domingo, 19 de junho de 2022

REDESCOBRINDO A PONTE SECA A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.

 REDESCOBRINDO A PONTE SECA
A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.


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Fotografia de 1905 da ponte então chamada pela população de "Ponte Seca" pois não havia rio passando por baixo dela, apenas a continuação da então chamada Rua Schmidlin, atual Rua João Negrão.
Foto: Arquivo Gazeta do Povo

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A nova ponte construída em 1944, com estrutura mais reforçada, contendo a mesma cor da antiga "Ponte Preta".
Foto: Arquivo Gazeta do Povo.

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REDESCOBRINDO A PONTE SECA
A modernidade ganhou contornos surreais para muitos populares em Curitiba, com a construção da “Ponte Seca” em 1885, o primeiro viaduto de Curitiba.
Até aí, a cidade só conhecia duas pontes rudimentares usadas para a passagem de pedestres, carroças, cavaleiros e tropas. Uma sobre o Rio Belém, na altura do Passeio Público. Outra, na Praça Zacarias, sobre o Rio Ivo.
Quando iniciou-se a construção da terceira ponte na cidade, com um misto de descrédito e assombramento, meninos e adultos corriam para ver a novidade, e com chacotas e zombarias molestavam os operários perguntando se eles sabiam para onde tinha ido o rio daquela ponte. Em tom jocoso, a população passou a chamá-la "Ponte Seca" e assim ficou conhecida.
Desde a sua construção, a Ponte Seca foi uma das sensações da cidade, um ponto de referência para muitos moradores. Outros, a chamavam "Ponte da Rua Schmidlin", pois a rua também sem nome era conhecida como Rua dos Schmidlin, nome de uma família que morava logo adiante.
Construída para evitar a passagem de gado e tropas em frente à Estação, e já prevendo o crescimento da cidade, a Ponte Seca foi inaugurada pelo primeiro trem a chegar a Curitiba, no dia 10 de dezembro de 1884. Era uma locomotiva de serviço, que trazia material que faltava para o acabamento da Estação.
Em 1944, passados sessenta anos da sua inauguração, a ponte foi substituída por outra mais reforçada e pintada na cor preta semelhante à anterior.
Sem um nome oficial, a parte mais antiga da população ainda a chamava carinhosamente de "Ponte Seca". Os mais novos, atentos ao detalhe de sua cor, chamavam-lhe "Ponte Preta".
Na década de 1960, frente à ameaça de remoção – já que sua altura era “insuficiente para atender o tráfego atual, tendo frequentes esbarros de cargas altas de caminhões”, a Ponte Preta angariou apoio suficiente para ser tombada pelo IPHAN/PR, o qual ocorreu em 1976. Com a retirada dos trilhos, a ponte perdeu sua função – ultrapassada pela modernidade –, mas acabou renovada em seus traços surreais, como uma ligação entre espaços que não mais existem.
Enfim, no início, sem nome, com as chacotas devido à falta de rio, foi chamada "Ponte Seca". Ainda sem nome, a população também chamou-lhe "Ponte da Rua Schmidlin". Com o passar do tempo esses nomes foram esquecidos, e ela foi lembrada apenas pela sua cor: "Ponte Preta".
Finalmente, em 1944, com a construção da nova estrutura, ela foi denominada "Viaduto João Negrão". Mas, a memória do povo consagrou-a, Ponte Preta".
(Adaptado de: pelostrilhos.net)
Paulo Grani

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