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terça-feira, 24 de março de 2026

A Cobra-do-Milho (Pantherophis guttatus): Uma Espécie Amigável e Beneficial

 

Como ler uma infocaixa de taxonomiaCobra-do-milho[1]

Estado de conservação
Espécie pouco preocupante
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [2]
Classificação científica
Reino:Animalia
Filo:Chordata
Classe:Reptilia
Ordem:Squamata
Subordem:Serpentes
Família:Colubridae
Género:Pantherophis
Espécie:P. guttatus
Nome binomial
Pantherophis guttatus
Lineu, 1766
Distribuição geográfica

Sinónimos[3][4]
  • Coluber guttatus Lineu, 1766
  • Elaphis guttatus A. M. C. Duméril, Bibron & A. H. A. Duméril, 1854
  • Elaphe guttata Stejneger & Barbour, 1917
  • Pantherophis guttatus Utiger et al., 2002

cobra-do-milho ou cobra-do-milharal (Pantherophis guttatus) é uma espécie norte-americana da subfamília Colubrinae que subjuga sua presa por constrição.[5][6] Pode ser encontrada pela região sudeste dos Estados Unidos. Sua natureza dócil, relutância a morder, tamanho médio como adulto, padrão atraente, e cuidado comparativamente simples fazem com qual são comumente mantidas como animais de estimação em relação a outras espécies. Apesar de, na superfície, parecerem com a venenosa Agkistrodon contortrix e serem comumente mortas como resultado deste erro de identificação, cobras-do-milho são inofensivas e beneficiais a humanos.[7] Cobras-do-milho não tem veneno funcional e ajudam a controlar populaçoes de roedores selvagens que danificam cultivo e propagam doença.[8]

A cobra-do-milho é conhecida como 'corn snake' em inglês pela presença regular da espécie perto de celeiros, onde se alimentam de camundongos e ratos que comem o milho armazenado.[9] O Dicionário da Oxford de Inglês cita o uso do termo já em 1675. Algumas fontes mantêm que a cobra-do-milho foi nomeada pelo padrão distinto, quase-xadrez, das escamas em sua barriga, assemelhando-se a grãos de milho.[10][11] Independentemente da origem do nome, a referência pode ser um mnemônico útil para a identificação de cobras-do-milho.

Características

Cobras-do-milho adultas tem um comprimento entre 61 e 182 cm.[11] Na natureza, geralmente vivem cerca de 6 a 8 anos, mas em cativeiro podem viver até 23 anos ou mais.[12] O recorde de idade para um cobra-do-milho em cativeiro foi 32 anos e 3 meses.[13] Elas podem ser distinguidas de Agkistrodon contortrix por suas cores mais vivas, forma delgada, pupilas redondas, e falta de fosseta labiais.[14]

Distribuição geográfica e habitat

Cobras-do-milho selvagens preferem habitats como campos cobertos, clareiras na floresta, árvores, flatwoods de palmetto, e prédios e fazendas abandonadas ou pouco-usadas, do nível do mar até alturas de 2000 metros. Tipicamente, estas cobras permanecem na terra até a idade de quatro meses, mas podem subir árvores, penhascos, e outras superfícies elevadas.[15] Podem ser encontradas na região sudeste dos Estados Unidos, de Nova Jérsia até as Florida Keys.

Em regiões mais frias, cobras hibernam durante o inverno. Contudo, no clima mais temperado ao longo da costa, elas se abrigam nas fendas de pedras e troncos caídos; também podem achar abrigo em espaços pequenos e fechados, como debaixo de uma casa, e sair em dias quentes para se aquecerem no calor do sol. Quando o tempo está frio, cobras são menos ativas, portanto caçam menos.

Comportamento

Como muitas espécies de Colubridae, cobras-do-milho exibem o comportamento defensivo de vibrarem suas caudas.[16] Estudos comportamentais e quimiossensoriais com cobras-do-milho sugerem que sinais de odor são primariamente importantes para a detectação da presa, enquanto que os de vista são secundários.[17][18]

Dieta

Em cativeiro, comendo um rato filhote

Cobras-do-milho são carnívoras e, na natureza, comem a cada poucos dias. Enquanto a maioria das cobras-do-milho comem roedores pequenos, como Peromyscus leucopus, elas podem também comer outros répteis ou anfíbios, ou subir árvores para achar ovos de pássaro não-vigiados.[19] Por isso, são consideradas uma espécie semi-arboreal.

Cobras Americanas da subfamília Colubrinae, como P. guttatus, tinham ancestrais venenosos, que perderam o seu veneno quando evoluíram constrição como uma maneira de capturar presas.[20]

Reprodução

Fêmea gravida
Bebês chocando de seus ovos

Cobras-do-milho são relativamente fáceis de criar. Geralmente, criadores aguardam um período de 60 a 90 dias em brumação para prepará-las para procriar, no entanto não é estritamente necessário. Cobras-do-milho brumam a cerca de 10 a 16 °C em um lugar onde não podem ser incomodadas, e com pouca luz.

Cobras-do-milho geralmente procriam pouco depois do período de brumação. O macho corteja a fêmea primariamente usando sinais táteis e químicos. Se os ovos da fêmea forem fertilizados, ela começará a introduzir nutrientes nos ovos, e aí produzirá casca.

A postura dos ovos geralmente ocorre um pouco mais do que um mês após a procriação, com 12 a 24 sendo depositados em um local temperado, úmido, escondido. Após de ser botados, os ovos são abandonados pela cobra adulta, que não retorna a eles. Os ovos são oblongos com cascas de textura semelhante a couro, flexíveis. Cerca de 10 semanas após a postura, as cobras juvenís usam uma escama especializada conhecida como um dente de ovo para cortar frestas no ovo, do qual elas emergem com aproximadamente 15 cm em comprimento.

Classificação

Até 2002, a cobra-do-milho era considerada uma espécie com duas subespécies: a nomeada (P. g. guttatus), descrita aqui, e Pantherophis guttatus emoryi. Desde então, a última foi separada em sua própria espécie (P. emoryi) mas ainda é de vez em quando tratada como uma subespécie da cobra-do-milho por hobbyistas.

Já foi sugerido separar P. guttatus em três espécies: a cobra-do-milho (P. guttatus); Pantherophis emoryi, correspondendo com a subespécie; e Pantherophis slowinskii, ocorrendo no oeste de Louisana e adjacente ao Texas.[21]

Anteriormente, P. guttatus foi colocado no género Elaphe, mais Elaphe foi determinado como parafilético por Utiger et al., levando à classificação da espécie no género Pantherophis.[22] A mudança do género de está espécie e várias outras relacionadas para Pantherophis ao invés de Elaphe foi confirmada por estudos filogenéticos adicionais.[23][24] Muitos materiais de referência ainda usam o sinônimo Elaphe guttata.[25] Dados moleculares já mostraram que cobras-do-milho são mais estreitamente relacionadas com Lampropeltis do que Colubrinae do Velho Mundo, com as quais eram classificadas antigamente. Cobras-do-milho até já foram cruzadas em cativeiro com Lampropeltis californiae, produzindo híbridos férteis conhecidas como "jungle corn snakes",[26] ou, em português, "cobras-do-milho-da-selva".

Referências

  1. «Cobra do Milho – Informações Importantes». Cultura Mix. 2014. Consultado em 19 de junho de 2020
  2. Hammerson, G.A.; Echternacht, A (2007). «Pantherophis guttatus». Consultado em 22 de setembro de 2015
  3. Stejneger, Leonhard; Barbour, Thomas (1917). A Check List of North American Amphibians and Reptiles. Cambridge, Massachusetts: Harvard University Press. p. 82
  4. «Pantherophis guttatus». The Reptile Database
  5. Crother, Brian I.; et al. (2012). «Scientific and standard English names of amphibians and reptiles of North America north of Mexico, with comments regarding confidence in our understanding» (PDF)Checklist of the Standard English & Scientific Names of Amphibians & Reptiles 7.ª ed. Society for the Study of Amphibians and Reptiles. pp. 1–68
  6. Saviola, Anthony; Bealor, Matthew (2007). «Behavioural complexity and prey-handling ability in snakes: gauging the benefits of constriction»Behaviour. 144(8). Brill. pp. 907–929
  7. «Corn Snake - Pictures and Facts»
  8. Smith, Scott A. «Did Someone Say Snakes?». Consultado em 19 de agosto de 2013. Arquivado do original em 3 de agosto de 2013
  9. «FLMNH - Eastern Corn Snake (Pantherophis guttatus)»
  10. «PetCo Corn Snake Care Sheet» (PDF)
  11.  «Corn Snake Fact Sheet». Smithsonian National Zoological Park. Arquivado do original em 19 de agosto de 2016
  12. Slavens, Frank; Slavens, Kate. «Elaphe guttata guttata». Arquivado do original em 24 de setembro de 2015
  13. «Corn Snake - Pantherophis guttatus»PetMD. Consultado em 19 de junho de 2020
  14. «Reptiles and Amphibians of Virginia». Virginia Herpetological Society
  15. Harcourt, Houghton M. (2003). Western Reptiles and Amphibians. Col: Peterson Field Guides 3.ª ed. [S.l.: s.n.] 533 páginas. ISBN 978-0-395-98272-3
  16. Allf, Bradley C.; Durst, Paul A. P.; Pfennig, David W. (2016). «Behavioral Plasticity and the Origins of Novelty: The Evolution of the Rattlesnake Rattle»The American Naturalist. 188(4). The University of Chicago Press. pp. 475–483
  17. Saviola, Anthony; McKenzie, Valerie; Chiszar, David (2012). «Chemosensory responses to chemical and visual stimuli in five species of colubrid snakes»Acta Herpetologica7(1). Firenze University Press. pp. 91–103
  18. Worthington-Hill, J. O.; Yarnell, R. W.; Gentle, L. K. (2014). «Eliciting a predatory response in the eastern corn snake (Pantherophis guttatus) using live and inanimate sensory stimuli: implications for managing invasive populations»International Journal of Pest Management. 60(3). Taylor & Francis Online. pp. 180–186
  19. «Pantherophis guttatus - Red corn snake». University of Michigan Museum of Zoology
  20. Fry, Bryan G.; Casewell, Nicholas R.; Wüster, Wolfgang; Vidal, Nicolas; Young, Bruce; Jackson, Timothy N. W. (2012). «The structural and functional diversification of the Toxicofera reptile venom system»Toxicon. 60(4). Elsevier. pp. 434–448
  21. Burbrink, Frank T. (2002). «Phylogeographic analysis of the cornsnake (Elaphe guttata) complex as inferred from maximum likelihood and Bayesian analyses»Molecular Phylogenetics and Evolution. 25(3). Elsevier. pp. 465–476
  22. Utiger, Urs; Helfenberger, Notker; Schätti, Beat; Schmidt, Catherine; Ruf, Markus; Ziswiler, Vincent (2002). «Molecular Systematics and Phylogeny of Old and New World Ratsnakes, Elaphe Auct., and Related Genera (Reptilia, Squamata, Colubridae)»9(2). Russian Journal of Herpetology. pp. 105–124
  23. Burbrink, Frank T. (2007). «How and when did Old World ratsnakes disperse into the New World?»Molecular Phylogenetics and Evolution. 43(1). Elsevier. pp. 173–189
  24. Burbrink, Frank T.; Pyron, R. Alexander (2009). «Neogene diversification and taxonomic stability in the snake tribe Lampropeltini (Serpentes: Colubridae)»Molecular Phylogenetics and Evolution. 52(2). Elsevier. pp. 524–529
  25. Bartlett, Patricia; Bartlett, Richard D. (1996). Corn Snakes and Other Rat Snakes. Col: Complete Pet Owner's Manual. [S.l.: s.n.] 104 páginas. ISBN 978-0-7641-3407-4
  26. «Jungle 

A Cobra-do-Milho (Pantherophis guttatus): Uma Espécie Amigável e Beneficial

Introdução e Visão Geral

A cobra-do-milho ou cobra-do-milharal (Pantherophis guttatus) é uma espécie norte-americana pertencente à subfamília Colubrinae. Trata-se de uma serpente não venenosa que subjuga as suas presas através de constrição. Nativa da região sudeste dos Estados Unidos, esta espécie é amplamente reconhecida pela sua natureza dócil, relutância em morder, tamanho médio quando adulta e padrão de cores atraente. Estas características, aliadas a um cuidado comparativamente simples em cativeiro, fazem com que seja frequentemente mantida como animal de estimação, sendo uma das escolhas mais populares entre os répteis.
Apesar de, à primeira vista, se assemelhar à venenosa Agkistrodon contortrix (conhecida como cabeça-de-cobre), as cobras-do-milho são inofensivas e benéficas para os humanos. Não possuem veneno funcional e desempenham um papel importante no controlo de populações de roedores selvagens, os quais podem danificar cultivos e propagar doenças.

Origem do Nome

A designação "cobra-do-milho" (em inglês, corn snake) tem origens associadas à presença regular da espécie perto de celeiros, onde se alimentam de camundongos e ratos que consomem o milho armazenado. Registos históricos, como o Dicionário de Inglês de Oxford, citam o uso do termo já em 1675.
Existem também fontes que sustentam que a cobra-do-milho foi nomeada devido ao padrão distinto, quase xadrez, das escamas na sua barriga, o qual se assemelha a grãos de milho. Independentemente da origem exata do nome, esta referência visual pode servir como um mnemónico útil para a identificação correta da espécie, ajudando a distingui-la de serpentes venenosas com as quais é frequentemente confundida.

Características Físicas

Dimensões e Longevidade

As cobras-do-milho adultas apresentam um comprimento que varia entre 61 e 182 centímetros. No que toca à esperança de vida, na natureza geralmente vivem cerca de 6 a 8 anos. Contudo, em cativeiro, podem viver até 23 anos ou mais, havendo registos de indivíduos que atingiram a idade de 32 anos e 3 meses.

Identificação e Distinção

Uma das preocupações comuns é a confusão com a cabeça-de-cobre (Agkistrodon contortrix). As cobras-do-milho podem ser distinguidas desta espécie venenosa através de várias características físicas:
  • Cores: Tendem a ser mais vivas.
  • Forma: Possuem um corpo mais delgado.
  • Olhos: Apresentam pupilas redondas (as venenosas locais têm geralmente pupilas verticais).
  • Fossetas: Lack de fossetas labiais sensíveis ao calor, presentes nas víboras.

Distribuição Geográfica e Habitat

Alcance e Ambientes

As cobras-do-milho selvagens podem ser encontradas na região sudeste dos Estados Unidos, estendendo-se desde Nova Jérsia até às Florida Keys. Preferem habitats diversificados, como campos cobertos, clareiras na floresta, áreas arborizadas, flatwoods de palmetto, bem como prédios e fazendas abandonadas ou pouco usadas. A sua distribuição altitudinal é ampla, ocorrendo desde o nível do mar até alturas de 2.000 metros.

Comportamento Territorial

Tipicamente, estas cobras permanecem no solo até à idade de quatro meses, mas são consideradas semi-arbóreas, pois podem subir árvores, penhascos e outras superfícies elevadas para procurar alimento ou abrigo.

Adaptação Climática

Em regiões mais frias, as cobras hibernam durante o inverno. No entanto, em climas mais temperados ao longo da costa, abrigam-se nas fendas de pedras, troncos caídos ou em espaços pequenos e fechados, como debaixo de casas. Podem sair em dias quentes para se aquecerem ao sol. Quando o tempo está frio, tornam-se menos ativas e, consequentemente, caçam com menos frequência.

Comportamento e Sentidos

Defesa

Como muitas espécies da família Colubridae, as cobras-do-milho exibem um comportamento defensivo característico de vibrar a cauda. Quando agitadas, este movimento pode produzir um som de zumbido se a cauda roçar em folhas secas, imitando o aviso de uma cascavel, embora não possuam chocalho.

Caça e Sentidos

Estudos comportamentais e quimiossensoriais sugerem que os sinais de odor são primariamente importantes para a deteção de presas, enquanto que a visão desempenha um papel secundário. Utilizam a língua para captar partículas químicas no ar e no solo, processando-as através do órgão de Jacobson.

Dieta e Alimentação

Hábitos Alimentares

As cobras-do-milho são carnívoras e, na natureza, comem a cada poucos dias. A base da sua dieta consiste em roedores pequenos, como o Peromyscus leucopus. No entanto, são oportunistas e podem também comer outros répteis ou anfíbios, ou subir árvores para encontrar ovos de pássaro não vigiados.

Evolução da Presa

Curiosamente, as cobras americanas da subfamília Colubrinae, como a Pantherophis guttatus, tiveram ancestrais venenosos. Ao longo da evolução, perderam o seu veneno funcional quando desenvolveram a constrição como método principal para capturar e subjugar as presas.

Reprodução e Ciclo de Vida

Preparação e Acasalamento

A criação em cativeiro é relativamente fácil. Geralmente, os criadores aguardam um período de 60 a 90 dias de brumação (um estado semelhante à hibernação) para prepará-las para procriar, embora não seja estritamente necessário. Durante a brumação, as cobras são mantidas a cerca de 10 a 16 °C num local onde não possam ser incomodadas e com pouca luz.
O acasalamento ocorre geralmente pouco depois do período de brumação. O macho corteja a fêmea primariamente usando sinais táteis e químicos. Se os ovos da fêmea forem fertilizados, ela começará a introduzir nutrientes nos ovos e, subsequentemente, a produzir a casca.

Postura e Incubação

A postura dos ovos ocorre geralmente um pouco mais de um mês após o acasalamento. São depositados entre 12 a 24 ovos num local temperado, húmido e escondido. Após a postura, os ovos são abandonados pela cobra adulta, que não retorna para lhes prestar cuidados.
Os ovos são oblongos, com cascas de textura semelhante a couro e flexíveis. Cerca de 10 semanas após a postura, as cobras juvenis usam uma escama especializada conhecida como "dente de ovo" para cortar frestas na casca, emergindo com aproximadamente 15 centímetros de comprimento.

Classificação e Taxonomia

Evolução da Classificação

A classificação taxonómica desta espécie sofreu alterações significativas ao longo do tempo. Até 2002, a cobra-do-milho era considerada uma espécie com duas subespécies: a nomeada (P. g. guttatus) e a Pantherophis guttatus emoryi. Desde então, a última foi separada na sua própria espécie (Pantherophis emoryi), embora ainda seja ocasionalmente tratada como uma subespécie por hobbyistas.
Chegou a ser sugerida a separação de P. guttatus em três espécies distintas, incluindo a Pantherophis slowinskii, que ocorre no oeste da Louisiana e adjacente ao Texas.

Género e Parentesco

Anteriormente, a espécie foi colocada no género Elaphe. No entanto, estudos determinaram que o género Elaphe era parafilético, levando à reclassificação da espécie no género Pantherophis. Esta mudança foi confirmada por estudos filogenéticos adicionais. Muitos materiais de referência mais antigos ainda usam o sinónimo Elaphe guttata.
Dados moleculares mostraram que as cobras-do-milho estão mais estreitamente relacionadas com o género Lampropeltis (cobras-rei) do que com as Colubrinae do Velho Mundo, com as quais eram classificadas antigamente. Devido a este parentesco próximo, as cobras-do-milho já foram cruzadas em cativeiro com Lampropeltis californiae, produzindo híbridos férteis conhecidos como "jungle corn snakes" ou, em português, "cobras-do-milho-da-selva".

Conclusão

A cobra-do-milho destaca-se não apenas pela sua beleza e facilidade de manejo em cativeiro, mas também pelo seu papel ecológico no controlo de pragas e pela sua história taxonómica fascinante. A sua capacidade de adaptação, longevidade e temperamento dócil consolidam-na como uma das serpentes mais estudadas e apreciadas por entusiastas e biólogos alike. A compreensão correta da sua identidade, distinguindo-a de espécies venenosas, é fundamental para a sua conservação e para a segurança das comunidades onde habita.