Malpolon | |||||||||||||
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Malpolon é um género de cobras pertencente à família Colubridae, subordem Serpentes, que inclui duas espécies e duas subespécies.[1]:
- Malpolon monspessulanus (cobra-rateira)[2]
- M. monspessulanus saharatlanticus[3]
- Malpolon insignitus.[nota 1]
- M. insignitus fuscus[4]
Carnívoras, como qualquer outra espécie dentro da mesma Subordem, são predadoras activas, preferindo a perseguição à emboscada. Matam por inoculação de um veneno de carácter neurotóxico bastante forte. Tendo dentição opistóglifa, conjuntamente com o facto de preferirem a fuga ao menor sinal de perigo, torna-se praticamente nula a possibilidade de ataques fatais ao ser Humano. Assim que provocadas e, sentindo-se encurraladas, não hesitam em sibilar, levantar a parte anterior do corpo e mesmo morder, o que é facilmente evitável.
Alimentam-se frequentemente de roedores e aves, sendo importantes para a redução de populações dos primeiros, não hesitando também em consumir ovos, répteis e anfíbios, recorrendo eventualmente ao canibalismo, passando também por insectos, nos primeiros tempos de vida.
São habitualmente presas de aves de rapina diurnas e nocturnas, como por exemplo a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo) e a coruja-das-torres (Tyto alba), e também mamíferos, como o sacarrabos (Herpestes ichneumon) e o javali (Sus scrofa).
Frequentam inúmeros tipos de habitat, incluindo áreas pedregosas abertas, zonas de mato aberto e fechado, zonas agrícolas, bosques, jardins e outras áreas urbanas, casas abandonadas, de entre outros.
Padecem de cores esbatidas, entre o verde-oliva e o castanho-acinzentado, apresentando por vezes um padrão de listas ou manchas dispersas, embora seja mais frequente uma cor uniforme, sem padrão. Corpo esguio e longo, cabeça proeminente. Atingem por vezes os 2 metros de comprimento. Habitualmente diurnas, as cobras deste género poderão eventualmente adoptar hábitos crepusculares nos dias de maior calor.
Notas
- até recentemente (2006) existiam 3 subespécies da espécie Malpolon monspessulanus, a M.insignitus devido a estudos génticos foi elevada a espécie dentro do género, englobando tambem a subespécie fuscus, ainda mais recentemente foi reconhecida uma nova subespecie no grupo ocidental devido ao numero de escamas na cabeça.
Referências
- https://www.zobodat.at/pdf/HER_25_1_2_0066-0067.pdf
- http://www2.icnf.pt/portal/pn/biodiversidade/patrinatur/atlas-anfi-rept/resource/docs/rep/malpolon-monspessulanus-cobra-rateira
- http://citeseerx.ist.psu.edu/viewdoc/download?doi=10.1.1.663.1941&rep=rep1&type=pdf
- https://www.researchgate.net/publication/315704942_Eastern_Montpellier_Snake_Malpolon_insignitus_fuscus_Ophiophagy_Behavior_from_Zagros_Mountains
O Gênero Malpolon: Predadores Ativos do Velho Mundo
Taxonomia e Classificação
- Malpolon monspessulanus: Conhecida como cobra-rateira, possui subespécies como a M. monspessulanus saharatlanticus.
- Malpolon insignitus: Inclui a subespécie M. insignitus fuscus.
Características Físicas
- Coloração: Padecem de cores esbatidas, variando entre o verde-oliva e o castanho-acinzentado. Esta tonalidade permite-lhe misturar-se com a vegetação seca e o solo.
- Padrões: Embora seja mais frequente apresentarem uma cor uniforme, sem padrão definido, alguns indivíduos podem exibir listas ou manchas dispersas ao longo do corpo.
- Morfologia: Possuem um corpo esguio e longo, com uma cabeça proeminente que se distingue claramente do pescoço.
- Tamanho: São serpentes de grande porte, atingindo por vezes os 2 metros de comprimento, o que as coloca entre as maiores cobras não constritoras da sua região de distribuição.
Comportamento e Estratégia de Caça
- Atividade: São habitualmente diurnas, aproveitando a luz do sol para caçar e termorregular. No entanto, em dias de calor extremo, podem adoptar hábitos crepusculares, tornando-se mais ativas ao amanhecer ou anoitecer.
- Defesa: Embora prefiram a fuga ao menor sinal de perigo, quando provocadas e sentindo-se encurraladas, não hesitam em defender-se. O comportamento defensivo inclui sibilar alto, levantar a parte anterior do corpo para parecerem maiores e, se necessário, morder.
Veneno e Perigosidade para Humanos
- Dentição Opistóglifa: Possuem dentes injetores de veneno localizados na parte posterior da boca.
- Inoculação: Esta configuração torna praticamente nula a possibilidade de ataques fatais ao ser humano. Para que o veneno seja inoculado, a presa precisaria ser mastigada profundamente com a parte de trás da boca, o que é difícil de ocorrer em uma mordida defensiva rápida em humanos.
- Conclusão de Segurança: Embora o veneno seja potente para as suas presas naturais, é facilmente evitável em encontros acidentais com pessoas, desde que não haja manuseio imprudente.
Alimentação e Dieta
- Presas Principais: Alimentam-se frequentemente de roedores e aves, sendo importantes para a redução de populações de pragas agrícolas.
- Outras Presas: Não hesitam em consumir ovos, outros répteis e anfíbios.
- Canibalismo: Existe registro de canibalismo dentro do gênero, onde indivíduos maiores podem predar menores.
- Juvenis: Nos primeiros tempos de vida, quando ainda são pequenas, recorrem eventualmente à caça de insetos.
Predadores Naturais
- Aves de Rapina: São caçadas tanto por aves diurnas, como a águia-de-asa-redonda (Buteo buteo), quanto por aves noturnas, como a coruja-das-torres (Tyto alba).
- Mamíferos: Predadores terrestres como o sacarrabos (Herpestes ichneumon) e até mesmo o javali (Sus scrofa) podem representar uma ameaça para estas serpentes.
Habitat e Distribuição
- Áreas pedregosas abertas.
- Zonas de mato aberto e fechado.
- Zonas agrícolas e bosques.
- Jardins e outras áreas urbanas.
- Casas abandonadas e estruturas humanas negligenciadas.
