Mostrando postagens com marcador Sines: Geografia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sines: Geografia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Sines: Geografia, História e Desenvolvimento Industrial

 



Sines
Vista parcial de Sines
Brasão de SinesBandeira de Sines
Localização de Sines
Gentílicosineense, siniense
Área132,42 km²
População14 771 hab. (2023)
Densidade populacional111,5  hab./km²
N.º de freguesias2
Presidente da
câmara municipal
Álvaro Beijinha (PCP-PEV, 2025-2029)
Fundação do município
(ou foral)
1362
Região (NUTS II)Alentejo
Sub-região (NUTS III)Alentejo Litoral
DistritoSetúbal
ProvínciaBaixo Alentejo
Feriado municipal24 de novembro
Código postal7520 Sines
Sítio oficialwww.sines.pt
Castelo de Sines

Sines é uma cidade portuguesa do distrito de Setúbal, região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral. É sede do município de Sines[1] com 203,30 km² de área[2] e 14.771 habitantes,[3] subdividido em 2 freguesias.[1]

O município é limitado a norte e leste pelo município de Santiago do Cacém, a sul por Odemira e a oeste tem litoral no Oceano Atlântico. O litoral do município, para sul de São Torpes, faz parte do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.

O município de Sines possui o maior PIB per capita entre todos os municípios de Portugal.[4]

História

Há evidências da existência de populações humanas na área do município desde a pré-história. Vestígios de alguns desses povoamentos estão hoje a descoberto em estações arqueológicas como a Palmeirinha e a Quitéria.

Os celtas e púnicos também terão andado por Sines. A presença celta é apenas uma hipótese, mas a púnica é uma certeza: é púnico o Tesouro do Gaio, descoberto numa herdade do município em 1966 e atualmente à guarda do Museu de Sines.

Com os romanos, o concelho define-se pela primeira vez como centro portuário e industrial. A baía de Sines é o porto da cidade de Miróbriga. O canal da Ilha do Pessegueiro está ligado a Arandis (Garvão). Sob o poder de Roma, Sines e a Ilha são polos "industriais", com complexos de salgas de peixe. A segunda hipótese de etimologia de Sines é também romana: "sinus" - baía ou "sinus" - seio, que é a configuração do cabo de Sines visto do Monte Chãos.

A alta Idade Média, em que a região teve ocupação por Visigodos e Mouros, é o período mais obscuro da história de Sines. Há no Museu de Sines cantarias visigóticas que atestam a existência de uma basílica do século VII. Durante a ocupação árabe do sul da Península, Sines é praticamente abandonada.

Povoação da Ordem de Santiago a partir o século XIII, Sines adquire autonomia administrativa em 24 de novembro de 1362. D. Pedro I concede carta de elevação de Sines a vila interessado na sua função defensiva da costa, colocando como condição a construção do castelo.

A vida do município na Idade Moderna continua a ser marcada pelas funções marítimas. A fundação de Porto Covo, por Jacinto Bandeira, acontece no final do século XVIII, no pressuposto de aí virem a ser construídos dois portos.

Houve acordo de aliança dos reinos de Portugal e de Inglaterra no século XIX em altura de rainha Victoria, o acordo era os senhores ingleses a ocupar os terrenos do território de Sines, de Santiago do Cacém e de Odemira, com a divisão dos terrenos de mais de numa área dois campos de futebol em atualmente ainda na cidade e no arretares de Sines e de Porto Côvo, fui a forma a iniciar a produtividade de agricultura, de animais e de cortiça em território no Litoral Alentejano e o desenvolvimento das vilas de Sines, de Santiago do Cacém, de Odemira, de Santo André e de Milfontes e das aldeias de Porto Côvo, de Melides, de Abela e de Grândola.

A industrial mais produtividade para os senhores ingleses fui a cortiça, com as oito fabricas em Sines os produtos de cortiça saiu na via marítima e até no início de século XX e na década 30.

No século XIX, com o Liberalismo, o concelho deixa de pertencer à Ordem de Santiago e acaba mesmo por ser extinto, em 1855. Mas a segunda metade do século é, paradoxalmente, de crescimento.

Em meados do século XIX, um jovem médico algarvio escreve a primeira monografia de Sines conhecida, "Breve Notícia de Sines". A Sines de Francisco Luís Lopes é uma vila com problemas, mas aberta e tolerante.

O século XX começa praticamente com a restauração do município, em 1914, que até então fazia parte de Santiago do Cacém.[5] A indústria da cortiça, a pesca e alguma agricultura e turismo constituem a base da vida de Sines até ao final da década de 60, quando, além da proximidade do mar, Sines pouco se distingue do resto do Alentejo.

O grande complexo industrial criado pelo governo de Marcello Caetano em Sines, em 1970, muda o município. A população explode e diversifica-se, a paisagem ganha novas configurações e a comunidade luta para manter a sua integridade e a qualidade de vida, mitigando os impactes negativos da instalação das novas unidades e aproveitando os positivos.

A história da construção de complexo petroquímico de Sines até nos finais de década 80 de século XX, os únicos projetos completos são as duas petroquímicas, a Central Carvão da EDP e os terminais de carvão e de petroleiro o acordo não fui a completamente terminado a falhava era de destruída da vila de Sines para a instalar de novo terminal petroleiro na baía ou da expansão do terminal de petroleiro, como os mais de 10 km de oleodutos era o complexo petroquímico para a uma infraestrutura de plataforma de transsphiment petroquímica internacional e o complexo petroquímico já a acabou a ideia atualmente de é o complexo industrial ou a plataforma logística intercontinental.

A razão do ideal do projeto de construção da cidade de raiz, Vila Nova de Santo André para a migração do populacional da vila de Sines, era para o desaparecido do povoado de Sines, era para a transformação de ocupação do tudo território da sede do município do complexo industrial - portuário de Sines, o ideal era então errado de eliminação do povoado de Sines no inicial da década 70 a da década 90, na década 90 de expansionismo da vila de Sines até chegar a cidade de Sines a continuidade a limitada o expansionismo de cidade e de industrial, nas razões da burocracia processual estadual e local e as escolhas políticas económicas e reindustrialização do país no longo anos errada, para a estratégica do país para a globalização a continuidade do atrasado desenvolvo de cidade portuária - industrial de Sines, para o centralizo de financeiro do Funchal, de político da Lisboa, de industrial e de económico do Porto e como um problema consciência da sociedade Portuguesa para da cultura a económica e o industrial.

Mas hoje pelo porto de águas profundas de Sines já passa mais de metade do tráfego portuário em Portugal, sobretudo de contentores. E o alargamento do canal do Panamá poderá dar um grande impulso a Sines, desde que seja finalmente construída uma adequada ligação ferroviária a Espanha e Europa Central.

Clima

Sines possui um clima mediterrânico do tipo Csb, ou seja, com verões e invernos amenos, muito influenciado pelo oceano. Dias com mais de 30 ºC são muito raros e dias com menos de 0 ºC são praticamente inexistentes. O clima é também seco, especialmente no verão, embora o outono seja relativamente chuvoso.

[Esconder]Dados climatológicos para Sines
MêsJanFevMarAbrMaiJunJulAgoSetOutNovDezAno
Temperatura máxima média (°C)15,215,516,617,118,320,221,521,721,62017,916,118,5
Temperatura média (°C)12,212,813,714,51617,519,119,21917,315,113,315,8
Temperatura mínima média (°C)9,21010,811,913,615,616,816,816,414,712,310,513,2
Precipitação (mm)72,856,739,148,532,37,92,9219,160,285,184,4511
Fonte: Instituto Português do Mar e da Atmosfera[6] 7 de abril de 2021

Política

Eleições autárquicas[7]

Câmara Municipal

Data%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%V%VParticipação
FEPU/APU/CDUPSCDS-PPPCTP/MRPPADUDP/BEPPD/PSDPPMPSNPSD-CDSGCEMPTCH
197654,96335,5822,94-2,34-
62,51 / 100,00
197962,03412,54-AD0,45-21,7811,89-ADAD
74,34 / 100,00
198261,59317,79116,8710,93-
71,17 / 100,00
198564,20413,58-1,26-18,471
64,75 / 100,00
198960,32514,5914,29-17,621
56,76 / 100,00
199351,19431,5222,87-10,5911,24-
61,84 / 100,00
199744,11437,01310,87-4,17-
61,08 / 100,00
200148,42440,513PPD/PSDCDS-PP7,54-
61,68 / 100,00
200554,91527,5221,22-2,18-9,84-
57,65 / 100,00
200914,94130,6924,89-3,35-43,864
64,69 / 100,00
201315,90151,9741,38-4,08-23,062
56,64 / 100,00
201716,39158,5952,73-2,63-CDS-PP15,261CDS-PP
52,43 / 100,00
202114,32150,244PPD/PSDCDS-PP3,34-26,1923,47-
49,74 / 100,00
202540,72316,61112,14123,3725,65-
61,06 / 100,00

Assembleia Municipal

Data%D%D%D%D%D%D%D%D%D%DParticipação
FEPU/APU/CDUPSADPPD/PSDUDP/BECDS-PPPSD-CDSGCECDS-MPT-PPMCH
197656,90537,873
62,51 / 100,00
197963,361713,20321,935AD
74,34 / 100,00
198260,371619,05517,334
71,17 / 100,00
198562,411014,76218,7931,29-
64,75 / 100,00
198957,741317,02417,6843,95-
56,89 / 100,00
199349,761233,07711,1323,08-
61,85 / 100,00
199742,921037,8384,94110,372
61,09 / 100,00
200147,361040,209PSD-CDSPSD-CDS8,871
61,71 / 100,00
200552,931229,63710,8521,73-
57,63 / 100,00
200915,19330,0874,5916,38141,029
64,68 / 100,00
201318,34448,30115,5911,75-22,275
56,64 / 100,00
201717,75453,70133,48-CDS-MPT-PPM17,4643,20-
52,43 / 100,00
202118,07446,30113,73-25,6963,62-
49,75 / 100,00
202532,51717,72412,97327,3767,301
61,06 / 100,00

Juntas de Freguesia

Por freguesia

Eleições legislativas

Data%
PCPPSPSDCDSUDPAPU/

CDU

ADFRSPRDPSNBEPANPSD
CDS
LCHIL
197651,1227,957,542,832,03
1979APU17,82ADAD2,4851,9722,73
1980FRS1,9548,5723,7419,73
198327,4210,706,361,2650,01
198516,8112,904,131,7244,1415,89
1987CDU15,6828,722,711,1338,287,22
199127,3831,703,2026,800,762,26
199545,9215,096,341,0925,380,16
199946,4116,034,8224,920,153,17
200240,0024,045,5721,754,25
200545,9214,443,9621,389,14
200934,0015,766,2419,9517,19
201126,8025,388,6119,688,411,34
201533,47CDSPSD19,1415,941,4119,601,53
201936,3112,932,7216,0314,943,771,071,510,83
2022[8]46,3515,811,1710,136,231,651,379,373,77
2024[9]30,41ADAD8,0816,227,922,383,4720,234,56
2025[10]22,427,4622,323,721,845,3426,854,20

Evolução da população do município

★ Os Recenseamentos Gerais da população portuguesa, regendo-se pelas orientações do Congresso Internacional de Estatística de Bruxelas de 1853, tiveram lugar a partir de 1864, encontrando-se disponíveis para consulta no site do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Sines
AnoPop.±%
18643 148    
18783 363+6.8%
18903 580+6.5%
19003 988+11.4%
19114 808+20.6%
19205 586+16.2%
19307 666+37.2%
19408 859+15.6%
19509 534+7.6%
19608 866−7.0%
19707 550−14.8%
198112 075+59.9%
199112 347+2.3%
200113 577+10.0%
201114 238+4.9%
202114 198−0.3%

(Obs.: Número de habitantes "residentes", ou seja, que tinham a residência oficial neste município à data em que os censos se realizaram.)

Número de habitantes por grupo etário[11][12]
19201930194019501960197019811991200120112021
0-14 Anos20372626307728872304180530182542210820682007
15-24 Anos10031649172319841572106017551782199015871348
25-64 Anos23283099364441004374404061446500738280797650
= ou > 65 Anos22931036751961664511581523209725043193

(Obs: De 1900 a 1950 os dados referem-se à população "de facto", ou seja, que estava presente no município à data em que os censos se realizaram. Daí que se registem algumas diferenças relativamente à designada população residente)

Freguesias

Freguesias do município de Sines

O município de Sines está dividido em duas freguesias:[1]

Freguesias do município de Sines
FreguesiaResidentes (2011)Residentes (2021)[13]
Porto Covo10381092
Sines1320013122
Total1423814214


Economia

No município predominam as atividades ligadas aos sectores secundário e terciário, seguidos pelo primário. Sines é um centro industrial, o que se traduz pela localização, neste município, de uma refinaria de petróleo, indústrias da petroquímica, de construção de polímeros, de metalomecânica e de produção de vagões, facto promovido pela proximidade do porto comercial, cuja importância tem vindo a crescer desde o início do novo milénio.

A aliança 2M, que irá reunir os armadores Maersk e MSC de contentores já escolheu Sines para operar em Portugal os seus serviços de transhipment (transbordo) de contentores no terminal de contentores do porto de Sines e como a ligar de ferroviária de mercadorias entre do porto de Sines - Madrid - Paris - Europa em 2021, os outros navios de cinco continentes, como as novas rotas comerciais do porto de Sines estar no centro das rotas e o início a operar totalmente do canal de ligação dos oceanos Pacífico - Atlântico em no Canal de Panamá vai o porto de Sines a ganhar a maior importação navegação marítima entre oceano Atlântico de exportação e de importação da União Europeia, a ser a porta entrada da China, dos Estados Unidos da América para a União Europeia e o porto de Sines como as previsões de estudos de Organização Mundial do Comércio (OMC) a dar o maior crescimento no mercado de contentores no futuro.

O porto de Sines é o primeiro maior porto artificial de Portugal e um porto de águas profundas, de fundos naturais até −28 m ZH, com terminais especializados que permitem o movimento de diferentes tipos de mercadorias e de Transshipment "Transbordo" e Hinterland Nacional e Fronteiriço ou rede de Trans-Europa. Para além de ser o principal porto na fachada atlântica de Portugal, devido às suas características geofísicas, é a principal porta de entrada de abastecimento energético de Portugal: contentores, gás natural, carvão, petróleo e seus derivados (Características, 2007).

A sua construção teve início em 1973 e entrou em exploração em 1978. A 14 de Dezembro de 1977 foi criada a Administração do Porto de Sines (APS) (30º, 2007). O porto opera 365 dias por ano, 24 horas por dia, disponibilizando serviços tais como: controlo de tráfego marítimo; pilotagem, reboque e amarração; controlo de acessos e vigilância; água potável e bancas; combate a acidentes/poluição; reparações a bordo ou em terra (Serviços, 2007). O porto de Sines situa-se a 37º 57' de latitude Norte e a 08º 52´ de longitude Oeste, a 58 milhas marítimas a Sul de Lisboa (Localização, 2007).

Sines também passou por algumas vicissitudes nas décadas iniciais. Desde problemas na construção do porto até excesso de optimismo quanto a certas indústrias petroquímicas (não a refinaria), foram vários os contratempos. Mas hoje pelo porto de águas profundas de Sines já passa mais de metade do tráfego portuário em Portugal, sobretudo de contentores. E o alargamento do canal do Panamá poderá dar um grande impulso a Sines, desde que seja finalmente construída uma adequada ligação ferroviária a Espanha e Europa Central.

No que respeita ao hinterland, existem ótimas ligações diretas do Terminal XXI às redes nacionais rodoviária e ferroviária, estando estas integradas na Rede Transeuropeia de Transportes. Por outro lado, para dar resposta às projeções de crescimento, encontra-se em implementação um ambicioso plano de evolução e expansão das acessibilidades rodo-ferroviárias, que permitirão garantir a correta intermodalidade para as ligações nacionais e ao interior de Espanha, particularmente à região de Madrid.

A pesca, o turismo e os serviços são as restantes atividades com relevância no município.

Comunicação social

Figuras ilustres

  • Emmerico Nunes - pintor, ilustrador e caricaturista nascido em Lisboa, mas falecido em Sines onde viveu parte da sua vida.
  • Al Berto - poeta, pintor, editor e animador cultural que viveu em Sines durante a sua infância e adolescência.

Património histórico

O castelo de Sines com a estátua de Vasco da Gama.
A Praia de São Torpes, em Sines, foi o local onde deu à costa o corpo do santo mártir.

Militar

Religioso

Estátuas

Outros

Equipamentos públicos

Principais eventos

Desportivos

Porto de pesca de Sines (vista do castelo)

Cidades geminadas

Sines: Geografia, História e Desenvolvimento Industrial

Introdução e Geografia

Sines é uma cidade portuguesa situada no distrito de Setúbal, na região do Alentejo e sub-região do Alentejo Litoral. Sede de um município com 203,30 km² de área e 14.771 habitantes (subdividido em 2 freguesias), o concelho é limitado a norte e leste por Santiago do Cacém, a sul por Odemira e a oeste pelo Oceano Atlântico.

O litoral a sul de São Torpes integra o Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Destaca-se ainda por ostentar o maior PIB per capita entre todos os municípios de Portugal.

História

Da Pré-História à Antiguidade Romana

A presença humana na região remonta à pré-história, com estações arqueológicas como a Palmeirinha e a Quitéria. A passagem de povos púnicos é atestada pelo Tesouro do Gaio (descoberto em 1966 e patente no Museu de Sines), enquanto a influência celta permanece como hipótese.

Sob o domínio de Roma, Sines consolidou-se como centro portuário e industrial associado à cidade de Miróbriga, destacando-se nos complexos de salgas de peixe (incluindo a Ilha do Pessegueiro, ligada a Arandis/Garvão). A etimologia do nome poderá derivar do latim sinus (baía ou seio).

Idade Média e Moderna

  • Idade Média: Período de obscurantismo com ocupação visigótica (atestada por cantarias no museu local) e posterior abandono durante o domínio islâmico.

  • Ordem de Santiago: A partir do século XIII, a povoação integrou os domínios da Ordem de Santiago, obtendo autonomia administrativa em 24 de novembro de 1362, quando D. Pedro I concedeu a carta de elevação a vila sob a condição de construir o castelo defensivo costeiro.

  • Idade Moderna: A atividade marítima continuou a marcar o município, destacando-se no final do século XVIII a fundação de Porto Covo por Jacinto Bandeira.

Os Séculos XIX e XX

  • Século XIX: O período foi marcado pelo impacto do Liberalismo (fim dos domínios da Ordem de Santiago e extinção temporária do concelho em 1855, restaurado em 1914), pelo desenvolvimento da indústria da cortiça impulsionada por investidores britânicos e pela publicação da primeira monografia local, Breve Notícia de Sines, por Francisco Luís Lopes.

  • O Complexo Industrial (Anos 1970): Lançado pelo governo de Marcello Caetano em 1970, o grande complexo industrial alterou profundamente a demografia e a paisagem local. O projeto original — que previa a deslocalização e eventual substituição do povoado tradicional em favor da construção de Vila Nova de Santo André — sofreu reestruturações profundas face à contestação e às contingências político-económicas das décadas seguintes.

A Sines Contemporânea

Hoje, Sines afirma-se como um motor logístico e económico de importância nacional. O seu porto de águas profundas movimenta mais de metade do tráfego portuário de contentores em Portugal, perspetivando-se um reforço estratégico com o alargamento do canal do Panamá e a consolidação de futuras ligações ferroviárias de alta capacidade com a Europa Central.