Nos principais pontos de tráfego da cidade, ali estava o "seu guarda", era assim que o chamávamos. Postado sobre aquela simples caixinha de madeira, ele comandava o tráfego decidindo o tempo de cada direção apenas observando o fluxo dos carros e travessia dos pedestres.
Com seu característico bastão, era o maestro do trânsito. Havia uma harmonia entre ele e os motoristas, pois todos tocavam segundo uma pauta de respeito à pessoa, ao profissional e às simples regras do trânsito. Ninguém buzinava, nem acelerava motor, nem gesticulava e nem berrava, porque todos tinham a necessária paciência para bem viver em sociedade.
Muitos deles eram figuras tão conhecidas que faziam amizade com transeuntes e motoristas indo e vindo de suas rotinas de trabalho. Alem do natural respeito à eles, granjeavam-se também amizades, alimentadas por cumprimentos e sorrisos, ajudando a todos, tornar o dia melhor.
Fico a pensar, como seria hoje, o "seu guarda" tentar cumprir seu trabalho sobre aquela frágil caixinha de madeira?
Paulo Grani.
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