Urutu | |||||||||||||||||
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| Classificação científica | |||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||
| Bothrops alternatus (Duméril, Bibron & Duméril, 1854) | |||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||
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Bothrops alternatus, conhecido popularmente como urutu, urutu-cruzeiro, cruzeiro e cruzeira[3], é um réptil ofídio da família Viperidae, a mesma da jararaca, cascavel e surucucu, que ocorre no Sudeste, Centro-Oeste e no Sul do Brasil, como também no Uruguai, Paraguai e Argentina. É classificada na série solenóglifa, quanto ao tipo de dentição, por ter as presas inoculadoras de veneno varadas por canais para a condução do veneno produzido em glândulas. Seu veneno é o mais tóxico dentre as jararacas, com a exceção da jararaca-ilhoa, três vezes mais peçonhenta. Foi imortalizada nas música "Urutu Cruzeiro", de Tião Carreiro & Pardinho e "Buraco de Tatu", de Luiz Gonzaga.
Etimologia
"Urutu" é oriundo do tupi uru'tu[3]. "Urutu-cruzeiro", "cruzeiro" e "cruzeira" são referências à mancha cruciforme presente na cabeça dos indivíduos da espécie[3].
Características
O alimento preferido da urutu são preás e outros pequenos roedores. Frequentemente encontrada em banhados e brejos, a urutu, que é ovovípara, produz, em cada parto, de 10 a 15 filhotes, que já nascem bem desenvolvidos, embora ainda encerrados em membranas ovulares. A incubação dos ovos processa-se no interior do organismo materno.
Ágil nos botes e muito peçonhenta, a urutu chama a atenção pelo padrão que lhe adorna a pele: manchas em forma de ferradura dispõem-se em sequência sob o fundo castanho-escuro do dorso, enquanto a parte inferior de seu corpo é esbranquiçada ou creme.
Referências
- McDiarmid RW, Campbell JA, Touré T. 1999. Snake Species of the World: A Taxonomic and Geographic Reference, Volume 1. Herpetologists' League. 511 pp. ISBN 1-893777-00-6 (series). ISBN 1-893777-01-4 (volume).
- The Reptile Database. www.reptile-database.org.
- FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 744
A Majestosa e Temida Urutu-Cruzeiro: Um Mergulho na Biologia da Bothrops alternatus
Distribuição Geográfica e Habitat
Características Físicas e Identificação
- Dorso: Possui um fundo castanho-escuro sobre o qual se dispõem, em sequência, manchas em forma de ferradura.
- Cabeça: A característica mais icônica é a mancha cruciforme presente no topo da cabeça dos indivíduos. É devido a este desenho em forma de cruz que surgiram os apelidos "cruzeiro" e "cruzeira".
- Ventre: A parte inferior de seu corpo contrasta com o dorso, sendo esbranquiçada ou creme.
Dentição e Potência do Veneno
Alimentação e Comportamento
Reprodução e Ciclo de Vida
Legado Cultural e Etimologia
- Origem do Nome: O termo "Urutu" é oriundo do tupi uru'tu. Já as variações "Urutu-cruzeiro", "cruzeiro" e "cruzeira" são referências diretas à mancha cruciforme presente na cabeça dos indivíduos da espécie.
- Na Música: A fama desta serpente foi imortalizada na música brasileira. Ela é protagonista na canção "Urutu Cruzeiro", de Tião Carreiro & Pardinho, e também é mencionada na clássica "Buraco de Tatu", de Luiz Gonzaga. Essas obras perpetuam o conhecimento sobre o animal através das gerações, misturando o respeito pelo perigo com a admiração pela fauna nacional.

