grande Hotel.
Os mesmos proprietários tinham também o Hotel Johnscher, na Barão do Rio Branco, que mantinha o mesmo requinte da comida do Grande Hotel Moderno.
(Compilado de: teses.ufpr.gov.br / Maria do Carmo Marcondes Brandão Rolim)
Paulo Grani

Praça 29 de Março. Ano: 1966 Fonte: Foto extraída do site "GShow - Bicho do Paraná"

 Praça 29 de Março.
Ano: 1966
Fonte:
Foto extraída do site "GShow - Bicho do Paraná"


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Rua da Liberdade (Barão do Rio Branco), a esquerda a Praça Eufrásio Correia - 1905. Acervo - Casa da Memória.

 Rua da Liberdade (Barão do Rio Branco), a esquerda a Praça Eufrásio Correia - 1905.
Acervo - Casa da Memória.


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Antigo Campo do União Ahú - Estribo Ahú. (Onde hoje é o Colégio Ângelo Gusso) 1962 Foto - Multford

 Antigo Campo do União Ahú - Estribo Ahú.
(Onde hoje é o Colégio Ângelo Gusso)
1962
Foto - Multford


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Estação Ferroviária de Curitiba, na década de 1940.

 Estação Ferroviária de Curitiba, na década de 1940.


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Rua Barão do Serro Azul, esquina com a Rua Paula Gomes. (04JUN1942)

 Rua Barão do Serro Azul, esquina com a Rua Paula Gomes.
(04JUN1942)


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Rua Ébano Pereira, na década de 1930. Ao fundo o Palácio Avenida.

 Rua Ébano Pereira, na década de 1930.
Ao fundo o Palácio Avenida.


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