CONHECENDO O ENCOURAÇADO BRASIL
O Encouraçado Brasil fundeado na Baía de Guanabara antes de seguir para a Guerra do Paraguai
O Encouraçado Brasil já sem mastros e seriamente danificado, após ao ataque do Forte de Curuzu, na Guerra contra o Paraguai. Note-se a quantidade de afundamentos causados por projéteis, na área das janelas dos canhões laterais.
Foto: Biblioteca Nacional
Foto: Biblioteca Nacional
O Encouraçado Brasil foi o primeiro navio de guerra do tipo corveta da Armada Imperial Brasileira. Era um navio de guerra com velas e a vapor, com três mastros e duas caldeiras. Tinha 63,41 m de comprimento, 10,75 de largura e calado de 3,81m. 250 cavalos de potência, hélice de quatro pás.
Em 1863, Brasil e Inglaterra estavam à beira de uma guerra por causa da Questão Christie, os britânicos haviam apreendido cinco navios brasileiros e em resposta o país reforçou suas fortalezas costeiras, além de lançar em 10/01/1863, uma subscrição pública, o governo brasileiro fechou o contrato com o estaleiro francês Société Nouvelle de Forges et Chantiers de la Mediterranée, tendo desembolsado £60.000 para a construção do navio, que teve sua quilha batida no mesmo ano sendo lançado ao mar em 23/12/1864.
Em 01/03/1864, após a apreensão do vapor brasileiro Marquês de Olinda por forças paraguaias e a consequente invasão do território brasileiro, iniciou-se a Guerra do Paraguai. Em 1865, os paraguaios tentaram impedir que os navios brasileiros em construção, incluindo o Brasil que já estava pronto, fossem entregues ao Brasil retendo-os na Europa. Felizmente o Barão de Penedo, que era o embaixador brasileiro na Europa, conseguiu liberar a entregua dos navios.
Em 01/07/1865, o Brasil partiu de Toulon, sendo saudado por tiros de canhão dos navios franceses no porto. Um vapor acompanhou o Brasil até a Ilha da Madeira, onde levou os trabalhadores de volta para a França após estes realizarem os testes navais. O navio passou por São Vicente, em Cabo Verde e em 12 de julho chegou ao Recife e em 29 de julho chegou ao Rio de Janeiro.
Depois de ser submetido à mostra dos armamentos e incorporado à Esquadra, partiu para o teatro de guerra, passando em setembro por Santa Catarina, e depois o Rio Grande do Sul até partir direto para o Paraguai.
Em 23 de março de 1866, o Brasil conseguiu por em fuga o vapor paraguaio Gualeguai. Em 26 de março, participou no bombardeio da Fortaleza de Itapiru. Em 16 de abril, ajudou na proteção às tropas aliadas durante o desembarque em Passo da Pátria. Em 20 de maio, rebocou a canhoneira Magé, que estava encalhada no banco de Palmas, sob fogo das baterias inimigas. Entre 4 e 22 de setembro, participou no bombardeio de Curupaiti. Em 10 de fevereiro de 1867, foi para o Rio de Janeiro, onde precisou ser reparado.
Em 2 de março de 1868, socorreu os encouraçados Lima Barros e Cabral, que haviam sido abordados de surpresa. Em 10 de abril, participou no bombardeio de Humaitá. Entre 30 de julho e 1º de agosto, tomou parte nos combates da Lagoa Verá. Em 16 de agosto, forçou a passagem do Timbó. Em 26 de novembro, forçou o Passo de Angostura.
Após o fim da guerra, o Brasil continuou fazendo parte da frota até que deu baixa em 1879.
(Adaptado da Wikipédia)
Paulo Grani
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