domingo, 15 de fevereiro de 2026

Uma história do Astronauta enfrentando um Novo Demônio

 

Uma história do Astronauta enfrentando um Novo Demônio




Compartilho uma história em que o Astronauta teve que livrar a Terra de ter dois Diabos dominando o planeta. Com 15 páginas, foi publicada em 'Cebolinha Nº 75' (Ed. Abril, 1979).

Capa de 'Cebolinha Nº 75' (Ed. Abril, 1979)

Começa com anjos subindo a "Escada da Ascensão Espiritual" no universo e um anjo para de subir no meio do caminho e senta na escada. Um anjo comenta que já aconteceu há milhões de anos e o último que fez isso foi confinado no planeta Terra e está até hoje provocando confusão com seu mau gênio, rebeldia e todos os seus poderes e deve acontecer com esse ser que acabara de sentar.

O outro anjo comenta que ele não parece ser mau e o outro ser diz que quando param de subir, começam a transforma-se e em seguida aparecem os Anjos Guardiões que só aparecem quando o equilíbrio do universo está ameaçado.

Eles perguntam ao Anjo porque parou, a ascensão é obrigatória. O Anjo responde que teve uma vaga lembrança quando eles podiam subir ou descer há milhões de anos, e teve saudade de quando tinham aquele alegre irresponsabilidade. Os Anjos falam da consequência dessa "alegre irresponsabilidade": gases e matérias em explosão contínua, constelações formando-se e desmanchando e o universo explodindo mil vezes, tudo por causa de forças terríveis que são desencadeadas quando algum deles resolve descer.

O Anjo fala que não estava descendo, apenas parou um pouco. O Anjo Guardião diz que nenhuma força pode parar no universo e, então, o Anjo resolve descer como rebeldia. O Anjo Guardião aciona a emergência que tem um anjo caído ameaçando o universo. Eles tentam a técnica do circuito alado dimensional para irem atrás dele e o Anjo não entende por que tata pressa deles.

Cada vez que desce, começa a transformação e ele passa a entender a preocupação dos anjos. Passa a se transformar em um diabo e diz que quanto mais desce, mais sente energia que nunca imaginou que tivesse no corpo, é a dor e a força de mil universos explodindo dentro dele. Os Anjos Guardiões unem as asas para a formação do circulo dimensional, cercam o Anjo Diabólico e conseguem se livrar do segundo Ser Diabólico e lamenta que o "Planeta Prisão" vai ter mais um diabólico motivo para se preocupar.

Nas proximidades da Terra surge o Ser Diabólico e ao ver a Terra e diz que seja quem for que viva lá, vai conhecer a força dos seus novos mil ódios e maldades. Astronauta estava próximo e Vê um vulto na sua nave e pensa que era um anjo no vácuo espacial. Ele vai conferir mais de perto. O Ser Diabólico considera o Astronauta uma coisa insignificante e que deve ser habitante do "Planeta Prisão" e joga o Astronauta de volta à nave apenas com um gesto. 

Astronauta vai checar o que é aquela criatura que pode ser perigosa para a humanidade e descobre que ele era um demônio, vindo de outra dimensão e com tantos poderes quanto o velho Diabo Terrestre. Comenta que o nosso Diabo deve ter vindo do mesmo lugar que ele e reconhece que existe de fato. O Ser Diabólico fala que tem bilhões de habitantes na Terra e vai gerar mais guerras, desconfiança e destruições  e o Velho Diabo exilado terá muita coisa que aprender com ele.

Surge o Velho Diabo da Terra e fala que mais um deixou de subir a escada e foi parar nos domínios dele. O Novo Demônio diz que era domínio até agora e pergunta por que ele não pensa em aposentadoria, Astronauta vê que eles estão discutindo e isso não pode acontecer, pois são muito poderosos e seria perigoso para a humanidade. O Velho Diabo fala para ele voltar para a escada como um bom diabinho e evitar aborrecimentos e o Novo Demônio sugere que para ele partilhar o mundo da Terra e se não concordar disputam duelo na força e ele ganha por ter a força de mil demônios novos.

Astronauta interrompe, avisando que se eles brigarem lá perto da Terra, vão destruir todo o sistema. O Novo Demônio fala que é o terráqueo insignificante de novo e Velho Diabo corrige que nenhum deles são insignificantes se podem ser grandes aliados e fora que Astronauta tem razão, quem quer que vença, vai ficar vagando pelo vácuo espacial porque não sobrará muita coisa do sistema solar se desencadearem todas as energias na luta.

Astronauta leva os demônios à sua nave e, através de aparelhos especiais, fazem brigar no universo neutro para não atingir a humanidade e dentro de uma hora, ele traz o vencedor do duelo. Então, o Novo Demônio volta à escada celestial e fica revoltado que foi enganado pelo humano e pretendia ensinar muitas coisas aos terráqueos. Logo reconhece que eles não tinham nada a aprender com um pobre diabo como ele e resolve subir a escada com os outros anjos.

Na nave, Astronauta comenta que um toque no botão "retorna às origens" e a Terra fica livre dos 2 Diabos, teve que enganá-los, mas não ficara com consciência pesada. Vão ficar lutando por uma hora e o vencedor da batalha mortal vai ficar toda eternidade esperando que ele ligue a máquina de retorno, e ficar para sempre vagando no vácuo espacial. Acha que foi uma ideia diabólica e dá gargalhada, mas logo percebe falou palavra "diabólica" e estranha.

No final, o Velho Diabo, vencedor do Duelo, estava em cima da nave do Astronauta, só esperando ele chegar na terra para voltar a domina ro Planeta Prisão, e comenta que desde o início já sabia da "ideia diabólica" do Astronauta com tanto tempo de serviço, não era difícil imaginar a verdadeira intenção do Astronauta.

História maravilhosa, envolvente do início ao fim mostrando a ideia da "Escada de Ascensão Espiritual", escada para aumentar o nível espiritual dos anjos, mas quando um anjo desce e se transforma no Diabo e é exilado no Planeta Terra. Mostra também como seria a Terra se tivessem dois diabos ou então ter um pior que o Diabo atual. Como não podia ter dois diabos na Terra, resolvem duelar e Astronauta aproveita para fazer os dois sumirem e não ter mais diabo na Terra, mas não contava com a habilidade do Velho Diabo já saber do seu plano e conseguiu reverter e voltar à Terra.

Como já estava sabendo das intenções, por isso o Velho Diabo aceitou e ainda disse que terráqueos podem ser grandes aliados. Astronauta não teve ética e pensava que podia enganar o Diabo, mas viu que não era bem assim. Percebeu que o plano deu errado quando falou a  palavra "diabólica" que, naquelas alturas, não devia mais existir e tudo devia estar em harmonia na Terra. Astronauta não podia destruir o Diabo porque na vida real ele ainda existiria e daria mensagem errada para os leitores, por isso o Diabo se deu bem nessa história.

Sensacional também ver a rebeldia do Novo Demônio em descer a "Escada de Ascensão Espiritual", a luta dos anjos guardiões para não desequilibrar o universo e a luta entre o Novo e o Velho Diabo para ver quem vai ficar governando a Terra. Interessante que Astronauta foi só aparecer a partir da página 7, roteirista quis deixar bem explicada a forma do Novo Diabo aparecer na Terra. No início também não falaram abertamente sobre diabos e que o anjo estava virando um novo diabo, só deixavam a  entender, e só foi sendo explicado melhor depois da presença do Astronauta. A Terra considerada como Planeta Prisão, um castigo para os seres maus foi legal também.

Capaz de até ter sido o Mauricio de Sousa o roteirista dessa, visto que nos anos 1970 ele gostava de escrever histórias longas de aventuras e com ar filosófico para personagens secundários como Astronauta, Horácio, Piteco, Turma da Mata. 

É considerada bem pesada para um gibi infantil e impublicável atualmente, sem dúvida, achariam traumatizante para as crianças. Nem pode mais ter diabos nos gibis, muito menos assim nesse nível. Na época, os gibis atendiam a todas as idades e por isso até era comum esse estilo de histórias. Depois, fizeram a história "O Deus Cebola" ('Cebolinha Nº 155' - Ed. Abril, 1985), antológica também, com esse tema da "Escada de Ascensão Espiritual" com a diferença naquela que o Anjinho teve ética de ajudar o Diabo no final e nessa, o Astronauta agiu de má fé, pensando que podia enganar o Diabo.

Os traços são um show a parte, sensacional ver desenhos assim bem detalhados, nunca foi visto o Diabo desenhado assim. O Astronauta ainda com bochechas pontiagudas, característico dos anos 1970 e na colorização, o Astronauta aparece com cabelo de cores diferentes, na época prevalecia com o cabelo branco, mas as vezes aparecia de cor amarelo e outras da cor da pele dele e nessa ficou variando cabelo entre branco e cor de pele, mas nada que tire a magia da história.

Tudo indica que nunca foi republicada até hoje, e, com isso, se torna bem rara, mas não seria republicada porque era considerada incorreta para os anos 1980, muito pelo contrário, por sinal, já que seguiam com histórias incorretas a todo vapor. É que pouquíssimas histórias de secundários dos anos 1970 foram republicadas por padrão. Nos Almanaques do Cebolinha, Cascão e Chico Bento só tinham histórias dos respectivos personagens. Já nos almanaques da Mônica, normalmente os chamados "Almanaques da Mônica" tinham histórias só dela e os com termo "Almanaque da Turma da Mônica" é que tinham também histórias com secundários e mesmo assim procurando colocar histórias mais curtas deles. Essa do Astronauta podia ser sido republicada a partir de 1984 a 1986 pela Editora Abril e por causa disso não deve ter sido. E na Editora Globo não foi por ter passado o tempo, ser considerada velha para republicação.

Curitiba, PR Data da foto original: 1944 Descrição da imagem: Rua São Francisco

 Curitiba, PR

Data da foto original:
1944
Descrição da imagem:
Rua São Francisco

sábado, 14 de fevereiro de 2026

"Humano, vejo que estás chorando porque chegou meu momento de partir.

 "Humano, vejo que estás chorando porque chegou meu momento de partir.



Não chores por favor, quero te explicar algumas coisas.
Tu estás triste porque eu fui embora, e eu estou feliz porque te conheci.
Quantos como eu morrem diariamente sem ter conhecido alguém especial?
Os animais as vezes passam tanto tempo sozinhos a nossa própria sorte.
Só conhecemos o frio , a sede, o perigo, a fome. Temos que nos preocupar em como conseguiremos algo para comer e aonde passaremos a noite protegidos. Vemos muitos rostos todos os dias, que passam sem nos olhar, e as vezes é melhor que nem nos vejam, antes de se darem conta que estamos aqui e nos maltratem.
A vezes temos a enorme sorte que entre tantas pessoas passa um anjo e nos recolhe. Às vezes, os anjos vêm e são organizados em grupos, às vezes há outros anjos longe e enviam muita ajuda para nós. E isso muda tudo. Se necessário nos levam a outro tipo de anjo que sabem muito, e nos dão remédios para nos curar.
Nos escolhem uma palavra que pronunciam cada vez que nos vêem. Um NOME. Eu acho que o que você diz, é que somos "especiais", deixamos de ser anônimo, para ser um de muitos, e um de vocês. E conhecemos o que é um lar! Você não tem idéia de como isso é importante para nós? Nós já não temos que ter medo nunca mais, não temos mais fome, ou frio, ou dor, ou perigo.
Se você pudesse calcular o quão feliz que nos faz. Para nós qualquer casa é um palácio! Nós já não nos preocupamos se vai chover, se vai passar um carro muito rápido ou se alguém vai nos ferir. E, principalmente, não estamos sozinhos, porque nenhum animal gosta de solidão, o que mais se pode pedir? Eu sei que te entristece a minha partida, mas eu tinha que ir agora.
Quero te pedir que não se culpe por nada; te ouvi soluçar que deveria ter feito algo mais por mim.
Não diga isso, fez muito por mim! Sem você não teria conhecido nada da beleza que carrego comigo hoje.
Você deve saber que nós, animais, vivemos o presente intensamente e somos muito sábios: desfrutamos de cada pequena coisa de cada dia, e esquecemos o passado ruim rapidamente. Nossas vidas começam quando conhecemos o amor, o mesmo amor que você me deu, meu anjo sem asas e duas pernas.
Saiba que mesmo se você encontrar um animal que está gravemente ferido, e que só lhe resta apenas um pouquinho de tempo neste mundo, você presta um enorme serviço ao acompanhá-lo em sua transição final.
Como te disse antes, nenhum de nós gostamos de estar só, menos ainda quando percebemos que é hora de partir.
Talvez para você não seja tão importante, que um de vocês esteja ao nosso lado nos acariciando e segurando a nossa pata, nos ajuda a ir em paz.
Não chores mais por favor. Eu vou feliz. Tenho na lembrança o nome que você me deu, o calor da sua casa que neste tempo se tornou minha. Eu levo o som de sua voz falando para mim, mesmo não entendendo sempre o que me dizia.
Eu carrego em meu coração cada caricia que você me deu.
Tudo o que você fez foi muito valioso para mim e eu agradeço infinitamente, não sei como dizer a você, porque eu não falo sua língua, mas certamente em meus olhos pôde ver a minha gratidão.
Eu só vou pedir dois favores. Lave o rosto e começa a sorrir.
Lembre-se que bom que vivemos juntos estes momentos, lembre-se das palhaçadas que fazia para te alegrar.
Reviva como eu todo o bem que compartilhamos neste tempo.
E não diga que não adotará outro animal porque você tem sofrido muito com a minha partida.Sem você eu não viveria as belezas que vivi.
Por favor, não faça isso! Há muitos como eu esperando por alguém como você. Dê-lhes o que você me deu, por favor, eles precisam assim como eu precisei de ti. Não guarde o amor que tens para dar, por medo de sofrer.
Siga o meu conselho, valorize o bem que compartilha com cada um de nós, reconhecendo que você é um anjo para nós os animais, e que sem pessoas como você a nossa vida seria mais difícil do que às vezes é.
Siga a sua nobre tarefa, agora cabe a mim ser o seu anjo.
Eu vou estar acompanhando você no seu caminho e te ajudarei a ajudar os outros como eu. Eu vou falar com outros animais que estão aqui comigo, vou lhes contar tudo o que você tem feito por mim e eu vou apontar e dizer com orgulho: "Essa é a minha família".
Hoje à noite, quando você olhar para o céu e ver uma estrela piscando quero que você saiba que sou eu piscando um olho; avisando a você que cheguei bem e dizendo-lhe "obrigado pelo amor que você me deu". Eu me despeço agora não dizendo "adeus", mas "até logo".
Há um céu especial para pessoas como você, o céu para onde nós vamos e a vida nos recompensa tornando a nos encontrar lá. Eu estarei te esperando!
Autor: Desconhecido

Curitiba, PR Data da foto original: [1930] Descrição da imagem: Vista da Rua XV de Novembro. Em primeiro plano, esquina com a Avenida Marechal Floriano Peixoto, destacando-se a Bomboniere Mimosa. Veem-se um guarda de transito, automoveis, pedestres e um bonde eletrico

 Curitiba, PR Data da foto original: [1930] Descrição da imagem: Vista da Rua XV de Novembro. Em primeiro plano, esquina com a Avenida Marechal Floriano Peixoto, destacando-se a Bomboniere Mimosa. Veem-se um guarda de transito, automoveis, pedestres e um bonde eletrico



Curitiba, PR Data da foto original: 1920 Descrição da imagem: Rua XV de Novembro esquina com a Avenida Marechal Floriano Peixoto

 Curitiba, PR Data da foto original: 1920 Descrição da imagem: Rua XV de Novembro esquina com a Avenida Marechal Floriano Peixoto


Curitiba, PR Data da foto original: 1904, jun. Descrição da imagem: Rua XV de Novembro entre a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a Rua Monsenhor Celso

 Curitiba, PR Data da foto original: 1904, jun. Descrição da imagem: Rua XV de Novembro entre a Avenida Marechal Floriano Peixoto e a Rua Monsenhor Celso


Chico Bento: HQ "Uma flor de menino"

 

Chico Bento: HQ "Uma flor de menino"



Em junho de 1991, há exatos 30 anos, era lançada a história "Uma flor de menino" em que o Chico Bento é transformado em uma flor por uma bruxa quando ele tentou pegar uma para dar para Rosinha de presente de Dia dos Namorados. Com 12 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 114' (Ed. Globo, 1991).

Capa de 'Chico Bento Nº 114' (ed. globo, 1991)

Chico Bento e Zé da Roça compram pirulito na venda e Chico se desespera ao ver na folhinha que era Dia dos Namorados e gastou seu último tostão no pirulito. Zé da Roça brinca para dar o pirulito meio lambido, em seguida sugere dizer que esqueceu e como Chico diz que Rosinha vai ficar sentida, aí Zé da Roça sugere dar uma flor para ela.

Chico vai correndo buscar uma no caminho da casa da Rosinha, fica aflito que não encontra por estarem no inverno, até que encontra um jardim cheio de flores. Chico tenta roubar uma, quando aparece uma bruxa, que era a dona da casa e das flores. Chico  diz que não era roubar, só queria uma flor para Rosinha para dar para ela no Dia dos Namorados. 

A Bruxa comenta que Chico gosta muito de flores, ele confirma. Chico pensa que a Bruxa ia lhe dar uma, mas acaba o transformando em uma flor, mas precisamente em um girassol, que faltava no seu jardim. Ela se apresenta como Bruxa Florinda e diz que ninguém mexe no seu jardim sem receber o troco e se ele não fechasse a matraca não o regaria hoje.

Chico acha que era um pesadelo e não podia nem se beliscar porque não tinha mão. Ele começa a chorar porque não vai mais ver a Rosinha, seus pais, amigos e a Giselda e as lágrimas molham as outras flores e elas começam a falar pra chorar mais no lado delas. Chico estranha porque flores não falam e uma diz que entre elas falam si e também elas não são flores em comuns, e, sim, pessoas que foram transformadas pela Bruxa Florinda.

Chico fica assustado do jardim estar cheio de gente e as flores falam que é por isso que lá era sempre vistoso, mesmo no inverno, era tudo mágica. Chico pergunta por quanto tempo vão ficar assim porque tem um encontro com a namorada. A Rosa explica que o destino deles é ficar assim para sempre e Chico começa a chorar. Ela comenta que tem vantagens de ser flor como ficar mais perto da natureza, fazer festa molhada pela chuva e não ter problemas para resolver. Chico emenda que não precisa dar presente no Dia dos Namorados e ela diz que as flores podem namorar.

Então, Chico fala que é comprometido com a Rosinha e ela diz que também é uma rosinha e pergunta se não vai dar nada no Dia dos namorados, já fazendo bico para beijar o Chico. Nessa hora, aparece um casal de namorados. Tião deseja dar uma flor para a Lurdinha e ela escolhe a rosa vermelha. Tião tenta arrancar e Chico dá uma mordida no Tião. Lurdinha não acredita, acha desculpa esfarrapada e eles vão embora, bem a tempo da Bruxa o virem e não transformá-los em flores.

A Rosa agradece o Chico e logo em seguida, aparece a Rosinha chorando, se lamentando que o Chico não foi visitá-la no Dia dos Namorados e acha que não gosta mais dela. Rosinha arranca uma flor do jardim da bruxa para fazer "bem-me-quer" e "mal-me-quer" com as pétalas e a Bruxa Florinda aparece, chama Rosinha de insolente e tenta transformá-la em uma erva daninha. Só que ao lançar o feitiço, Chico morde a perna da Bruxa e a varinha de condão cai em cima dela, transformando em erva daninha.

Com a Bruxa transformada, todas as flores voltam a ser gente, inclusive o Chico e a rosa que ele conversava e a flor que a Rosinha segurava virou uma menina com rabo de cavalo. Rosinha não entende nada e a Rosa, que na verdade se chamava Zuleika se despede do Chico. Rosinha tem ciúme, principalmente quando ele fala que é uma flor de menina, e comenta que ele não gosta mais dela. 

Chico diz que não apareceu antes porque não tinha presente para dar no Dia dos namorados. Rosinha diz que uma flor já a contenta e, então, o Chico resolve dar uma semente para Rosinha plantar e gerar uma flor linda, melhor do que ele passar por tudo aquilo de novo e a bruxa se lamentando em ser planta, terminando assim.

É legal essa história do Chico se transformando em um girassol ao roubar uma flor do jardim da Bruxa Florinda e ainda descobrir que todas aquelas flores eram pessoas transformadas. Pelo menos tudo fica resolvido no final e ele passou a ficar prevenido e não arrancar mais flores de ninguém, dando agora só sementes para a Rosinha plantar. Histórias com bruxas na época eram muito divertidas.

Chega a ser um estilo de história diferente do universo do Chico envolvendo bruxa e fábulas, mas até que estava bem frequente esse estilo no final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Também eram comuns histórias dos personagens se transformando em alguma coisa na época, geralmente por causa de uma bruxa, fada, invenção do Franjinha ou de outro cientista qualquer. Dava para soltar imaginação com histórias assim. Hoje em dia iam encaixar Dona Carmen da Esquina e se fosse uma história do núcleo da Turma da Mônica  por Carmen ter essa característica de ela ter plantas de estimação na sua casa.

Criada especialmente para o "Dia dos Namorados", é incorreta por ter crianças namorando fora não serem fãs de histórias de personagens se transformando em alguma coisa, apesar de não ser proibido, só evitam de fazer histórias assim. Também não aceitariam as palavras "Diacho!" e "roubar" nos dias de hoje e seriam substituídas. Tipo, Chico não "rouba" mais goiabas, agora só "pega" porque criança não rouba nada na visão do politicamente correto. Teve informação de que eles estavam no inverno, mas como foi ambientada no "Dia dos Namorados", na verdade, eles estavam no outono. O inverno só começa entre dias 21 a 23 de junho.

Os traços ficaram muito caprichados, era muito bom ver desenhos assim. Em alguns momentos esqueceram de desenhar o dente do Chico enquanto ele era girassol, mas nada que isso tire o encanto da história. Sobre colorização, já estavam começando a mudar o estilo e ver diferença de cores serem menos tons pastéis e já começando a deixar cores escuras, o que ficaria pior em 1992. Ou seja, já começando as revistas darem uma cara maior de anos 1990 de fato. Muito bom relembrar essa história há exatos 30 anos.

Sobretudo de festa

 

Sobretudo de festa









































Sobretudo sofisticado em crochê

 

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Sobretudo em crochê

 

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