quarta-feira, 12 de julho de 2023

Francisco Accioly Rodrigues da Costa Filho (Paranaguá, 5 de março de 1920 – Curitiba, 13 de novembro de 1979)

 Francisco Accioly Rodrigues da Costa Filho (Paranaguá5 de março de 1920 – Curitiba13 de novembro de 1979)

Accioly Filho
Accioly Filho senador.jpg
Accioly Filho
Deputado estadual do Paraná
Período1947-1959
Deputado federal pelo Paraná
Período1959-1971
Senador pelo Paraná
Período1971-1979
Dados pessoais
Nascimento5 de março de 1920
ParanaguáPR
Morte13 de novembro de 1979 (59 anos)
CuritibaPR
Alma materUniversidade Federal do Paraná
PartidoPSDPDCARENA
Profissãoadvogadojornalistaprofessor

Francisco Accioly Rodrigues da Costa Filho (Paranaguá5 de março de 1920 – Curitiba13 de novembro de 1979) foi um advogadojornalistaprofessor e político brasileiro, eleito senador pelo Paraná.[1]

Dados biográficos

Filho de Francisco Accioly Rodrigues da Costa e Teresa Sílvia Rodrigues da Costa. Advogado formado pela Universidade Federal do Paraná, foi professor da referida instituição e dirigiu em Curitiba o jornal O Dia. Diretor da Penitenciária Central do Estado do Paraná nos anos finais do governo Manoel Ribas, elegeu-se deputado estadual via PSD em 19471950 e 1954 chegando a ser presidente do legislativo. Eleito deputado federal[2] em 19581962 e 1966, integrou o PDC durante um curto período por divergir do governador Moisés Lupion.

Eleito senador em 1970, indispôs-se com a ARENA e não obteve legenda para disputar a reeleição em virtude de atitudes como a relatoria do projeto de reforma do Poder Judiciário cuja rejeição foi o pretexto para que o Governo Geisel decretasse o Pacote de Abril, ou o projeto que extinguia a figura do senador biônico.[3]

Entre seus trabalhos parlamentares foi relator da Constituição estadual de 1947, um dos autores da lei que implantou o divórcio no Brasil, além de relator-geral da lei do Código do Processo Civil de 1973. Foi vice-presidente da Câmara dos Deputados e no exercício desse cargo empossou o presidente Emílio Garrastazu Médici em 1969, chegando depois à vice-presidência do Senado Federal. Como delegado do Brasil, esteve na Assembleia Geral Ordinária da Organização das Nações Unidas em 1967 e 1974, além da Conferência de Estocolmo em 1972, entre outras tarefas e cargos internacionais que representou a nação brasileira.[4][5]

Outras atividades

Entre 1933 e 1937, colaborou para o jornal Gazeta do Povo e para a Revista Fon-Fon e escreveu para os periódicos A Ideia e O Dia entre 1938 e 1943, além de ter fundado a Faculdade de Direito de Curitiba, sendo um dos fundadores da instituição, precursora da Universidade Federal do Paraná. No governo paranaense foi chefe de gabinete da Secretaria de Viação e Obras Públicas, delegado auxiliar da Polícia Civil e chefe de gabinete da Secretaria do Interior e Justiça e Segurança Pública.

É o patrono da cadeira n° 12 da Academia Paranaense de Letras Judiciárias e faleceu no dia da sua posse no Instituto dos Advogados do Paraná (IAP), após sentir-se mal ao discursar no evento. Horas depois, foi constatado seu óbito em função de um colapso cardíaco[6].

Condecorações e homenagens

Bibliografia

  • NICOLAS, Maria. 130 Anos de Vida Parlamentar Paranaense - Assembleias Legislativas e Constituintes. 1854-1954. 2° ed. Curitiba: Assembléia Legislativa do Paraná; 1984. 779p

Referências

  1.  «Senado Federal do Brasil: senador Accioly Filho». Consultado em 28 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 2 de abril de 2015
  2.  «Câmara dos Deputados do Brasil: deputado Acioly Filho». Consultado em 28 de fevereiro de 2015
  3.  «Datas. Disponível em Veja, ed. 585 de 21/11/1979. São Paulo: Abril». Consultado em 28 de fevereiro de 2015. Arquivado do original em 19 de novembro de 2013
  4.  Homenagem - Accioly Filho Senado Federal - Brasil
  5.  Perfil Accioly Filho Arquivado em 28 de outubro de 2014, no Wayback Machine. Assembléia Legislativa do Paraná - ALEP
  6.  Cadeira 12 - Patrono Arquivado em 30 de outubro de 2014, no Wayback Machine. Academia Paranaense de Letras Judiciárias

Fernando Machado Simas (ou “de” Simas) (Paranaguá, 24 de abril de 1851 – Rio de Janeiro, 17 de setembro de 1916)

 Fernando Machado Simas (ou “de” Simas) (Paranaguá24 de abril de 1851 – Rio de Janeiro17 de setembro de 1916)


Fernando Simas – Republicano paranaense e primeiro farmacêutico diplomado do estado do Paraná
Constituição brasileira de 1891, página da assinatura de Fernando Simas (vigésima segunda assinatura). Acervo Arquivo Nacional

Fernando Machado Simas (ou “de” Simas) (Paranaguá24 de abril de 1851 – Rio de Janeiro17 de setembro de 1916) foi um farmacêuticojornalista e político Brasileiro. Foi pai do desembargador Hugo Gutierrez Simas.

Biografia

Fernando Simas nasceu na quinta-feira, dia 24 de abril de 1851 na cidade litorânea de Paranaguá. Fez seus primeiros estudos em sua terra natal e transferiu-se para a cidade do Rio de Janeiro com a intenção de completá-los. Em 1873 concluiu o curso de farmácia na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e desta maneira tornou-se o primeiro paranaense diplomado nesta profissão.

Em seu retorno para Paranaguá iniciou a vida de comerciante ao abrir a “Pharmácia Simas” e nesta desenvolveu dois produtos farmacológicos que obtiveram sucesso de vendas e que em 1882 foram premiados na Exposição Industrial; são eles: o Vinho de Mate e Glicerina”, que substitui o óleo de fígado de bacalhau e o Licor de Mate.

Na adolescência, teve envolvimento com o jornal Imprensa Livre, um periódico no qual apresentava perspectivas democráticas e os anos que ele passou na capital da nação, convivendo de perto com a família real e contrários ao governo imperial, contribuíram para que Simas tivesse, ao longo de sua vida, firme convicção em uma ideologia republicana. Sendo assim em 1881 Fernando e outros republicanos assinam a publicação “Declaração Republicana Paranaguense” e um ano depois um grupo maior de anti-monarquistas espalharam um manifesto pelas ruas de Paranaguá intitulado “Manifesto ao Paranaguense”, também encabeçado por Simas, com a clara intenção de semear o novo conceito político aos cidadãos do litoral.

Sem muito sucesso nestes dois atos, Simas associou-se a Guilherme Leite e Eugenio Machado e criam, em julho de 1883 o jornal “Livre Paraná” que é considerado o precursor da campanha republicana na então província do Paraná.

Como redator e diretor do Livre Paraná, Fernando lutou contra os jornais monarquistas e com os próprios integrantes do governo constituído da província que eram ligados a figura de Manuel Antônio Guimarães, importante político paranaense e ferrenho monarquista, mesmo por que seu Título nobiliárquico não deixava dúvidas da ideologia política que seguia; Manuel era Visconde; o Visconde de Nacar.

Houve muitas perseguições por parte dos correligionários do Visconde para com os colaboradores do jornal Livre Paraná e deste longo embate resultou no afastamento de Fernando do jornal e em seguida o farmacêutico foi forçado a deixar a cidade de Paranaguá, pois as represarias se concentraram em seu comércio sendo organizado um amplo boicote ao seu estabelecimento.

Pouco tempo antes de Fernando deixar sua terra natal, ele presidiu a assembléia que criou, em 21 de agosto de 1887, o Clube Republicano de Paranaguá. Nesta mesma reunião ele foi vencido por Guilherme José Leite na eleição para o cargo de presidente do Clube.

Transferindo residência e comércio para a cidade de Petrópolis, região serrana do Rio de Janeiro, lá reabriu a “Pharmácia Simas” a acompanhou, de perto, o fim do regime monárquico.

Com a Proclamação da República os estados constituídos resolveram dissolver as Câmaras Imperiais e, em seu lugar, instalar os "Conselhos de Intendência", que teriam a responsabilidade, entre outras, de organizar eleições para a composição da primeira Câmara eleita pelo voto no novo regime republicano. A Câmara de Petrópolis foi, assim, dissolvida em 1890 e em 8 de agosto deste ano o governador fluminense nomeia Fernando Machado Simas para fazer parte deste conselho na cidade serrana.

Em 1891 foi eleito Deputado Constituinte Federal pelo estado do Paraná e transfere, novamente, residência e comércio, agora para a capital federal.

Após seu mandato de deputado, fazendo parte da elaboração e da promulgação da primeira carta magna do Brasil republicano, Simas permaneceu no Rio, mantendo aberta sua “Pharmácia Simas” e também foi naturalista do Jardim Botânico. Na cidade carioca conheceu, entre outras personalidades, Ruy Barbosa, do qual ficou amigo pessoal e através deste entrou para a diretoria do Clube Frontão Brasileiro, fundado na década de 1890.

Fernando também foi poeta, sem muita expressão, e por conta disto e seus trabalhos como jornalista paranaense tornou-se patrono da cadeira número 23 da Academia Paranaense de Letras.

Fernando Machado Simas faleceu no domingo, dia 17 de setembro de 1916, aos 65 anos e 05 meses, na cidade do Rio de Janeiro.

Para homenagear este fiel republicano, a sua cidade natal e Curitiba concederam a uma via pública o nome do ilustre farmacêutico e jornalista. Em Paranaguá a Rua Fernando Simas fica localizada no setor histórico da cidade litorânea, enquanto na capital a Rua Fernando Simas é uma das vias do bairro Mercês.

Licor de Mate – Produto desenvolvido pelo farmacêutico Fernando Simas – Anúncio no jornal Livre Paraná – edição de 23 de outubro de 1883.Primeira página do Jornal Livre Paraná em sua edição inaugural de 7 de julho de 1883. Editado e dirigido por Fernando Simas.Vinho de Mate e Glicerina – Produto desenvolvido pelo farmacêutico Fernando Simas - Anúncio no jornal Livre Paraná – edição de 23 de outubro de 1883.
Licor de Mate.JPGLivre Paraná.JPGVinho de mate e glicerina.JPG


Referências

  • Redação. Anúncios. Livre Paraná, Paranaguá, 23 de out. 1883
  • SIMAS, Fernando. As Circulares Conservadoras. Livre Paraná, Paranaguá, 18 de out. 1884
  • SIMAS, Fernando. Editorial. Livre Paraná, Paranaguá, 7 de jul. 1883
  • MILLARCH, Aramis. Câmara dos Deputados. Estado do Paraná – Tablóide, pag. 4, Curitiba, 12 ago. 1977
  • Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Petrópolis (n.d.). «História da Câmara». Consultado em 16 de dezembro de 2009

Bibliografia

  • MARTINS, R. Catálogo dos Jornais Publicados no Paraná : 1854-1907. Curitiba: Ed. Paranaense. 1908.
  • VERNALHA, Minton Miró. Clube Republicano: 1887-1987.Paranaguá. 1987
  • NICOLAS, M. Cem Anos de Vida Parlamentar: Deputados Provinciais e Estaduais do Paraná. Curitiba, 1961
  • NICOLAS, Maria. Almas das Ruas: Cidade de Curitiba. Curitiba: Lítero-técnica, 1974

Cartão Postal Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba - , PR. Km 62, Locomotiva. Foto A. H. 215.

 Cartão Postal Estrada de Ferro Paranaguá Curitiba - , PR. Km 62, Locomotiva. Foto A. H. 215.