sábado, 16 de maio de 2026

Squatina australis: O tubarão-anjo do sul da Austrália

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaSquatina australis

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante [1]
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Chondrichthyes
Subclasse:Elasmobranchii
Superordem:Selachimorpha
Ordem:Squatiniformes
Buen, 1926
Família:Squatinidae
Bonaparte, 1838
Género:Squatina
Duméril1806
Espécie:Squatina australis
Regan, 1906
Nome binomial
Squatina australis
Distribuição geográfica
Distribuição de S. californica
Distribuição de S. californica

Squatina australis é uma espécie de tubarão-anjo (família Squatinidae), encontrada nas águas subtropicais do sul da Austrália, desde a Austrália Ocidental até Nova Gales do Sul, entre as latitudes 18°S e 41°S, em profundidades de até 255 metros. Seu comprimento pode atingir até 1,52 metro. A reprodução é ovovivípara, com ninhadas de até 20 filhotes.

Descrição

Squatina australis possui um corpo largo e achatado verticalmente, com grandes barbatanas peitorais triangulares que apresentam abas traseiras livres. O focinho exibe barbilhos franjados ao lado das narinas e um par de espiráculos. Cada espiráculo está posicionado a uma distância do olho equivalente a cerca de uma vez e meia o diâmetro do olho. Há duas pequenas barbatanas dorsais localizadas bem para trás, e a barbatana caudal é pequena. O comprimento máximo é de aproximadamente 152 cm, e esta espécie não apresenta manchas grandes no corpo.[2] Machos atingem a maturidade sexual com cerca de 800 mm de comprimento total.[3]

Distribuição e habitat

Squatina australis é uma espécie nativa da plataforma continental do sul da Austrália, sendo encontrado ao longo das costas da Austrália Ocidental, Austrália MeridionalVictoriaTasmânia e Nova Gales do Sul, em profundidades de até cerca de 130 metros. Geralmente habita fundos marinhos arenosos ou lamacentos e pradarias marinhas [en], frequentemente próximo a recifes rochosos.[1]

Comportamento

Durante o dia, indivíduos de Squatina australis permanecem parcialmente enterrados no sedimento do fundo do mar, alimentando-se de qualquer presa que se aproxime. À noite, emergem para caçar ativamente.[1] Sua dieta inclui pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados.[4]

Este tubarão é ovovivíparo, retendo os embriões em desenvolvimento no oviduto, com ninhadas de até 20 filhotes. Pouco se sabe sobre seus hábitos reprodutivos, mas a espécie relacionada, Squatina californica, tem um período de gestação de cerca de dez meses.[1]

Estado de conservação

Squatina australis é classificado pela IUCN na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas como "Pouco Preocupante". Isso se deve ao grande tamanho de sua população, que parece estável. A espécie é utilizada como alimento, sendo comercializada sob o nome de "peixe-monge", mas não é facilmente capturada por pesca com linha ou redes devido ao seu hábito de permanecer enterrado no sedimento. No entanto, pode ser capturado por arrasto no fundo do mar.[1]

Referências

  1.  Walker, T.I.; Pogonoski, J.; Pollard, D.A. (2016). «Squatina australis»Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas2016: e.T41862A68645631. doi:10.2305/IUCN.UK.2016-1.RLTS.T41862A68645631.enAcessível livremente. Consultado em 12 de novembro de 2021
  2. «Australian angelshark (Squatina australisSharks of the World. Marine Species Identification Portal. Consultado em 26 de abril de 2025
  3. Raoult, V.; Peddemors, V.; Williamson, J. E. (2016). «Biology of angel sharks (Squatina sp.) and sawsharks (Pristiophorus sp.) caught in south-eastern Australian trawl fisheries and the New South Wales shark-meshing (bather-protection) program»Marine and Freshwater Research68 (2): 207. doi:10.1071/MF15369. Consultado em 26 de abril de 2025
  4. «Squatina australis». FishBase. Julho de 2006. Consultado em 26 de abril de 2025

Squatina australis: O tubarão-anjo do sul da Austrália

Squatina australis, conhecido popularmente como tubarão-anjo-australiano, é uma espécie de peixe cartilagíneo da família Squatinidae, com características únicas e distribuição restrita às águas subtropicais do sul da Austrália. Abaixo, uma visão completa e estruturada sobre sua biologia, habitat, comportamento e situação de conservação.

Características físicas

Seu corpo tem formato largo e achatado verticalmente, uma adaptação que o torna semelhante a uma arraia, mas mantém as características anatômicas dos tubarões. Suas barbatanas peitorais são grandes, triangulares e possuem abas traseiras livres, que ajudam na locomoção e na camuflagem.
No focinho, existem barbilhos franjados ao lado das narinas — estruturas sensoriais que auxiliam na detecção de presas — e um par de espiráculos (aberturas respiratórias) posicionados a uma distância dos olhos equivalente a cerca de uma vez e meia o diâmetro ocular. Possui duas pequenas barbatanas dorsais, localizadas bem na parte posterior do corpo, e uma barbatana caudal de tamanho reduzido.
Não apresenta manchas grandes na pele, o que diferencia essa espécie de outros membros do mesmo gênero. O comprimento máximo registrado é de 1,52 metro. Os machos atingem a maturidade sexual quando alcançam aproximadamente 800 mm de comprimento total.

Distribuição e habitat

É uma espécie endêmica da plataforma continental do sul da Austrália, ocorrendo ao longo das costas da Austrália Ocidental, Austrália Meridional, Vitória, Tasmânia e Nova Gales do Sul. Sua faixa geográfica se estende entre as latitudes 18°S e 41°S, em profundidades que variam da superfície até cerca de 255 metros, embora seja mais comum em águas de até 130 metros de profundidade.
Prefere habitats compostos por fundos arenosos ou lamacentos, além de pradarias marinhas, e frequentemente é encontrado nas proximidades de recifes rochosos — locais que oferecem proteção e uma grande quantidade de presas.

Comportamento e alimentação

É uma espécie com hábitos predominantemente sedentários durante o dia: permanece parcialmente enterrado no sedimento do fundo do mar, camuflado, esperando que presas se aproximem para capturá-las de surpresa. À noite, torna-se mais ativo, emergindo do substrato para caçar de forma mais ampla.
Sua dieta é variada e composta principalmente por pequenos peixes, crustáceos e outros invertebrados marinhos, que captura com movimentos rápidos e precisos.

Reprodução

A reprodução da Squatina australis é do tipo ovovivípara: os embriões se desenvolvem dentro de ovos que permanecem retidos no oviduto da mãe, até que a eclosão ocorra e os filhotes nasçam vivos. Cada ninhada pode ter até 20 indivíduos.
Ainda há poucos dados detalhados sobre seus ciclos reprodutivos, mas com base em espécies relacionadas, como a Squatina californica, estima-se que o período de gestação seja de aproximadamente dez meses.

Estado de conservação

De acordo com a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie é classificada como Pouco Preocupante. Essa avaliação se deve ao tamanho considerável de sua população, que se mantém estável ao longo de sua área de distribuição.
É explorada comercialmente para alimentação, sendo vendida sob o nome de "peixe-monge". Porém, seu hábito de ficar enterrado no sedimento torna sua captura difícil por métodos como pesca com linha ou redes de emalhar. A principal forma de captura acidental ou direta é por meio de redes de arrasto de fundo, mas até o momento, essa atividade não representa uma ameaça significativa à sobrevivência da espécie.

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