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quarta-feira, 20 de maio de 2026

A Noite da Tragédia: O Fim da Família Imperial Russa

 Na madrugada de 17 de julho de1918, Yakov Yurovsk acordou a família imperial e seus criados e os levou para o porão da casa Ipatiev. Em seguida, um a um, os membros do pelotão atravessavam as portas do porão e se posicionaram na direção de cada uma das vítimas. O chefe deles permaneceu de frente para o monarca deposto, com uma mão no bolso da Mauser e a outra segurando um papelzinho, que leu em voz alta e clara: “Em vista do fato de que seus parentes europeus continuam a atacar a Rússia Soviética”, começou ele, olhando diretamente para Nicolau, “a diretoria do Soviete Regional dos Urais decidiu que vocês devem ser mortos". O que aconteceu em seguida foi uma carnificina tão violenta, que saiu até mesmo do controle dos seus arquitetos. Como que por instinto, a czarina e sua filha mais velha, Olga, fizeram o sinal da cruz, enquanto os demais sibilavam algumas palavras incoerentes de protesto. Imediatamente, Yakov Yurovsky sacou a arma do bolso, deu um passo à frente e atirou à queima-roupa no peito de Nicolau.

Os outros atiradores, alguns deles chamados Ermakov, Kudrin, Medvedev e Nikulin seguiram o exemplo e também atiraram no czar, dando um banho de sangue no jovem Alexei, sentado ao lado do pai. Cada executor havia recebido instruções sobre em quem deveriam atirar, preferencialmente mirando no coração, afim de evitar maiores sofrimentos. Em vez disso, o que deveria ser uma execução rápida se transformou num verdadeiro massacre. Ermakov disparou sua Mauser contra a cabeça da czarina, enquanto uma rajada de balas atingia o dorso dela. Olga foi morta por uma única bala na cabeça. Em seguida, Botkin, Trupp e Karitonov também foram mortos, os corpos frisados por balas. Atirando para qualquer lado, o esquadrão levantou uma grande nuvem de fumaça, de modo que era quase impossível enxergar as posições do restante das vítimas. A mistura do odor da pólvora com sangue e fluidos corporais (fezes, urina e vômitos) tinham o poder de asfixiar qualquer um ali dentro.

Texto: @renatotapioca

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(https://curitibaeparanaemfotosantigas.blogspot.com/)




A Noite da Tragédia: O Fim da Família Imperial Russa

Data do registro: 20 de maio de 2026
Na madrugada de 17 de julho de 1918, Yakov Yurovsky, o comandante designado para a tarefa, acordou a família imperial russa e seus poucos servos restantes. Alegando que precisavam se mudar por questões de segurança, conduziu todos até o porão da Casa Ipatiev, em Ecaterimburgo — o local que seria sua última morada.
Quando todos estavam posicionados no centro do ambiente frio e vazio, os membros do pelotão de execução entraram um a um, ocupando posições estratégicas e apontando armas diretamente para cada uma das vítimas. Yurovsky ficou de frente para o czar deposto, Nicolau II. Com uma das mãos no bolso, segurando sua pistola Mauser, e na outra um pequeno papel com a sentença, leu em voz alta e firme:
— “Em vista do fato de que seus parentes europeus continuam a atacar a Rússia Soviética, a diretoria do Soviete Regional dos Urais decidiu que vocês devem ser mortos”.
Olhando diretamente nos olhos do monarca, ele declarou o fim de uma dinastia que governara a Rússia por séculos. Por instinto religioso, a czarina Alexandra e sua filha mais velha, Olga, fizeram o sinal da cruz. Os outros membros da família e os servos murmuraram palavras desconexas, de protesto ou súplica, mas foram interrompidos imediatamente. Yurovsky sacou a arma, deu um passo à frente e disparou à queima-roupa contra o peito de Nicolau II.
Foi o sinal para o início de uma carnificina que logo saiu do controle. Os outros executores — entre eles Ermakov, Kudrin, Medvedev e Nikulin — seguiram o exemplo. As ordens eram claras: cada um deveria atirar em uma vítima específica, mirando no coração para garantir uma morte rápida e sem sofrimento. Mas a realidade foi diferente. O czar foi alvejado diversas vezes, e o sangue respingou sobre o jovem Alexei, o herdeiro ao trono, que permanecia sentado ao lado do pai, franzido de dor e medo.
O caos tomou conta do porão. Ermakov disparou contra a cabeça da czarina, enquanto uma chuva de balas atingia suas costas. Olga caiu morta com um único projétil na cabeça. Em instantes, o médico Botkin, o criado Trupp e o cozinheiro Karitonov também foram atingidos, seus corpos perfurados repetidamente. Os atiradores disparavam para todos os lados, e a fumaça espessa da pólvora logo encheu o ambiente, tornando quase impossível enxergar quem ainda estava vivo ou morto.
O ar tornou-se irrespirável. A fumaça misturou-se ao cheiro metálico do sangue e ao odor forte de fluidos corporais — fezes, urina e vômitos — liberados pelo medo e pelo impacto da morte. O que deveria ser uma execução planejada e discreta transformou-se em um cenário de guerra, marcando, com violência absoluta, o ponto final da história dos Romanov e o ocaso do Império Russo.

Texto original: @renatotapioca