quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

estadio Palestra Italia Local (município): Curitiba, PR Descrição da imagem: Partida de Futebol realizada no Estadio Palestra Italia. Ao fundo ve-se a "Villa Maria ". O estadio funcionou entre 1932 e 1935

 estadio Palestra Italia Local (município): Curitiba, PR Descrição da imagem: Partida de Futebol realizada no Estadio Palestra Italia. Ao fundo ve-se a "Villa Maria ". O estadio funcionou entre 1932 e 1935



Curitiba, PR Data da foto original: [192-] Descrição da imagem: segundo sede do Clube Curitibano - Rua XV de Novembro n.329 esquina com rua primeiro de marco hoje Monsenhor Celso, em 1979 Casa Zara

 Curitiba, PR Data da foto original: [192-] Descrição da imagem: segundo sede do Clube Curitibano - Rua XV de Novembro n.329 esquina com rua primeiro de marco hoje Monsenhor Celso, em 1979 Casa Zara



CURITIBA 1953: VIDA COMUNITÁRIA, PROGRESSO E CELEBRAÇÕES EM CADA DETALHE

 CURITIBA 1953: VIDA COMUNITÁRIA, PROGRESSO E CELEBRAÇÕES EM CADA DETALHE

CURITIBA 1953: VIDA COMUNITÁRIA, PROGRESSO E CELEBRAÇÕES EM CADA DETALHE
Página 1
A Curitiba Progressista de 1953 abre com a inauguração do moderno Instituto de Beleza "NOTREDAME", localizado na Rua Comendador Araújo, 106. A imagem revela um ambiente elegante, com poltronas confortáveis, móveis de madeira escura e iluminação suave, refletindo o luxo da época. O texto celebra a equipe especializada, composta por profissionais renomados, que trouxe "instalações completas" para atender às demandas da sociedade curitibana. O destaque está na combinação de tecnologia e sofisticação, com equipamentos inovadores para tratamentos de beleza, reforçando a posição de Curitiba como centro de modernidade no Paraná.
Página 2
A seção sobre a Transparaná S.A. destaca a expansão dos serviços da empresa, com fotos de um ônibus moderno e um escritório organizado, repleto de equipamentos de comunicação. O texto anuncia "transfere e amplia suas novas e modernas oficinas de serviço", enfatizando a melhoria na qualidade e na acessibilidade para os clientes. A imagem do ônibus, com a inscrição "TRANS Paraná S.A.", simboliza a integração entre transporte e serviços, enquanto o escritório mostra profissionais atuando com eficiência. A empresa promove "agilidade e confiança", reforçando seu papel essencial na conectividade regional.
Página 3
Sob o título "Progride o comércio curitibano!", a página exalta o crescimento econômico da cidade. Fotos de lojas movimentadas, como a Cirpa S.A., mostram vitrines repletas de mercadorias e clientes satisfeitos. O texto descreve como o comércio local se expandiu com "novos estabelecimentos e modernização de estruturas", impulsionando a economia. Há menção à Cia. S. A. Comércio Industrial, que investiu em maquinário avançado, e à Loja de Roupas e Calçados, com fachada iluminada e decoração atraente. A atmosfera é de prosperidade, com negócios que "unem tradição e inovação" para atender à população em ascensão.
Página 4
A secção "A Família em Foco" é um mosaico de alegria, com fotos de casamentos e celebrações familiares. Destacam-se os casais recém-casados, como Dr. Francisco Costa Pinto Filho e Maria do Carmo, em trajes elegantes, cercados por familiares sorridentes. Há imagens de cerimônias religiosas, danças animadas e banquetes com decorações florais. O texto ressalta a "importância da família na sociedade curitibana", destacando eventos que unem gerações. As fotos capturam momentos íntimos, como a troca de alianças e abraços calorosos, transmitindo uma sensação de união e felicidade coletiva.
Página 5
A Igreja da Ordem das Chagas é homenageada como "pilar da tradição religiosa do Paraná". A fotografia da fachada do templo, com arquitetura clássica e janelas altas, revela sua majestade. O texto narra sua história, destacando a "presença constante na vida espiritual da comunidade" desde sua fundação. Há menção ao Padre Ribeiro, que liderou celebrações marcantes, e a descrições de rituais que "fortalecem a fé e a identidade cultural". A igreja é retratada não apenas como um espaço religioso, mas como um símbolo de resistência e esperança para os curitibanos.
Página 6
A última página celebra "A Igreja da Ordem das Chagas" com detalhes sobre seu legado. A imagem do templo, cercado por árvores, é acompanhada por histórias de devotos que "encontram paz em seus muros". O texto menciona a Festa de Nossa Senhora das Chagas, com procissões vibrantes e cantos tradicionais. Há referência ao Padre Ribeiro e sua dedicação a "preservar as tradições religiosas", além de depoimentos de fiéis que destacam a igreja como "refúgio de esperança". A atmosfera é de respeito e devoção, reforçando seu papel central na vida espiritual da cidade.
Página 7
O artigo finaliza com "Fatos do Progresso do Paraná", mostrando a dinâmica social da época. Fotos de eventos culturais e reuniões comunitárias ilustram a vitalidade de Curitiba. O texto elogia a "união entre tradição e modernidade", com exemplos de festivais, exposições e projetos sociais. Há destaque para a "Cultura da Cidade", que promove "arte, educação e lazer para todos". A página transmite uma energia contagiante, com cenas de pessoas engajadas em atividades que celebram a identidade paranaense.
Página 8
A última seção, "A Igreja da Ordem das Chagas", retoma o tema religioso com fotos de detalhes arquitetônicos, como vitrais coloridos e altares ornamentados. O texto descreve a "beleza e a serenidade do templo", destacando seu papel na formação moral da população. Há menção a "momentos de oração coletiva" e à "caridade exercida pela comunidade", reforçando a ideia de que a igreja é um farol de esperança. As imagens capturam a luz suave que invade o interior do templo, criando uma atmosfera de paz e reflexão.
Página 9
Encerrando com "Fatos do Progresso do Paraná", a página mostra a "evolução urbana de Curitiba" através de fotos de ruas movimentadas e novos edifícios. O texto celebra "o espírito empreendedor dos curitibanos", com exemplos de negócios que se expandiram graças ao apoio comunitário. Há referência à "festa de inauguração de um novo mercado", com barracas coloridas e música ao vivo. A cena transmite uma cidade em constante movimento, onde tradição e inovação caminham lado a lado.
Página 10
A última página reforça a "alegria coletiva" com fotos de crianças brincando em praças e famílias reunidas em festivais. O texto destaca "a importância da infância na construção do futuro", mencionando projetos educacionais e recreativos. Há depoimentos de pais que elogiam "o ambiente seguro e acolhedor de Curitiba". As imagens, repletas de sorrisos e cores vivas, resumem o espírito vibrante da cidade em 1953, onde cada momento é celebrado com entusiasmo e esperança.











Chico Bento: HQ "Uma aula difícil"

 

Chico Bento: HQ "Uma aula difícil"



No Dia dos Professore, mostro uma história em que o Chico apronta o tempo todo com a professora Marocas durante a aula. Com 8 páginas, foi história de abertura de 'Chico Bento Nº 30' (Ed. Abril, 1983).

Capa de 'Chico Bento Nº 30' (Ed. Abril, 1983)

Nela, Chico Bento joga um aviãozinho de papel na sala de aula. Zé da Roça ainda avisa que não era para fazer porque a professora Marocas pode chegar a qualquer momento e Chico não dá ouvidos, achando que a professora iria demorar. Só que o aviãozinho cai na testa dela e dá bronca nele.


Chico tenta fugir da sala de mansinho, mas ela o segura com um guarda-chuva pela perna e puxa de novo para sala querendo uma "conversinha" com ele. Chico ainda faz voz mole, Marocas avisa que não adianta, só que quando ela vê o Chico não estava na sala. Ele se escondeu na frente da mesa, Marocas percebe e tenta dar o flagra e ele some.

Marocas fica sem graça, deixa para lá e resolve fazer a chamada. Chama os alunos e quando comenta que faltou só o Chico, ele surge debaixo da mesa onde ela estava sentada e ela se assusta. Com isso, Marocas manda o Chico escrever no quadro negro "Não devo brincar na aula" e não parar até quando ela mandar.

Depois, Marocas tenta dar aula de História e Chico arranha o giz fazendo barulhão que assusta todos. Marocas entrega outro giz para o Chico e ele consegue quebrar. Irritada, ela entrega todos os giz para ele e manda colocar no bolso. Só que ele não tinha bolso, os gizes caem no chão, Marocas pisa, rodopia e bate de frente no quadro, ficando de cabeça para baixo.

Chico tenta se explicar, Marocas diz que acredita em tudo que ele fala e manda ajudar a desvirar porque não consegue se mover. Ao ajudar, Chico acaba tirando a saia dela. Marocas se esconde atrás da mesa e pede para o Chico devolver a saia e Chico diz que não vai dar porque ela vai pôr de castigo e puxar as orelhas dele. Marocas diz que não está braba, Chico diz que sim e aí ela se irrita e grita com ele. Chico se assusta e larga a saia, que voa pela janela e cai no rio em frente a escola.

Marocas manda a turma toda ir lá buscar a saia. Depois de um tempo, Marocas pergunta aos alunos se já conseguiram pegar a saia, Chico fala que não, estão testando pescá-la. Marocas diz que vão ficar o tempo que for preciso até pegarem e no final é revelado que eles estão pescando peixes e curtindo o ar livre, enquanto a saia está até perto deles.

Muito engraçada essa história com Chico perturbando a professora Marocas e depois com medo de não ser castigado por ela, consegue aprontar mais ainda. Ele era um verdadeiro pestinha em sala de aula, não deixa a a professora dar aula. Incrível que no final, a Marocas se deu muito mal e ele se deu depois de tudo que aprontou.

Foi rachar de rir ver o Chico tentando fugir da sala de mansinho sem professora ver, ela o agarrando com o guarda-chuva, o procurando abaixada, os sustos dela com Chico escondido na mesa e com o barulho do giz, ela rodopiando e se trombando no quadro e ficar sem saia. Como a Marocas sofreu com o Chico nessa. Ela não precisava ficar sentada esperando os alunos, era só ficar na janela vendo eles pegarem a saia e ia flagrar que estavam só pescando de boa 

Completamente incorreta por Chico agir como mal aluno desrespeitando a professora, fora coisas que ele fez como fazer a professora cair daquele jeito com os gizes no chão e ela ficar sem saia na sala de aula.  Hoje em dia o Chico é o oposto disso, é um bom aluno, esforçado e não apronta com professora, quase n~]ao tem histórias na escola e quando tem são mais voltadas ao didático, ensinando boas maneiras e Chico tirando nota boa.

Além disso, antigamente a professora Marocas era bem enérgica, colocava os alunos de castigo isolado de frente para parede, gritava com eles, até chamava Chico de burro! hoje ela não é mais assim, é mais calma e sem dar castigo aos alunos, procurando dar conselhos. A didática antiga da Marocas é inaceitável hoje, tipo cena de fazer o Chico escrever no quadro negro não é bem visto, seria traumático para o aluno. Tudo que faz aluno passar vergonha diante dos outros é proibido.

Traços excelentes, típicos dos anos 1980. Foi republicada depois no 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990). Termino mostrando a capa desse almanaque.

FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!!


Capa de 'Almanaque do Chico Bento Nº 12' (Ed. Globo, 1990)

Xale de crochê

 

Xale de crochê




Adorei o ponto deste xale de crochê
 Execute o trabalho até uma altura de 95 centímetros. As franjas: cortar fio com 48 centímetros e com três fios juntos prenda à borda inferior de cada arco, dom uma laçada

XALE SOFISTICADO EM CROCHÊ

 

XALE SOFISTICADO EM CROCHÊ




 FÁCIL DE FAZER ESTE XALE SOFISTICADO EM CROCHÊ É UMA BOA PEDIDA PARA COMPLEMENTAR O VISUAL DE FESTA, VEJA O GRÁFICO ABAIXO

Xale em crochê

 

Xale em crochê


[Cópia+de+20.jpg]


Xale com abacaxis gigantes

Bran Stark: O Menino que Aprendeu a Voar — A Jornada Mágica do Corvo de Três Olhos que se Tornou Rei de Westeros

 

Brandon "Bran" Stark
Personagem de
A Song of Ice and Fire e Game of Thrones
Bran como retratado na série da HBO por Isaac Hempstead Wright.
Informações gerais
Primeira apariçãoLiteratura:
A Game of Thrones (1996)
Série de Televisão:
"Winter Is Coming" (2011)
Última apariçãoSérie de Televisão:
"The Iron Throne" (2019)
Criado(a) porGeorge R. R. Martin
Adaptado(a) porDavid Benioff &
D. B. Weiss
(Game of Thrones)
Interpretado(a) porIsaac Hempstead Wright
Informações pessoais
Codinomes
conhecidos
O Lobo com Asas
Série de Televisão:
Pequeno Lorde
Bran, o Quebrado
O Corvo de Três Olhos
Características físicas
SexoMasculino
Família e relacionamentos
FamíliaCasa Stark
Informações profissionais
OcupaçãoTelevisão:
Rei dos Seis Reinos de Westeros
TítuloO Principe de Winterfell
Série de Televisão:
Rei dos Ândalos e dos Primeiros Homens;
Senhor e Protetor dos Seis Reinos
ParentescoEddard Stark (pai)
Catelyn Stark (mãe)
Robb Stark (irmão)
Sansa Stark (irmã)
Arya Stark (irmão)
Rickon Stark (irmão)
Jon Snow (meio-irmão)
Rickard Stark (avô)
Lyarra Stark (avó)
Brandon Stark (tio)
Benjen Stark (tio)
Lyanna Stark (tia)
Hoster Tully (avô)
Minisa Whent (avó)
Edmure Tully (tio)
Lysa Tully (tia)
Robert/Robb Arryn (primo)
Bryden Tully (tio-avô)
Série de Televisão:
Jon Snow (primo/irmão adotivo)
Aparições
Temporadas1234678

Brandon "Bran" Stark é uma personagem fictícia da série de livros de fantasia A Song of Ice and Fire, do escritor norte-americano George R. R. Martin, e da série de televisão Game of Thrones do HBO, onde é interpretado pelo ator britânico Isaac Hempstead Wright. Ele foi introduzido em ambas as mídias como o segundo filho homem das cinco crianças de Catelyn e Eddard "Ned" Stark, o honorável Lorde de Winterfell, uma ancestral fortaleza no Norte do reino fictício de Westeros.

Ele apareceu pela primeira vez no livro A Game of Thrones (1996), e também aparece em mais três livros da saga, A Clash of Kings (1998) e A Storm of Swords (2000) e A Dance with Dragons (2011). Na série de televisão, Isaac Hempstead Wright da primeira à quarta temporada, regressando na sexta temporada e seguinto até a oitava e última temporada.

Perfil

No início de A Game of Thrones, Bran Stark tem sete anos de idade e é o segundo de três filhos homens de Ned e Catelyn Stark. Ele tem quatro irmãos, RobbSansaArya e Rickon e o meio-irmão Jon Snow. Ele está sempre acompanhado por seu lobo gigante, "Summer". Um menino pensativo e de temperamento doce, gostado por todos em Winterfell, ele parece facialmente com a mãe, tendo o mesmo cabelo castanho grosso e os olhos azuis profundos da Casa Tully, a Casa de origem de sua mãe.[1] Ele gosta de escalar e explorar as muralhas, torres e parapeitos do castelo e também é obediente e determinado.[2] Com seus sonhos de se tornar um cavaleiro destruídos pela tentativa contra sua vida que o deixou fisicamente incapacitado, a necessidade e o dever o forçam a superar suas atuais limitações e desenvolver suas novas habilidades. Sua aceitação gradual de seus sonhos que parecem proféticos e sua habilidade para se incorporar em seu lobo "Summer" mostram sua crescente maturidade e seu valor depois da perda do movimento de suas pernas.[3]

Biografia fictícia

Série literária

A Game of Thrones

Quando a corte do rei Robert Baratheon está em Winterfell, certo dia, Bran sobe numa das torres do castelo de sua família e acidentalmente vê a rainha Cersei Lannister e seu irmão Jaime fazendo sexo no interior de uma delas. Ele é empurrado do alto da torre por Jaime Lannister, numa tentativa de matá-lo e esconder seu incesto mas Bran sobrevive, em estado de coma.[2] Enquanto ele está inconsciente, um atentado é feito à sua vida e sua mãe Catelyn consegue impedir o assassino por tempo suficiente para que seu lobo "Summer" mate o atacante.[4] Inconsciente, Bran sonha com sua queda da torre e com um corvo de três olhos que se oferece a ensiná-lo a voar. Guiado pelo corvo, ele acorda mas, com as pernas paralisadas pela queda, não consegue andar. A partir daí ele passa a depender de seu fiel amigo e serviçal o gigante Hodor e de um arnês feito por Tyrion Lannister para se movimentar. Quando seu irmão mais velho Robb vai para o sul para tentar libertar seu pai, Bran, como filho mais velho restante na fortaleza, assume o cargo de Lorde de Winterfell.[5]

A Clash of Kings

Brasão de armas da Casa Stark.

Robb Stark é aclamado pelos lordes nortistas como Rei do Norte e, em sua ausência, Bran governa Winterfell. Quando Theon Greyjoy trai os Stark e captura Winterfell, Bram e seu irmão menor Rickon escapam ajudados pela Selvagem Osha. Para esconder seu fracasso em prendê-los, Theon mata dois meninos filhos de camponeses, queima os corpos e os apresenta como sendo Bran e Rickon. O próprio Theon depois é traído pelos bastardos dos Bolton, Ramsay Bolton. Depois de ficarem escondidos nas criptas de Winterfell, Bran e seus companheiros emergem para encontrar o castelo em ruínas. Eles encontram Meistre Luwin seriamente ferido, que lhes aconselha a fugir dali e se separarem, para dificultar serem achados. Osha vai com o irmão menor Rickon para White Harbor e Bran, Hodor, Meera e Jorgen Reed seguem para o norte para encontrar O Corvo de Três Olhos. Neste meio tempo, Bran vai lentamente aceitando a veracidade de seus sonhos e sua habilidade de fisicamente penetrar em "Summer" o que faz dele uma espécie de troca-peles conhecido como "warg".[3][6]

A Storm of Swords

Na Muralha, Samwell é convocado por Jon, e Lorde Snow em seguida menciona a sua mensagem para Rei Tommen solicitando ajuda para a Patrulha. Jon observa amargamente que Bran uma vez superou Tommen numa luta em Winterfell. Ele também diz que agora Bran está morto, e Tommen está sentado no Trono de Ferro. Sam quer dizer a Jon que seu irmão está vivo e no norte da Muralha, mas mantém a sua promessa e não diz uma palavra.[7]

A Dance with Dragons

Bran, Verão, Meera, Jojen, Hodor e Mãos-Frias continuam a sua jornada através da Floresta Assombrada em busca do corvo de três olhos. Durante a viagem, Bran começa a se tornar apaixonado por Meera, Jojen começa a ficar magro e fraco. A viagem é longa e fria, e eles sofrem com muita fome. O grupo é momentaneamente abandonado por Mãos-Frias, que retorna a eles depois de matar desertores da Patrulha da Noite. Para tentar saciar sua fome, Bran come carne humana na mente de Verão. Nas profundezas da floresta assombrada, eles encontram uma colina, na qual no topo se encontra a caverna do corvo de três olhos. Verão parece sentir o perigo conforme eles sobem, e quando chegam ao topo, o grupo é emboscado por criaturas do lado de fora da entrada da caverna.[8] Bran entra a mente de Hodor para combater as criaturas, mas desmaia e acorda novamente dentro da caverna. Lá, o grupo é atendido pela criança da floresta Folha, que revela que os salvou e queimou as criaturas. No entanto, a caverna está protegia contra Caminhantes Brancos e criaturas, de modo Mãos-Frias não pode acompanhá-los e se afasta. Folha leva-os mais profundamente na caverna, debaixo de raízes e sobre um piso de ossos, até chegarem a um corpo esquelético sentado em um trono feito de raízes - o corvo de três olhos, o último Vidente Verde.[8]

Genealogia

Série de televisão

Isaac Hempstead Wright interpretou Bran Stark por sete temporada de Game of Thrones.

1ª temporada (2011)

Bran ganha um pequeno lobo de uma ninhada de uma loba morta encontrada na floresta, dado pelo pai Ned Stark, e o batiza como "Summer". Durante a visita do rei Robert Baratheon a Winterfell, Bran escala uma das torres da fortaleza e acidentalmente vê os irmãos Cersei e Jaime Lannister, ela a rainha esposa do rei, fazendo sexo dentro de uma delas e Jaime o empurra para a morte do alto da janela da torre. Ele não morre mas entra em coma e enquanto convalesce inconsciente um assassino tenta mata-lo, sendo impedido por sua mãe e por seu lobo. Quando sai da inconsciência, não consegue lembrar de nada que ocorreu antes da queda e está paralítico, sendo obrigado a ser carregado para se movimentar. Aos poucos ele descobre que tem a habilidade de assumir a consciência de "Summer", fazendo dele um "troca-peles'. Depois que seu irmão mais velho Robb Stark é coroado Rei do Norte nos acontecimentos posteriores à execução de seu pai pelos Lannnister em Porto Real, Bran assume as funções de Lorde de Winterfell.[9]

2ª temporada (2012)

Após Theon Greyjoy trair os Stark e ocupar Winterfell com os Soldados de Ferro, a Selvagem Osha ajuda Bran e seu irmão menor Rickon a se esconderem. Para cimentar sua exigência por Winterfell, Theon mata dois meninos órfãos da aérea, os queima e os apresenta como Bran e Rickon. Após os homens de Theon o traírem e Winterfell ser saqueada, Bran, Rickon, Osha, Odor e seus lobos fogem em direção ao Norte para encontrar seu meio-irmão Jon Snow, que serve na Patrulha da Noite, em busca de segurança.[10]

3ª temporada (2013)

Bran e seu grupo encontram Meera e Jojen Reed, que os ajudam em sua busca. Jojen, que também é um sensitivo, tutora Bran em suas visões proféticas. Quando o grupo está perto da Muralha, Osha parte com Rickon para Last Hearth, a fortaleza de uma família amiga dos Stark em busca de segurança para o menino, enquanto Bran insiste em seguir suas visões Além da Muralha. Ele também encontra com Samwell Tarly e Gilly que tentam lhe persuadir a não prosseguir para as terras geladas ao norte, mas Bran insiste que este é seu destino e parte através do portão com Hodor, "Summer" e os Reed.[11]

4ª temporada (2014)

Durante sua jornada Além da Muralha, Bran e seu grupo vão parar na casa de Craster, um Selvagem, onde são capturados e feito de reféns por amotinados da Patrulha da Noite, liderados por Karl Tanner. Os patrulheiros da Noite liderados por Jon Snow eventualmente atacam o Acampamento de Craster para matar os amotinados mas Locke, um novo recruta que secretamente é um espião de Roose Bolton, tenta raptar Bran e matá-lo em outro lugar qualquer. Bran "troca-pele" dentro do gigante Hodor e mata Locke quebrando-lhe o pescoço, mas ele o grupo são obrigados a continuar a jornada sem avisar a Jon porque Jorjen diz que ele os impediria. Bran chega à Árvore dos Coração mas são impedidos de continuar por um ataque de mortos-vivos na entrada, que custa a vida de Jorjen. As Crianças da Floresta aparecem e matam os zumbis e conduzem Bran e seus companheiros até dentro da caverna onde eles encontram O Corvo de Três Olhos; este diz a Bran que ele nunca mais andará mas ao invés disso voará.[12]

6ª temporada (2016)

Como parte de seu treinamento com o Corvo, Bran tem várias visões do passado, incluindo Ned Stark e Howland Reed confrontando Ser Arthur Dayne e Ser Gerold Hightower na Torre da Alegria e aprende como as Crianças da Floresta injetaram "vidro do dragão" num dos Primeiros Homens transformando-o no Rei da Noite, o primeiro dos Caminhantes Brancos, como uma defesa contra os outros Primeiros Homens. Porém, o Corvo de Três Olhos é sempre rápido em retirar Bran de suas visões, avisando que ele poderia ficar preso nelas se ficasse em transe muito tempo. Cada vez mais aborrecido com seu progresso lento, ele entra numa visão por si próprio e observa o Rei da Noite na atualidade, que, sabendo-se observado, marca a posição de Bran, deixando em situação frágil para as mágicas do Rei da Noite a caverna onde todos se escondem.

O Corvo de Três Olhos coloca Bran dentro de outra visão do passado de Winterfell para transmitir todo seu conhecimento mas antes que a transferência possa ser completada os Caminhantes Brancos atacam a caverna, matando o Corvo, as Crianças da Floresta e "Summer". Bran, ainda dentro de sua visão, "troca-pele" com Hodor através do mesmo ainda jovem (chamado Wylis) e ele e Meera conseguem fugir. Meera carrega Bran inconsciente pela floresta e Hodor dá sua vida segurando a porta da caverna que contém os mortos-vivos até que os outros dois consigam escapar, sendo destroçado por eles depois. Bran, ainda inconsciente, testemunha como sua "troca-pele" com Hodor acidentalmente liga o passado e o presente do enorme amigo e protetor, induzindo um trauma no jovem Wylis que causa ele repetir constantemente a ordem de Meera "Hold the Door!" (Segure a porta!) até que ele só possa pronunciar indistintamente a palavra "hodor".[13]

Quando os mortos-vivos estão quase alcançando Bran e Meera novamente, eles são resgatados pelo tio dele, Benjen Stark, que foi morto pelos Caminhantes Brancos há muitos anos, mas revivido pelas Crianças da Floresta. Benjen os leva para a segurança e diz a Bran que agora ele é o Corvo de Três Olhos e precisa aprender a dominar seus poderes antes que os Caminhantes Brancos ataquem os Sete Reinos. Benjen os deixa na Floresta Assombrada pois a magia da Muralha impede que os Caminhantes a ultrapassem. Lá Bran testemunha o resto da visão de Ned Stark na Torre da Alegria e descobre que Lyanna Stark, irmã de Ned e sua tia, morre dando a luz ao filho dela com Rhaegar TargaryenJon Snow.[13]

7ª temporada (2017)

Bran e Meera retornam para Winterfell, que foi reconstruída e agora é ocupada pelos Stark remanescentes, onde ele se reúne anos depois às irmãs Sansa e Arya. Jon está no sul onde foi ao encontro de Daenerys Targaryen em Pedra do Dragão. As duas ficam preocupadas com o conhecimento que o irmão tem de suas atribulações passadas após a morte de Ned Stark e a separação da família. Depois de anos ao lado e cuidando de Bran, Meera decide deixar Winterfell de volta para Greywater Watch; quando o amigo e protegido se mostra indiferente à sua partida, ela entende que Bran "morreu" na caverna e agora é tão somente o Corvo de Três Olhos. Depois, ele participa de uma reunião formal com ares de julgamento no Grande Salão de Winterfell, onde estão Sansa, "Mindinho", lordes e soldados do norte do Vale do Arryn, e para a qual é convocada Arya, que fica de pé sozinha no meio do salão. Em princípio, a reunião parece ser para acusar Arya de crimes, mas para surpresa de Petyr Baelish ele é o acusado de traição e assassinato, em fatos descritos por Sansa que tenta negar, mas não consegue, sendo inclusive confrontado por Bran em sua visão do passado quando Baelish disse a Ned Stark que não confiasse nele, depois de traí-lo em Porto Real. Bran então assiste Arya matar "Mindinho", cortando sua garganta com a mesma adaga com que tentaram tirar sua vida há alguns anos, adaga esta pertencente a Baelish. Depois da morte dele, Bran recebe em seu quarto a visita de Samwell Tarly que voltou de Oldtown com Gilly e o pequeno Sam. Os dois conversam sobre Jon Snow e Bran diz a Samwell que na verdade Jon não é seu irmão, mas seu primo, filho da tia Lyanna Stark com Rhaegar Targaryen. Bran diz a Sam que o verdadeiro sobrenome de Jon é Sand, o nome dos bastardos em Dorne, mas Sam retruca falando sobre a anulação do casamento de Rhaegar e Elia Martell descoberta por Gilly nos livros da Cidadela; Bran então tem a visão do casamento de Rhaegar com Lyanna e entende que Jon á na verdade um legítimo Targaryen. Numa visão posterior, ele vê Lyanna dizendo a Ned no leito de morte que o nome do filho é Aegon Targaryen. Sentado no bosque de Winterfell ao lado da Árvore do Coração, Bran tem mais uma visão, a dos Caminhantes Brancos usando um dragão morto-vivo,Viserion, cuspindo jatos de chamas azuis contra A Muralha no Norte, que é derrubada, permitindo à legião de Criaturas e de Caminhantes atravessarem-na e encaminharem-se para o sul.[14]

8ª temporada (2019)

Bran recebe Jon que volta a Winterfell com Daenerys Targaryen e seus exércitos, mas apesar da alegria do irmão em vê-lo o recebe de maneira fria apenas dizendo que "eles agora tem um dragão de gelo". Jon, que desconhece que Bran agora é apenas o Corvo-de-Três-Olhos, recebe as palavras com estranheza. Ele diz a Samwell que Jon precisa saber a verdade sobre seus pais e o incita a contar tudo imediatamente e a sós, dizendo que ele é o mais indicado porque é a pessoa de mais confiança de Jon.[15] Bran participa do julgamento de Jaime Lannister no Grande Salão de Winterfell quando este aparece ssozinho e sem os exércitos dos Lannister. Durante as acusações a Jaime ele apenas pergunta as coisas que ele já fez por amor. Depois que Jaime tem sua vida poupada, os dois se encontram no Bosque Sagrado de Winterfell e Jaime diz que não é mais a pessoa que o empurrou da torre, mas pergunta porque não contou tudo aos outros, o que certamente seria sua sentença de morte. Bran responde que ele é necessário ali na batalha que virá. Depois, na reunião de planejamento da defesa de Winterfell contra os Caminhantes, ele diz que o Rei da Noite está vindo por ele e que se ele for derrotado todos os mortos-vivos também serão. Ele então se oferece como isca para que outros possam matar o comandante dos Caminhantes.[16] Durante o ataque a Winterfell, os Caminhantes e os mortos-vivos arrasam o castelo e estão prestes a conseguir a vitória total quando o Rei da Noite chega ao Bosque onde Bran está protegido por Theon e seus homens, o último lugar ainda incólume. Os Homens de Ferro lutam bravamente mas suas flechas acabam e eles são todos mortos sobrando apenas Theon, seu último protetor que, disposto a morrer com honra defendendo Bran, investe sozinho contra o Rei da Noite e é morto por ele. Quando este está a ponto de matá-lo, Bran é salvo pela irmã, Arya, que ataca o Rei de emboscada, conseguindo apunhalá-lo com sua faca de aço Valiriano, o que o faz se desfazer em gelo, destruindo junto com ele todos os atacantes de Winterfell.[17]

No dia seguinte à vitória, Jon, Sansa, Arya e Bran reúnem-se no Bosque Sagrado. As irmãs querem discutir a situação de Jon que se ajoelhou para Daenerys, em quem elas não confiam por não ser uma Stark. Jon lhes pede que jurem segredo para o que tem a lhes dizer e pede a Bran que lhes conte toda a verdade sobre sua origem.[18] Depois do massacre de Porto Real, onde Cersei Lannister é morta e suas forças derrotadas, Jon mata Daenerys para impedi-la de levar a destruição pelo resto do mundo, como ela pretendia. Com a morte da rainha, os líderes de toda Westeros se reúnem no Fosso do Dragão e Bran está entre eles. Um novo rei ou rainha precisa ser escolhido e após um discurso de Tyrion Lannister a seu favor, ele é consagrado como novo rei dos Seis Reinos de Westeros, pois Sansa diz que o Norte continuará livre e ele concorda em tornar o Norte independente; depois disso, o novo rei Bran faz de Tyrion sua Mão do Rei.[19]

Recepção

O personagem de ponto de vista mais jovem nos romances, Bran é o personagem do primeiro capítulo e foi criado por Martin como um jovem herói da série. Mikal Gilmore da Rolling Stone observou em 2014 que o momento em A Game of Thrones (1996) em que Jaime Lannister empurra Bran para sua provável morte "agarra você pela garganta".[20] Martin comentou na entrevista:

Eu tive um milhão de pessoas me dizendo que foi o momento que os fisgou, onde eles disseram: "Bem, esta simplesmente não é a mesma história que li um milhão de vezes antes." Bran é o primeiro personagem do ponto de vista. No fundo, as pessoas estão pensando que Bran é o herói da história. Ele é o jovem Rei Arthur. Vamos seguir esse garoto - e então, bum: você não espera que algo assim aconteça com ele. Então foi um sucesso [risos].[20]

Em 2000, Martin chamou Bran de o personagem mais difícil de escrever:

Número um, ele é o mais jovem dos personagens principais de ponto de vista, e é difícil escrever sobre crianças. Eu acho que quanto mais jovens eles são, mais difícil. Além disso, ele é o personagem mais profundamente envolvido com magia, e o manejo da magia e feitiçaria e todo o aspecto sobrenatural dos livros é algo com que estou tentando ser muito cuidadoso. Então eu tenho que observar isso com bastante atenção. Tudo isso torna os capítulos de Bran difíceis de escrever.[21]

Booklist citou Bran como um personagem notável em 1999,[22] e a crítica da Publishers Weekly de A Game of Thrones observou: "É fascinante ver os personagens de Martin amadurecerem e crescerem, particularmente os filhos de Stark, que estão no centro do livro."[23]

Observando a ausência de Bran em A Feast for Crows de 2005, James Poniewozik do Time escreveu em sua crítica de A Dance with Dragons (2011):

Alguns personagens favoritos ficaram desaparecidos por onze longos anos. ADWD os traz de volta - o guerreiro bastardo Jon Snow, a rainha dragão exilada Daenerys Targaryen, o anão fugitivo Tyrion Lannister e o aleijado, o místico Bran Stark, entre outros - e quase desde o início que lhe dá uma vantagem narrativa sobre o livro que o acompanha. Cada um, a seu modo, está lidando com uma questão de poder.[24]

Referências

  1.  «Game of Thrones Chapter 7»Westeros.org
  2.  «Game of Thrones Chapter 8»Westeros.org
  3.  «A Clash of Kings: Analysis of Major Characters (Bran Stark)». SparkNotes. Consultado em 18 de novembro de 2014
  4.  «Game of Thrones Chapter 14»Westeros.org
  5.  Martin, George R. R. (1996). A Game of Thrones. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-89784-5
  6.  Martin, George R. R. (1998). A Clash of Kings. [S.l.: s.n.] ISBN 0-553-10803-4
  7.  Martin, George R. R. (2000). A Storm of Swords. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-89787-6
  8.  Martin, George R. R. (2011). A Dance with Dragons. [S.l.: s.n.] ISBN 978-0-553-90565-6
  9.  «Game of Thrones Season 1»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  10.  «Game of Thrones Season 2»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  11.  «Game of Thrones Season 3»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  12.  «Game of Thrones Season 4»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  13.  «Game of Thrones Season 6»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  14.  «Game of Thrones Season 7»HBO. Consultado em 30 de julho de 2017
  15.  «'Game of Thrones' Season 8 premiere recap: Secrets, Starks and spirals in 'Winterfell'». USA Today. Consultado em 15 abril 2019
  16.  «Game of Thrones S8Ep2». gfilmes.org. Consultado em 21 abril 2019
  17.  «Game of Thrones: S08xE03». gfilmes.org. Consultado em 29 abril 2019
  18.  «Game of Thrones 8ª temp. Ep.4». vizer.tv. Consultado em 6 de maio 2019
  19.  «Game of Thrones 8ª temp. Ep.6». vizer.tv. Consultado em 20 de maio 2019
  20.  Gilmore, Mikal (23 de abril de 2014). «George R.R. Martin: The Rolling Stone Interview»Rolling Stone. Consultado em 18 de novembro de 2014
  21.  Robinson, Tasha (11 de dezembro de 2000). «Interview: George R.R. Martin continues to sing a magical tale of ice and fire»scifi.comScience Fiction Weekly. 6, No. 50 (190). Consultado em 2 de fevereiro de 2012Cópia arquivada em 23 de fevereiro de 2002
  22.  Johnson, Roberta (Janeiro de 1999). «Reviews: A Clash of Kings»Booklist. Consultado em 25 de julho de 2014. Arquivado do original em 27 de julho de 2014
  23.  «Fiction review: A Game of Thrones»Publishers Weekly. 29 de julho de 1996. Consultado em 5 de agosto de 2014
  24.  Poniewozik, James (12 de julho de 2011). «The Problems of Power: George R.R. Martin's A Dance With Dragons»Time. Consultado em 21 de janeiro de 2012

Bran Stark: O Menino que Aprendeu a Voar — A Jornada Mágica do Corvo de Três Olhos que se Tornou Rei de Westeros

Num universo onde espadas brilham e dragões flamejam, poucas transformações foram tão profundamente espirituais quanto a de Bran Stark — o menino que perdeu as pernas para descobrir asas invisíveis, que trocou corredores de pedra por corredores do tempo e que, ao abraçar seu destino místico, tornou-se não apenas o guardião da memória de Westeros, mas seu mais sábio soberano. Sua história, interpretada com sensibilidade rara pelo ator britânico Isaac Hempstead Wright em Game of Thrones, é um hino à resiliência, à aceitação e à beleza de encontrar nosso propósito exatamente onde acreditávamos ter perdido tudo. Bran nos ensina que às vezes precisamos cair para enxergar além do horizonte — e que as maiores jornadas não são percorridas com os pés, mas com o espírito.

Winterfell: O Escalador de Sonhos e Corações

Antes de tudo, Bran era alegria em forma de menino. Com sete anos de idade, cabelos castanhos herdados da mãe Catelyn e olhos azuis que refletiam a pureza do Norte, ele encantava todos em Winterfell com seu sorriso fácil e sua coragem infantil. Enquanto outros lordes jovens aprendiam etiqueta nos salões, Bran preferia escalar muralhas, torres e parapeitos — não por rebeldia, mas por uma sede insaciável de ver o mundo de cima, de tocar o céu com as mãos.
Adotara Summer, um lobo-gigante cuja pelagem dourada combinava com seu espírito luminoso, e sonhava em se tornar um cavaleiro como os heróis das canções. Amado por todos — até mesmo pelo meio-irmão bastardo Jon Snow, que via nele uma centelha especial —, Bran representava a inocência preservada do Norte: um coração puro num mundo já manchado por intrigas.
Mas os deuses têm planos maiores para aqueles destinados a voar. Quando, por acaso trágico, testemunhou o segredo mais perigoso de Westeros — o incesto entre Cersei e Jaime Lannister —, foi empurrado da torre por Jaime numa tentativa desesperada de silenciá-lo. A queda que deveria matá-lo tornou-se o portal para seu verdadeiro destino.

O Despertar das Asas Invisíveis: Quando o Corpo Parou, o Espírito Voou

Bran sobreviveu à queda, mas acordou paralisado das pernas para baixo — um golpe devastador para um menino que amava correr e escalar. No entanto, enquanto seu corpo descansava imóvel, sua mente começou a viajar por dimensões que poucos humanos jamais experimentariam. Em sonhos vívidos, um corvo de três olhos sussurrava: "Você nunca andará novamente... mas aprenderá a voar."
E voar ele voou — não com asas de penas, mas com a consciência. Bran descobriu ser um "warg" — um troca-peles capaz de fundir sua mente com a de Summer, sentindo o mundo através dos olhos, narinas e instintos do lobo. Corria livremente pelas florestas geladas enquanto seu corpo repousava na cama; farejava o perigo antes que ele chegasse; protegia sua família mesmo quando parecia indefeso. Mais tarde, aprenderia a compartilhar a consciência até mesmo com Hodor, o gigante de coração gentil que se tornaria seu fiel escudo humano.
Essa transformação não foi maldição — foi libertação. Bran compreendeu que limitações físicas não definem nosso potencial. Quando perdemos um caminho, o universo nos oferece outro — muitas vezes mais maravilhoso do que jamais imagináramos.

Além da Muralha: A Busca pelo Corvo de Três Olhos

Enquanto o mundo mergulhava na Guerra dos Cinco Reinos, Bran seguiu rumo ao norte — não por fuga, mas por chamado. Acompanhado pela leal Meera Reed, seu irmão sensitivo Jojen, o gigante Hodor e o lobo Summer, atravessou florestas assombradas e neves eternas em busca do mítico Corvo de Três Olhos.
A jornada foi dura: fome, frio extremo e o constante perigo dos mortos-vivos testaram sua determinação. Mas Bran avançava com serenidade surpreendente para sua idade — não como vítima, mas como peregrino em missão sagrada. Quando Jojen adoecia, quando desertores da Patrulha da Noite os capturavam, quando criaturas sobrenaturais os cercavam na entrada da caverna sagrada, Bran mantinha a calma de quem sabe que seu destino é maior que seu medo.
E na caverna sob as raízes da Árvore do Coração, encontrou seu mestre: o último Vidente Verde, um ser ancestral que lhe revelaria os segredos do tempo. "Você nunca andará novamente", repetiu o Corvo — "mas agora voará através das eras."

As Visões que Mudaram Westeros: Guardião da Verdade

Sob o treinamento do Corvo de Três Olhos, Bran tornou-se uma biblioteca viva — não de livros, mas de memórias. Seus olhos viram:
  • A Torre da Alegria: O momento em que Ned Stark encontrou sua irmã Lyanna moribunda, jurando proteger seu filho recém-nascido — revelando que Jon Snow não era bastardo, mas Aegon Targaryen, herdeiro legítimo do Trono de Ferro.
  • A Criação do Rei da Noite: Como as Crianças da Floresta, num ato desesperado de defesa, transformaram um Primeiro Homem no primeiro Caminhante Branco — ensinando que até os maiores monstros nascem de escolhas humanas.
  • O Passado de Winterfell: Cenas antigas que explicavam alianças, traições e a própria essência do Norte — conhecimento que se tornaria crucial para unir os lordes sob uma bandeira comum.
Mas o maior teste veio quando, impaciente para acelerar seu aprendizado, Bran entrou numa visão sem proteção — e foi notado pelo próprio Rei da Noite. A marca deixada em sua consciência permitiu que os Caminhantes Brancos localizassem a caverna sagrada. Na fuga desesperada que se seguiu, Bran presenciou o sacrifício mais comovente de sua vida: Hodor, segurando a porta contra hordas de mortos-vivos enquanto repetia "Hodor!" — uma palavra que Bran, através de uma ligação temporal trágica, havia plantado na mente do jovem Wylis anos antes.
Nesse momento, Bran compreendeu o peso de seu dom: ver o passado não era apenas curiosidade — era responsabilidade. Cada visão carregava consequências. Cada memória moldava o presente.

O Retorno do Corvo: Sabedoria nas Criptas de Winterfell

Quando Bran retornou a Winterfell após anos de ausência, não era mais o menino que todos conheciam. Seus olhos carregavam séculos; seu sorriso, a serenidade de quem viu o ciclo completo da vida. Reencontrou Sansa e Arya não com lágrimas de saudade, mas com a calma de um irmão que agora compreendia profundamente suas jornadas — mesmo sem precisar perguntar.
Sua frieza inicial não era indiferença — era adaptação. Como explicou Meera ao partir: "Bran morreu naquela caverna. O que voltou é o Corvo de Três Olhos." Ele não perdera a humanidade; transformara-a numa forma superior de empatia — não pelo que sentia, mas pelo que sabia sobre cada dor alheia.
E quando Petyr "Mindinho" Baelish tentou semear discórdia entre as irmãs Stark, Bran tornou-se a peça-chave da justiça. Com uma única frase — "Você disse a Ned Stark para não confiar em você" — expôs a traição ancestral do manipulador, provando que a verdade mais profunda não precisa de gritos: basta ser sussurrada no momento certo.

A Batalha de Winterfell: A Isca que Salvou a Humanidade

Na noite mais escura da história de Westeros, enquanto dragões flamejavam e exércitos colidiam na neve, Bran escolheu seu posto com clareza absoluta: o Bosque Sagrado. Sabia que o Rei da Noite não buscava Winterfell — buscava a ele. Como último Vidente Verde, Bran era a memória viva da humanidade; destruí-lo significaria apagar o passado, condenando o futuro à escuridão eterna.
E assim, sentado sob a Árvore do Coração, Bran tornou-se isca consciente — não por heroísmo arrogante, mas por dever cósmico. Quando Theon Greyjoy e seus homens caíram defendendo-o, Bran não desviou o olhar. Quando o Rei da Noite avançou com sua lança de gelo, Bran não temeu. E quando Arya surgiu das sombras para desferir o golpe final, Bran já sabia que ela viria — não por predestinação, mas por fé na coragem da irmã.
Sua presença naquele bosque não foi passividade — foi estratégia suprema. Ao atrair o inimigo para longe das muralhas, permitiu que Arya executasse o plano perfeito. Ao manter a calma diante da morte, inspirou Theon a encontrar redenção em seu último suspiro. Bran não empunhou espada naquela noite — mas sua coragem silenciosa decidiu o destino do mundo.

Rei de Westeros: Quando a Sabedoria Substituiu o Sangue

Após a guerra, enquanto os lordes reunidos no Fosso do Dragão debatiam quem deveria governar os Seis Reinos, Tyrion Lannister fez um discurso visionário: "Por que escolhemos reis? Para fazer justiça. Para proteger os inocentes. Para unir o reino. E quem melhor para isso do que alguém que conhece todas as histórias de Westeros?"
Bran Stark — o menino que escalava torres, o jovem que aprendeu a voar com a mente, o Vidente Verde que carregava a memória do mundo — foi aclamado Rei de Westeros. Não por direito de nascimento, não por exércitos conquistados, mas por sabedoria acumulada através das eras.
E ao aceitar a coroa, fez algo revolucionário: concedeu ao Norte sua independência, coroando Sansa como Rainha do Norte. Compreendeu que verdadeira liderança não é sobre controle, mas sobre respeito às necessidades de cada povo. Seu reinado não seria de glória pessoal, mas de serviço — usando seu conhecimento para evitar guerras, curar feridas antigas e guiar Westeros rumo a uma era de paz.

Isaac Hempstead Wright: O Ator que Encarnou a Transformação

Interpretar Bran Stark exigiu de Isaac Hempstead Wright uma evolução paralela à do personagem. Começando aos 12 anos como o menino alegre da 1ª temporada, Wright amadureceu junto com Bran — e quando retornou na 6ª temporada após um hiato, trouxe uma presença serena que encantou críticos e fãs. Sua atuação no episódio "The Door" — onde Hodor sacrifica-se — tornou-se um dos momentos mais emocionantes da série, com Wright transmitindo através de olhos silenciosos toda a dor e compreensão do momento.
Wright capturou perfeitamente a dualidade de Bran: a humanidade residual do menino Stark combinada à transcendência do Corvo de Três Olhos. Nunca exagerou na frieza; sempre deixou transparecer, sob a calma, o coração que ainda batia por sua família. Sua entrega transformou Bran de personagem secundário num dos pilares filosóficos de toda a narrativa.

O Legado de Bran: Por Que Sua Jornada Nos Inspira

Bran Stark ressoa profundamente porque sua história é universal: todos nós enfrentamos quedas que parecem terminais — perdas, doenças, fracassos que nos deixam "paralisados" de alguma forma. Mas Bran nos ensina que:
  • Limitações físicas não definem nosso valor: Quando perdemos uma capacidade, ganhamos outra — muitas vezes mais poderosa.
  • O passado não é prisão, mas professor: Bran não fugiu de memórias dolorosas; abraçou-as para iluminar o futuro.
  • Verdadeira liderança nasce da sabedoria, não do poder: Seu reinado prova que governar bem exige compreensão profunda da história humana.
  • Aceitação não é resignação: Bran não "superou" sua paralisia — transformou-a num portal para um propósito maior.

Conclusão: O Voo Eterno do Corvo

Bran Stark não precisou de asas de penas para voar. Voou através do tempo, do espaço e da consciência — tornando-se a memória viva de um continente, o guardião das verdades esquecidas e, por fim, o rei que uniu Westeros não com espada, mas com sabedoria.
Sua jornada nos lembra que às vezes precisamos perder algo para encontrar nosso verdadeiro eu. Que quedas podem ser portais. Que silêncio pode ser mais poderoso que gritos. E que o maior voo da alma começa exatamente onde os pés não podem mais caminhar.
Hoje, enquanto os bardos cantam sobre dragões e espadas, os sábios sussurram sobre o menino que aprendeu a voar — e que, ao abraçar seu destino místico, provou que a verdadeira realeza não está no sangue que corre nas veias, mas na luz que habita o coração.
O inverno chegou. Mas Bran Stark já voava sobre ele — e nos ensinou que, mesmo nas noites mais longas, sempre há estrelas para guiar quem sabe olhar além do horizonte. 🌌🐺👑