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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

10 de Setembro de 1898: A Última Fotografia e o Assassinato da Imperatriz Sissi

 

10 de Setembro de 1898: A Última Fotografia e o Assassinato da Imperatriz Sissi


10 de Setembro de 1898: A Última Fotografia e o Assassinato da Imperatriz Sissi

Por Renato Drummond Tapioca Neto
Imagem colorizada por Rainhas Trágicas

Prólogo: Os Últimos Passos de uma Imperatriz

No dia 10 de setembro de 1898, a Imperatriz Elisabeth da Áustria, carinhosamente conhecida como Sissi, caminhava tranquilamente pelas ruas de Genebra, na Suíça, sem imaginar que aqueles seriam seus últimos momentos de liberdade. Naquele dia ensolarado de final de verão, um fotógrafo anônimo conseguiu capturar uma imagem furtiva da soberana, que há anos havia abandonado a vida pública e não mais se deixava fotografar oficialmente.
O que talvez nem o fotógrafo e nem a própria imperatriz soubessem é que aquele registro casual se tornaria o último retrato de Sissi com vida, um documento histórico que marcaria para sempre a memória de uma das figuras mais fascinantes e trágicas da realeza europeia.
Na ocasião, Elisabeth estava hospedada numa suíte luxuosa no Hotel Beau Rivage, acompanhada apenas de sua dama de companhia mais fiel, a Condessa Irma Sztáray. Viajando incógnita sob o título falso de Condessa Hohenembs, a imperatriz acreditava que seu disfarce a protegeria da atenção indesejada. Mas a verdade era que seu disfarce não enganava ninguém. Sua elegância inconfundível, sua beleza preservada mesmo aos 60 anos e sua postura distinta a entregavam aonde quer que fosse.
Naquele dia, Sissi estava de bom humor. Chegou a frequentar algumas lojas de brinquedos pela cidade, comprando lembranças e presentes para seus netos. Era uma avó dedicada, que encontrava na família a única verdadeira alegria que lhe restava após anos de infelicidade no casamento e tragédias pessoais. O que ela e o fotógrafo talvez não imaginassem é que, instantes depois daquele registro casual, a imperatriz seria brutalmente assassinada, encerrando de forma violenta uma das vidas mais românticas e trágicas da história.

Capítulo I: A Imperatriz que Fugiu da Própria Sombra

Elisabeth da Áustria, ou Sissi, como ficou conhecida mundialmente, foi uma das figuras mais complexas e fascinantes do século XIX. Casada aos 16 anos com o Imperador Francisco José I da Áustria, ela nunca se adaptou plenamente às rígidas convenções da corte de Viena. Sua beleza lendária, sua inteligência aguçada e seu espírito livre a tornaram um ícone de seu tempo, mas também uma prisioneira do próprio mito.
Ao longo dos anos, Sissi desenvolveu uma aversão profunda à vida cerimonial e à atenção pública. Após uma série de tragédias pessoais, incluindo a morte prematura de sua única filha Sophie e o suicídio de seu filho Rudolf no Incidente de Mayerling em 1889, a imperatriz entrou em um luto perpétuo do qual nunca se recuperou.
Ela passou a viajar incessantemente pela Europa, sempre incógnita, usando títulos falsos e evitando a todo custo a pompa e a cerimônia da corte. Genebra, em setembro de 1898, era apenas mais uma parada em sua interminável jornada de fuga. A Suíça, com suas paisagens montanhosas e seu ar puro, sempre fora um refúgio para Elisabeth, que adorava caminhar pelos Alpes e respirar a liberdade que lhe era negada em Viena.
Mas a imperatriz subestimou os perigos que a espreitavam. O final do século XIX era um período de grande agitação política e social na Europa. Movimentos anarquistas ganhavam força, pregando a violência contra representantes das casas reinantes como forma de protesto contra a desigualdade social e o autoritarismo monárquico.
Certamente, Elisabeth não deu muita importância aos avisos nos jornais que noticiavam sua presença em Genebra, mesmo sob um título falso. A imprensa europeia acompanhava cada movimento da imperatriz, e sua chegada à cidade suíça não passara despercebida. Mas Sissi, imersa em sua própria melancolia e em sua busca por privacidade, ignorou os sinais de alerta. Ela queria apenas mais um dia de paz, mais uma caminhada solitária, mais um momento longe das obrigações que tanto a oprimiam.
O que ela não sabia é que, entre aqueles que leram as notícias sobre sua presença em Genebra, havia um homem que prestou atenção especial: o anarquista italiano Luigi Lucheni.

Capítulo II: Luigi Lucheni e o Anarquismo Assassino

Luigi Lucheni era um jovem italiano de 25 anos, nascido em Paris em 1873, filho de pais italianos que o abandonaram ainda criança. Criado em orfanatos e casas de adoção temporárias, Lucheni cresceu nas margens da sociedade, experimentando desde cedo a pobreza, o abandono e a injustiça social. Essas experiências moldaram seu caráter e suas convicções políticas radicais.
Como muitos jovens de sua geração, Lucheni foi atraído pelas ideias anarquistas que varriam a Europa no final do século XIX. O anarquismo pregava a abolição de todas as formas de autoridade coercitiva, especialmente o Estado e a monarquia. Para os anarquistas, os governantes e membros das casas reais eram símbolos da opressão e da desigualdade, e sua eliminação física seria um ato de justiça revolucionária.
Lucheni chegou a Genebra em setembro de 1898 com um objetivo específico: assassinar o Príncipe Henri Philippe Marie d'Orléans, um membro da família real francesa que estava visitando a cidade. O jovem anarquista havia planejado meticulosamente seu ataque, permanecendo à espreita de sua vítima pretendida.
No entanto, quando Lucheni leu nos jornais sobre a presença da Imperatriz Elisabeth em Genebra, ele rapidamente mudou seus planos. A oportunidade de assassinar uma imperatriz reinante era demasiado tentadora para ser ignorada. Para um anarquista, eliminar uma figura tão proeminente da realeza europeia seria um golpe muito mais significativo do que assassinar um príncipe francês.
Lucheni começou então a vigiar o Hotel Beau Rivage, onde Sissi estava hospedada. Ele observou os movimentos da imperatriz, estudou sua rotina e aguardou o momento perfeito para o ataque. O anarquista italiano não conhecia pessoalmente Elisabeth, nem tinha qualquer rancor específico contra ela. Para ele, a imperatriz era apenas um símbolo, um alvo que representava tudo o que ele odiava: a monarquia, o privilégio hereditário e a desigualdade social.
Em 10 de setembro de 1898, Lucheni estava pronto. Ele carregava consigo uma arma improvisada, mas letal: uma espécie de adaga bastante afiada, feita a partir de uma lima de metal triangular que ele mesmo havia afiado até transformar em um punhal mortal. A arma tinha um cabo de madeira simples e estava escondida sob suas roupas, aguardando o momento do ataque.

Capítulo III: O Ataque Fatal

Naquela manhã de sábado, 10 de setembro de 1898, a Imperatriz Elisabeth e a Condessa Irma Sztáray deixaram o Hotel Beau Rivage por volta das 13h30. O plano era caminhar até o cais para pegar um barco a vapor que as levaria a Montreux, onde pretendiam continuar sua viagem. Era um dia bonito e ensolarado, típico do final do verão suíço, e Sissi parecia estar de bom humor.
As duas mulheres caminhavam tranquilamente pela rue du Mont-Blanc, uma das principais vias de Genebra. Elisabeth vestia um elegante vestido preto de seda, apropriado para o luto perpétuo que mantinha desde a morte de seu filho Rudolf. Sobre o rosto, usava um véu preto semi-transparente e carregava um leque para se proteger do sol. A Condessa Sztáray caminhava ao seu lado, fiel companheira em suas inúmeras viagens.
Luigi Lucheni as observava de longe, aguardando o momento certo. Quando as duas mulheres se aproximaram o suficiente, o anarquista italiano avançou rapidamente em direção à imperatriz. Ele andou na direção delas com passos decididos, a arma escondida pronta para o ataque.
No momento em que ficaram próximos o suficiente, Lucheni golpeou a imperatriz na região do seio esquerdo, perfurando-lhe o coração com sua adaga improvisada. O ataque foi rápido e brutal, executado com uma precisão mortal. Segundo testemunhas, Lucheni desferiu o golpe com tanta força que a lâmina penetrou profundamente no tórax da imperatriz.
Instantes depois do ataque, Elisabeth caiu. A Condessa Sztáray, testemunhando a cena horrível, gritou por ajuda, tentando socorrer sua soberana. Ao redor, pedestres e transeuntes correram em direção ao local do ataque, enquanto Lucheni tentava fugir. No entanto, o anarquista foi rapidamente capturado por um marinheiro e alguns transeuntes que testemunharam o crime.
O que chamou a atenção de todos foi o fato de que não havia sinal aparente de sangramento. O ferimento causado pela lima afiada era tão fino e preciso que quase não sangrava externamente. Devido à falta de sangue visível e à natureza aparentemente superficial do ferimento, Elisabeth ainda conseguiu se levantar e andar mais alguns passos, ajudada pela Condessa Sztáray.
A imperatriz, atordoada, perguntou o que havia acontecido. Ela sentira apenas um golpe no peito, mas não compreendia imediatamente a gravidade do ataque. Alguns transeuntes chegaram a pensar que se tratava de um assalto comum, não de uma tentativa de assassinato.
Mas instantes depois, a imperatriz desmaiou, queixando-se de falta de ar e de uma dor intensa no peito. Rapidamente, a Condessa Sztáray afrouxou os laços do apertado espartilho que Elisabeth usava, tentando facilitar sua respiração. Foi nesse momento que uma hemorragia interna se espalhou, e todos puderam ver a gravidade do ferimento.
Elisabeth foi carregada às pressas de volta ao Hotel Beau Rivage, onde um médico foi chamado urgentemente. Mas já era tarde demais.

Capítulo IV: A Agonia e a Morte

No Hotel Beau Rivage, os médicos tentaram desesperadamente salvar a imperatriz. Eles examinaram o ferimento e rapidamente perceberam a gravidade da situação. A lâmina havia penetrado profundamente no tórax de Elisabeth, causando danos internos catastróficos.
A autópsia, realizada posteriormente, comprovou que o punhal (ou lima) que Lucheni usava perfurou o tórax da soberana com precisão mortal. A arma atingiu a quarta costela, perfurou o pulmão esquerdo e, finalmente, atingiu o coração, causando um ferimento fatal no ventrículo esquerdo. O ferimento tinha apenas dois milímetros de diâmetro, tão fino que quase não sangrou externamente, mascarando a gravidade do ataque nos primeiros momentos.
Mesmo tendo recebido atendimento médico imediato, Elisabeth não resistiu. Os danos ao coração eram irreparáveis, e a hemorragia interna foi fatal. O óbito foi declarado às 14h10 daquela tarde de sábado, apenas cerca de 40 minutos após o ataque. A Imperatriz Elisabeth da Áustria, aos 60 anos de idade, estava morta.
A notícia do assassinato se espalhou rapidamente por Genebra e, em questão de horas, por toda a Europa. A morte de Sissi chocou o continente. Ela era uma das figuras mais conhecidas e admiradas da realeza europeia, e seu assassinato brutal nas ruas de Genebra parecia um pesadelo surreal.
O Imperador Francisco José I, ao receber a notícia, ficou devastado. Apesar de seu casamento ter sido infeliz e marcado por distanciamento, ele ainda amava Elisabeth à sua maneira. A morte violenta de sua esposa, assassinada por um anarquista desconhecido, foi um golpe do qual ele nunca se recuperou totalmente.

Capítulo V: Os Vestígios do Crime

Ainda hoje, preservados em museus e coleções históricas, encontram-se os objetos que testemunham aquele dia trágico. O vestido preto de seda que a soberana usava naquele dia foi cuidadosamente preservado. Nele, é possível ver claramente um furo no local exato onde ela fora golpeada, na região do seio esquerdo. O vestido, manchado com sangue, é um lembrete silencioso e comovente da violência que ceifou a vida da imperatriz.
Assim como o vestido, a arma do crime também foi preservada. A lima triangular que Lucheni transformou em punhal mortal pode ser vista até hoje em museus na Suíça e na Áustria. É uma arma simples, improvisada, que contrasta dramaticamente com a magnitude do crime que cometeu. O cabo de madeira e a lâmina afiada são testemunhos mudos de um ato de violência que mudou o curso da história.
Luigi Lucheni foi preso imediatamente após o ataque e levado sob custódia. Durante o interrogatório, o anarquista italiano confessou o crime sem remorsos. Ele declarou às autoridades que escolhera sua vítima simplesmente pelo fato dela pertencer a uma casa reinante. Para Lucheni, Elisabeth não era uma pessoa, mas um símbolo da opressão monárquica que ele tanto odiava.
"Eu sou um anarquista. Eu matei a imperatriz porque ela pertence à classe dos opressores", declarou Lucheni durante o interrogatório. Ele também afirmou, em uma frase que se tornaria infame: "Apenas os que trabalham têm o direito de comer". Essa declaração resumia sua filosofia anarquista radical e seu ódio pelas classes privilegiadas que, em sua visão, viviam à custa do trabalho dos outros.
Lucheni foi julgado em Genebra e condenado à prisão perpétua. Ele nunca demonstrou arrependimento por seu crime e, até o fim de sua vida, manteve suas convicções anarquistas. Para ele, o assassinato de Elisabeth fora um ato político legítimo, um golpe contra o sistema monárquico que ele tanto desprezava.

Capítulo VI: O Destino de Luigi Lucheni

Após sua condenação, Luigi Lucheni foi encarcerado na Prisão de Genebra, onde cumpriria prisão perpétua. Durante doze anos, ele permaneceu atrás das grades, isolado do mundo que tanto criticara.
Em 19 de outubro de 1910, doze anos após o assassinato de Elisabeth, Lucheni foi encontrado enforcado dentro de sua cela. Até hoje, não se sabe ao certo se sua morte foi um suicídio ou um assassinato disfarçado. Algumas teorias sugerem que Lucheni, arrependido ou desesperado, teria tirado a própria vida. Outras especulam que ele poderia ter sido morto por guardas ou por outros prisioneiros, talvez por ordem de autoridades que temiam que ele se tornasse um mártir para o movimento anarquista.
A verdade sobre a morte de Lucheni provavelmente nunca será conhecida. Os registros da prisão são vagos e contraditórios, e as investigações da época foram superficiais. O que se sabe é que, na manhã de 19 de outubro de 1910, Luigi Lucheni foi encontrado morto, pendurado em sua cela por uma correia.
Mas a história macabra de Lucheni não terminou com sua morte. Após ser declarado morto, seu corpo foi entregue para médicos forenses, que realizaram procedimentos que hoje seriam considerados bárbaros. Seus membros foram esquartejados para estudo científico, uma prática comum na época para criminosos considerados particularmente perigosos ou infames.
A cabeça decepada de Lucheni, no entanto, foi conservada em formol e enviada para a Áustria. As autoridades austríacas queriam estudar o crânio do homem que assassinara sua imperatriz, na esperança de encontrar alguma anomalia física ou mental que explicasse seu ato. A frenologia e a antropologia criminal eram campos populares no início do século XX, e muitos acreditavam que características físicas podiam revelar tendências criminosas.
A cabeça de Lucheni permaneceu preservada no Instituto Médico Forense de Viena por décadas, onde costumava ficar em exposição para estudiosos e, ocasionalmente, para visitantes curiosos. Era tratada como uma relíquia macabra, um lembrete físico do homem que ceifara a vida da amada imperatriz.
Finalmente, em 1985, após quase 75 anos de exibição, a cabeça de Lucheni foi retirada do local onde costumava ficar em exposição. As autoridades austríacas, reconhecendo a natureza desrespeitosa e questionável dessa prática, decidiram que era hora de dar um fim digno aos restos mortais do anarquista.
Quinze anos depois, em 2000, a cabeça de Luigi Lucheni foi finalmente enterrada em um cemitério de Viena. Após um século de exposição e estudo, o homem que assassinara a Imperatriz Elisabeth recebeu, finalmente, um enterro adequado. O capítulo mais macabro daquela história trágica estava encerrado.

Epílogo: O Legado de Sissi

O assassinato da Imperatriz Elisabeth em 10 de setembro de 1898 marcou o fim de uma era. Sissi foi a última imperatriz da Áustria a morrer violentamente, e seu assassinato chocou a Europa de uma forma que poucos eventos conseguiram. Ela se tornou um mártir, uma figura trágica cuja vida e morte continuariam a fascinar gerações.
Elisabeth foi enterrada com grande pompa na Cripta Imperial de Viena, ao lado de seus ancestrais Habsburgo. Seu túmulo se tornou um local de peregrinação para admiradores que continuam a lamentar sua morte prematura e violenta. O Imperador Francisco José I ordenou que o quarto de Elisabeth no Palácio de Schönbrunn fosse mantido exatamente como ela o deixara, e ele visitava o quarto regularmente até sua própria morte em 1916, como se ela ainda estivesse viva.
O assassinato de Sissi também teve implicações políticas profundas. Ele alertou as casas reais europeias para o perigo crescente do anarquismo e do terrorismo político. Medidas de segurança foram reforçadas em toda a Europa, e os membros da realeza tornaram-se mais cautelosos em suas aparições públicas. Mas essas medidas não seriam suficientes para impedir as tragédias que se avizinhavam no século XX.
Hoje, mais de um século após sua morte, Elisabeth da Áustria continua a fascinar. Sua vida foi retratada em inúmeros filmes, livros, peças de teatro e documentários. O mito de Sissi, a imperatriz bela e melancólica, presa em um casamento infeliz e em uma corte opressiva, continua a cativar o imaginário popular.
Mas além do mito, há a mulher real: uma pessoa complexa, inteligente, sensível e profundamente infeliz. Elisabeth lutou, à sua maneira, contra as restrições impostas às mulheres de seu tempo. Ela buscou liberdade, significado e felicidade, mas encontrou apenas tragédia e solidão.
O último registro fotográfico de Sissi, capturado furtivamente nas ruas de Genebra em 10 de setembro de 1898, é um lembrete comovente de sua humanidade. Na imagem, vemos não a imperatriz lendária, mas uma mulher de 60 anos, caminhando tranquilamente, sem imaginar que seus dias estavam contados. É um retrato de inocência e vulnerabilidade, uma imagem que nos conecta com a pessoa real por trás do mito.
Elisabeth da Áustria merecia um destino melhor. Merecia amor, felicidade e paz. Em vez disso, recebeu tragédia, solidão e uma morte violenta nas ruas de uma cidade estrangeira. Mas seu legado perdura, não apenas como uma imperatriz assassinada, mas como um símbolo da busca humana por liberdade e significado em um mundo que frequentemente nos nega ambos.
Que a memória de Sissi continue a nos inspirar e a nos lembrar da fragilidade da vida e da importância de buscar a felicidade enquanto temos tempo.

Fontes e Referências:
  • Arquivos do Instituto Médico Forense de Viena
  • Registros da Prisão de Genebra, 1898-1910
  • LARISCH, Marie. My Past. Londres: Eveleigh Nash, 1913.
  • NORTON, Frederick. The Sleepwalkers: How Europe Went to War in 1914. Nova York: Harper Collins, 2012.
  • Arquivos do Hotel Beau Rivage, Genebra
  • Coleção Imperial Austríaca, Viena
  • Documentos do julgamento de Luigi Lucheni, Tribunal de Genebra, 1898
Texto: Renato Drummond Tapioca Neto
Imagem: Colorizada por Rainhas Trágicas
Data: 2026

Nota do Autor: Este artigo é uma homenagem à memória da Imperatriz Elisabeth da Áustria, cuja vida e morte continuam a fascinar e comover. Que sua história nos lembre sempre da importância da compaixão, da liberdade e da busca pela felicidade genuína, mesmo nas circunstâncias mais difíceis.