terça-feira, 28 de setembro de 2021

O lamaçal que era na Nilo Cairo, quase esquina c/Mariano Torres, Curitiba, em 1956. (Foto: curitiba.pr.gov.br) Paulo Grani

 O lamaçal que era na Nilo Cairo, quase esquina c/Mariano Torres, Curitiba, em 1956.
(Foto: curitiba.pr.gov.br)


Paulo Grani

Pode ser uma imagem de ao ar livre

A PRIMEIRA IGREJA NA COLÔNIA SANTA CANDIDA

 A PRIMEIRA IGREJA NA COLÔNIA SANTA CANDIDA


Pode ser uma imagem de ao ar livre" O presidente de província Adolpho Lamenha Lins esforçou-se logo de inicio em dotar a colônia de uma capela para o culto religioso dos colonos. Assim no próprio ano de fundação destinou um terreno de 76.681 metros quadrados e nele autorizou a construção de uma capela. Em seu relatório governamental de 1877 p. 84 e 85 assim descreve:

“Ultimamente terminou-se a construcção da capella que já foi entregue ao culto. É um edifício elegante, bem construído e está bem ornado e servido de paramentos, importando a despeza total em 6:397$000 (seis contos, trezentos e noventa e sete mil réis).”

Padre João Wislinski, em seu livro de crônicas, dá maiores detalhes dessa primeira igreja de Santa Cândida:

“… Era um quadrilátero de pedra até as janelas e depois de tijolos até a cobertura. Os tijolos procediam da Olaria Strese do Bacacheri, onde atualmente possui a Olaria Silvio Colle. O Sr. Strese era alemão católico. Os tijolos de sua Olaria eram muito bons, que hoje é difícil encontrar. No ano de 1910, do tempo do Pe. Leon Niebieszczanski, foi construído o presbitério em estilo gótico e duas pequenas sacristias. Anteriormente foi acrescentado na frente “babiniec” (lugar para as mães com nenês), de sorte que o comprimento de toda a Igreja tem 27 metros e a largura 6,40 metros. Não havia torre, somente ao lado campanário de madeira com dois sinos e sineta (“sygnaturka"). Esta primeira Igreja de Santa Cândida tinha três altares, o principal de estilo imperial com a imagem de madeira 80 cm de altura de Santa Cândida, … e dois altares laterais nos quais estavam uma pequena imagem do Sagrado Coração de Jesus e de Nossa Senhora do Rosário.”

A capela foi solenemente benzida e inaugurada no dia dos santos reis (6 de janeiro) de 1877, com uma procissão que partiu de Curitiba, com cerca de 2.000 fieis, inclusive o próprio presidente da província, conduzindo uma imagem de Santa Cândida de 80 cm de altura, doada que fora pelo imperador D. Pedro II e adquirida em Lisboa.

O jornal governista, Dezenove de Dezembro, assim registrou o translado da imagem de Santa Cândida da matriz de Curitiba para a respectiva colônia:

“… os colonos dos arredores da capital em numero superior a dois mil, seguidos de uma multidão de fieis desta cidade, formaram a procissão que desfilou pela estrada da Graciosa até a bella colina onde está construída a elegante capella da colônia. A colônia Argelina (leia-se Santa Cândida) empavesou-se com arcos de folhagens, onde se liam inscrições relativas … uma comissão de meninas vestidas de branco, em nome da infância a quem S. Ex. (Lamenha Lins) fornece com tanta liberalidade o pabulo da instrução, depoz nas mãos do benemérito presidente singela e muito significativa manifestação. Os colonos de Argelina (leia-se Santa Cândida) fizeram-se representar por sua vez perante S. Ex. exprimindo-lhe a satisfação que experimentam diante dos progressos da colonização …. O povo aglomerado na collina, onde foi edificada a capella, oferecia aos que chegavam um imponente espetáculo. … Os distintos encarregados do alojamento dos imigrantes, e agente da colonização as suas expensas distribuíram pão e carne entre os colonos, que compareceram a festa."

E assim passou o tempo e a capela foi servindo a seu propósito quando em 1929 o padre Paulo Warkocz iniciou a construção da nova Igreja. Pe. Paulo foi transferido para Irati em janeiro 1931 e coube ao Pe. João Wislinski que assumiu a paróquia em dezembro de 1931 concluí-la. Há duras penas, com diversas paralisações, por falta de dinheiro, a nova igreja foi concluída e em maio de 1936 nela foi rezada a primeira missa.

Então no dia 19 de fevereiro de 1940 procedeu-se a demolição dessa primeira igreja da colônia. A respeito dessa demolição Pe. Wislinski assim escreve em suas crônicas:

“Como a antiga Igreja estava em outro lugar, do outro lado da estrada, poderia ter sido conservada, pois, a construção era muito sólida. Poderia servir como residência paroquial. Infelizmente, somente 2 metros de distância, foi erguida a nova imponente Igreja, de tal sorte que, ficou entre a nova Igreja e o Cemitério paroquial. Tinha que sucumbir à demolição. O povo, principalmente os idosos e adultos lamentavam, quando começaram demolir as paredes da “velhinha”. Não é de admirar, pois, elas eram tão antigas como a estadia deles em Santa Cândida. Foi nela que eles contraíram matrimônio, batizaram os seus filhos, dela conduziam os primeiros colonos pioneiros, os seus familiares, para o descanso eterno no Cemitério ao lado. Foi nela que ouviam a Palavra de Deus, purificavam-se dos pecados, alimentavam a alma com as orações e a Sagrada Comunhão. Foi lá que eles hauriam força e coragem nos momentos difíceis, sobretudo nos primórdios na Terra Brasileira. – O que fazer! Assim é na vida dos homens, os idosos deixam lugar aos novos; amada e venerável, a primeira Igreja católica em Santa Cândida desceu ao sepulcro, fazendo lugar para a sua nova e suntuosa sucessora, … cabendo a esse padre o triste dever de pôr no sepulcro esta primeira Igreja de Santa Cândida na colônia de Santa Cândida.”

(Fonte e fotos: danuzia.com.br)

Paulo Grani.

HISTÓRICO EDIFÍCIO DA ALFÂNDEGA DE PARANAGUÁ

 HISTÓRICO EDIFÍCIO DA ALFÂNDEGA DE PARANAGUÁ


Pode ser uma imagem de ao ar livre e monumento
" [...] Por volta de 1889, quando o Paraná já era Província (1853) e já existia a importante estrada de ferro ligando Curitiba a Paranaguá (1885), o Governo Federal ordenou a construção de um novo edifício para a instalação da Alfândega, junto ao Porto D. Pedro II. O local escolhido facilitaria a comunicação imediata com o ponto de embarque e desembarque de mercadorias e passageiros, assim como diminuiria os gastos com fretes e carretos. Porém, esse local distanciava (na época) cerca de 3 km do centro comercial de Paranaguá, o que causaria gastos extras aos comerciantes.

Em vista disto, alguns poucos moradores da cidade enviaram um telegrama em protesto ao Governo Federal. O telegrama foi publicado em um importante jornal de Paranaguá:

“Constatando pretender Governo mandar construir edifício nova Alfândega no Porto D. Pedro II logar pantanoso inconveniente e distante 3 km desta cidade, população, comércio unanimemente solicitação empregueis meios evitar similhante resolução que de nenhum modo de consulta interesses gerais aliados convencionais da localidade Governo provisório intuito acautelar interesses de toda espécie e satisfazendo geral aspiração população autorise construção edifício n’esta cidade onde não falta local apropriado”. (Paranaguá, 19 de novembro de 1889).

Apesar dos protestos dos comerciantes de Paranaguá, a pedra fundamental do edifício da nova Alfândega foi lançada em 1903, na zona do Porto D. Pedro II. O engenheiro responsável foi o arquiteto Dr. Rudolf Lange e o engenheiro construtor o Dr. João Carlos Gutierrez. Tratava-se de um prédio de arquitetura do fim do século XIX e início do século XX, ou seja, arquitetura eclética, predominantemente do estilo Romano-Renascentista.

Em 10 de abril de 1910 instalou-se a Alfândega de Paranaguá provisoriamente, ocorrendo o ato oficial só a 28 de outubro de 1911. Por muitos anos o edifício continuou a ser utilizado pela Fazenda Nacional, sendo também Agência da Receita Federal em Paranaguá até 1975, quando foi autorizado a mudar de local devido o precário estado de conservação do edifício da antiga Alfândega.

Ficou por muito tempo abandonado até que, em 1976, a Prefeitura Municipal de Paranaguá solicitou a cessão do edifício da antiga Alfândega, a fim de instalar um Centro de Cultura, com Museu e Biblioteca, além de preservar o imóvel promovendo a sua restauração. Através do Decreto n.º 80.817, de 24 de novembro de 1977, o Presidente da República autoriza a cessão do imóvel, sob forma de utilização gratuita ao Município de Paranaguá.".
(Fonte: patrimoniocultural.pr.gov.br)

Paulo Grani.

Raríssimo Cartão Postal da Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1910, onde vê-se em destaque o busto do Marechal Floriano, as torres da Catedral e, à direita, o coreto que nela havia. (Foto: Arquivo Publico do Paraná) Paulo Grania

 Raríssimo Cartão Postal da Praça Tiradentes de Curitiba, década de 1910, onde vê-se em destaque o busto do Marechal Floriano, as torres da Catedral e, à direita, o coreto que nela havia.
(Foto: Arquivo Publico do Paraná)


Paulo Grania

Pode ser uma imagem de ao ar livre e monumento

Trabalhadores anônimos construindo o edifício Rosa Perrone, esquina da rua Riachuelo com rua São Francisco no centro de Curitiba, em 1950. (Foto: Synval Stocchero / Arquivo Gazeta do Povo) Paulo Grani.

 Trabalhadores anônimos construindo o edifício Rosa Perrone, esquina da rua Riachuelo com rua São Francisco no centro de Curitiba, em 1950.
(Foto: Synval Stocchero / Arquivo Gazeta do Povo)


Paulo Grani.

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, pessoas em pé, monumento e ao ar livre

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Campina do Siqueira - Foto Metalúrgica Gans Anos 50 Fonte - Curitiba antigamente

 Campina do Siqueira - Foto Metalúrgica Gans
Anos 50
Fonte - Curitiba antigamente


Pode ser uma imagem de ao ar livre

Rua XV de Novembro de Curitiba, década de 1930. Um policial ao meio da rua controlava o tráfego de veículos, em um tempo em a capital ainda não tinha semáforos. (Foto: Jornal Gazeta do Povo) Paulo Grani

 Rua XV de Novembro de Curitiba, década de 1930. Um policial ao meio da rua controlava o tráfego de veículos, em um tempo em a capital ainda não tinha semáforos.
(Foto: Jornal Gazeta do Povo)


Paulo Grani

Pode ser uma imagem de uma ou mais pessoas, estrada e rua

Esta foto da década de 1950, é do tempo que os curitibanos tinham o costume de sairem de casa munidos de um guarda-chuva e, para atender a demanda, surgiu a "Sombrinha de Ouro". Foi no início daquela década, quando o imigrante Hipólito Arzua, fugido da guerra na Europa, junto com um sócio, abriram em Curitiba a primeira fábrica de Sombrinhas e Guarda-Chuvas do Paraná, que funcionava na Rua Doutor Muricy, no centro da cidade. Em pouco tempo, a população curitibana desenvolveu grande simpatia pela marca "Sombrinha de Ouro" que, além de consertar sombrinhas e guarda-chuvas, passou a fabricar seus próprios produtos de alta qualidade para toda a população de Curitiba. Na década de 1970, ela foi mudada para a rua Voluntários da Pátria, e seu nome foi mudado para Casa das Sombrinhas, quando, então, a fábrica e loja contava com 6 funcionários, além de 50 costureiras e consertadores, permanecendo lá até os dias atuais. (Foto: Pinterest) Paulo Grani

 Esta foto da década de 1950, é do tempo que os curitibanos tinham o costume de sairem de casa munidos de um guarda-chuva e, para atender a demanda, surgiu a "Sombrinha de Ouro".


Foi no início daquela década, quando o imigrante Hipólito Arzua, fugido da guerra na Europa, junto com um sócio, abriram em Curitiba a primeira fábrica de Sombrinhas e Guarda-Chuvas do Paraná, que funcionava na Rua Doutor Muricy, no centro da cidade.

Em pouco tempo, a população curitibana desenvolveu grande simpatia pela marca "Sombrinha de Ouro" que, além de consertar sombrinhas e guarda-chuvas, passou a fabricar seus próprios produtos de alta qualidade para toda a população de Curitiba.

Na década de 1970, ela foi mudada para a rua Voluntários da Pátria, e seu nome foi mudado para Casa das Sombrinhas, quando, então, a fábrica e loja contava com 6 funcionários, além de 50 costureiras e consertadores, permanecendo lá até os dias atuais.

(Foto: Pinterest)

Paulo Grani 

Pode ser uma imagem em preto e branco de rua

Histórico folheto de propaganda da fundição "Mueller Irmãos & Cia.", de 1915, divulgando a "Fabrica de Máchinas e Pregos" na, então, Avenida Graciosa, hoje Avenida Candido de Abreu. A foto mostra o início do empreendimento e as precárias condições da avenida. (Foto: pinterest) Paulo Grani

 Histórico folheto de propaganda da fundição "Mueller Irmãos & Cia.", de 1915, divulgando a "Fabrica de Máchinas e Pregos" na, então, Avenida Graciosa, hoje Avenida Candido de Abreu.
A foto mostra o início do empreendimento e as precárias condições da avenida.


(Foto: pinterest)

Paulo Grani

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Local onde hoje é o PARQUE BARIGUI 1971 Fonte - Curitiba antigamente

 Local onde hoje é o PARQUE BARIGUI
1971
Fonte - Curitiba antigamente


Pode ser uma imagem de ‎em pé e ‎texto que diz "‎Caxamou mm OCAMPO DOBANGÚNO PARQUE BARIGUI, ONDEHOJEESTÁOLAGO imagem acima fruto de montagem de duas fotos ustapostas, tiradas num mesmo dia de Maio de 1971. Dessa man podemos ver como era conário das cercanias do campo do Bangú naquela época. Hoje, atrás do cercado que se fundo so encontra a Rua Dr. Aluizio França no lugar das modestas casas, encontram-se várias mansões. o time da No dia Indústria FENAP que possula sua unidade fabrilna Rua Rasera. ۔dia da foto, "tevejogo" contra 0 Bangú. era OCAMPO DO BANGÚ NO VIZINHO BAIRRO SANTO INÁCIO‎"‎‎