Ahaetulla pulverulenta | |||||||||||||||||||||
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| Estado de conservação | |||||||||||||||||||||
Pouco preocupante (IUCN 3.1) [1] | |||||||||||||||||||||
| Classificação científica | |||||||||||||||||||||
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| Nome binomial | |||||||||||||||||||||
| Ahaetulla pulverulenta (Duméril, Bibron & Duméril, 1854) | |||||||||||||||||||||
| Sinónimos | |||||||||||||||||||||
| Dryophis pulverulentus | |||||||||||||||||||||
Ahaetulla pulverulenta é uma espécie de serpente endêmica do Sri Lanka pertencente à subfamília Ahaetuliinae da família Colubridae.
Descrição
Seu corpo esguio pode ter até 1,7 m de comprimento (corpo e cauda), possui coloração marrom-acinzentada com manchas escuras e pretas na parte superior e a parte inferior cinza ou marrom.[2] Tem um focinho pontiagudo, terminando em um apêndice dérmico na ponta. Apresenta uma mancha romboidal marrom-escura na parte superior da cabeça e uma faixa marrom em cada lado da cabeça, passando pelo olho.[3][4]
Olho grande, transversalmente oval com pupila horizontal; cinza ou marrom, com manchas marrons mais escuras e marcas cruzadas ou em forma de cruz marrom-escuro.[2]
Etimologia

Em cingalês, é conhecida como හෙනකදයා (henakadaya), nome que deu origem ao termo "anaconda".[5][6][7]
O nome da espécie, pulverulenta, vem do latim e reflete sua coloração acinzentada ou marrom-acinzentada empoeirada.[4]
Taxonomia
Pertence ao gênero Ahaetulla, um dos cinco gêneros da subfamília Ahaetuliinae. As relações de Ahaetulla pulverulenta com outras espécies de Ahaetulla e com outros gêneros da Ahaetuliinae são ilustradas no cladograma abaixo, com espécies possivelmente parafiléticas indicadas:[8]
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Distribuição e habitat
É encontrada exclusivamente no Sri Lanka.[4][9] Populações nos Gates Ocidentais da Índia são agora consideradas uma espécie distinta, Ahaetulla sahyadrensis.[9]
Vive em florestas e é completamente arborícola.[4]
Comportamento
Alimenta-se de lagartos e outros invertebrados, sendo ovovivípara, dando à luz de 6 a 12 filhotes vivos.[2]
Galeria
Referências
- Mohapatra, P.; Gunawardene, S.; Sivaruban, A.; Wickramasinghe, L.J.M. (2021). «Ahaetulla pulverulenta». Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas. 2021: e.T172687A123300406. doi:10.2305/IUCN.UK.2021-3.RLTS.T172687A123300406.en

- Whitaker, Romulus (2004). Snakes of India: the field guide. Internet Archive. [S.l.]: Chennai: Draco Books. Consultado em 10 de julho de 2025
- Boulenger, George A. 1890 The Fauna of British India, Including Ceylon and Burma. Reptilia and Batrachia. Taylor & Francis, London, xviii, 541 pp.
- Ahaetulla pulverulenta at the Reptarium.cz Reptile Database. Accessed 10 de julho de 2025.
- Ferguson, Donald (1897). «The derivation of "Anaconda"». Notes and Queries. 12: 123–124
- Skeat, Walter W. (1882). A concise etymological dictionary of the English Language. [S.l.]: Oxford University Press. p. 16
- Yule, Henry; Burnell, A.C. (1903). Hobson-Jobson. London: John Murray. pp. 24–25
- Mallik, Ashok Kumar; Achyuthan, N. Srikanthan; Ganesh, Sumaithangi R.; Pal, Saunak P.; Vijayakumar, S. P.; Shanker, Kartik (2019). «Discovery of a deeply divergent new lineage of vine snake (Colubridae: Ahaetuliinae: Proahaetulla gen. nov.) from the southern Western Ghats of Peninsular India with a revised key for Ahaetuliinae». PLOS ONE (em inglês). 14 (7): e0218851. Bibcode:2019PLoSO..1418851M. ISSN 1932-6203. PMC 6636718
. PMID 31314800. doi:10.1371/journal.pone.0218851
- Mallik, Ashok Kumar; Srikanthan, Achyuthan N.; Pal, Saunak P.; D’souza, Princia Margaret; Shanker, Kartik; Ganesh, Sumaithangi Rajagopalan (6 de novembro de 2020). «Disentangling vines: a study of morphological crypsis and genetic divergence in vine snakes (Squamata: Colubridae: Ahaetulla) with the description of five new species from Peninsular India». Zootaxa (em inglês). 4874 (1): zootaxa.4874.1.1. ISSN 1175-5334. PMID 33311335. doi:10.11646/zootaxa.4874.1.1
Leitura adicional
- David, P. & Dubois, A. 2005. Découverte et redescription de l’holotype d’Ahaetulla pulverulenta (Dumérl, Bibron & Duméril, 1854) (Reptilia, Serpentes, Colubridae), avec une remarque sur le statut de Dryinus fuscus Duméril, Bibron & Duméril, 1854. Zoosystema 27 (1): 163-178 [em francês].
- Duméril, A. M. C., Bibron, G. & Duméril, A. H. A., 1854 Erpétologie générale ou histoire naturelle complète des reptiles. Tome septième. Deuxième partie, comprenant l'histoire des serpents venimeux. Paris, Librairie Encyclopédique de Roret: i-xii + 781-1536 [em francês].
- Khaire, A.;Khaire, N. 1993 Occurrence of brown whip snake Ahaetulla pulverulenta (Dum. & Bibr.) in Pune, India Snake 25: 147-148.
- Venkatraman, C.;Gokula, V.;Kumar, Saravana 1997 Occurrence of brown whip snake (Ahaetulla pulverulenta) in Siruvani foothills Cobra 28: 36-37.
A Joia Empoeirada do Sri Lanka: Conheçam a Ahaetulla pulverulenta
Descrição Física: Elegância em Tons Terrosos
- Dimensões: Seu corpo esguio pode atingir até 1,7 metros de comprimento total (corpo e cauda), mantendo a estrutura fina típica das cobras-cipó.
- Coloração: A tonalidade predominante é um marrom-acinzentado, que lhe confere uma aparência "empoeirada". A parte superior do corpo é adornada com manchas escuras e pretas, enquanto a parte inferior varia entre cinza e marrom.
- Cabeça Distintiva: Possui um focinho pontiagudo, característico do gênero, que termina em um pequeno apêndice dérmico na ponta. Na parte superior da cabeça, exibe uma mancha romboidal marrom-escura, complementada por uma faixa marrom em cada lado que atravessa o olho.
- Olhos Hipnóticos: Seus olhos são grandes e transversalmente ovais, com a distintiva pupila horizontal. A íris varia entre cinza e marrom, decorada com manchas marrons mais escuras e marcas cruzadas ou em forma de "X", proporcionando-lhe um olhar intenso e único.
Etimologia e Cultura: Um Nome Carregado de História
- Origem Cingalesa: Em cingalês, a serpente é conhecida como හෙනකදයා (henakadaya). Curiosamente, registros linguísticos sugerem que este nome local pode ter dado origem ao termo mundialmente conhecido "anaconda", embora esta seja uma conexão etimológica frequentemente debatida.
- Significado Latino: O epíteto específico pulverulenta deriva do latim e significa "empoeirada" ou "coberta de pó". Isso é uma referência direta à sua coloração acinzentada ou marrom-acinzentada, que lembra a textura da poeira ou da terra seca, diferenciando-a das espécies verdes brilhantes.
Taxonomia e Evolução: Um Lugar na Árvore da Vida
Distribuição e Habitat: Exclusividade Insular
- Endemismo: É encontrada exclusivamente no Sri Lanka. Não há populações naturais confirmadas fora desta ilha nacional.
- Ambiente: Vive em florestas e é completamente arborícola, passando a maior parte de sua vida nas copas das árvores.
- Separação Geográfica: A confirmação de que as populações dos Gates Ocidentais da Índia pertencem a outra espécie (A. sahyadrensis) destaca a importância das barreiras geográficas na evolução destas serpentes. O estreito de Palk, que separa a Índia do Sri Lanka, atuou como um divisor crucial para o desenvolvimento de espécies distintas em cada lado.
Comportamento e Reprodução: Vida nas Copas
- Alimentação: É uma predadora ativa que se alimenta principalmente de lagartos e outros invertebrados. Sua visão binocular aprimorada, graças às pupilas horizontais, permite-lhe julgar distâncias com precisão ao saltar ou alcançar presas entre os galhos.
- Reprodução: A espécie é ovovivípara. Isso significa que os embriões se desenvolvem dentro de ovos que permanecem no corpo da mãe até o momento do nascimento.
- Ninhada: Uma fêmea pode dar à luz de 6 a 12 filhotes vivos, que já nascem independentes e prontos para escalar as árvores em busca de seu próprio alimento.