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sábado, 9 de maio de 2026

TracTractor International Harvester em anúncio de 1937 na Revista Brasil Açucareiro.

 TracTractor International Harvester em anúncio de 1937 na Revista Brasil Açucareiro.

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Alguém aqui já utilizou ou deu manutenção nesses Equipamentos? Existem outros anúncios da IH ou fotos antigas dela e de seus Produtos?
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A International Harvester Máquinas S.A. foi o terceiro fabricante mundial de Veículos a se instalar no Brasil, abrindo uma filial em 1926, logo depois da General Motors que chegou em 1925 e da Ford que chegou em 1919.
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Situada em São Paulo, lá iniciou a montagem de Caminhões importados como o International KB-7 e KB-8 que saíram com Motor a Gasolina e também a Diesel Cummins acabando por conquistar importante fatia do mercado nacional.
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A produção no Brasil, interrompida durante a Segunda Guerra, foi retomada em 1949, agora em novas instalações, em Santo André na antiga Estrada de Mauá.
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A norte-americana International Harvester Co. (popularmente conhecida como IH) nasceu em 1902, em resultado da união da McCormick Harvesting Machine Co. com quatro outros fabricantes de Implementos Agrícolas dos EUA.
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A McCormick, por seu lado, foi criada em 1847 para produzir um modelo de Ceifadeira de tração animal inventada pelo fundador da empresa, ocasionando que a IH se tornasse uma das mais antigas indústrias mecânicas daquele país.
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Em 1907 fabricou seus primeiros Utilitários e logo depois Caminhões, embora o segmento de Máquinas Agrícolas por muitas décadas permanecesse seu principal negócio.
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No Brasil a principio a empresa, como outras, tinha a sua logística apoiada pela Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (São Paulo Railway), um transporte rápido, seguro e barato na época contando com um Desvio Ferroviário Particular denominado ITT ao lado da Firestone - IFP e da Pirelli - ILL que também contavam com Ramais Industriais.
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Com capacidade de 25 Veículos por dia, nela foram fabricadas peças para o mercado de reposição e montados Caminhões leves, médios e pesados (de 1/2 a 40 t de capacidade), Tratores e Máquinas de Construção.
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Importados em regime CKD (Completely Knock-Down), os veículos da marca foram também montados no Rio de Janeiro (RJ), em instalações próprias, em Porto Alegre (RS) e em portos de cidades nordestinas.
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Em 1952, a empresa deu início à nacionalização de seus Veículos e além da montagem de Cabines com componentes importados, a empresa já fabricava, entre outros, Rodas e Tambores de Freios.
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Em Setembro de 1958 saiu da Linha de Montagem o primeiro Veículo, da fábrica International, um modelo N-184, com 10 t de peso bruto total e três versões de Entre-Eixos apelidado de "Fogão", por conta de seu estilo frontal que lembrava a porta do Forno dos Fogões Domésticos da época.
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A Kibon e o Frigorífico Swift chegaram a ser grandes compradores dos Veículos da IHM e durante um tempo só tiveram Caminhões da marca em suas Frotas.
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Ao longo de 1960 as instalações de Santo André foram concluídas, com a inauguração da Estamparia e em Dezembro, da Fundição e Fábrica de Motores, elevando para 93% o índice de nacionalização.
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O Caminhão movido à Gasolina era o NV 184 com Motor International e com a crise do Petróleo, a empresa lançou um modelo movido à Diesel com motor Perkins, mais econômico, porém não puxava 15t na subida da Serra e que receberam o código N-184-D e o logotipo da Perkins à esquerda da grade dianteira.
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A Perkins brasileira foi oficialmente fundada em 1959. No ano seguinte inaugurava sua fábrica em São Bernardo do Campo, com capacidade para 20 mil unidades/ano, lançando o primeiro motor – modelo 6.340, de seis cilindros em linha, quatro tempos, 5.560 cm³ e 125 cv.
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Apresentando 80% de nacionalização em peso, o Motor tinha o Bloco de Ferro fornecido pela Ford, já que a Perkins ainda não dispunha de Fundição (Bloco e Cabeçote eram de Ferro Fundido).
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Equipado com Camisas Removíveis, Bomba Injetora Rotativa e Cárter de Alumínio, em 1961 o Motor passou a equipar os caminhões Ford F-600.
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Para equipar a fábrica brasileira foi desativada e enviada para o país uma Linha de Fabricação obsoleta da Unidade Inglesa, composta de equipamentos usados e devidamente amortizados, embarcada em 1959 para o Brasil; estas máquinas responderam pela participação da empresa inglesa em 1/3 do capital da Motores Perkins S.A.
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Em 1963 a IHM entrou no mercado de Ônibus, apresentando o NFC-183, obtido da adaptação do chassi do Caminhão (entre-eixos de 4,85 m, bitola dianteira alargada, posto de comando deslocado para adiante, alternador em lugar de dínamo).
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O chassi foi lançado com três opções de motor: V8 a Gasolina, Diesel Perkins de 128 cv e, solução inédita no Brasil, V8 a GLP.
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Em abril de 1967, após a construção de pouco menos do que 6.000 Veículos (dos quais somente 299 Ônibus) a International Harvester Máquinas S.A. oficialmente cerrou as portas e no final do ano as instalações de Santo André foram vendidas para a Chrysler.
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Ali era a Fundição, Usinagem e Montagem de Chassis dos Caminhões Dodge e onde a Chrysler do Brasil S.A. fabricava e montava Motores e parte dos Caminhões que eram finalizados em São Bernardo do Campo com Carrocerias da Brasinca.
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Nessa época a Brasinca fazia as Cabines para a Chrysler, Scania, FNM, Toyota e também procedia a montagem das Pickups Cabine Dupla, da Veraneio e da Bonanza para a GMB, e da Saveiro para a VWB.
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Quando a área de pintura da Volkswagen de São Bernardo foi consumida por um incêndio, os Fuscas chegaram a ser pintados nessa Fábrica de Santo André além da antiga Planta da Vemag que produziu veículos da DKW também ter sido usada.
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Nos anos 70, International Harvester Co. se desfez das divisões de Tratores, Máquinas Agrícolas e de Construção, vendidas, para a Tenneco, grupo controlador da J I Case (esta, unida à New Holland, daria origem à gigante CNH).
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Com a venda, a marca e o logotipo IH – criada em 1947 pelo grande designer Raymond Loewy – passaram à propriedade da Case. A International Harvester abandonou o nome histórico e assumiu a razão social Navistar International Corp.
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Em 1975 o Grupo VW inicia o processo de aquisição da Chrysler no Brasil e esse processo encerra-se em 1980 com o nome da empresa sendo mudado para Volkswagen Caminhões.
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Em 1984 a Fábrica de Santo André é desativada e a produção enviada para a antiga Fábrica da Chrysler em São Bernardo do Campo e anos depois para Resende no Estado do Rio de Janeiro.
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A velha fábrica da Vila América ficou abandonada por alguns anos até ser demolida e o espaço ocupado pelo Hipermercado Carrefour de origem francesa no inicio dos anos 1990.
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A International Harvester tentou voltar ao mercado brasileiro, cerca de 10 anos atrás usando as instalações da Agrale para montar seus Caminhões, mas com o mercado brasileiro agora bem mais amplo e competitivo do que antigamente não conseguiram volumes significativos de vendas e foram embora novamente do país.
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Em 2016 o Grupo Volkswagen adquiriu ações da Navistar International Corp e em janeiro de 2020, através de sua subsidiária Traton, fez oferta para aquisição do restante do controle e da administração da Navistar.
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Fonte de parte do Texto e das informações: Site lexicarbrasil, Revista Automóveis e Acessórios, Maria Claudia, Luciana Velo, Atilio Santarelli, Juares Sasso Jardim, Roger Rezende, Marcelo Nunes, Lindeberg de Menezes Jr. e Grupo Santo André ontem e hoje .
Fonte da Publicidade: Revista Brasil Açucareiro - Ano V Volume IX - Agosto de 1937 - Memória Estatística do Brasil .