segunda-feira, 2 de março de 2026

PAOLA DOS BELGAS: A RAINHA QUE ENCANTOU UMA ERA E SUPERVEU AS TEMPESTADES DO CORAÇÃO

 

PAOLA DOS BELGAS: A RAINHA QUE ENCANTOU UMA ERA E SUPERVEU AS TEMPESTADES DO CORAÇÃO


PAOLA DOS BELGAS: A RAINHA QUE ENCANTOU UMA ERA E SUPERVEU AS TEMPESTADES DO CORAÇÃO

Por Renato Drummond Tapioca Neto

PRÓLOGO: A BELEZA QUE CATIVOU UM CONTINENTE

Há fotografias que transcendem o tempo. Imagens que não apenas registram um momento, mas encapsulam toda uma era de elegância, sonho e fascínio. A jovem rainha Paola dos Belgas, capturada nas lentes dos anos 1960, é uma dessas figuras eternas — um dos maiores ícones da realeza europeia em uma década que redefiniu o conceito de glamour e sofisticação.
Nascida em 11 de setembro de 1937 como princesa Paola Ruffo di Calabria, em Forte dei Marmi, na deslumbrante costa da Toscana, ela chegou ao mundo envolta pela aristocracia italiana mais refinada. Sétima filha de Fulco, Príncipe Ruffo di Calabria e VI Duque da Guarda Lombarda, com Donna Luisa Gazelli dei Conti di Rossana e di Sebastiano — dama de companhia da rainha Helena da Itália —, Paola cresceu em um universo de privilégios, mas também de responsabilidades.
Sua educação foi impecável. Fluente em italiano, francês, inglês e alemão, a jovem princesa foi preparada não apenas para ocupar salões, mas para compreender o mundo em toda a sua complexidade. Mal sabia ela que o destino lhe reservava um papel que iria muito além das fronteiras de sua amada Itália.

CAPÍTULO I: O ENCONTRO DESTINADO NO VATICANO

O ano era 1958. A Igreja Católica vivia um momento histórico com a coroação do Papa João XXIII. Entre os milhares de fiéis e dignitários presentes no Vaticano, dois olhos se encontraram timidamente. De um lado, Paola, uma jovem de 21 anos, radiante em sua inocência aristocrática. Do outro, Alberto, Príncipe de Liège, herdeiro do trono belga.
Anos depois, a rainha recordaria aquele primeiro encontro com uma doçura nostálgica: "Éramos ambos tímidos, por isso conversamos pouco". Mas foi o suficiente. Uma atração mútua, quase magnética, nasceu naquele ambiente sagrado. O que começou como um olhar furtivo transformou-se em um romance discreto, mas intenso.
Alberto, encantado pela beleza e inteligência da princesa italiana, fez o que seu coração mandava: pediu-a em casamento no ano seguinte. E assim, em 2 de julho de 1959, na majestosa Catedral de São Miguel e Santa Gudula, em Bruxelas, Paola disse "sim" ao homem que seria seu companheiro por mais de seis décadas
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.
O casamento foi um evento deslumbrante, celebrado com toda a pompa real. A noiva, vestida com um esplendor que combinava a tradição belga com o savoir-faire italiano, encantou não apenas a Bélgica, mas o mundo. Era o início de uma união que geraria três filhos: a princesa Astrid, o príncipe Felipe (atual monarca) e o príncipe Lourenço.

CAPÍTULO II: A DÉCADA DE OURO — PAOLA, ÍCONE DE UMA ERA

Os anos 1960 foram, sem dúvida, a década de Paola. Assim como Grace Kelly em Mônaco e a princesa Margaret no Reino Unido, a princesa belga tornou-se um dos maiores ícones de moda e estilo de sua geração
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. Suas aparições públicas eram aguardadas com ansiedade. Cada vestido, cada acessório, cada penteado era minuciosamente observado e copiado por mulheres em todo o mundo.
Sua elegância não era apenas uma questão de vestuário — era uma expressão de sua personalidade. Paola combinava a sofisticação natural da aristocracia italiana com uma modernidade surpreendente. Ela entendia que a realeza, para sobreviver no século XX, precisava dialogar com seu tempo sem perder sua essência.
Revistas de moda a colocavam regularmente em listas das mulheres mais bem vestidas do mundo
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. Seu estilo era descrito como "polido, feminino e incrivelmente chic" — uma representação perfeita da mulher europeia dos anos 60: independente, culta e deslumbrante
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.
Mas por trás das lentes e dos flashes, Paola era mais do que um rosto bonito. Ela usava sua visibilidade para promover causas culturais, apoiar artistas e artesãos, e demonstrar um interesse genuíno pelas tradições belgas, ao mesmo tempo em que trazia o calor mediterrâneo de sua terra natal para o coração do norte da Europa.

CAPÍTULO III: AS SOMBRAS DO PALÁCIO — A TRAIÇÃO E A DOR

Contudo, nem mesmo a beleza mais radiante é imune às tempestades da vida. Apesar de ser considerada uma mulher lindíssima e de dedicar-se intensamente ao seu papel como consorte real, Paola não pôde impedir que seu marido a traísse. E a dor foi tanto mais cruel por ter vindo a público.
Na década de 1970, a mídia belga e internacional noticiou um escândalo que abalou os alicerces da monarquia: o príncipe Alberto mantinha um relacionamento extraconjugal com a baronesa Sybille de Selys Longchamps
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. A revelação foi devastadora. Mas houve algo ainda mais doloroso: desse caso, nasceu uma filha chamada Delphine.
Para Paola, a humilhação foi pública e esmagadora. Ela, que havia construído uma imagem de dignidade e elegância, via-se agora no centro de um dos maiores escândalos reais da Europa do século XX. A dor foi tanta que a rainha chegou a dar entrada no processo de divórcio
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.
Mas algo a fez desistir. Talvez o amor que ainda sentia por Alberto. Talvez o senso de dever para com a instituição monárquica. Talvez a preocupação com os filhos. Ou, quem sabe, uma combinação de todos esses fatores. O fato é que Paola escolheu permanecer.
Os anos que se seguiram foram de silêncio e reconstrução. Até que, no início dos anos 1980, o casal finalmente se reconciliou publicamente
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. Foi um recomeço difícil, marcado por cicatrizes invisíveis, mas também por uma determinação renovada de seguir em frente.

CAPÍTULO IV: A ASCENSÃO AO TRONO E O LEGADO DE UMA RAINHA

Em 9 de agosto de 1993, após a morte repentina do rei Balduíno, Alberto ascendeu ao trono da Bélgica, tornando-se rei Alberto II. Paola, ao seu lado, assumiu o título de rainha dos Belgas
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. Era o ápice de uma jornada que havia começado décadas antes, no Vaticano.
Como rainha, Paola consolidou seu papel como patrona das artes e da cultura. Ela manteve-se atualizada com a arte contemporânea, apoiando regularmente grandes exposições e performances artísticas, tanto na Bélgica quanto no exterior
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. Seu incentivo a pintores e artistas contemporâneos tornou-se fundamental para a valorização do setor cultural no país.
Mas foi na área da educação que seu impacto se mostrou mais profundo e duradouro. A Fundação Rainha Paola, criada por iniciativa da soberana, concede bolsas para estudantes e presta apoio a professores e outros profissionais da Educação e das Artes, em todos os níveis socioeducativos — seja nos centros urbanos ou em zonas de difícil acesso
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.
A rainha também se dedicou ao artesanato tradicional, interessando-se tanto pelas técnicas antigas quanto pelas novas expressões artísticas. Ela continua, até hoje, a aproveitar cada oportunidade para encorajar o exercício e a preservação dessas formas de expressão cultural
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.
Em 21 de julho de 2013, seguindo o exemplo de seu cunhado Balduíno e de outras monarquias europeias modernas, Alberto II abdicou do trono em favor de seu filho, o rei Felipe. Paola, ao lado do marido, assumiu o título de rainha emérita, mas nunca deixou de exercer sua influência positiva na sociedade belga.

CAPÍTULO V: O CAPÍTULO DELPHINE — FERIDAS QUE FINALMENTE CICATRIZAM

A história de Paola e Alberto ainda guardava um último capítulo doloroso a ser escrito. Em 2013, pouco após a abdicação, veio à tona uma ação judicial movida por Delphine, que reivindicava o reconhecimento como filha biológica do rei Alberto II. A baronesa Sybille de Selys Longchamps sempre afirmara que Delphine era fruto de seu caso com o então príncipe.
O processo foi um pesadelo que ressuscitou fantasmas do passado. Testes de DNA foram ordenados pela justiça. Em 2020, a Corte de Apelação de Bruxelas reconheceu oficialmente Delphine como princesa da Bélgica, filha do rei Alberto II
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Mas, surpreendentemente, o que poderia ter sido mais um capítulo de dor e conflito transformou-se em uma história de reconciliação. Após anos de silêncio e negação, Alberto e Paola finalmente encontraram Delphine. Em um comunicado conjunto, a família real declarou: "Após a comoção, o sofrimento e as feridas, é tempo de perdão, cura e reconciliação"
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Em outubro de 2020, o rei emérito e a rainha emérita encontraram-se pessoalmente com a princesa Delphine pela primeira vez
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. Foi um momento de imensa coragem emocional — especialmente para Paola, que mais uma vez teve que enfrentar publicamente as consequências das escolhas de seu marido. Mas ela o fez com a dignidade que sempre a caracterizou.

CAPÍTULO VI: OS DIAS ATUAIS — UMA RAINHA QUE NUNCA ENVELHECE

Atualmente, aos 88 anos de idade, completados em 11 de setembro de 2025, a rainha emérita Paola continua sendo uma presença ativa e inspiradora na vida belga
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. Ela e Alberto, que celebrou 91 anos recentemente, mantêm-se unidos após 66 anos de casamento — uma marca impressionante de resistência e compromisso
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Em 25 de setembro de 2025, o casal real foi visto durante uma visita à abertura da ala Institut Roi Albert II no hospital Cliniques Universitaires Saint-Luc, em Bruxelas, demonstrando que, mesmo na emérita, continuam dedicados a causas sociais e de saúde
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Em fevereiro de 2025, Paola e Alberto participaram da cerimônia anual em memória dos membros falecidos da família real, mantendo viva a tradição e o respeito pelos que se foram
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. E, em junho de 2024, foi a princesa Claire quem apresentou o Prêmio Rainha Paola 2024, na presença do rei Alberto e da rainha Paola, demonstrando que o legado educacional da soberana continua florescendo
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Paola também segue sendo uma figura de estilo e elegância. Em novembro de 2025, fotos recentes da rainha emérita circularam nas redes sociais, com admiradores exaltando sua beleza atemporal
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. Ela continua sendo um exemplo de que a verdadeira elegância não tem idade.

CAPÍTULO VII: O FUTURO — PRINCESA ÉLISABETH E A PRIMEIRA RAINHA REINANTE DA BÉLGICA

Um dos maiores orgulhos de Paola, sem dúvida, é ver sua neta, a jovem princesa Élisabeth Thérèse, duquesa de Brabante, trilhar os caminhos que um dia foram seus. Nascida em 25 de outubro de 2001, Élisabeth é a filha mais velha do rei Felipe e da rainha Matilde, e a primeira na linha de sucessão ao trono belga.
Quando chegar o momento, Élisabeth poderá se tornar a primeira soberana reinante na história da Bélgica — um marco histórico que coroaria séculos de monarquia belga. Paola, que sempre foi uma defensora da educação e do empoderamento feminino, certamente vê em sua neta a continuação de seus ideais.
A princesa Élisabeth tem sido preparada meticulosamente para seu futuro papel. Ela estuda no Royal Military Academy e tem participado ativamente de eventos oficiais, demonstrando maturidade e dedicação. Paola, sem dúvida, é uma de suas maiores inspirações — uma mulher que soube equilibrar tradição e modernidade, beleza e substância, dor e resiliência.

EPÍLOGO: UMA VIDA DE ELEGÂNCIA, CORAGEM E RESILIÊNCIA

A história da rainha Paola dos Belgas é muito mais do que um conto de fadas real. É a narrativa de uma mulher que enfrentou os momentos mais gloriosos e os mais sombrios da vida com uma graça incomum.
Ela chegou à Bélgica como uma princesa italiana sonhadora e transformou-se em uma rainha amada. Enfrentou traições públicas e escolheu o caminho do perdão. Abriu mão do orgulho pessoal em prol da estabilidade da monarquia. Dedicou décadas de sua vida a promover a educação, a cultura e as artes. E, mesmo quando ferida, nunca deixou de estender a mão.
Paola nos ensina que a verdadeira realeza não está nos títulos ou nas joias, mas na capacidade de se levantar após cada queda. Que a elegância não é apenas uma questão de aparência, mas de caráter. E que o amor, mesmo quando testado além dos limites, pode encontrar caminhos inesperados de reconciliação.
Hoje, aos 88 anos, a rainha emérita Paola continua sendo um farol de inspiração — não apenas para a Bélgica, mas para todos aqueles que acreditam que é possível enfrentar as tempestades da vida sem perder a dignidade, a compaixão e a esperança.
Sua fotografia nos anos 1960 pode ter capturado um momento de juventude e beleza. Mas é sua trajetória de mais de seis décadas como consorte real que verdadeiramente imortaliza Paola como uma das maiores rainhas da Europa moderna.
Porque há beleza que o tempo não apaga. Há elegância que as circunstâncias não corroem. E há corações que, mesmo partidos, continuam batendo com a força do perdão e do amor.

Que a história da rainha Paola dos Belgas continue inspirando gerações futuras a buscar não apenas a beleza exterior, mas a grandeza de espírito.

Fontes e Referências:
Este artigo foi baseado em pesquisas históricas e informações atualizadas até 2025, incluindo dados sobre as atividades recentes da rainha emérita Paola e do rei emérito Alberto II da Bélgica
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domingo, 1 de março de 2026

HISTORIANDO A PRAÇA GENERAL OSÓRIO

 HISTORIANDO A PRAÇA GENERAL OSÓRIO

"Um grande pântano formado pelo rio Ivo assim era o espaço da Praça General Osório em meados do século XIX. Localizado numa das extremidades da Rua das Flores, o terreno alagadiço era um obstáculo para o prolongamento dessa via, que em 1860 tinha apenas três quadras da atual Barão do Rio Branco até a Dr. Muricy, onde um casario encerrava a rua.
No início dos anos de 1870, o governo provincial, preocupado com a salubridade da região e levando em conta o seu progresso, autorizou, nessa área, a abertura da Estrada do Mato Grosso, atual Comendador Araújo, como continuação da Rua das Flores.* O Presidente da Província Venâncio Lisboa, a 15/04/1871, dirigiu a cerimônia de lançamento da pedra fundamental desse caminho, cujo marco zero foi colocado ao lado da ponte construída sobre o rio Ivo.
Integrando os festejos, as autoridades e demais pessoas presentes ao evento guardaram para a posteridade, dentro de uma caixa de ferro, documentos, jornais, moedas de ouro e a ata de abertura da estrada. Após ser lacrado, o baú foi enterrado. No dia seguinte, porém, quando os operários chegaram ao local para dar começo aos trabalhos, encontraram a caixa arrombada e vazia.
Para executar a obra, a Câmara Municipal mandou demolir as casas que bloqueavam
a Rua das Flores, e aterrar o charco que lhe era contíguo, nomeando, em 09/02/1874, uma comissão para ali demarcar um largo, o qual denominou-se Largo Oceano Pacífico.
A 27/02/1879, o Município aprovou nova designação para esse espaço, a de Praça General Osório, em homenagem a Manuel Luís Osório, general gaúcho que se destacou na Guerra do Paraguai. Apesar disso, o grande largo manteve-se, por muito tempo, como um descampado conhecido como Largo General Osório, conforme registros da época.
Manobras militares e espetáculos circenses eram ali realizados no nal do século 19 e início do 20. Nesse período, a administração pública também pretendeu utilizar a área da praça, para realizar feiras agrícolas e construir um mercado público, projeto esse que não se concretizou. No terreno livre da praça também eram abertos veios d’água em períodos de seca.
Os melhoramentos no local começaram em 1903, quando o Prefeito Luís Xavier mandou arborizar a avenida compreendida entre as ruas 15 de Novembro e Comendador Araújo, atravessando toda a Praça Osório. Ao prestar contas à Câmara Municipal, sobre a reforma da praça, o prefeito destacou os serviços de calçamento em torno do logradouro, a terraplenagem e o revestimento do mesmo com saibro e pedregulho, a construção com lajes rejuntadas através do largo e o calçamento entre os trilhos da linha de bondes que cortavam a praça. Ainda estava prevista a instalação de lâmpadas de arco voltaico
Terminadas as obras, a Praça Osório foi entregue à população em 29/10/1905, com animada apresentação da banda de música do Regimento de Segurança do Estado. Em sua nova con guração, a praça apresentava a forma de “um extenso retângulo cortado ao meio pela linha de bondes que vinha da rua Comendador Araújo para a atual Avenida Luís Xavier. O espaço restante era recoberto de seixos rolados, bem alvos, e inteiramente arborizado de álamos”.
A partir dessa época, a praça consolidou-se como local de lazer e de entretenimento. Um pitoresco ponto de diversões passou a ocupar parte da Praça Osório, em outubro de 1907. Localizado no terreno onde hoje está o Cine Plaza até a esquina com a Travessa Jesuíno Marcondes, o Parque Éden Paranaense era todo murado, tendo ao centro um barracão de madeira. Aí instalado, um cinematógrafo atraía uma multidão ansiosa em apreciar as imagens que o aparelho exibia. Ao redor do cinema, barraquinhas vendiam guloseimas e, em um coreto, bandas se apresentavam.
Outros eventos passaram a movimentar a praça, como a grande festa à Bandeira Nacional, em 19/11/1909. Para a homenagem, promovida pelo Tiro de Guerra Rio Branco, foi construída uma torre de madeira de trinta e dois metros de altura, no centro do logradouro, encimada por imensa bandeira brasileira.
Na década de 1910, novas intervenções alteraram a aparência da Praça Osório. Durante a administração de Joaquim Pereira de Macedo, em 25 de julho de 1912, a Prefeitura começou os trabalhos de ligação entre as avenidas Vicente Machado e Luís Xavier e a Rua 15 de Novembro, obrigando-se a retirar algumas árvores da praça.
Inserida no projeto de urbanização implantado pelo Prefeito Cândido de Abreu, em Curitiba, entre 1913 e 1916, a Osório sofreu grandes intervenções nesse período. Um arquiteto francês de nome Michel elaborou a planta do novo jardim da praça, a pedido do prefeito, que a expôs à apreciação do público. Segundo os jornais, esse plano tinha um belo efeito estético e conservava a perspectiva das ruas. Pelo projeto, a Rua 15 se estenderia até a Avenida Vicente Machado, de forma retilínea.
A área recebeu tratamento paisagístico à francesa, com aléias que culminavam no repuxo central ornamentado com estátuas de sereias e de um cisne. Também foram ali instalados um coreto, hoje demolido, e um relógio elétrico que deveria marcar a hora o cial da cidade.
Os caminhos que entrecortavam a praça receberam asfalto, em 1927, ano em que a Prefeitura passou a decorar o calçamento em petit pavet, com um mosaico estilizado, segundo a arte dos indígenas Guaranis.
Intervenções signi cativas ocorreram, no logradouro, nos períodos seguintes. Durante a administração do Prefeito Ney Braga, nos anos de 1950, o Município construiu um playground, que se tornou a principal atração para a garotada. Em 1962, fez-se o restabelecimento do repuxo luminoso, com novo desenho da bacia, agora revestida com pastilhas verdes e em cujo centro destacava-se uma taça com um cisne. Um mostrador quadrado foi colocado no relógio.
De acordo com o projeto dos arquitetos-paisagistas Dilva e Orlando Busarello, a área de lazer foi modi cada, nos anos de 1970. A Prefeitura ali implantou um conjunto esportivo para diferentes faixas etárias, sanitários públicos e o escorregador Robot, brinquedo muito disputado pela criançada.
Projetado por MCA Manoel Coelho Arquitetura & Design, com assessoramento do IPPUC e colaboração das associações Comercial do Paraná e dos Lojistas da Rua das Flores, o Plano de Revitalização da Praça Osório, iniciado em maio de 2000, foi a mais recente remodelação do logradouro.
Investiu-se no bem-estar da população, com a colocação de aparelhos de ginástica, pista de cooper e mesas de jogos de xadrez. Próxima ao relógio, foi construída a Arcada
da Praça Osório, com bancas de revistas, cafés e a Boca do Brilho, criada em 1993, para
os lustradores de calçados. Também privilegiou-se um espaço para a memória da cidade, com a criação do Recanto da Memória, onde luminárias remanescentes da implantação da Rua da Flores, em 1972, formam um abrigo com cobertura em acrílico roxo, complementado com bancos e oreiras da mesma época. Um Posto Policial monitora, 24 Horas, a praça e o calçadão da Rua 15.
Reinaugurada em 31/03/2001, a Praça Osório é, hoje, um espaço renovado, que ao longo do ano abriga as tradicionais feiras de Páscoa, do Mel, do Pinhão, da Primavera e do Natal."
(Extraido de: ufpr.teses.com.br)
Paulo Grani

Praça Osório em 1908.
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório em 1905.
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório, Curitiba, em 1916.
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório, Curitiba, em 1950
Praça Osório década de 1910.
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório em 1906.
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório, Curitiba, década de 1910
Coleção Júlia Wanderley, acervo IHGPr.
Praça Osório em 1949.
Arquivo Gazeta do Povo
Praça Osóri, Curitiba, década de 1920.
Circulando por Curitiba
Praça Osóri, Curitiba, década de 1920.
Circulando por Curitiba
Praça Osório, Curitiba, decada de 1940.
Arquivo Gazeta do Povo.
Praça Osório, Curitiba, decada de 1940.
Arquivo Gazeta do Povo.

























Cartão Postal de Curitiba, década de 1960, apresenta a Praça Rui Barbosa após a realização do projeto de sua remodelação desenvolvido na gestão do então prefeito Ney Braga, com seus lindos canteiros de flores, calçamento para pedestres em pétit pavê, Instalação de uma bela fonte de águas com esculturas de cisnes.

  Cartão Postal de Curitiba, década de 1960, apresenta a Praça Rui Barbosa após a realização do projeto de sua remodelação desenvolvido na gestão do então prefeito Ney Braga, com seus lindos canteiros de flores, calçamento para pedestres em pétit pavê, Instalação de uma bela fonte de águas com esculturas de cisnes.



Ao fundo, à direita da foto, o Quartel General da AD/5-Artilharia Divisionária, que foi demolido em 1997, para receber uma Rua da Cidadania. À esquerda, parte do prédio do Colégio São José.

(CP, acervo Pauli José Costa)

Paulo Grani 

Relembrando, a antiga PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ DA VILA FELIZ, em histórica foto de Arthur Wischral, do início de 1958, apresentando, a esquina da Rua Pedro Gusso X Avenida República Argentina.

 Relembrando, a antiga PARÓQUIA DE SÃO JOSÉ DA VILA FELIZ, em histórica foto de Arthur Wischral, do início de 1958, apresentando, a esquina da Rua Pedro Gusso X Avenida República Argentina.


Nostálgica foto da década de 1930, contempla um Bondinho elétrico entrando na então Avenida João Pessoa, atual Avenida Luiz Xavier, e o Palácio Avenida ainda novo, bem como o Edifício Garcez ao fundo.

 Nostálgica foto da década de 1930, contempla um Bondinho elétrico entrando na então Avenida João Pessoa, atual Avenida Luiz Xavier, e o Palácio Avenida ainda novo, bem como o Edifício Garcez ao fundo.


 esquerda, a majestosa Universidade. Ao Centro, a Praça Santos Andrade, e o Teatro Guaíra, ainda em construção, por volta de 1953.

 Â esquerda, a majestosa Universidade. Ao Centro, a Praça Santos Andrade, e o Teatro Guaíra, ainda em construção, por volta de 1953.