sábado, 26 de novembro de 2022

Nova Esperança

 

Nova Esperança


Nova Esperança
   Município do Brasil  
Símbolos
Bandeira de Nova Esperança
Bandeira
Brasão de armas de Nova Esperança
Brasão de armas
Hino
Gentíliconova-esperancense
Localização
Localização de Nova Esperança no Paraná
Localização de Nova Esperança no Paraná
Nova Esperança está localizado em: Brasil
Nova Esperança
Localização de Nova Esperança no Brasil
Mapa de Nova Esperança
Coordenadas23° 11' 02" S 52° 12' 18" O
PaísBrasil
Unidade federativaParaná
Municípios limítrofesCruzeiro do SulUniflorAtalaiaPresidente Castelo BrancoFloraíTamboaraSão Carlos do Ivaí e Alto Paraná
Distância até a capital487 km
História
Fundação14 de novembro de 1951 (71 anos)
Administração
Prefeito(a)Moacir Olivatti (Cidadania, 2021 – 2024)
Características geográficas
Área total [1]401,587 km²
População total (estimativa IBGE/2018[2])27 821 hab.
Densidade69,3 hab./km²
ClimaSubtropical (Cfa)
Altitude550 m
Fuso horárioHora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2000[3])0,748 — alto
PIB (IBGE/2009[4])R$ 312,743,304 milhões
PIB per capita (IBGE/2009[4])R$ 11 761,05

Nova Esperança é um município brasileiro do estado do Paraná. Conhecida como a "capital da seda", sua população foi estimada pelo IBGE em 2018, com 27 821 habitantes.[2]

História

O surgimento de Nova Esperança devido ao desenvolvimento da cultura cafeeira pós anos 30 no Norte do Paraná. Fortalecida pelos lucros auferidos com a atividade cafeeira, intensificou-se a abertura de vias e assentamento populacional na localidade de Capelinha.

Em 20 de agosto de 1951, teve seu nome alterado para Nova Esperança. Em Nova Esperança atualmente se encontra a mais expressiva produção de Casulos Verdes, sendo a mesma conhecida nacionalmente como a Capital da Seda.

Criada através da Lei Estadual n° 790, de 14 de novembro de 1951, foi instalado oficialmente em 14 de dezembro de 1952, sendo desmembrado de Mandaguari.

Geografia

Com área de 402,587 km², representa 0,2015 % do estado, 0,0713 % da região e 0,0047 % de todo o território brasileiro. Localiza-se à latitude 23º11'02" sul e à longitude 52º12'18" oeste e fica a 550 metros de altitude.

Compõem o município três distritos: Nova Esperança (sede), Barão de Lucena e Ivaitinga.[5]

Demografia

Dados do Censo - 2010

População total: 26.613

  • Urbana: 22.585
  • Rural: 4.144
  • Homens: 13.500
  • Mulheres: 13.113

Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M): 0,748

  • IDH-Renda: 0,697
  • IDH-Longevidade: 0,696
  • IDH-Educação: 0,850

Rios

  • Ribeirão Caxangá
  • Ribeirão Jacupiranga
  • Ribeirão Anhumaí
  • Ribeirão do Diabo
  • Ribeirão Piúna
  • Córrego Saturno
  • Rio paracatu

Rodovias

Administração

Ensino Superior

FANP - Faculdade do Noroeste Paranaense.

Referências

  1.  IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010
  2. ↑ Ir para:a b «Estimativa populacional 2018 IBGE». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de agosto de 2018. Consultado em 24 de maio de 2019
  3.  «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil»Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008
  4. ↑ Ir para:a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2009». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2009[ligação inativa]
  5.  «Nova Esperança». IBGE Cidades. Consultado em 16 de março de 2022

Ligações externas

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 3 - SURGE A PATRULHA TOURO

 

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 3 - SURGE A PATRULHA TOURO


Anuncio no jornal O Dia, de Curitiba, informando o percurso dos "Itas" da Costeira, indo e vindo de Norte a Sul; 
(Estamos no mês de dezembro de 1941. Enquanto o mundo está em Guerra e o Brasil segue sob a Ditadura do Estado Novo, cinco escoteiros de Antonina (PR), entre 15 e 18 anos, estão desde 16 de dezembro de 1941 numa marcha a pé rumo ao Rio de Janeiro para entregar uma mensagem para Getúlio Vargas. Beto, Milton, Lydio, Antônio (Canário) e Manoel (Manduca) são os escolhidos para compor a Patrulha Touro, que ira realizar a marcha até o Rio de Janeiro.)

Antonina era uma pequena cidade marítima, no estreito litoral do Paraná. Seu pequeno porto, porém, era muito bem situado. Localizado no fundo da baia de Paranaguá, estava no início da estrada da Graciosa, então o melhor caminho para o planalto. Enquanto a distância de Paranaguá a Curitiba era de 120 km, passando por rios e Serras altas, o caminho da graciosa, além de bonito, era o que oferecia o melhor custo benefício para os carroceiros e, depois, para os pequenos veículos a motor. O binômio porto mais próximo e a estrada da Graciosa constituía uma vantagem sensível para o comercio da Deitada-a-beira-do-mar. 

O porto de Paranaguá, uma das principais cidades do estado, também era um adversário terrível. Perdendo na questão geográfica, combateu com o estabelecimento de um novo modal de transporte como diferencial. Este diferencial seria a ligação do porto com a ferrovia. Paranaguá assumiu esta vantagem no final do século XIX, sendo o caminho final da linha férrea, inaugurada em 1885. Antonina, logo a seguir, emparelhava a disputa com o ramal ferroviário até a cidade de Morretes. Os dois portos, associados e concorrentes, eram pontos importantes do transporte marítimo de cabotagem do Rio de Janeiro para o sul do Brasil e mesmo para Uruguay e Argentina. 

Entretanto, a crescente malha ferroviária, embora muitas vezes parceira, também punha em xeque o transporte marítimo, principalmente no sul. A princípio, o trilho era um associado do transporte de cabotagem, fazendo ligações e encurtando distancias de maneira cooperativa. No entanto, com a chegada do automóvel, ameaçando a ferrovia, a cabotagem começou a rapidamente perder importância.
A década de 30 em Antonina foi um período de muito aperto econômico. Os velhos armazéns que antes controlavam o comércio da cidade com Curitiba e com os portos mais próximos, como Santos e Florianópolis, mudaram-se em sua maior parte para Paranaguá e Curitiba. O pequeno comércio local que não conseguiu se mudar da cidade e era dependente do sistema de cabotagem, começou a diminuir. Com a interrupção das atracagens da Costeira e do Loide na cidade, a situação começou a ficar desesperadora para estes comerciantes. Da mesma forma, os Sindicatos de Estivadores e os que trabalhavam nas firmas embarcadoras foram ainda mais duramente afetados. 

Não se sabe de onde veio a ideia de mandar os rapazes para o Rio. Mas, desde o início, a ideia pareceu boa. Estávamos vivendo no regime do Estado Novo, a Ditadura Varguista. O escotismo era um dos pilares de Vargas, assegurando o surgimento de uma juventude patriota e adestrada, fortemente associada ao regime. Uma vez que o destino das companhias de cabotagem estava em suas mãos, por que não quatro meninos a convencê-los? 

O grupo escoteiro Valle porto havia sido fundado havia três anos, em 1938. Era um grupo jovem, mas bastante organizado. Desde o início fortemente associado aos encontros escoteiros da região, possuía uma tropa bem treinada. Muitos destes escoteiros participaram nestes primeiros anos de diversos encontros de escoteiros em Joinville, Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. Era um grupo forte e motivado. 

Caminhadas também eram o forte do Grupo Escoteiro Valle Porto. Em maio de 1940, os escoteiros Rubens Nagorne Vieira, Lourival silva, Lydio dos Santos Cabreira e Alceu Pereira da Silva haviam participado de uma caminhada a pé de 82 km, ligando Antonina a Curitiba. Foi um feito notável. Este Raid, que era como se chamavam então este tipo de competição, foi o batismo da patrulha Touro. Esta foi, com algumas modificações, a patrulha encarregada da missão no Rio de Janeiro. 

Uma vez definido o grupo, foram reunidos na Patrulha Touro cinco rapazes que pudessem dar cabo da tarefa. A escolha, bem se pode imaginar, era a escolha de rapazes que tivessem experiência em caminhadas, em acampamentos, mas, que, também, pudessem agir como um grupo. Sem isso, a missão jamais poderia ter sido concluída com êxito. 

Quem eram estes rapazes?

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 5 - NO CAMINHO DO CURITIBAIVA

 

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 5 - NO CAMINHO DO CURITIBAIVA



Antigo Portal da cidade: por aqui passaram os escoteiros no primeiro dia de sua marcha
(Estamos no mês de dezembro de 1941. Enquanto o mundo está em Guerra e o Brasil segue sob a Ditadura do Estado Novo, cinco escoteiros de Antonina (PR), entre 15 e 18 anos, estão desde 16 de dezembro de 1941 numa marcha a pé rumo ao Rio de Janeiro para entregar uma mensagem para Getúlio Vargas. No episódio de hoje, 17 de dezembro de 1941, Beto, Milton, Lydio, Antônio (Canário) e Manoel (Manduca) estão iniciando a marcha pela perigosa estrada do Curitibaiva.)

No primeiro dia, os rapazes caminharam somente 4 quilômetros. Mas, também, o dia havia sido cheio, com alvoradas, foguetórios, desfiles, despedidas. As 17:40, segundo o relógio de pulso de Lydio, eles montaram acampamento ainda na estrada da Graciosa, numa Olaria de propriedade dos irmãos Vieira.

Três colegas foram de bicicleta passar a noite com eles: eram Lourival Silva, que era também, como Lydio, remanescente do Raid Antonina-Curitiba, mais Alceu Nascimento e Walter Vieira. Nesta primeira noite, o lanche dos rapazes e seus visitantes foi um café com leite condensado e bolachas de mel. 

Durante a noite, foram feitos turnos de guarda de 2 horas cada um. No meio da noite, durante a guarda de Manduca, um burrico que estava por ali deu um relincho. Manduca deve ter se assustado, e o burrico mais ainda. Para desespero de manduca, o pobre animal acabou dentro da Olaria, derrubando tijolos por todos os cantos. Com o barulho, todos se levantaram e ajudaram Manduca a tirar de lá de dentro o burrico, antes que o estrago ficasse maior. Mais umas risadas, e todos voltaram a pegar no sono. 

De manhã cedo, os rapazes se despediram dos três colegas e tomaram a estrada do Curitibaiba. Era muito barrenta, cheia de charcos, e o calor estava grande. As 11 horas, eles já estavam no Morro Grande, onde fizeram um pouso na casa do senhor Bernardo Moreira. Ali, na fresca, tomaram um bom chimarrão e almoçaram uma farofa de frango que Milton havia trazido. 

Acabaram por visitar o engenho de aguardente de seu Bernardo, e se impressionaram com a engenhosidade da roda d’água, que movimentava todos os maquinários do engenho. Em vez de aguardente, os rapazes aproveitaram a garapa que um empregado do senhor Moreira fez exclusivamente para eles. 

Pouco depois, de volta a estrada, eles já estavam no rio do Meio. Depois de atravessar o rio, os rapazes deram uma descansada. Chefe Beto, com seu uniforme que, segundo Lydio, lhe dava o ar de um oficial inglês, deitou-se na grama e pôs se a fumar seu cachimbo. Pra espantar os mosquitos, segundo ele. Lydio observou que as baforadas que ele dava erguiam-se rápido no calor da tarde. 

As 14:30 chegaram na venda do senhor Mokito Yassumoto, no Cacatu. Lá, compraram algumas coisas e seguiram adiante. Manduca e Canário andavam a maior parte do tempo descalços pelo caminho, sem machucar os pés. De todos, quem mais tinha esta capacidade era Canário, que podia caminhar a maior parte do tempo assim descalço. Já os outros, calçavam “sapatos-tênis”, mais confortáveis. 

Mais alguns quilômetros adiante, os rapazes passaram pela fábrica de papelão e pasta mecânica do Dr Italo Pellizi. O sol estava tão quente que eles ficaram um pouco à sombra do portão da fábrica. Ali, encontraram um caboclo, que ensinou aos rapazes (tintim por tintim, como anotou Lydio) sobre o caminho que os levaria para o outro lado da Serra. 

Quando chegaram no Rio cachoeira, Lydio sugeriu que eles o atravessassem a nado. Milton, mais ponderado, fez ver aos companheiros que ali tinha muita correnteza. O Rio, segundo ele era muito profundo por ali. Ficaram um tempo esperando um canoeiro que os atravessasse. Quando, depois de algum tempo, o canoeiro chegou e procedeu a travessia, os rapazes ficaram muito felizes com a pequena aventura náutica. Agradeceram ao canoeiro e se puseram a caminhar. As 17 horas, chegaram na fazenda Santa Olympia de propriedade do Senhor Ymaguti. 

Nesta fazenda tinha um posto telegráfico. Chefe Beto comunicou a chegada e informou que estava tudo bem com eles. O senhor Ymaguti e sua esposa receberam os rapazes, alojaram-nos num cômodo de sua própria casa e lhes ofereceram um jantar. 

Nesta noite, com o corpo todo picado de mosquitos e com muitas dores lombares e pés inchados pelo peso que carregavam, os rapazes dormiram um sono dos bons.

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 83: A CHEGADA TRIUNFAL

 

A MARCHA DOS ESCOTEIROS 83: A CHEGADA TRIUNFAL



A chegada da tropa escoteira em Antonina depois de um Encontro em Joinville. Como seria a recepção dos rapazes na madrugada de 4 para 5 de março de 1942?
(Estamos no mês de março de 1942. Enquanto o mundo está em Guerra e o Brasil segue sob a Ditadura do Estado Novo, cinco escoteiros de Antonina (PR), entre 15 e 18 anos, percorreram 1250 quilômetros numa marcha a pé rumo ao Rio de Janeiro para entregar uma mensagem para Getúlio Vargas. No episódio de hoje, 5 de março de 1942, Beto, Antônio (Canário) e Manoel (Manduca), Milton e Lydio, estão chegando em casa, finalmente! E a recepção, como seria?)

Era já noite, no dia 4 de março de 1942, quando o navio finalmente chegou. Os rapazes iam acompanhando a lenta e segura manobra do navio para atracar no porto de Paranaguá naquela noite fresca e úmida de fim de verão. 

No cais, os meninos foram recebidos pelo chefe dos escoteiros de Antonina, Maneco Picanço, e por alguns antoninenses que moravam na cidade. Foi uma grande festa. Um momento de muita emoção e alegria ver o chefe Manequinho e seus amigos ali esperando por eles no porto. 

Mas tinha mais. Eles foram informados que toda a cidade estava esperando por eles naquela noite, e iria ter festa nem que fosse de madrugada. 

Um Ford V8 preto estava ali, esperando para levar os rapazes de volta para casa. Seria a última viagem até Antonina, a Doce Antonina, de onde haviam partido em dezembro para uma viagem a pé de 1.250 quilômetros. 

E que viagem. Na certa, os rapazes que agora chegavam não eram os mesmos que haviam partido. Praticamente dois meses de muito sacrifício e de muita novidade, quem ali chegava eram cinco rapazes que conheciam muito mais do mundo. Os meninos voltavam homens. 

O motorista do Ford foi encher o tanque nas imediações. Aquela era uma tarefa bastante complicada naqueles tempos. A gasolina estava racionada em tempos de guerra. Além disso, já era tarde da noite na cidade, com poucos lugares abertos. 

Demorou quase duas horas para voltar com o tanque cheio. De tanque cheio também estavam os rapazes, levados pelo Chefe para fazer uma boquinha antes da última viagem. Era o último lanche que eles comeriam fora de casa. Famintos da viagem, mas ainda lembrando das iguarias que eles comeram no navio, os rapazes comeram bem para aguentar a viagem até Antonina. 

O Ford deixou Paranaguá as 22:00 horas. Eles passaram pela vila de Morretes depois de quase duas horas de viagem. Depois, o carro foi até Porto de cima e seguiram para São João da Graciosa, no entroncamento da Estrada da Graciosa, onde pararam para descansar.  Era esse o caminho da época.

Em São João da Graciosa estava esperando por eles o Sr Nicolau Cecyn, em seu Ford verde, para acompanhá-los no trecho final. Depois de cumprimentar os rapazes, o agora comboio seguiu em frente rumo a Antonina. 

No quilometro 8 da Estrada da Graciosa o comboio encontrou o delegado de polícia de Antonina, o Sr Penny Withers. Não, não era pra prende-los. Era só o que faltava! O delegado estava ali esperando para dar a boa vinda aos rapazes, em nome do prefeito, Capitão Custodio Afonso Neto. 

Quando a caravana chefiada pelo Ford Preto cruzou a Avenida Thiago Peixoto, os foguetes começaram. Era na madrugada do dia 5 de março de 1942. Segundo Lydio, o espetáculo pirotécnico era indescritível. Essa a palavra que ele usou em seu diário. 

Indescritível. Foguetes e morteiros estouravam sem cessar, anota ele. Os carros só pararam, em meio ao foguetório, depois do portal da cidade, próximo do pátio da Estação Ferroviária. Ali, eles desceram para cumprimentar a grande multidão que ali estava. Todos queriam cumprimentar os rapazes, dando-lhes beijos e abraços. 

Como Lydio anotou em seu diário, teve início um grande desfile escoteiro nas ruas de Antonina. Este desfile, impensável para muitos, durou parte da madrugada, que só terminou na Caserna da Tropa Valle Porto. O desfile foi, é claro, acompanhado por grande massa de pessoas. Volta e meia, estourava um foguete perdido, para horros dos cachorros da época. 

Ali, na caserna dos Escoteiros da Tropa Vale Porto, finalmente, os rapazes da Patrulha Touro foram dispensados de sua missão e puderam ir para suas casas. Quanta felicidade!

Ao chegar em casa, com sua família, Lydio conta que estava muito excitado para dormir. Estava cansado, com fome, mas sem sono, querendo desesperadamente falar. Sua mãe, dona Nathalia, foi fazer um café. Enquanto isso, Lydio contava para seu pai alguns dos detalhes da viagem. 

Eram 4 da manhã quando finalmente conseguiu pegar no sono. Segundo conta, demorou pra dormir porque ainda sentia falta do balanço do navio. Ainda excitado com a recepção, ele fechava os olhos e tentava reter na memória tudo o que havia acontecido naquela memorável madrugada. 

A aventura ia chegando ao fim. Mas ainda tinha mais!!