| Arrudatitan | |
|---|---|
| Fêmur esquerdo de A. maximus, do espécime holótipo MPMA 12-0001-97 | |
| Classificação científica | |
| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Reptilia |
| Clado: | Dinosauria |
| Clado: | Saurischia |
| Clado: | †Sauropodomorpha |
| Clado: | †Sauropoda |
| Clado: | †Macronaria |
| Clado: | †Titanosauria |
| Clado: | †Lithostrotia |
| Clado: | †Aeolosaurini |
| Gênero: | †Arrudatitan Silva et al., 2021 |
| Espécie-tipo | |
| †Arrudatitan maximus Santucci & De Arruda-Campos, 2011 | |
Arrudatitan (que significa "gigante de Arruda") é um gênero extinto de titanossauro saurópode conhecido da Formação Adamantina do Brasil, datada do Cretáceo Superior (Campaniano-Maastrichtiano). A espécie-tipo, A. maximus, foi nomeada e descrita em 2011 como uma espécie de Aeolosaurus,[1] mas foi separada em um gênero próprio em 2021.[2] Era relativamente grácil para um titanossauro.
Descoberta e nomeação

O holótipo, MPMA 12-0001-97, que inclui duas vértebras cervicais posteriores parciais, fragmentos de várias dorsais, partes de nove caudais, sete costelas cervicais parciais, doze costelas dorsais parciais, oito ossos chevron, uma escápula fragmentária e ossos do braço, o fêmur esquerdo e parte do direito, o ísquio esquerdo e fragmentos; com outros espécimes conhecidos, como a vértebra caudal média isolada MPP 248,[1] foi descoberto em 1997 por Ademir Frare e seu sobrinho de 12 anos, Luiz Augusto dos Santos Frare, em um campo em Cândido Rodrigues. Eles notificaram o paleontólogo Antônio Celso de Arruda Campos, e o holótipo foi coletado entre 1997 e 1998 por funcionários do Museu de Paleontologia de Monte Alto, sendo mencionado pela primeira vez na literatura científica por Santucci e Bertini (2001).[3] Notou-se que dentes de crocodilomorfos e terópodes foram encontrados perto do holótipo, mas não havia marcas de mordida presentes.[3] Em 2009, Fernando Novas comentou brevemente sobre o holótipo, destacando seu tamanho.[4]
O MPMA 12-0001-97 foi inicialmente atribuído a Aeolosaurus em 2011, quando a espécie Aeolosaurus maximus foi criada por Santucci & De Arruda-Campos.[1] Desde a publicação de Martinelli et al. (2011), de pouco antes da descrição de Aeolosaurus maximus, a vértebra caudal do holótipo já era considerada como pertencente a um aeolosaurino indeterminado, distinto de Aeolosaurus,[5] com Bandeira et al. (2016)[6] referindo-se à espécie como "A". maximus ao longo de seu artigo que descrevia o titanossauro saurópode Austroposeidon magnificus, devido a Aeolosaurus maximus ser suficientemente diferente de Aeolosaurus mas ainda não ter sido colocado em um gênero diferente; e análises subsequentes, como as de Silva et al. (2019)[7] e Hechenleitner et al. (2020),[8] concluíram que Aeolosaurus maximus não pertencia ao gênero Aeolosaurus, e, assim, o novo gênero Arrudatitan foi erigido em 2021 por Silva et al.[2]
Descrição

Arrudatitan crescia até 15 metros quando totalmente desenvolvido, com base no tamanho do holótipo.[1][4] O fêmur de Arrudatitan tem 1,55 metro.
Classificação
A espécie Aeolosaurus maximus foi nomeada por Santucci e De Arruda-Campos em 2011 com base em vestígios de titanossauro da Formação Adamantina, do Brasil. Contudo, análises subsequentes, como as de Silva et al. em 2019[7] e Hechenleitner et al. em 2020,[8] sugeriram que A. maximus não pertencia a Aeolosaurus, sendo que a primeira análise a considerou como irmã de Rinconsauria e a segunda como intimamente relacionada a um clado composto por Punatitan e as outras duas espécies de Aeolosaurus. À luz disso, Silva et al. transferiram-na para o novo gênero Arrudatitan, batizado em homenagem ao paleontólogo brasileiro Antônio Celso de Arruda Campos.
Um cladograma da análise filogenética feita por Silva et al., 2021, é apresentado abaixo:[2]
| Rinconsauria |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Notas
- Este artigo foi inicialmente traduzido, total ou parcialmente, do artigo da Wikipédia em inglês cujo título é «Arrudatitan», especificamente desta versão.
Referências
- Santucci, R.M.; De Arruda-Campos, A.C. (2011). «A new sauropod (Macronaria, Titanosauria) from the Adamantina Formation, Bauru Group, Upper Cretaceous of Brazil and the phylogenetic relationships of Aeolosaurini». Zootaxa. 3085 (1). 1 páginas. ISSN 1175-5334. doi:10.11646/zootaxa.3085.1.1
- Silva, J.C. Jr.; Martinelli, A.G.; Iori, F.V.; Marinho, T.S.; Hechenleitner, E.M.; Langer, M.C. (2021). «Reassessment of Aeolosaurus maximus, a titanosaur dinosaur from the Late Cretaceous of Southeastern Brazil». Historical Biology: An International Journal of Paleobiology. 34 (3): 403–411. doi:10.1080/08912963.2021.1920016
- SANTUCCI, RODRIGO MILONI; BERTINI, REINALDO JOSÉ (1 de setembro de 2001). «DISTRIBUIÇÃO PALEOGEOGRÁFICA E BIOCRONOLÓGICA DOS TITANOSSAUROS (SAURISCHIA, SAUROPODA) DO GRUPO BAURU, CRETÁCEO SUPERIOR DO SUDESTE BRASILEIRO». Revista Brasileira de Geociências. 31 (3): 307–314. ISSN 0375-7536. doi:10.25249/0375-7536.2001313307314 (inativo 1 Novembro 2024)
- Novas, F. E. (2009). The Age of Dinosaurs in South America. Indiana University Press, Bloomington and Indianapolis, Indiana.
- Martinelli, Agustín; Riff, Douglas; Lopes, Renato (14 de setembro de 2011). «Discussion about the occurrence of the genus Aeolosaurus Powell 1987 (Dinosauria, Titanosauria) in the Upper Cretaceous of Brazil». Gaea: Journal of Geoscience. 7 (1): 34–40. Bibcode:2011Gaea....7...34M. ISSN 1983-3628. doi:10.4013/gaea.2011.71.03

- Bandeira, K.L.N.; Medeiros Simbras, F.; Batista Machado, E.; de Almeida Campos, D.; Oliveira, G.R.; Kellner, A.W.A. (2016). «A New Giant Titanosauria (Dinosauria: Sauropoda) from the Late Cretaceous Bauru Group, Brazil.». PLOS ONE. 11 (10): e0163373. Bibcode:2016PLoSO..1163373B. PMC 5051738
. PMID 27706250. doi:10.1371/journal.pone.0163373
- Silva, J.C.G. Jr.; Marinho, T.S.; Martinelli, A.G.; Langer, M.C. (2019). «Osteology and systematics of Uberabatitan ribeiroi (Dinosauria; Sauropoda): a Late Cretaceous titanosaur from Minas Gerais, Brazil». Zootaxa. 4577 (3): 401–438. PMID 31715707. doi:10.11646/zootaxa.4577.3.1
- E. Martín Hechenleitner; Léa Leuzinger; Agustín G. Martinelli; Sebastián Rocher; Lucas E. Fiorelli; Jeremías R. A. Taborda; Leonardo Salgado (2020). «Two Late Cretaceous sauropods reveal titanosaurian dispersal across South America». Communications Biology. 3 (1): Article number 622. PMC 7591563
. PMID 33110212. doi:10.1038/s42003-020-01338-w
Arrudatitan: O Gigante de Arruda e a Nova Joia dos Titanossauros Brasileiros
Significado do Nome e Homenagem
A Descoberta: Uma História Familiar
Histórico de Classificação e Reclassificação
- 2011: O material foi inicialmente atribuído ao gênero Aeolosaurus, criando a espécie Aeolosaurus maximus por Santucci e De Arruda-Campos.
- 2011 (Pré-publicação): Desde a publicação de Martinelli et al., pouco antes da descrição oficial, a vértebra caudal do holótipo já era considerada como pertencente a um aeolosaurino indeterminado, distinto do Aeolosaurus tradicional.
- 2016: Bandeira et al. referiram-se à espécie como "A." maximus, reconhecendo que era suficientemente diferente de Aeolosaurus, mas ainda sem um gênero próprio.
- 2019-2020: Análises subsequentes de Silva et al. e Hechenleitner et al. concluíram definitivamente que Aeolosaurus maximus não pertencia ao gênero Aeolosaurus.
- 2021: Silva et al. erigiram o novo gênero Arrudatitan, solidificando sua posição única.
Descrição Física e Dimensões
- Duas vértebras cervicais posteriores parciais.
- Fragmentos de várias vértebras dorsais.
- Partes de nove vértebras caudais.
- Sete costelas cervicais parciais e doze costelas dorsais parciais.
- Oito ossos chevron.
- Uma escápula fragmentária e ossos do braço.
- O fêmur esquerdo e parte do direito (o fêmur mede 1,55 metro).
- O ísquio esquerdo e fragmentos.
Classificação e Parentesco Evolutivo
- Uberabatitan
- Gondwanatitan
- Bravasaurus
- Trigonosaurus
- Overosaurus
- Punatitan
- Aeolosaurus rionegrinus
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