quarta-feira, 20 de maio de 2026

Leão-marinho-australiano (Neophoca cinerea)

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaLeão-marinho-australiano[1]
Indivíduo na ilha North Neptune.
Indivíduo na ilha North Neptune.
Estado de conservação
Espécie em perigo
Em perigo (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Mammalia
Ordem:Carnivora
Família:Otariidae
Subfamília:Otariinae
Género:Neophoca
Espécie:N. cinerea
Nome binomial
Neophoca cinerea
(Péron, 1816)
Distribuição geográfica
Distribuição do leão-marinho-australiano
Distribuição do leão-marinho-australiano

Neophoca cinerea, popularmente conhecida como leão-marinho-australiano, é uma espécie de mamífero marinho da família Otariidae. É a única espécie descrita para o gênero Neophoca.[1] Endêmica da Austrália.

Distribuição geográfica e habitat

A espécie é endêmica da Austrália, ocorrendo das ilhas Pages e ilha Kangaroo na Austrália Meridional ate o Abrolhos Houtman na Austrália Ocidental.[2]

Reprodução

Uma família de leões-marinhos-australianos

ciclo reprodutivo do leão-marinho-australiano é incomum dentro do grupo dos pinípedes. É um ciclo de 18 meses e não é sincronizada entre as colônias. A duração da época de reprodução pode variar de cinco a sete meses e foi registrada por até nove meses, em Seal Bay na ilha Kangaroo.

Machos não estabelecem territórios durante a época de reprodução, entretanto, lutam com outros machos a partir de uma idade muito jovem, para estabelecerem suas posições individuais na hierarquia masculina e durante a época de reprodução, os machos dominantes defendem suas fêmeas e lutam pelo direito de acasalar com elas, somente quando elas entram no cio. A fêmea entra no cio por cerca de 24 horas, dentro de 7 a 10 dias depois que deu à luz. Ela só vai cuidar do filhote novo, que geralmente disputa com filhote da temporada anterior, se ele continuar a mamar nela. Leões-marinhos-australianos machos também são conhecidos por matar machos jovens, como um ato de defesa para impor sua autoridade.

A espécie também pratica o cuidado aloparental, em que um adulto pode tomar o filhote ou cuidar dos filhotes de outro leão-marinho. Isso pode acontecer se os pais originais morrerem ou por algum motivo abandonarem seus filhotes. Este comportamento é comum e é visto em muitas outras espécies de animais como elefantes e em algumas aves.[3]

Conservação

Leões-marinhos-australianos no Seal Bay Conservation Park, na ilha Kangaroo.
Leão-marinho-australiano nadando na ilha Pearson.

União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) classifica a espécie como "em perigo" de extinção devido a distribuição geográfica restrita e a redução do tamanho populacional.[2] Na Austrália, o Environment Protection and Biodiversity Conservation Act 1999 (EPBC) de 14 de fevereiro de 2005 considera a espécie como vulnerável.[4] A Austrália Meridional considera o animal vulnerável e sob proteção pelo National Parks and Wildlife Act 1972 de 16 de maio de 2013,[5] e a Austrália Ocidental como parte da "fauna sob proteção especial" através do Wildlife Conservation Act 1950 de 4 de dezembro de 2014.[6]

Em 11 de junho de 2013, o Minister for Sustainability, Environment, Water, Population and Communities adotou o Recovery Plan for the Australian Sea Lion (Neophoca cinerea). O plano considera as necessidades de conservação da espécie em toda sua distribuição e identifica as ações a serem tomadas para garantir a sua viabilidade a longo prazo na natureza e as partes que irão realizar essas ações.[7]

Australian Fisheries Management Authority Commission (AFMA) também finalizou o Australian Sea Lion Management Strategy, que entrou em vigor em 30 de junho de 2010 e estabelece o isolamento das águas ao redor das colônias, paradas sazonais na atividade pesqueira, monitoramento da atividade dos leões-marinhos e pesquisa de técnicas e equipamentos da atividade pesqueira que tragam menos risco a espécie. A estratégia foi concebida para satisfazer as obrigações do Fisheries Management Act 1991 e Environment Protection and Biodiversity Conservation Act 1999. A ação irá reduzir significativamente o impacto da pesca na área de ocorrência dos leões-marinhos e permitir a recuperação da espécie, incluindo todas as subpopulações existentes na costa australiana.[8]

Referências

  1.  Wozencraft, W.C. (2005). Wilson, D.E.; Reeder, D.M. (eds.), ed. Mammal Species of the World 3 ed. Baltimore: Johns Hopkins University Press. pp. 532–628. ISBN 978-0-8018-8221-0OCLC 62265494
  2.  Goldsworthy, S.D. (2015). Neophoca cinerea (em inglês). IUCN 2015. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN2015Página visitada em 23 de junho de 2015..
  3. Riedman, Marianne L. (1982). “The Evolution of Alloparental Care in Mammals and Birds”. The Quarterly Review of Biology 57 (4): 405-435
  4. «EPBC Act List of Threatened Fauna». Department of the Environment. Consultado em 23 de junho de 2015
  5. «National Parks and Wildlife Act 1972» (PDF). Government of Soth Australia. 16 de maio de 2013. Consultado em 23 de junho de 2015
  6. «Threatened and Priority Fauna Rankings» (PDF). Department of Parks and Wildlife. 4 de dezembro de 2014. Consultado em 23 de junho de 2015. Arquivado do original (PDF) em 27 de março de 2015
  7. «Recovery Plan for the Australian Sea Lion» (PDF). Minister for Sustainability, Environment, Water, Population and Communities. 2013. Consultado em 23 de junho de 2015
  8. «Australian Sea Lion Management Strategy» (PDF). Australian Fisheries Management Authority. Consultado em 23 de junho de 2015. Arquivado do original (PDF) em 23 de março de 2015

Leão-marinho-australiano (Neophoca cinerea)

Data do registro: 20 de maio de 2026 | Classificação taxonômica: Mamífero marinho, família Otariidae
O leão-marinho-australiano (Neophoca cinerea) é a única espécie do gênero Neophoca e é encontrado exclusivamente na Austrália. Trata-se de um animal marinho endêmico, com características únicas no ciclo reprodutivo e status de conservação preocupante.

Distribuição geográfica e habitat

Sua ocorrência está restrita à costa sul e oeste da Austrália: vai das ilhas Pages e Ilha Kangaroo, na Austrália Meridional, até o arquipélago Houtman Abrolhos, na Austrália Ocidental. Vive em regiões costeiras, ilhas e praias, onde forma colônias para reprodução e descanso.

Reprodução

O ciclo reprodutivo é um dos mais distintos entre os pinípedes (grupo que inclui focas, leões-marinhos e elefantes-marinhos): dura 18 meses e não é sincronizado entre diferentes colônias. O período de reprodução pode durar de 5 a 7 meses, e em locais como Seal Bay, na Ilha Kangaroo, já foi registrado por até 9 meses.
  • Comportamento dos machos: Não defendem territórios fixos, mas lutam desde jovens para definir posições na hierarquia. Na época de acasalamento, apenas os machos dominantes conseguem acesso às fêmeas, e só acasalam quando elas entram no cio. Também há registros de agressão contra machos jovens, como forma de impor domínio.
  • Comportamento das fêmeas: Entram no cio por cerca de 24 horas, entre 7 e 10 dias após darem à luz. A fêmea só mantém o cuidado com o novo filhote se ele continuar a mamar — mesmo que haja um filhote da temporada anterior presente.
  • Cuidado aloparental: É comum que adultos cuidem de filhotes de outros indivíduos, especialmente se os pais originais morrerem ou abandonarem a cria. Esse comportamento também é observado em espécies como elefantes e algumas aves.

Conservação

A espécie é considerada em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), devido à distribuição limitada e à redução contínua de sua população. Em nível nacional e estadual, há classificações e proteções específicas:
  • Federal: considerada vulnerável pela Lei de Proteção ao Meio Ambiente e Conservação da Biodiversidade de 1999 (desde 2005).
  • Austrália Meridional: vulnerável e protegida pela Lei de Parques Nacionais e Vida Selvagem de 1972 (desde 2013).
  • Austrália Ocidental: integrante da categoria “fauna sob proteção especial” pela Lei de Conservação da Vida Selvagem de 1950 (desde 2014).

Medidas de proteção e recuperação

  • Plano de Recuperação (2013): Definiu ações para garantir a sobrevivência da espécie em toda sua área de ocorrência, envolvendo pesquisa, monitoramento e responsabilidades institucionais.
  • Estratégia de Manejo (AFMA, desde 2010): Implementada para reduzir impactos da pesca, inclui:
    • Isolamento de águas ao redor das colônias;
    • Interdição sazonal de atividades pesqueiras;
    • Monitoramento constante das populações;
    • Desenvolvimento de equipamentos e técnicas de pesca de menor risco.
Essas medidas visam cumprir legislações ambientais e pesqueiras, minimizar ameaças e permitir a recuperação de todas as subpopulações existentes.

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