quinta-feira, 2 de novembro de 2023

INRI, O POLÊMICO E FOLCLÓRICO PERSONAGEM DE CURITIBA

 INRI, O POLÊMICO E FOLCLÓRICO PERSONAGEM DE CURITIBA


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INRI, O POLÊMICO E FOLCLÓRICO PERSONAGEM DE CURITIBA
" Quem nasceu, passou ou vive em Curitiba nas últimas duas décadas, provavelmente já ouviu falar de um personagem ícone da cidade: INRI Cristo, que afirma ser a própria reencarnação de Jesus Cristo. Assim como Oil Man, a mulher que gritava Borboleta 13 na Rua XV, mímicos, estátuas e outras pessoas que marcam a história dos curitibanos, INRI Cristo chegou a ter uma sede da Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust) por aqui.
Há pouco mais de uma década, no entanto, suas andanças na cidade ficaram mais raras. Ele mudou-se para Brasília, como previsto na fundação da Soust, por uma “ordem de Deus”. Antes disso, porém, foi em território curitibano que ele começou a ganhar fama.
Era 1962 quando INRI desembarcou em Curitiba pela primeira vez. Aos 14 anos, o adolescente de Indaial, Santa Catarina, ficou hospedado em um hotel próximo à rodoviária. Naquela época ele ainda não havia tido o que acredita ser a revelação de que era a “reencarnação de Jesus Cristo“, o que só aconteceu em 1979, durante um jejum em Santiago, no Chile. Por isso, o jovem levava uma vida comum, trabalhando como mascate e corretor. Apenas mais um rosto na capital paranaense.
No ano seguinte ele participou, inclusive, da inauguração de um dos cinemas mais tradicionais da cidade, o Cine Vitória, fechado em 1987 para a construção do Centro de Convenções de Curitiba. Anos mais tarde, depois de fundar a Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade (Soust) em Belém do Pará, ele voltou à cidade para estabelecer sua igreja. Foi com a ajuda da Gazeta do Povo, aliás, que o endereço foi escolhido.
“O imóvel onde foi estabelecida a sede provisória no Alto Boqueirão foi localizado após várias buscas em anúncios na Gazeta do Povo”, revela. O lugar deveria ser uma mercearia, mas, segundo INRI, o alvará foi negado pela Prefeitura, o que possibilitou que a Soust ficasse sediada ali por nada menos que 24 anos. A casa em questão, na rua Danilo Pedro Schreiner, ainda existe, mas já não exibe a placa em que se lia “Sede Provisória do Reino de DEUS”.
O que INRI fazia em Curitiba?
Jogar boliche no Shopping Curitiba, caminhar no Parque Barigui, assistir a concertos no Teatro Guaíra. Poderia ser apenas um dia normal na vida de um curitibano típico, mas essa é a descrição de alguns dos programas que INRI Cristo mais gostava de fazer quando morou em Curitiba, entre 1982 e 2006.
Apesar do tempo na cidade, ele diz não levar daqui o sotaque característico. “Deveras é um sotaque bem peculiar [o do curitibano]”, avalia. Mas emenda que, por ter “consciência universal”, é imune a trejeitos e a mudanças no sotaque ou no jeito de ser. Por isso, não levou das terras curitibanas nem mesmo o “E” carregado do “leite quente”.
Em Brasília
Instalado em Brasília desde 2006 por “ordem divina”, INRI diz ter muito carinho por Curitiba e pelas pessoas da cidade. “O que mais gostava em Curitiba era encontrar filhos de Deus que lá residiam e vinham à minha presença nas reuniões de sábado. Alguns tiveram a missão de me assessorar em todos os sentidos, inclusive enfrentando hostilidade dos que ignoravam e ignoram minha real condição e identidade.” Fora da sede da Soust e além desses encontros, o cotidiano do Filho de Deus era tipicamente curitibano.
“Muitas vezes caminhei com meus discípulos até o zoológico no Parque Iguaçu, também fiz caminhadas no Barigui. Nos últimos tempos visitei alguns parques da cidade, a Ópera de Arame, assisti a um concerto no Teatro Guaíra, onde sei que um dia voltarei para falar ao povo curitibano”, conta INRI. Ele também diz que gostava de assistir a “filmes clássicos do cinema mundial, incluindo faroeste” e disputar partidas de sinuca com amigos que o visitavam no Alto Boqueirão.
Hostilidade
Mas nem só de alegrias viveu INRI em Curitiba. De acordo com seus relatos, foi um período de muito trabalho para que as pessoas reconhecessem sua verdadeira identidade. “O Senhor disse que eu haveria de permanecer em Curitiba até que o povo dessa cidade não me chamasse por outro nome a não ser INRI Cristo. Nesse lugar o Senhor colocou diante de mim muitas cobaias vivas para eu conhecer os diferentes comportamentos de meus contemporâneos.”
Depois de passar mais de duas décadas vivendo aqui, ele tornou-se uma das figuras lendárias da cidade – e recebeu até homenagens antes de se mudar para Brasília.
“Fui convidado a participar da campanha do Festival de Teatro de Curitiba, não como artista, mas para prestigiar a arte. Minha imagem em tamanho real ficou espalhada pelas ruas da cidade nos pontos de ônibus. Foi uma espécie de carinhosa homenagem dos curitibanos. É essa a imagem, a sublime lembrança que carrego do povo curitibano”, relata.
Com o tempo, tal qual está escrito na Bíblia, INRI parece ter “vencido o mundo” e aprendido a lidar com a hostilidade daqueles que não acreditam no que diz. Hoje, mantém um canal no Youtube em que publica vídeos sobre assuntos que vão de “livre-arbítrio” a “bonecas de silicone”, passando ainda por “Pablo Escobar“, “ioga” e “rodeios”.
Sua conta no Twitter tem mais de 13 mil seguidores e, no Instagram, mais de sete mil. É muita gente, mas nada comparado à página oficial no Facebook, com mais de 338 mil inscritos. Além das atividades nas redes sociais, INRI também responde perguntas e concede bênçãos todo sábado, às 11h, por meio de sua TV online, e recebe os “filhos do coração” na sede da Soust, em Brasília.
Ele diz que sente falta da organização dos curitibanos, mas se lembra sem saudades de outras características da cidade. O que menos gostava era “do característico frio de Curitiba, em todos os sentidos.”
(Texto e fotos extraídos da Gazeta do Povo)
Paulo Grani

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Na foto da primeira década de 1900, o vapor "Curitiba" navegando no rio Iguaçu tendo por torcida ribeirinha a criançada que ansiosamente aguardava a passagem dos vapores

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VAPORES DO RIO IGUAÇU
VAPOR "CURITIBA"
Na foto da primeira década de 1900, o vapor "Curitiba" navegando no rio Iguaçu tendo por torcida ribeirinha a criançada que ansiosamente aguardava a passagem dos vapores.
O vapor "Curitiba" foi o quarto vapor a navegar no rio Iguaçu, lançado em 1893, com casco de fundo chato, roda traseira, tinha 19 metros de comprimento e 4,5 metros de largura, potência de 45 HP, e pertencia à firma Burmester Thom & Cia.
O Curitiba era destinado ao transporte de passageiros, mas levava alguma carga. Nos períodos de estiagem vários barcos encalhavam nos baixios, porém, o Curitiba tinha fundo chato que permitia trafegar nos períodos de estiagem.
A navegação estava apenas no início, pois os barcos pertenciam a empresários, em sua maioria ligada ao ramo da erva-mate. Porém, a navegação estava limitada ao período das safras, parando quase que completamente no período da entressafra, além disso, os longos períodos de estiagem, em que o rio diminuía seu nível, comprometiam a navegação dos demais vapores que não tinham fundo chato, obrigando-os a interromper o transporte nesses períodos.
Com isso, a tripulação dos vapores, mão-de-obra especializada composta por pilotos, maquinistas, marinheiros e mecânicos não poderia ser dispensada a todo o momento, tendo o risco de não poder contar com eles diante da normalidade das atividades. Isso representava um custo muito elevado aos proprietários das embarcações, forçando-os a operar como empresa de transportes gerais, alternativa que não convinha ao industrial do mate.
Os vapores não possuíam grandes proporções por causa da imposição das características dos rios pelos quais navegavam. Aos poucos os vapores foram evoluindo. Do transporte de mercadorias, principalmente madeira (quando iniciada a indústria madeireira no Vale do Iguaçu) e erva-mate, paulatinamente foram se adaptando ao transporte de passageiros, instalando-se cabines e refeitórios razoavelmente confortáveis para a época. As variações de condições da navegabilidade do rio e o agenciamento de transporte de cargas e de passageiros causavam aborrecimento aos donos dos vapores, obrigando os mesmos a adaptarem seus barcos conforme determinada demanda.
Paulo Grani

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Curitiba, anos 1950. Belos tempos em que a Praça Rui Barbosa era um local para exposições, circos e parques, quando a população desfrutava alegremente o espaço

Curitiba, anos 1950. Belos tempos em que a Praça Rui Barbosa era um local para exposições, circos e parques, quando a população desfrutava alegremente o espaço. Ao fundo, o antigo Quartel do 15° Batalhão de Caçadores, mais tarde abrigou o Quartel da Polícia do Exército. Na de cada de 1980, o espaço foi transformado em Rua da Cidadania e estacionamento de veículos. (Foto: Curitiba.pr.gov.br) Paulo Grani.

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Curitiba, anos 1950. Belos tempos em que a Praça Rui Barbosa era um local para exposições, circos e parques, quando a população desfrutava alegremente o espaço.
Ao fundo, o antigo Quartel do 15° Batalhão de Caçadores, mais tarde abrigou o Quartel da Polícia do Exército.
Na de cada de 1980, o espaço foi transformado em Rua da Cidadania e estacionamento de veículos.
(Foto: Curitiba.pr.gov.br)
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O PRÉDIO DA ANTIGA ASSEMBLÉIA DA PROVÍNCIA DO PARANÁ

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O PRÉDIO DA ANTIGA ASSEMBLÉIA DA PROVÍNCIA DO PARANÁ
O primeiro prédio a abrigar o Legislativo paranaense encontrava-se na Alameda Dr. Muricy, esquina com a rua Cândido Lopes, onde permaneceu de pé até o início da década de 1950.
Na tela, ele ao lado do imponente "Theatro São Theodoro", mais tarde Teatro Guaíra.
Ambos os prédios foram demolidos no início da década de 1950 e no local, foi construído o edifício da Biblioteca Pública do Paraná, inaugurado em 1954. É bom lembrar, que a entrada da biblioteca ficou de frente para a rua Cândido Lopes.
Fonte/Foto: Alep
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Diário do Paraná (PR) Ano 1945\Edição 00020

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