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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Museu dos Vestígios de Guerra: Memória, História e Reflexão em Ho Chi Minh

 

O Museu dos Vestígios de Guerra (vietnamita: Bảo tàng chứng chichn tranh) é um museu de guerra na cidade de Ho Chi Minh (Saigon), Vietnã. Ele contém exposições relacionadas à Guerra do Vietnã e à primeira Guerra da Indochina envolvendo os franceses.

História

Operada pelo governo vietnamita, uma versão anterior deste museu foi inaugurada em 4 de setembro de 1975, como a Casa de Exposições para Crimes de Marionetes e Americanos[1] (Nhà trưng bày tội ác Mỹ-ngụy). Ele estava localizado no prédio da antiga Agência de Informações dos Estados Unidos. A exposição não foi a primeira desse tipo para o lado norte-vietnamita, mas seguiu uma tradição de exposições expostas a crimes de guerra, primeiro os franceses e depois os americanos, que operavam no país já em 1954.[2]

Em 1990, o nome foi mudado para Casa de Exposições para Crimes de Guerra e Agressão (Nhà trưng bày tếi ác chiến tranh xâm lc), abordando ambos, "EUA" e "Marionetes".[2] Em 1995, após a normalização das relações diplomáticas com os Estados Unidos e o fim do embargo americano um ano antes, as referências a "crimes de guerra" e "agressão" também foram retiradas do título do museu. Tornou-se o Museu dos Vestígios de Guerra.[2]

Exposições

Um edifício reproduz as "gaiolas de tigres" nas quais o governo do Vietnã do Sul mantinha presos políticos. Outras exibições incluem fotografia gráfica,[3] acompanhada de um pequeno texto em inglês, vietnamita e japonês, cobrindo os efeitos do agente laranja e outros sprays químicos desfolhantes, o uso de bombas de napalm e fósforo e atrocidades de guerra como o Massacre de My Lai. A exposição fotográfica inclui trabalhos do fotojornalista Bunyo Ishikawa, da Guerra do Vietnã, que ele doou ao museu em 1998. Curiosidades incluem uma guilhotina usada pelos franceses e sul-vietnamitas para executar prisioneiros,[3] a última vez em 1960, e três frascos de conservas. Fetos humanos alegadamente deformados pela exposição a dioxinas e compostos do tipo dioxina, contidos no agente de cor laranja desfolhante.

Recepção

A antropóloga americana Christina Schwenkel escreveu que o museu tenta transmitir verdades históricas com "auto-representação", apresentando imagens e outras características sem contextualizá-las como outros museus fazem.[2] Os curadores de museus são descritos como estando a par do fato de que o conhecimento sobre a Guerra do Vietnã e os interesses dos vietnamitas não é tipicamente conhecido em outras nações.[2]

Uma análise dos livros impressos (que os turistas podem usar para deixar seus comentários na saída) revelou que os visitantes do museu eram em sua maioria europeus e norte-americanos antes de 2005, mas que seu público ficou muito mais variado depois que o Vietnã abandonou seus vistos exigidos para os países da Asean naquele ano. Os livros impressos também registram respostas mistas ao museu. Outros simplesmente elogiaram o Vietnã, enquanto alguns americanos criticaram duramente o museu por sua "propaganda" e "glorificação de [sua] vitória".[2] Interesses crescentes também se expandiram de outros países, incluindo visitas de turistas do Brasil, Turquia, África do Sul e outros em expansão para ver o museu.[2]

Referências

  1. «Inside The Vietnamese Government's Haunting War Museum That Portrays America As The Enemy». Business Insider
  2.  Schwenkel, Christina (13 de julho de 2009). The American War in Contemporary Vietnam: Transnational Remembrance and Representation (em inglês). [S.l.]: Indiana University Press. ISBN 0253003318
  3.  «The War Remnants Museum - Rough Guides». Rough Guides (em inglês)

Museu dos Vestígios de Guerra: Memória, História e Reflexão em Ho Chi Minh

Localizado na cidade de Ho Chi Minh, antiga Saigon, no Vietnã, o Museu dos Vestígios de Guerra — cujo nome original em vietnamita é Bảo tàng chứng tích chiến tranh — é um dos espaços culturais e históricos mais relevantes do país. Dedicado a preservar e apresentar registros sobre a Guerra do Vietnã e a Primeira Guerra da Indochina (conflito que envolveu a presença francesa no território), ele funciona como um repositório de memórias, objetos e relatos que retratam os impactos humanos, sociais e ambientais desses conflitos que marcaram profundamente a história vietnamita e a geopolítica mundial do século XX.

História: Transformações de nome e propósito

Gerido pelo governo vietnamita, o museu teve sua origem logo após o fim da Guerra do Vietnã. Foi inaugurado em 4 de setembro de 1975, apenas meses após a reunificação do país, com o nome de Casa de Exposições para Crimes de Marionetes e Americanos (Nhà trưng bày tội ác Mỹ-ngụy). Instalado no prédio que antes abrigava a Agência de Informações dos Estados Unidos, ele seguia uma tradição já existente no lado norte-vietnamita de expor provas e relatos sobre ações consideradas danosas por forças estrangeiras e aliadas locais: desde 1954, já havia mostras que documentavam atos atribuídos aos franceses e, posteriormente, às forças americanas e ao governo do Vietnã do Sul.
Em 1990, houve uma primeira alteração significativa: o nome passou a ser Casa de Exposições para Crimes de Guerra e Agressão (Nhà trưng bày tội ác chiến tranh xâm lược), uma mudança que buscou abranger de forma mais ampla os envolvidos nos conflitos, sem se restringir apenas aos Estados Unidos e seus aliados sul-vietnamitas.
O marco mais importante na evolução do museu ocorreu em 1995, ano em que as relações diplomáticas entre Vietnã e Estados Unidos foram oficialmente normalizadas — um ano depois do fim do embargo econômico americano ao país asiático. Nesse contexto, as referências a “crimes de guerra” e “agressão” foram retiradas da denominação, e o espaço ganhou o nome atual: Museu dos Vestígios de Guerra. Essa alteração refletiu não apenas mudanças nas relações internacionais, mas também uma tentativa de redefinir o foco das exposições, direcionando-o mais à preservação de vestígios e à narrativa histórica do que a uma abordagem explicitamente acusatória.

Exposições: Objetos, imagens e provas de um conflito devastador

O acervo e as mostras do museu são compostos por itens originais, fotografias, documentos e reproduções que ilustram diferentes aspectos dos conflitos, com ênfase nos danos causados à população e ao meio ambiente. Entre os destaques, estão:
  • Reprodução das “Gaiolas de Tigre”: Uma réplica do sistema de confinamento utilizado pelo governo do Vietnã do Sul para manter presos políticos. Essas estruturas pequenas e inadequadas eram símbolos de repressão e condições desumanas de detenção, e sua apresentação permite ao visitante compreender as práticas de controle social da época.
  • Registros fotográficos detalhados: Há uma extensa coleção de imagens que mostram os efeitos de armas e substâncias usadas durante a guerra. Os textos explicativos estão em vietnamita, inglês e japonês, visando alcançar um público internacional. As fotos abordam, por exemplo, os danos causados pelo Agente Laranja e outros desfolhantes químicos — substâncias que contaminaram solos, águas e alimentos, causando doenças e deformações por gerações —, além do uso de napalm, fósforo e massacres como o de My Lai, um dos episódios mais conhecidos de violência contra civis. Parte desse material foi doada em 1998 pelo fotojornalista japonês Bunyo Ishikawa, que documentou o conflito diretamente no campo de batalha.
  • Objetos históricos: Destaque para uma guilhotina usada tanto por forças francesas quanto pelo governo sul-vietnamita para execuções de prisioneiros, com seu último uso registrado em 1960. Outro item que chama atenção são três frascos com fetos humanos preservados, que, segundo o museu, apresentam deformações causadas pela exposição à dioxina — substância tóxica presente no Agente Laranja —, servindo como prova dos danos genéticos e biológicos deixados pelo conflito.
Todas essas exposições são organizadas para apresentar uma narrativa centrada na perspectiva vietnamita, focada nos impactos sofridos pela população local ao longo dos anos de guerra.

Recepção: Perspectivas diversas e debates históricos

O museu é objeto de análises e interpretações variadas, tanto por estudiosos quanto por visitantes de diferentes origens. A antropóloga americana Christina Schwenkel, em seus estudos, destaca que o espaço adota uma forma de “auto-representação histórica”: ele apresenta fatos, imagens e objetos sem a mesma contextualização comparativa que é comum em museus ocidentais, o que faz com que sua narrativa seja definida pelos valores e pela memória coletiva do povo vietnamita. Os curadores, segundo ela, estão cientes de que a compreensão da Guerra do Vietnã fora do país é frequentemente limitada ou enviesada, e buscam preencher essa lacuna com a visão local.
Um dado interessante sobre a recepção está nos livros de comentários deixados pelos visitantes. Antes de 2005, a maioria do público era composta por europeus e norte-americanos. Naquele ano, porém, o Vietnã aboliu a exigência de visto para cidadãos de países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), o que ampliou muito a diversidade dos visitantes. Hoje, há também um número crescente de turistas de países como Brasil, Turquia e África do Sul.
As opiniões registradas são mistas: muitos visitantes elogiam o espaço por manter viva a memória histórica e por mostrar um lado do conflito pouco conhecido fora do Vietnã. Por outro lado, há críticas — especialmente de americanos — que classificam a narrativa como “propaganda” ou que apontam uma visão unilateral, que destacaria apenas os erros de um lado do conflito enquanto minimizaria outros aspectos. Essa divisão de opiniões reforça que o museu não é apenas um espaço de exposição, mas também um local de debate sobre como a história é contada e interpretada.
Em resumo, o Museu dos Vestígios de Guerra é muito mais do que uma coleção de objetos: é um espaço que reflete a identidade, a memória e a visão de um povo sobre um dos conflitos mais complexos do século XX. Ao mesmo tempo em que apresenta uma perspectiva específica, ele convida todos os visitantes a refletir sobre as consequências da guerra, a importância da paz e a forma como cada nação constrói e conta a sua própria história.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Curitiba e o Paraná: Registros Históricos e Sociais em Destaque

 

Curitiba e o Paraná: Registros Históricos e Sociais em Destaque



Curitiba e o Paraná: Registros Históricos e Sociais em Destaque

Conteúdo integral conforme documentos originais

As Fábricas Fontana comemoraram o seu 125º aniversário

A data de 27 de julho marcou os 125 anos de existência das Fábricas Fontana, uma das mais antigas e tradicionais empresas do Paraná, fundada em 1837, que ao longo de mais de um século e quarto de século tem contribuído eficazmente para o progresso econômico e industrial do nosso Estado, mantendo-se sempre à altura das exigências dos tempos, graças à visão e à capacidade de realização de seus diretores.
O acontecimento foi assinalado com diversas solenidades, que tiveram lugar na sede da empresa, na capital paranaense, contando com a presença de altas autoridades, representantes de classes produtoras, amigos e colaboradores da firma.
As Fábricas Fontana constituem uma das organizações mais completas e importantes do gênero no sul do país, contando com modernas instalações, maquinário aperfeiçoado e vasto campo de ação, que abrange os mais variados ramos da indústria, notadamente o de tecidos, artefatos de cimento, madeiras beneficiadas, móveis e outros, empregando grande número de operários e contribuindo, assim, para o bem-estar social e econômico da região.
Durante as festividades, foram feitos discursos alusivos à data, destacando-se o pronunciamento do General Décio de Mattos, Prefeito Municipal de Curitiba, que em nome da cidade saudou a direção da empresa, enaltecendo a sua trajetória de trabalho, perseverança e progresso.
O sr. Hildebrando Fontana e o sr. Newton Cury, em nome da firma, agradeceram as homenagens recebidas, fazendo um relato sucinto da história da empresa, das dificuldades vencidas e dos êxitos alcançados, destacando ainda o espírito de cooperação que sempre presidiu às suas relações com o público, os empregados e as autoridades.
Em todos os setores da economia paranaense, as Fábricas Fontana são apontadas como exemplo de iniciativa, organização e respeito aos compromissos, virtudes que lhes têm valido o conceito geral e a confiança de quantos com elas mantêm transações.
Lembram-se figuras expressivas da vida industrial e comercial do nosso Estado, como os srs. Marcondes Fontana, Guilherme Fontana, Salomão Fontana e outros, que, sucessivamente, têm dirigido os destinos da empresa, imprimindo-lhe sempre o cunho de seriedade, competência e elevação de vistas que caracteriza a sua atuação.
[Legendas das imagens desta seção]:
  • O General Décio de Mattos, Prefeito Municipal de Curitiba, saudando os diretores das Fábricas Fontana, por ocasião do seu 125º aniversário
  • O sr. Hildebrando Fontana e o sr. Newton Cury, em recepção, agradecendo as homenagens, tendo ao lado o sr. Prefeito de Mattos e o sr. Agostinho Martins
  • Aspecto da recepção, com numerosas autoridades, amigos e representantes de classes
  • Vista parcial do ambiente, durante as festividades
  • Outro aspecto da solenidade, vendo-se as autoridades e grande número de convidados

HISTÓRICO DA EMPRESA

Em 1837, o imigrante italiano João Batista Fontana, vindo da Europa, fixou residência em Curitiba, iniciando pequena atividade comercial e industrial, que, com o correr dos anos, se ampliou e se transformou no grande complexo industrial que hoje é conhecido em todo o sul do país.
Passou, depois, a ser dirigida por seus filhos e netos, que, acompanhando o desenvolvimento do Paraná, foram ampliando as suas instalações, diversificando a sua produção e conquistando mercados cada vez mais amplos.
Hoje, as Fábricas Fontana são uma sociedade anônima, com capital elevado, instalações modernas, energia própria e vasto parque industrial, situado em ponto privilegiado da cidade, atendendo não só ao mercado paranaense, como também aos estados vizinhos e até mesmo a outras regiões do Brasil.
A sua organização compreende vários setores, cada qual especializado em um ramo de atividade, todos coordenados de forma a garantir a perfeita execução dos trabalhos e a alta qualidade dos produtos, fatores que têm sido a base do seu prestígio e da sua prosperidade.
O seu nome está ligado a importantes realizações, obras de vulto que enriquecem o patrimônio público e privado do Estado, além da constante colaboração que tem prestado a iniciativas de interesse coletivo, assistência social, educação e cultura.
Ao completar 125 anos de existência, as Fábricas Fontana mantêm vivo o espírito dos seus fundadores: trabalho, honestidade, progresso e amor à terra que os acolheu e onde construíram a sua grandeza.

divulgação política

NOTAS E COMENTÁRIOS

por ALCIDES BLAZI

Novidades políticas
Fomos bem informados de que o sr. João Quirino, que há longo tempo se encontra na Europa, em viagem de estudos e passeios, deverá estar de volta a esta capital dentro em breve. O ilustre paranaense, que foi candidato a Governador do Estado, em recente pleito, continua sendo uma das figuras de maior destaque na política estadual, e o seu regresso deverá trazer novos rumos às atividades partidárias.

Assumiu a Secretaria de Viação e Obras o engenheiro Ladislau Lachowski, que vinha exercendo importantes funções na administração estadual, e que, pela sua competência e dedicação aos negócios públicos, é uma das figuras mais estimadas no meio político e técnico do Paraná. Ele vem substituir no cargo o sr. Gentil Monteiro, que passou a exercer outras funções de relevância na administração do sr. Governador.

Grandes movimentos se verificaram no diretório do Partido Social Progressista, em todo o Estado, por ocasião das últimas eleições internas para a renovação dos seus órgãos diretores. Em Curitiba, a nova diretoria ficou assim constituída: presidente, dr. Adhemar de Barros; vice-presidente, dr. Euclides de Figueiredo; secretário, dr. João Neves; tesoureiro, sr. Antônio Mendes; vogais, dr. Carlos Alberto, dr. Paulo Sérgio, sr. José Maria, dr. Luiz Gonzaga, sr. Francisco das Chagas, dr. Pedro Paulo e outros elementos de destaque na vida partidária.

O novo diretório, que representa as mais variadas correntes de opinião dentro do partido, já se reuniu para traçar o seu programa de ação, visando a fortalecer a organização, ampliar a sua influência e preparar-se para os futuros certames eleitorais. O PSP continua sendo, no Paraná, uma das agremiações mais fortes e mais atuantes, e o seu trabalho tem sido sempre marcado pelo espírito de ordem, de disciplina e de cooperação com os poderes constituídos.

Reúnem-se também, em diversos pontos do Estado, as diretórias do Partido Trabalhista Brasileiro, que sob a orientação do dr. Carlos Cavalcanti, vêm desenvolvendo intenso trabalho de organização e de propaganda dos seus princípios. O PTB, que conta com numerosas filiações em todo o território paranaense, vem se firmando como uma das forças políticas mais expressivas da atualidade, defendendo os interesses das classes trabalhadoras e colaborando para o progresso social e econômico do Estado.

Em curso de uma viagem de inspeção, o dr. Governador do Estado tem percorrido diversas zonas do interior, tomando contato direto com os problemas locais, ouvindo as reivindicações das populações e determinando providências para a solução das mesmas. Em todas as cidades que visita, o Chefe do Governo é recebido com grande entusiasmo, sendo alvo de manifestações de simpatia e de apoio à sua administração.

A política estadual continua, assim, em plena atividade, com os partidos trabalhando intensamente, os líderes discutindo os grandes problemas do Paraná e as forças vivas da sociedade se manifestando em favor das iniciativas que visem o bem-estar coletivo. O momento é de expectativa, de preparação e de trabalho, visando sempre o engrandecimento da nossa terra e o bem-estar do nosso povo.
[Legendas das imagens desta seção]:
  • João Quirino
  • Gentil Monteiro
  • Adhemar de Barros
  • Euclides de Figueiredo
  • Carlos Cavalcanti
  • Ladislau Lachowski

Nova fase para o Porto de Paranaguá

Inaugurados 420 mts. de Cais

A mais importante realização do governo estadual, no setor de obras públicas, foi sem dúvida a ampliação e modernização do Porto de Paranaguá, cujos novos cais, com 420 metros de extensão, foram solenemente inaugurados em presença do sr. Governador do Estado, de altas autoridades federais, estaduais e municipais, de representantes de classes produtoras e de numerosas personalidades.
A obra, que representa um investimento de mais de cem milhões de cruzeiros, vem atender a uma antiga e justa aspiração do povo paranaense, que há muito reclamava melhores instalações para o seu principal porto, ponto de escoamento da produção do Estado e de entrada de mercadorias de todo o sul do país.
Com a conclusão desses trabalhos, o Porto de Paranaguá passa a contar com instalações capazes de receber navios de maior calado, oferecendo condições perfeitas de carga e descarga, armazenagem e movimentação de mercadorias, o que lhe permitirá ampliar consideravelmente o seu movimento e a sua importância no contexto da economia nacional.
As obras, que foram executadas por empresas especializadas, sob a fiscalização técnica da Secretaria de Viação e Obras Públicas, compreenderam a construção de novos cais, a dragagem do canal de acesso, a instalação de guindastes modernos, a ampliação dos armazéns e a construção de vias de comunicação interna, tudo obedecendo aos mais rigorosos padrões técnicos e às normas mais avançadas da engenharia portuária.
Durante a cerimônia, usaram da palavra o engenheiro Ladislau Lachowski, Secretário de Viação e Obras Públicas, que fez a descrição minuciosa da obra, destacando os seus objetivos, as suas características e a sua importância para o desenvolvimento do Paraná; o sr. Prefeito Municipal de Paranaguá, que agradeceu em nome da população; e o sr. Governador do Estado, que, ao declarar inaugurados os novos cais, salientou que a obra é apenas o início de um vasto programa de melhoramentos que o seu governo pretende realizar no setor de transportes e comunicações.
"O Porto de Paranaguá — disse o sr. Governador — é a porta de entrada e de saída da riqueza do Paraná. Ampliar as suas instalações, modernizar os seus serviços, dotá-lo de equipamentos eficientes é uma obrigação do governo, que tem o dever de facilitar a produção, o comércio e o desenvolvimento econômico do nosso Estado. Essa obra, que hoje entregamos ao uso público, é um marco da nossa administração, e representa, ao mesmo tempo, um incentivo para que todos nós continuemos trabalhando pelo progresso da nossa terra."
Estiveram presentes também representantes do Ministério da Marinha, do Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis, da Federação das Indústrias, da Associação Comercial, de bancos e de outras instituições, que não deixaram de reconhecer o alcance e o valor da realização, classificando-a como uma das mais importantes do gênero em todo o sul do Brasil.
Com a ampliação do seu porto, Paranaguá ganha nova fisionomia, o Paraná ganha novas possibilidades de crescimento, e a economia nacional ganha um instrumento mais eficiente para o intercâmbio comercial, tanto interno como externo.
[Legendas das imagens desta seção]:
  • Aspecto do corte da fita simbólica de inauguração, pelo sr. Governador do Estado, acompanhado de autoridades
  • O secretário de Viação e Obras Públicas e outras autoridades, durante a visita às novas instalações do Porto de Paranaguá
  • Outro aspecto da solenidade, vendo-se as autoridades e convidados

Novos titular da Pasta de Viação e Obras Públicas

Com a posse do engenheiro Ladislau Lachowski, assumiu a direção da Secretaria de Viação e Obras Públicas, uma das pastas mais importantes e de maior responsabilidade na administração estadual, cujo novo titular vem ocupando posição de destaque nos meios técnicos e políticos do Paraná, graças à sua competência, à sua experiência e ao seu dinamismo.
O novo Secretário, que já havia ocupado outros cargos de relevância no serviço público, entre os quais o de Diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, onde realizou trabalhos de vulto, é engenheiro formado pela Universidade do Paraná, especializado em construções e obras públicas, e conhece profundamente os problemas do Estado, as suas necessidades e as suas possibilidades.
Ao tomar posse, o engenheiro Ladislau Lachowski declarou que iria dar continuidade aos planos de trabalho já traçados, procurando, ao mesmo tempo, ampliar e aperfeiçoar a ação da Secretaria, no sentido de atender, com a maior eficiência possível, aos reclamos da população e às necessidades do desenvolvimento econômico e social do Paraná.
"O setor de obras públicas — disse ele — é fundamental para o progresso de qualquer Estado. Estradas, portos, aeroportos, obras de saneamento, edifícios públicos, tudo isso constitui a base sobre a qual se assenta a nossa civilização e o nosso desenvolvimento. A nossa missão é trabalhar para dotar o Paraná de uma infraestrutura moderna, eficiente e capaz de apoiar todas as iniciativas que visem o engrandecimento da nossa terra."
São objetivos principais da sua administração: a conclusão das obras já iniciadas, a ampliação da rede rodoviária estadual, a melhoria das condições dos portos e aeroportos, a intensificação das obras de irrigação e defesa contra as secas, a construção de escolas, hospitais e outros edifícios de utilidade pública, e o aperfeiçoamento dos serviços técnicos e administrativos da Secretaria.
Conta o novo titular com a colaboração de uma equipe de técnicos e funcionários competentes e dedicados, que, sob a sua orientação, continuarão trabalhando com o máximo de esforço e de lealdade, em benefício do serviço público.
A nomeação do engenheiro Ladislau Lachowski foi recebida com os maiores aplausos nos meios políticos, técnicos e comerciais do Estado, que veem na sua pessoa o homem capaz de realizar, com êxito, a difícil e importante missão que lhe foi confiada.
[Legendas das imagens desta seção]:
  • O Engenheiro Ladislau Lachowski, novo Secretário de Viação e Obras Públicas
  • O Governador Lamenha, o sr. Ladislau Lachowski e o dr. Paulo Meyer Cardoso
  • Fala ao secretariado, tendo ao lado o Senador Abi Gamarra

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