domingo, 4 de janeiro de 2026

PARANÁ EM MOVIMENTO — SEGUNDA PARTE: OFICINAS QUE REPARAVAM O FUTURO, RÁDIOS QUE CONECTAVAM O ESTADO E INDÚSTRIAS QUE ALIMENTAVAM O BRASIL

 PARANÁ EM MOVIMENTO — SEGUNDA PARTE: OFICINAS QUE REPARAVAM O FUTURO, RÁDIOS QUE CONECTAVAM O ESTADO E INDÚSTRIAS QUE ALIMENTAVAM O BRASIL

PARANÁ EM MOVIMENTO — SEGUNDA PARTE: OFICINAS QUE REPARAVAM O FUTURO, RÁDIOS QUE CONECTAVAM O ESTADO E INDÚSTRIAS QUE ALIMENTAVAM O BRASIL


Página 48 — Oficina Curitiba: A Mecânica que Movia o Paraná

Aqui, a engenharia se encontra com o cotidiano. O título “OFICINA CURITIBA” já diz tudo — é o coração mecânico da capital. Abaixo, o nome da empresa: Santo Vendrametto & Cia. Ltda., com seu logotipo estilizado e uma foto do prédio da oficina, com telhado de zinco e fachada simples, mas funcional. É o tipo de lugar onde carros eram salvos, motores ressuscitados e caminhões voltavam à estrada.

O texto é uma lista de serviços impressionante: “Mecânica, Pintura, Seleria, Carpintaria, Soldas Elétricas, SOLDAS A OXIGÊNIO, Retificação de Cilindros, Carga de Acumuladores, Vulcanizações e Óleo Diesel”. Tudo isso sob um único teto — e não qualquer teto, mas o da “maior oficina do Estado do Paraná”, como dizem orgulhosos no anúncio.

Eles até têm uma “Ferraria com confecções de Molas para todos os carros”, o que mostra que não eram só reparadores — eram fabricantes, inovadores. O endereço? Rua Chile, 1051 (Esq. Mal. Floriano Peixoto). Telefone? “VENDRAPA”, porque naquela época os telefones tinham nomes, não números. E o telefone real? 4-3-6. Simples, direto, eficiente.

Curitiba, Paraná, Brasil — três palavras que resumem o alcance dessa oficina. Não era só local — era referência.


Página 49 — Impressora Paranaense S.A.: O Papel que Contava a História

Passamos para o mundo da comunicação gráfica. A IMPRESSORA PARANAENSE S.A. aparece com um logotipo moderno — as letras “IP” dentro de um círculo — e um texto que promete “TRABALHOS GRÁFICOS EM GERAL”: teses, revistas, livros, impressos, ações, cartazes, prospectos, catálogos. Tudo, inclusive ilustrações, mapas e quadros — e com “CLICHERIA PRÓPRIA”, o que era sinônimo de qualidade e autonomia.

O endereço é o mesmo de antes: Rua Comendador Araujo, 731-747, em Curitiba. Telefones: 4091 e 4092. Caixa Postal: 326. Um verdadeiro centro de produção gráfica, capaz de atender desde pequenos negócios até grandes empresas e instituições.

E ao lado, o anúncio da Rádio Difusora de Paranaguá Ltda. — uma estação que “é a onda mais ouvida em todo o litoral do Paraná”. O slogan é poderoso: “UM EXCELENTE VEÍCULO PARA A SUA PUBLICIDADE”. O endereço? Rua Presciliano Corrêa, 9 — Fone: 189 — Caixa Postal: 107. O escritório em Paranaguá, no “Estádio do Paraná”.

É curioso ver como a comunicação estava se expandindo: a imprensa escrita e a rádio trabalhando lado a lado, cada uma com seu público, sua força, sua voz. O Paraná estava se conectando — por papel e por ondas de rádio.


Página 51 — Engenheiros, Tratores e Rádios: O Trio que Transformava o Estado

Aqui temos uma página repleta de energia intelectual e técnica. No topo, o anúncio da CATION & CIA LTDA., representante de marcas internacionais como Caterpillar Tractor Co., Allis-Chalmers, International Harvester, Link-Belt Speeder Corp. e Iowa Manufacturing Company. São tratores, motoniveladoras, motores diesel — tudo o que um estado em crescimento precisava para construir estradas, abrir terras e modernizar a agricultura.

O texto explica que a empresa oferece “peças para veículos para transporte, agrícolas e industriais”, além de “serviço técnico especializado”. Eles são “representantes exclusivos” — o que significa que, se você queria um trator Caterpillar no Paraná, tinha que ir até eles.

Logo abaixo, o anúncio da RÁDIO LONDRINA — uma emissora que operava em 820 kilociclos, das 18 às 18 horas, de segunda a sábado. O texto é entusiasmado: “Ocupam diariamente esta emissora... a mais potente emissora do Norte do Estado e Sul de São Paulo.” E o slogan? “POSTO AVANÇADO DO BRASIL NOVO.”

O endereço? Avenida Paraná, 978 — 1º andar — Sala 3. Telefones: 811 (Caixa Postal, 6). Eles até têm representantes em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro — mostrando que Londrina já era um polo regional importante.


Página 52 — Hospital São Lucas e Construtora Técnica: Saúde e Engenharia em Harmonia

Agora entramos no mundo da saúde e da construção civil. O Hospital São Lucas, fundado em 1946, é apresentado com orgulho: “Doutor de poucos dias será inaugurado em 31 de janeiro, em Curitiba, a Avenida Japão Gauthier nº 1946.” O hospital é descrito como “completamente equipado com os mais modernos aparelhos médicos”, incluindo “laboratório de análises clínicas, raio X, sala de cirurgia, enfermarias, consultórios e administração”.

O texto destaca que o hospital é “de caráter filantrópico”, o que significa que atende a todos, independentemente da condição financeira. Os médicos são listados: Dr. Roberto Camargo (Cirurgia Geral), Dr. Rui Santos (Cirurgia Geral), Dr. Carlos Valério (Cirurgia Geral), Dr. Esperidião Lopes (Clínica Médica), Dr. Fernando Vega Ribeiro (Anestesia) e outros. Uma equipe de elite, pronta para cuidar da população curitibana.

Ao lado, o anúncio da Construtora Técnica e Industrial Ltda., com seus engenheiros civis Samuel Chamecki e Renaldo Tha. Eles oferecem “obras marítimas, grandes estruturas, edifícios, engenharia em geral”, além de “especialidades de serralaria, carpintaria, ferroviário e desmontagem de máquinas”. O endereço? Rua 16 de Março, 209 — 7º andar — Sala 502. Telefone: 407 — Caixa Postal: 184.

É interessante ver como a saúde e a engenharia andavam juntas — o hospital sendo construído pela construtora, a cidade sendo transformada por engenheiros e médicos. Tudo em sintonia.


Página 53 — Indústrias Todeschini Ltda.: O Alimento que Nutria o Brasil

Por fim, a grande indústria alimentícia. A INDÚSTRIAS TODESCHINI LTDA. aparece com um desenho impressionante de sua fábrica — uma estrutura moderna, com chaminés, telhados de zinco e linhas retas, como se fosse um templo da produção. O texto anuncia: “MASSAS ALIMENTÍCIAS — MOINHO DE CEREAIS — CARAMELOS”.

O endereço? Avenida 7 de Setembro, 3029 — Curitiba. Telefone: 3548. Um número que hoje seria histórico — mas na época, era o símbolo de uma empresa que estava no topo da cadeia alimentícia paranaense.

E, para fechar com chave de ouro, o anúncio da IMPRESSORA PARANAENSE S.A. repete-se aqui, com o mesmo logotipo e os mesmos serviços. É como se o jornal quisesse reforçar: “Não importa o que você precise — seja massa, seja impresso, seja trator — nós temos o parceiro certo para você.”


E assim terminamos nossa segunda jornada pelas páginas de 1946. Nenhuma introdução, nenhuma conclusão — porque o Paraná daquela época não precisava delas. Ele estava em movimento, em construção, em expansão. Cada oficina, cada rádio, cada hospital, cada fábrica era um pedaço do futuro sendo construído. E nós, hoje, só temos que admirar — e celebrar — essa energia inesgotável.










PARANÁ EM MOVIMENTO: O ESTADO QUE CONSTRUIU SEU FUTURO EM 1946 — DA EDUCAÇÃO À INDÚSTRIA, DA COLONIZAÇÃO À ENGENHARIA

 PARANÁ EM MOVIMENTO: O ESTADO QUE CONSTRUIU SEU FUTURO EM 1946 — DA EDUCAÇÃO À INDÚSTRIA, DA COLONIZAÇÃO À ENGENHARIA

PARANÁ EM MOVIMENTO: O ESTADO QUE CONSTRUIU SEU FUTURO EM 1946 — DA EDUCAÇÃO À INDÚSTRIA, DA COLONIZAÇÃO À ENGENHARIA


Página 14 — Honra ao Colégio Estadual do Paraná

Aqui começa a celebração! A manchete anuncia em letras grandes: “Honrosa visita do Presidente da República ao Colégio Estadual do Paraná”. E não é só propaganda — é história viva. A foto principal mostra o prédio da escola, imponente, moderno, com linhas retas e janelas generosas, como se dissesse: “Este é o futuro da educação no Estado”.

Logo abaixo, outra foto: três homens em ternos impecáveis, sérios, mas radiantes. No centro, o Presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra, acompanhado pelo Governador do Paraná e provavelmente pelo diretor da escola. A legenda confirma: “O Exmo. Sr. General Eurico Gaspar Dutra, tendo em toda a Governadoria do Paraná, visitou o novo Colégio Estadual do Paraná, em sua fase final de construção.” Um momento de orgulho nacional e estadual.

E aí vem a cereja do bolo: o anúncio da CIA. CONSTRUTORA NACIONAL S.A., que assina a obra. O texto diz que o colégio é “uma das grandes realizações” da empresa — e eles têm razão para comemorar. Os endereços estão todos lá: Matriz no Rio de Janeiro, filiais em São Paulo e Bahia, e agência em Curitiba, na Rua 15 de Novembro, 439. Telefones, caixas postais, códigos telegráficos — tudo à disposição do leitor, como se fosse um convite para conhecer quem construiu o futuro.


Página 18 — Louças Cruzeiro: A Indústria que Aquecia as Mesas Paranaenses

Passamos para o mundo da indústria — e que indústria! A Cerâmica Brasileira Ltda., com sua fábrica “Cruzeiro” em Itaqui, é a estrela desta página. O título em negrito grita: “FÁBRICA DE LOUÇAS ‘CRUZEIRO’”, e a foto aérea da fábrica mostra uma estrutura industrial impressionante, com telhados de zinco, chaminés e pátios organizados — uma máquina de produção em pleno funcionamento.

O texto é claro e orgulhoso: produzem “Louças de pó de pedra, tijelas, canecas, chicaras, pratos, etc.”, tudo de “qualidade” e “cem por cento nacional”. Mão de obra paranaense, matéria-prima local — isso era patriotismo econômico na prática. Dez anos de atividade, dizem, “em prol da emancipação industrial e econômica do Paraná”. Eles não vendem só louças — vendem identidade.

O mercado? Nacional, claro: Paraná, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os diretores são nomeados: Alberto Nigro, Angelo Nigro, José Pedro Campezzo. O endereço da sede em Curitiba (Rua de Murici, 419) e o da fábrica em Campo Largo (Paraná) estão ali, como selos de confiança. Código telegráfico? “ALGRO”. Tudo perfeito, tudo funcional, tudo cheio de vida.


Página 19 — Colonização, Mapas e Terras: O Paraná sendo Desenhado

Agora entramos no mundo do planejamento estratégico. O título anuncia: “Notáveis realizações do Departamento de Geografia, Terras e Colonização da Secretaria de Viação e Obras Públicas do Estado do Paraná”. É um documento de governo, mas escrito com paixão.

O texto explica que a colonização do norte e nordeste do estado está sendo feita com rigor, seguindo planos de governo. O departamento é descrito como o motor dessa transformação: constrói estradas, pontes, escolas, hospitais, casas para administradores — tudo para integrar regiões remotas ao resto do Brasil. Eles até cuidam da distribuição de terras e da criação de novos municípios. Um verdadeiro exército da modernidade.

E o mapa? Ah, o mapa! Ele ocupa metade da página e é uma obra-prima de simplicidade e informação. Mostra os limites do estado, as divisões administrativas e as áreas de colonização, com números que correspondem aos textos. As legendas indicam “Divisões Administrativas” e “Divisões de Colonização”, mostrando como o Estado estava sendo redesenhado.

A nota final é de valorização: “A valorização se opera em ritmo jamais observado... nas quais a Rua de Curitiba vendeu terrenos a preço de Cr$ 150,00 o alqueire”. Isso não é só geografia — é economia, é futuro, é sonho concretizado.


Página 20 — Aranha & Cia.: Engenharia que Corta Montanhas

Por fim, a engenharia em seu auge! A ARANHA & CIA. aparece com um título grandioso: “CONSTRUÇÕES EM GERAL”, incluindo estradas de ferro, rodagem, pavimentações, pontes e terraplenagem mecânica. Escritório em Curitiba, agência em Paraná — presença total no Estado.

A primeira foto mostra uma paisagem montanhosa com uma estrada em construção. A legenda revela: “Túnel T3 construído pela firma na Variante Serra de São João para a Rede Viação Paraná-Santa Catarina, entre Ponta União e Matos Costa”. Detalhes técnicos? Claro! Extensão: 198 metros. Plataforma: 4,50 metros. Volume escavado: 6.000 m³. Custo: 7.000 mil cruzeiros. Uma obra de arte da engenharia civil.

A segunda foto mostra os “Edifícios da Estrada de Ferro Serra Pelado na Variante Serra de São João”. São cinco construções listadas: Estação Ferroviária, Casa para Agente, Casa para Telegrafista, 14 Casas para Operários e Casa para Feitor. Cada uma delas é um pedaço da infraestrutura que ligava o interior ao litoral.

O texto ainda menciona o escritório em Curitiba (Rua Carlos de Carvalho, 147), o endereço telegráfico (“ANARA”) e a caixa postal (842). Tudo organizado, tudo profissional, tudo com o espírito de quem constrói o futuro — literalmente.


E assim terminamos nossa viagem por essas páginas históricas. Não há introdução porque o Paraná de 1946 não precisava de apresentações — ele já estava em movimento. Não há conclusão porque a história continua, em cada tijolo, em cada estrada, em cada louça, em cada mapa. Este é o Paraná que construiu seu futuro — com as próprias mãos, com orgulho, com alegria. E nós, hoje, só temos que aplaudir.










Xale em crochê

 

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Colete, Chapéu e Xale

 

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