1950 Vista parcial de Curitiba. Ao centro, o Hotel Eduardo VII em construção. Veem-se também a Praça Tiradentes, rua Cândido de Leão, Alameda Doutor Muricy e Cine Luz - antigo

fotos fatos e curiosidades antigamente O passado, o legado de um homem pode até ser momentaneamente esquecido, nunca apagado

A origem histórica do município de Araucária tem início em 1876, quando a região recebeu forte fluxo imigratório de russos, poloneses e alemães – que numa ação conjunta deram progresso ao lugar – Colônia Thomaz Coelho. A exploração comercial da madeira foi atividade intensa no município a partir do século XIX até a década de 1930, quando entra em crise pela devastação das reservas. Os moradores de Araucária ainda se dedicaram à exploração da erva-mate até a década de 1940. O crescimento econômico da região proporcionou a abertura de mercado para outras atividades. Em 1972, com a instalação da Refinaria Presidente Getúlio Vargas e em 1973 com a criação do CIAR (Centro Industrial de Araucária), ocorreu o crescimento acentuado no quadro populacional, econômico e social do Município. A partir da década de 1970 ocorreu uma acentuada industrialização da cidade, assegurando o segundo maior parque fabril do estado – atrás apenas da capital.
Criado em 1982, conta com um lago artificial formado pelo represamento do Ribeirão Chimbituva (afluente do rio Iguaçu). Além disso, contém a floresta ombrófila mista (floresta com araucárias) com subformações montana e fluvial, bosques e trilhas, que percorrem ambientes abertos e áreas de florestas secundárias.


Localizado no Parque Cachoeira, o Museu tem o seu nome em homenagem aos índios Tingüis que habitaram a região de Araucária, já conhecida como Tindiqüera na época do descobrimento do Brasil. Foi inaugurado em 1980 no prédio da extinta Companhia São Patrício e transferido em 1982 para o prédio que abrigou uma antiga fábrica. O Museu conta com acervo de aproximadamente 600 peças datadas a partir do século XIX, que contam a história do cotidiano de vida e de trabalho da população. O Museu possui seis salas de exposições, sendo três delas reservadas para exposições temporárias e três para exposições de longa duração e reserva técnica. O Museu abriga também um auditório com uma área aproximada de 100m². Visitas monitoradas podem ser agendadas por meio do setor educativo.


A casa foi durante muito tempo um estabelecimento comercial, com fluxo de mercadorias que vinham em carroças e tropas, entre os colonos e comerciantes da região. Suas principais características comprovam a origem centro-europeia dos principais construtores. Ficou conhecida como “cavalo baio” em função da existência de um cavalo, que a família possuía, que se destacou na região por sua beleza e porte. A casa foi construída em 1870 pela família Suckow e tombada em dezembro de 1978 pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

Em 1891 foi construída em Araucária a estação ferroviária que deu origem ao nome de um dos bairros mais importantes da cidade – em 1977 foi construída outra, em alvenaria, que funcionou até 1996. Através desta estação férrea foram feitas exportações de madeira, erva mate, manufaturados, produtos agrícolas – com destaque para a batata que era produzida em Araucária e Contenda para os demais estados brasileiros e também para o exterior. Devido a isto foram construídos vários armazéns nas proximidades da estação para receber, classificar, ensacar este produto. Hoje em dia estes armazéns que foram construídos por “batateiros” são utilizados por industriais, comerciantes e prestadores de serviços.




Situada na Rua Gerônimo Durski no Bairro Estação, a Capela foi construída na década de 1940 e tem como padroeiro Santo Antônio de Pádua.

REFERÊNCIAS
Prefeitura Municipal de Araucária. História. Disponível em: < http://www.araucaria.pr.gov.br >. Acesso em: out. 2017.
ARAUCÁRIA Cultural. Casa do Cavalo Baio. Disponível em: < https://docs.ufpr.br/~coorhis/robsonluan/cavalo.baio.html >. Acesso em: out. 2017.

ALEXANDRE E A CARTA À FAMÍLIA EM ANTONINA
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Primeiramente, mamãe, eu não me sinto triste. Com isso, espero que a senhora não se deprima. Pelo contrário, maior felicidade do que isso tudo aqui, impossível. Daqui a pouco, vou ao culto. Imagine só que Jesus me abraçou. Ele é muito simpático. Ele é bem diferente daquela imagem que eu via na TV. O cabelo do cara é branco como algodão. Os olhos dele são brilhosos assim como o Sol do meio-dia. Bom, isso tudo vocês poderão conhecer quando vierem para cá.
Todos os dias eu acompanho a vida de cada um de vocês, até mesmo a vidinha do Kiwi. Falando no Kiwi, por que não levaram ele mais no veterinário? Ai ai ai, hein...
Voltando no que eu estava falando:
Eu acompanho vocês diariamente e vejo que sofrem bastante. Sinto muita compaixão! Mas isso não afeta minha felicidade. Espero que parem de sofrer. Eu não posso fazer nada por vocês, não tenho esse poder. E, afinal, vocês têm liberdade de pensamento e escolha.
Antes eu me perguntava: "Quando eu morrer, para onde vou?". As religiões falavam tanto em céu, inferno, purgatório, reencarnação e tudo o mais... Bom, agora já sei onde estou. Tão certo como vive Deus, eu estou no céu.
O momento da minha passagem para este outro lado foi hilário. Pensem nos melhores prazeres... agora multipliquem por milhares, talvez essa tenha sido a intensidade do meu êxtase. Negócio é mágico!
A morte é apenas um momento de transição da vida na Terra para uma outra vida em outro lugar. No meu caso, estou aqui no céu. Muito massa!
A transição é instantânea. É tipo: pá pum! Num piscar de olho, saí daí e vim para cá. Hilário isso! Foi rápido demais!
Vale a pena viver esse tempo, ele é único, único mesmo. Ele é um momento fantástico. Pelo menos para mim foi, porque instantaneamente, saí do banco do meu carro para esse lugar lindo, repleto de anjos e de outros seres igual a mim. Confesso que eu estava sem o sinto de segurança. Não poderia imaginar que um motorista bêbado iria atravessar a pista e se chocar contra mim. Na verdade, a gente até imagina, mas acha que nunca pode acontecer conosco.
Ô pai, sabe quem eu já vi aqui? A vovó Carminha, a tia Lúcia, o tio Odegário. Já vi muita gente conhecida. Vou te dizer: tem muita gente de Antonina aqui. A vovó Carminha está tão lindinha. Lembra da Titi, filha do tio Roberto? Ela está aqui também. Nossa... tem muita gente aqui. Ainda bem que é gigante este lugar. É tudo quadrado aqui, parece um cubo.
Escutem essa Cláudio e Duda: nem comida, nem sexo, nem beijo, nem dinheiro, nem bens... Isso aqui não tem a menor relevância e não há prazer. Esses sentimentos não estão aqui.
Quando vocês morrerem, irão perceber que um segundo após se conscientizarem da nova vida, vocês buscarão apenas um sentido, o de estar ali naquele momento, diante de si mesmo em outro lugar. É tipo uma introspecção transcendental. Vocês ainda irão perceber que seus medos, vaidades, culpas, ilusões, fardos, preocupações estarão ali na sua frente. Tudo estará desnudado diante de vocês. Vocês verão. Um dia vocês verão. Eu vi!
Vou ter que ir... Jesus está me chamando. Acho que é hora das parábolas e depois ainda vamos pescar no rio. Aqui é muito massa!
Aproveitem a vida de vocês aí. Façam o máximo para serem boas pessoas. Sejam sempre honestos, sinceros... Ajam sempre com amor e justiça. Tenham compaixão dos miseráveis. Amem os drogados, os alcoólatras, os mendigos... Amem os homossexuais. Amem as prostitutas. E o principal: acreditem no céu... acreditem em Jesus.
Deixo essa última mensagem a todos e lembro que nunca mais iremos nos falar até que nos vejamos aqui.
O final da vida na Terra é o final de qualquer história que se queira viver, de qualquer escolha que se queira fazer, de qualquer caminho que se queira trilhar, de qualquer sonho que se queira realizar. A vida aí um dia cessará. Então vocês irão ver que a realidade é isso aqui.
Aí, tudo são sombras.
Eu agradeço muito por um dia termos sido da mesma família. Um abraço e um beijo em todos.
Que o meu Deus abençoe vocês.
Até breve!
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- Por Jhonny Arconi

TRAVESSA NOVE DE AGOSTO - PARANAGUÁ/PR

TRAVESSA NOVE DE AGOSTO - PARANAGUÁ/PR
No Álbum fotográfico organizado por Juca Lobo (acervo IHGP) consta que esta foto foi registrada da torre de observação (minarete) instalada no jardim da residência do sr. Alfredo Eugênio de Souza, do outro lado da Praça Fernando Amaro.
Nela, observa-se em primeiro plano, á esquerda, o primeiro prédio do Clube Literário inaugurado em 09/08/1872, a razão do nome da Travessa. Após um incêndio, a sede foi reconstruída, no local do seu jardim, de frente para a Praça Fernando Amaro.
No lado direita da Travessa, a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Perdões, construída em 1838. No mesmo terreno ao lado, funcionou a primeira Santa Casa e no jardim, onde hoje é o prédio da Caixa Econômica, foi um cemitério.
Na casa que fica de frente para a travessa, hoje é o edifício do Banco do Brasil.
Pesquisa: AlmirSS - IHGP - 2020
Foto: Acervo IHGP.

1917 - O Tiro de Guerra 99, em treinamento - Paranaguá/PR.
Fundado em 1911, um ano após a criação em nosso país das Escolas de Soldados e Tiros de Guerra, O Tiro de Guerra 99 constituiu um movimento social de cunho patriótico e de elevada finalidade, do qual se orgulhou a cidade de Paranaguá, e que por várias décadas de fecunda existência, prestou inestimáveis serviços à coletividade, na preparação da reserva belicosa da Pátria.
Construíram um patrimônio histórico, havendo colhido glórias e lauréis dos quais se ufana e que constituem outros tantos exemplos dignificantes do esforço, disciplina e patriotismo dos que o integraram.
Depois, espalhados em diversos pontos da nação e talvez fora dela, antigos atiradores serviram como soldados. Como por exemplo, no II Batalhão do 20º Regimento de Infantaria (em 1944), dezenas de jovens reservistas do Tiro 99 integraram as fileiras daquele corpo de tropa, convocados para o serviço militar.
No ano de 1917, atendendo ao apelo do Ministro da Guerra, partiu o Tiro 99, com destino à cidade do Rio de Janeiro, afim de participar da concentração dos demais Tiros do país.
Para isso, aprestou-se com rigoroso treinamento, sob o comando do então 1° Tenente Manuel Henrique Gomes, Coronel do Exército Nacional em 1944.
Coisas Nossas – Volume 1
A viagem do Tiro de Guerra 99 ao rio de janeiro em 1917 - Anibal Ribeiro Filho
Texto atualizado por Almir Silvério da Silva em 01/10/2020